“Atualização e Formação em DPOC”: Pneumologia e MGF reunidas para uma estratégia eficaz dirigida à doença pulmonar obstrutiva crónica
DATA
07/07/2022 09:20:55
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Jornal Médico
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“Atualização e Formação em DPOC”: Pneumologia e MGF reunidas para uma estratégia eficaz dirigida à doença pulmonar obstrutiva crónica

Ao longo dos sete módulos-vídeo da plataforma e-learning, “Atualização e Formação em DPOC”, nove especialistas abordam tópicos relacionados com a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) que vão desde a prevalência da doença, técnicas farmacológicas, e não farmacológicas, para o tratamento de doentes, passando também pelo papel dos médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) na referenciação de doentes. Assista aos módulos-vídeo na plataforma.

O primeiro módulo, a cargo de António Morais, reflete acerca do panorama geral da doença em Portugal. Intitulado de “Prevalência e impacto da DPOC em Portugal”, o especialista explicita que “a DPOC é, claramente, uma doença desconhecida, o que é estranho, na medida em que é uma das principais causas de morte no nosso país”. A ignorância sobre esta patologia é o primeiro fator a combater numa doença, com prevalência estimada entre os 10 e 15%.

E se, de acordo com António Morais, é de notar que a prevalência da doença está relacionada com hábitos tabágicos e com a poluição, e que a maior parte dos doentes, classificados com DPOC, “não têm espirometria de base”, o segundo módulo, ministrado por Marta Drummond, passa pela importância de um diagnóstico precoce. 

No terceiro módulo, Paula Pinto olha com maior detalhe para as orientações da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) 2022 e explica os fatores de risco e prevenção da doença, ganhando aqui um lugar cimeiro a promoção da cessação tabágica, como aquela que é “a estratégia mais eficaz para abrandar ou travar a progressão da doença”. 

E para o controlo da doença, aborda-se, no quarto módulo e a cargo de Joaquim Moita e Cidália Rodrigues, a importância das intervenções não-farmacológicas, enquanto no quinto módulo, a dupla Ana Sofia Oliveira e Miguel Guimarães foca-se nas recentes guidelines e no algoritmo de intervenção farmacológica da DPOC.

Por sua vez, João Cardoso apresenta o sexto módulo às exacerbações da DPOC e como trata-las, sendo que, a base do tratamento são os broncodilatadores, e fica-se, também, a conhecer o fluxograma de referenciação hospitalar, de acordo com a avaliação e classificação da DPOC. Por fim, o sétimo módulo, entregue à dupla António Bugalho e Cláudia Vicente, debate-se sobre o papel do médico de família na referenciação destes doentes.

A formação consiste num conjunto de 7 módulos vídeo, disponíveis na plataforma, e é complementada por um manual de 32 páginas com conteúdos atualizados sobre a patologia que será distribuído a partir de setembro e encartado com o Jornal Médico em novembro. Todos os formadores são especialistas em Pneumologia, à exceção de Cláudia Vicente, a representante da Medicina Geral e Familiar. 

Os sete módulos-vídeo de “Atualização e Formação em DPOC” são destinados a profissionais de saúde das áreas: Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna e Pneumologia, abrangendo ainda médicos internos do Ano Comum e outras especialidades com interesse na DPOC. Aceda aos conteúdos através de inscrição, na plataforma.

Uma iniciativa do Jornal Médico, com o apoio da Bial e com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.