Cancro do pulmão: rastreio e diagnóstico precoce são cruciais para detetar um dos cancros mais letais
DATA
27/07/2022 11:31:08
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Jornal Médico
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Cancro do pulmão: rastreio e diagnóstico precoce são cruciais para detetar um dos cancros mais letais

O Dia Mundial do Cancro de Pulmão assinala-se a 1 de agosto e para assinalar a data a Fundação Portuguesa do Pulmão deixa alguns números preocupantes e recorda que o rastreio e diagnóstico precoce podem ser cruciais.

Em 2020, foram diagnosticados em Portugal mais de 5 mil novos casos de cancro do pulmão. O tempo decorrido entre o início dos sintomas e o diagnóstico pode atingir os 10 meses.

Aquando do diagnóstico, em mais de 60 % dos doentes, o cancro está em fase inoperável. Apenas 16 % sobrevive a mais de cinco anos após o diagnóstico.

Desta forma, o rastreio é um processo crucial para detetar formas precoces de cancro do pulmão, garantindo um aumento substancial na esperança de vida.

Podem considerar-se para rastreio do cancro do pulmão os indivíduos com antecedentes de tabagismo de 30 unidades maço-ano ou mais. As unidades maço-ano são calculadas multiplicando-se o número de maços de cigarros fumados por dia pelo número de anos de fumador.

Adicionalmente, existem atualmente tratamentos inovadores, a imunoterapia e as terapêuticas alvo, que podem aumentar a esperança de vida significativamente (anos em vez de meses) em 60 % dos doentes.

A imunoterapia estimula o sistema imunitário para combater o tumor. As terapêuticas alvo atuam impedindo a expressão de defeitos genómicos provocadores do cancro do pulmão.

Se apresentarem algum dos seguintes sintomas, os doentes devem recorrer imediatamente ao médico assistente:


• Tosse persistente ou alteração das suas características habituais;
• Expetoração mucosa (branca) ou mucopurulenta (amarelada) persistente acompanhando a tosse;
• Expetoração com sangue ou com fios de sangue que persiste dias ou semanas;
• Dor torácica desconfortável e intermitente;
• Cansaço progressivo;
• Falta de apetite e perda de peso.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.