Empregadores da Saúde continuam com perspetivas positivas de contratação até ao final do ano
DATA
19/09/2022 10:27:32
AUTOR
Jornal Médico
Empregadores da Saúde continuam com perspetivas positivas de contratação até ao final do ano

Segundo a ManpowerGroup Portugal, os empregadores nacionais mantêm perspetivas de criação de emprego muito positivas para o último trimestre deste ano, na área da Saúde. Apesar dos desafios decorrentes do conflito na Ucrânia, do aumento da inflação e da crescente incerteza económica, a procura por trabalhadores no setor tem projeção positiva de +20%.

Os dados do ManpowerGroup Employment Outlook Survey perspetivam, assim, uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego de +31%, no âmbito geral, e um índice de +20% no setor da Saúde, Educação, Trabalho Social e Governo, para o quarto trimestre de 2022, um valor já ajustado sazonalmente e que se traduz numa estabilidade relativa face ao último trimestre.

Este valor é rigorosamente o mesmo do trimestre transato, mas três pontos percentuais abaixo dos primeiros dois trimestres, embora se confirme um crescimento constante ao longo do ano.

Os resultados são motivadores, visto que se traduzem numa subida significativa relativa aos anos passados. Aliás, desde 2017 que não se registava uma subida tão acentuada na projeção de empregabilidade no setor.

“Apesar da incerteza económica e geopolítica, as intenções de contratação dos empregadores portugueses continuam fortes e a luta pelo talento acentuada. A retoma pós-pandémica tem suportado o crescimento do PIB, face a 2021, e impulsionado as contratações, com a taxa de desemprego a fixar-se nos 5,9%, no passado mês de julho”, afirma o Rui Teixeira, diretor-geral do ManpowerGroup Portugal, no âmbito global da empregabilidade em Portugal.

O estudo trimestral do ManpowerGroup entrevistou mais de 40 mil empregadores, em 41 países e territórios, durante o mês de julho, 555 dos quais em Portugal. Os resultados completos do ManpowerGroup Employment Outlook Survey para o quarto e último trimestre de 2022 podem ser consultados neste link.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
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É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.