Portugal recebe as primeiras doses da vacina adaptada às novas linhagens da variante Ómicron
DATA
19/09/2022 11:18:38
AUTOR
Sofia Pinheiro
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Portugal recebe as primeiras doses da vacina adaptada às novas linhagens da variante Ómicron

Portugal recebe hoje, 19 de setembro, cerca de meio milhão de doses da nova vacina da Pfizer adaptada às linhagens BA.4 e BA.5 da variante Ómicron, que é responsável por grande parte das infeções de COVID-19 registadas no país.

De acordo com o comunicado “nesta primeira entrega estão previstas chegar ao nosso país 504 mil doses hoje e 498.240 doses a 26 de setembro da referida vacina. Juntamente com a vacina adaptada Original/Ómicron BA.1 recentemente autorizada, espera-se que esta nova vacina adaptada ajude a manter a proteção ideal contra a COVID-19 à medida que o vírus evolui.” Estas vacinas foram aprovadas pelo regulador europeu (EMA), na passada segunda-feira, 12 de setembro.

Segundo os últimos dados do Instituto Ricardo Jorge (INSA), a linhagem BA.5 é predominante em Portugal desde maio, sendo responsável por 95,1% dos contágios, enquanto a BA.4 regista uma prevalência de 4,5%.

Desenvolvida pela Pfizer e pelo laboratório BioNTech, esta vacina é a primeira adaptada às linhagens BA.4 e BA.5 e está recomendada para reforço da imunização contra o coronavírus em pessoas a partir dos 12 anos, e vai integrar a campanha de vacinação de reforço para o outono e inverno, que iniciou em 7 de setembro. Numa primeira fase.

A EMA avançou que que a estratégia da União Europeia passa por disponibilizar uma “ampla gama de vacinas adaptadas que visam diferentes variantes do SARS-CoV-2, para que os Estados-membros tenham várias opções para atender às suas necessidades ao projetar as suas campanhas de vacinação”.

Neste momento, a prioridade do reforço será dada às pessoas com maior risco de contrair formas graves de COVID- 19.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
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É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.