Direção reeleita da APOGEN defende atualização dos preços dos medicamentos genéricos e biossimilares
DATA
18/01/2023 10:39:55
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Jornal Médico
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Direção reeleita da APOGEN defende atualização dos preços dos medicamentos genéricos e biossimilares

Maria do Carmo Neves acaba é reeleita presidente da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (APOGEN) para o biénio de 2023-2024. A Direção completa-se com Luís Abrantes, em representação da Generis Farmacêutica, S.A., e João Paulo Nascimento, em representação da Towa Pharmaceutical S.A., ambos como vice-presidentes. Uma das missões passa por atualizar os preços dos medicamentos genéricos e biossimilares no mercado concorrencial, face ao aumento dos custos de produção.

No ano em que a APOGEN celebra os seus 20 anos, a direção reeleita reforça o seu compromisso em “continuar a assegurar a sustentabilidade e o acesso à saúde através de políticas que promovam mais eficiência no acesso a terapêuticas mais custo-efetivas, como são os medicamentos genéricos e biossimilares”, salienta Maria do Carmo Neves.

Considerando o momento crítico vivido pela indústria farmacêutica de medicamentos genéricos e biossimilares, “é urgente garantir a sustentabilidade do setor com vista a não comprometer o acesso dos Portugueses à saúde. Uma vez que as dificuldades sentidas nas cadeias de fornecimento são cada vez mais críticas, tendência que se intensifica no mercado de medicamentos genéricos e biossimilares devido aos preços significativamente mais baixos quando comparados com os fármacos de referência, a própria sustentabilidade do setor, que tem sido sucessivamente ignorada pela tutela, vive sérias incertezas”, refere a presidente da APOGEN. 

“Há cerca de 20 anos que os preços dos medicamentos só têm caído. No caso dos medicamentos genéricos, a redução foi superior a 67% tornando o mercado pouco ou nada atrativo, o que provocou o desaparecimento de vários medicamentos do mercado e consequente menor acesso e aumento dos custos para o cidadão e SNS”, salienta Maria do Carmo Neves. 

Perante o relato de inúmeras ruturas de stock de medicamentos em áreas prioritárias, a APOGEN, representada por Maria do Carmo Neves, considera que “é fundamental que a tutela olhe para o valor estratégico da indústria farmacêutica dos medicamentos genéricos e biossimilares na dinâmica da saúde, da inovação tecnológica  farmacêutica, da economia e da sociedade portuguesa e que atualize urgentemente os preços dos medicamentos do mercado concorrencial em linha com o aumento dos custos de produção”, reforça. 

Para a APOGEN, existem soluções que podem anular o aumento dos custos para os utentes, já afetados por esta crise, visto que durante o ano de 2023, e seguintes, serão lançados no mercado um conjunto substancial de novos medicamentos genéricos e biossimilares, aumentando a disponibilidade financeira para uma majoração da comparticipação dos medicamentos no mercado concorrencial e maior acesso à inovação. 

A direção reeleita da associação, que representa mais de 90% da indústria de medicamentos genéricos e biossimilares, irá focar-se em seis eixos estratégicos no próximo biénio, nomeadamente: promover a sustentabilidade da Indústria Farmacêutica de medicamentos genéricos, biossimilares e de valor acrescentado, assim como, a qualidade dos processos que contribuem para um maior acesso a medicamentos mais custo-efetivos.

Desenvolver ações com os doentes para gerar confiança nos medicamentos genéricos e biossimilares, gerar valor para a sociedade portuguesa, promover relações de parceria e promover a Indústria farmacêutica com base industrial em Portugal nas suas componentes de inovação tecnológica, exportações e na garantia do acesso a medicamentos essenciais, também são outros dos objetivos da APOGEN para este biénio.

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