Governo procura soluções “pontuais” para localidades sem Unidade de Saúde Familiar
DATA
23/11/2022 12:50:20
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Jornal Médico
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Governo procura soluções “pontuais” para localidades sem Unidade de Saúde Familiar

O secretário de Estado da Saúde, Ricardo Mestre, afirmou ontem, a 22 de novembro, no parlamento que nas localidades onde não há cobertura de médico de família o governo vai tentar encontrar, de forma pontual e localizada, soluções para suprir as falhas.

A aposta ao nível dos Cuidados de Saúde Primários recai nas Unidades de Saúde Familiar (USF) de Modelo A e de Modelo B, sendo objetivo “continuar a alargar a cobertura”, disse o secretário de Estado durante a discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) e propostas de alteração.

“De forma pontual, de forma transitória, de forma localizada, em articulação com os profissionais encontrar soluções para os locais concretos onde ainda não conseguimos ter a cobertura plena por parte de equipa de saúde familiar”, disse o governante, garantindo ser esta a “rota” e o “camião” do Governo, do qual não se vai desviar “apesar de nos quererem apresentar algumas ideias que não são as que defendemos”.

Entre as propostas de alteração ao OE2023 da IL está, na área da saúde, a atribuição de um médico de família no privado cujos custos seriam pagos pelo Estado caso o público não responda a esta necessidade, bem como a regulamentação das USF tipo C, uma possibilidade que o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, admitiu no âmbito das audições do orçamento.

Também o PSD propõe, como forma de aumentar a cobertura de médicos de família, que possam ser adotados procedimentos e contratualização de médicos especialistas em medicina geral e familiar e de unidades de saúde familiar de modelo C, em termos a regulamentar pelo Governo.

Em debate e votação estão também as propostas de alteração ao OE2023 apresentadas pelo PCP sobre gratuidade de medicamentos para doentes crónicos, com mais de 65 anos ou insuficiência económica, e o fim das taxas moderadoras na urgência.

Outras propostas incluem o reforço de meios para a Saúde Mental, do BE, ou ainda propostas sobre hidroterapia no trabalho de parto (PAN), atestado médico de incapacidade multiuso para doentes crónicos (Livre) e a criação de uma linha de apoio a grávidas em crise emocional, psicológica e/ou social (Chega).

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Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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