CHL cria Equipa Comunitária para a Infância e Adolescência com base na Saúde Mental
DATA
27/07/2022 11:36:36
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Jornal Médico
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CHL cria Equipa Comunitária para a Infância e Adolescência com base na Saúde Mental

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) vai criar uma Equipa Comunitária de Saúde Mental para a Infância e Adolescência. O objetivo é aproximar os serviços de Saúde Mental da população mais jovem que acompanha e assegurar respostas focadas na prevenção, através do melhor entendimento do contexto onde as pessoas vivem, permitindo uma intervenção mais efetiva nos problemas de saúde mental.

A equipa deverá ficar constituída até 30 de setembro para iniciar atividade e fica sob a responsabilidade do Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do CHL.

"Desde há várias décadas, diversos estudos salientam o facto de os cuidados prestados às pessoas com doença mental grave em contexto comunitário, serem mais eficazes do que modelos de prestação de cuidados de base hospitalar (PNSM, 2008)", salienta Graça Milheiro, diretora do Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do CHL.

"A evidência científica mostra que as intervenções na comunidade, mais próximas das pessoas, são as mais eficazes e as que acolhem as preferências dos indivíduos com doença mental e suas famílias, pelo que tem havido uma crescente preocupação em desenvolver serviços na comunidade em Portugal", acrescenta.

A constituição da nova equipa integra o Despacho n.º 8455/2022, que contempla a criação, em 2022, de cinco Equipas Comunitárias de Saúde Mental para a Infância e Adolescência, onde se inclui a do CHL, conforme previsto no Plano de Recuperação e Resiliência.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.