III PrimariaMente: Curso de saúde mental para médicos de MGF
DATA
05/08/2022 11:46:05
AUTOR
Jornal Médico
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III PrimariaMente: Curso de saúde mental para médicos de MGF

A terceira edição do Curso de Saúde Mental para médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) irá realizar-se nos dias 16 e 17 de setembro de 2022. Com o apoio científico da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), neste curso pretende-se “promover o contacto interespecialidades com vista à otimização da prestação de cuidados aos nossos doentes, através da partilha de conhecimento, da convergência de objetivos e da integração de unidades de saúde”, refere a comissão organizadora do evento.

O evento formativo decorrerá num período de dois dias completos e consistirá num primeiro dia de sessões teóricas online e num segundo de workshops práticos, em formato presencial. Os oradores convidados são médicos especialistas em Psiquiatria que vão partilhar a sua experiência adaptada à realidade dos Cuidados de Saúde Primários.

“Nascido em 2020 da iniciativa dos internos de Psiquiatria de Coimbra, a missão do PrimariaMente é permitir que a Medicina Geral e Familiar e a Psiquiatria falem uma mesma língua e se ajudem mutuamente a promover a Saúde Mental, intervindo de forma concertada e sinérgica. Nesta 3.ª edição queremos continuar o diálogo e a partilha de conhecimentos, fortalecendo a ligação entre as duas especialidades e munindo os participantes das ferramentas práticas essenciais à correta deteção, intervenção e encaminhamento na doença mental.”, refere Maria João Brito, coordenadora Geral e interna de Psiquiatria do 2.º Ano no CRIP Coimbra.

Este curso é uma iniciativa dos médicos internos de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e de médicos internos de Medicina Geral e Familiar da Administração Regional de Saúde do Centro.

Saiba mais sobre o evento, aqui.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.