Coimbra lidera consórcio europeu com foco na prevenção de doenças cerebrovasculares
DATA
29/07/2022 10:05:49
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Jornal Médico
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Coimbra lidera consórcio europeu com foco na prevenção de doenças cerebrovasculares

A Universidade de Coimbra (UC) lidera um consórcio europeu constituído para promover a investigação na área do envelhecimento ativo e saudável, com foco na prevenção e reabilitação de doenças cerebrovasculares.

O projeto, que vai envolver cientistas, autoridades regionais e de saúde, e a sociedade civil, em Portugal e na Grécia, decorre durante quatro anos e conquistou um financiamento de cerca de cinco milhões de euros, em resultado de uma candidatura apresentada ao programa Horizonte Europa, sublinhou a UC.

“Vai contribuir para criar evidência científica para os benefícios de estilos de vida saudável associados à dieta mediterrânica para promover a saúde e prevenir doenças cerebrovasculares”, adiantou João Malva, coordenador do consórcio e investigador da Universidade de Coimbra.

O objetivo central do consórcio europeu quer concretizar-se através de um “forte investimento na investigação científica de qualidade, na formação de recursos humanos muito qualificados (ao nível do doutoramento), na transformação do conhecimento em inovação e com impacto no mercado, bem como na capacitação dos cidadãos para ajustar os seus estilos de vida, de modo a promover a saúde e evitar a doença, contribuindo para um envelhecimento ativo e saudável”, destacou o investigador.

O consórcio é composto por dois polos, um português - coordenado pela Universidade de Coimbra, com a participação do Instituto Pedro Nunes, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, do Laboratório Colaborativo Colab4Ageing e da Glintt, empresa tecnológica da área da saúde – e outro grego, que integra a Universidade de Creta, a Fundação para a Investigação e Tecnologia Hellas e o Hospital Universitário de Heraklion.

De acordo com um comunicado de imprensa, o trabalho do consórcio vai incluir sete principais áreas de atuação, desde logo “na criação de sinergias entre e dentro dos dois polos”, em Portugal e na Grécia.

Outro objetivo passa pela “promoção de um projeto conjunto para identificar mecanismos celulares e moleculares, bem como alvos terapêuticos para a prevenção e tratamento de doenças cerebrovasculares”.

A formação avançada, inovação e empreendedorismo “de uma nova geração de cientistas e profissionais” e a “aceleração da inovação e do desenvolvimento de produtos e serviços para o mercado associado à dieta mediterrânica e a estilos de vida saudáveis”, são outras metas enunciadas pelo consórcio europeu.

Estas incluem ainda a “implementação de um projeto-piloto para disseminação de literacia em saúde e sensibilização de cidadãos em torno dos benefícios de estilos de vida saudáveis e da dieta mediterrânica na prevenção da doença cerebrovascular”, a implementação de um “demonstrador de desenvolvimento e aplicação de tecnologias inovadoras para melhorar o tratamento das patologias cerebrovasculares e sua reabilitação”, para além da comunicação e disseminação de informação sobre o projeto “para criar impacto na sociedade e nos decisores para promover a saúde ao longo de toda a vida”.

Também citado na nota, Amílcar Falcão, reitor da UC, considerou a coordenação do consórcio europeu “mais um marco da importância que o tema do envelhecimento ativo e saudável tem tido, nos últimos anos, na estratégia para a investigação da Universidade de Coimbra” e, “indiscutivelmente, um tema absolutamente central para a sociedade: longevidade com qualidade de vida”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.