Portugal investiga melhorias na sustentabilidade e resiliência dos sistemas de Saúde
DATA
22/07/2022 10:05:00
AUTOR
Jornal Médico
Portugal investiga melhorias na sustentabilidade e resiliência dos sistemas de Saúde

A Parceria para a Sustentabilidade e Resiliência dos Sistemas de Saúde (PHSSR) chega agora a Portugal para analisar a melhoria da sustentabilidade e resiliência do sistema de Saúde nacional. Para isso contam com parceiros de investigação locais, decisores políticos e outras partes interessadas com o intuito de orientar para ações que melhorem a sustentabilidade e resiliência dos mesmos.

PHSSR é uma colaboração entre organizações académicas, não-governamentais, de Ciências da Vida, Saúde e empresas, criada em 2020 pela London School of Economics, pelo Fórum Económico Mundial e pela Astrazeneca, juntando-se posteriormente outros parceiros como a Royal Philips, KPMG, Apollo Hospitals e o Centro de Resiliência e Inovação da Ásia-Pacífico.

O Instituto Superior Técnico (IST) e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade de Lisboa, decompõem os parceiros locais portugueses.

Em Portugal, sob a coordenação da investigadora Mónica Oliveira, do IST, e em colaboração com a investigadora Aida Isabel Tavares, do ISEG, a PHSSR está a dar início ao estudo do sistema de saúde português, usando “uma estrutura desenvolvida pela London School of Economics para analisar o sistema de Saúde do país em sete domínios: financiamento, governança, recursos humanos, medicamentos e tecnologia, prestação de serviços, saúde populacional e sustentabilidade ambiental, e que serve de base para identificar pontos fracos, oportunidades e riscos para a sustentabilidade e resiliência do sistema de saúde português” explica Aida Isabel Tavares. O resultado final será, adianta Mónica Oliveira, “um relatório que integra recomendações de políticas geradas e discutidas por um grupo alargado de especialistas de diferentes áreas afetas à saúde”, até porque, “para criar sistemas de saúde verdadeiramente sustentáveis e resilientes, é essencial que haja colaboração entre todas as partes interessadas do sistema”.

Este estudo será também uma oportunidade para partilhar conhecimento e boas práticas entre os diversos países onde está a decorrer, como refere Alistair McGuire, diretor do Departamento de Política da Saúde e especialista em economia da saúde da London School of Economics. “A PHSSR está a aproveitar a oportunidade que a pandemia nos deu para agir e abordar questões globais de saúde. Estamos a transformar a investigação em ação, trabalhando com mais de 20 países para identificar soluções com o maior potencial, apoiar a sua adoção e partilhar conhecimento além-fronteiras”.

Espera-se que os resultados do relatório da PHSSR, em Portugal, sejam divulgados durante o segundo semestre de 2022.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
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É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.