Cerca de 650 mil mortes de SIDA e um milhão e meio de infetados por VIH em 2021, indica relatório da ONU
DATA
30/11/2022 09:56:25
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Jornal Médico
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Cerca de 650 mil mortes de SIDA e um milhão e meio de infetados por VIH em 2021, indica relatório da ONU

Cerca de 650 mil pessoas morreram de síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA) em 2021 e um milhão e meio de pessoas foram infetadas pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) no ano passado, segundo o relatório anual do Programa das Nações Unidas de Combate ao VIH/SIDA (ONUSIDA) divulgado ontem, 29 de novembro.

O número total de novas infeções no ano passado foi semelhante ao registado em 2020, enquanto as mortes diminuíram 5,79%, embora a taxa de mortalidade tenha sido especialmente alarmante entre as crianças.

Segundo o ONUSIDA, 15% de todas as mortes no ano passado ocorreram entre crianças com menos de 14 anos, apesar de representarem menos de 15 % das pessoas a viver com o VIH no mundo.

No total, 38,4 milhões de pessoas têm VIH em todo o mundo, de acordo com as últimas estatísticas disponíveis, 1,5% a mais do que em 2020, quando a doença afetava cerca de 37,8 milhões de pessoas, segundo o relatório apresentado dois dias antes do Dia Mundial de Combate à SIDA, que se assinala a 1 de dezembro.

De qualquer forma, as novas infeções caíram 54 % desde o pico da doença em 1996 e as mortes caíram 32% desde 2004, quando dois milhões de pessoas perderam a vida devido à SIDA.

Quase dois terços das infeções globais ocorreram por contacto sexual entre pessoas pertencentes a grupos de risco.

Quanto ao tratamento, em 2021 aumentou o número de pessoas com acesso à terapia antirretroviral, que subiu 5,22%, chegando a 28,7 milhões de pessoas tratadas.

Por região, a África Oriental e Austral responde por quase metade do total de casos de SIDA no mundo: 20,6 milhões, dos quais 78% têm acesso ao tratamento antirretroviral.

O tratamento é menos comum no norte do continente africano e na Ásia Central, onde apenas metade da população afetada tem as terapias necessárias.

O documento destacou a desigualdade de género na luta contra a SIDA em diferentes regiões do mundo e mostra o seu impacto nas mulheres na África subsaariana, onde as adolescentes entre 15 e 19 anos têm duas vezes mais chances de serem infetadas do que homens da mesma faixa etária.

Cerca de 63% das novas infeções por VIH na região eram mulheres, quase 10 pontos percentuais a mais do que nas estatísticas globais.

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