Jorge Hernâni-Eusébio: "A formação em Dor procura ir ao encontro das dificuldades sentidas pelos médicos de família na sua prática diária"
DATA
21/11/2022 12:49:03
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




Jorge Hernâni-Eusébio: "A formação em Dor procura ir ao encontro das dificuldades sentidas pelos médicos de família na sua prática diária"

A partir do próximo ano, 2023 até 2025, o grupo MGF.dor estará sob a alçada de uma nova coordenação constituída por Raul Marques Pereira, coordenador, Jorge Hernâni-Eusébio, vice-coordenador para as relações externas, Ana Sofia Barbosa, vice-coordenadora para as relações internas, Ana Maria Pinto e Beatriz Chambel, vogais da coordenação.

A definição da nova equipa do MGF.dor - Grupo de Estudos de Dor da APMGF e os desígnios para o próximo triénio ficaram definidos na 1ª reunião formal presencial, realizada nos dias 5 e 6 deste mês. O presidente da APMGF, Nuno Jacinto, marcou presença nesta reunião, num estreitar de laços entre o MGF.dor e a direção da APMGF.

A linha de ação do MGF.dor até 2025 vai seguir quatro eixos de atividade. O primeiro dos quais trabalhar de forma próxima da pessoa com dor, “procurando trabalhar de forma próxima com associações de doentes e seus cuidadores, com uma grande aposta na literacia para a saúde do doente com Dor”, definiu a equipa, como partilhado pelo vice-coordenador Jorge Hernâni-Eusébio.

O segundo eixo assenta na formação em Dor, “procurando ir ao encontro das dificuldades sentidas pelos Médicos de Família na sua prática diária, fazendo um levantamento das necessidades formativas nesta área. Serão ainda reforçados os conteúdos que possam ajudar os profissionais a orientar as pessoas com Dor”, esclarece o grupo que coloca a investigação como o seu terceiro eixo de ação, planeando “vários projetos de caráter multicêntrico”.

Por último, o quarto eixo será a política de saúde. “Esperando-se definir importantes considerandos sobre a mesma em conjunto com as diferentes sociedades científicas, a academia e outros stakeholders relevantes em Medicina da Dor”, comunica o MGF.dor.

Como faz nota este grupo de estudos da APMGF, sendo “os Cuidados de Saúde Primários (CSP) a porta de entrada da pessoa no Serviço Nacional de Saúde (SNS), estes tornam-se imprescindíveis na abordagem e orientação da Dor. É por isso necessário que os CSP disponham de meios para tratar o maior número possível de pessoas com Dor e que sejam criadas as sinergias necessárias para que o percurso da pessoa na rede de saúde seja a mais profícua possível. Neste prisma, encontra-se o MGF.dor a encetar vários projetos interinstitucionais para reforço desta interligação”.

Recorde-se que o estudo, Chronic Pain Care, mostrou que, em Portugal, um em cada três adultos sofre de Dor Crónica, tornando-se impraticável gerir esta patologia num contexto meramente hospitalar.

Coordenação do MGF.dor para o triénio 2023-2025 (da esquerda para a direita em cima: Raul Marques Pereira, Jorge Hernâni-Eusébio; da esquerda para a direita em baixo: Beatriz Chambel, Ana Sofia Barbosa, Ana Maria Pinto).

You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade
Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade

No ano de 2021, foram realizadas 36 milhões de consultas médicas nos cuidados de saúde primários, mais 10,7% do que em 2020 e mais 14,2% do que em 2019. Ou seja, aproximadamente, a cada segundo foi realizada uma consulta médica.