Políticas e sistemas de serviços de saúde é o tema do 5º Congresso Nacional de Medicina Tropical e o eixo central da agenda do desenvolvimento sustentável e do acesso a sistemas de saúde universais.

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A responsável pelo acesso a medicamentos, vacinas e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu que o aumento da literatura em língua portuguesa sobre regulação de medicamentos poderá ajudar na regulação de medicamentos em África.

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Os ministros da Saúde africanos comprometeram-se a implementar estratégias para acabar com os surtos de cólera em África até 2030.

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Fundação Champalimaud
O Prémio António Champalimaud de Visão 2015, no valor de um milhão de euros, foi atribuído a três instituições que trabalham em África no combate à cegueira e à pobreza e na promoção económica e social das populações.

O Kilimanjaro Centre for Community Opththalmology (KCCO), a Seva Foundation e a Seva Canada são os vencedores desta edição do maior prémio do mundo na área da visão e que foi ontem entregue na fundação.

O projeto “reúne três áreas: combate à pobreza, combate à cegueira e promoção económica e social das populações através de programas de microcrédito e microfinanciamento”.

“Estes programas de microcrédito abrem novas perspetivas e dão um novo sentido a atividades tradicionais, como o artesanato, pondo o resultado destas atividades ao serviço das populações e garantindo a estas comunidades esquecidas uma nova forma de vida e desenvolvimento sustentável”, segundo a Fundação.

O Projeto Kilimanjaro atua num dos cenários mais dramáticos de África, num território devastado pela pobreza extrema, pelos flagelos naturais, pela doença e pela cegueira, que atingiu nesta área números inimagináveis.

Em declarações à agência Lusa, o diretor do KCCO, Paul Courtright, sublinhou que o trabalho desta organização não se limita à assistência clínica: “Temos de envolver toda a comunidade, saber onde estão os doentes. Muito do nosso trabalho é focado em busca de capacidades” junto as populações.

Paul Courtright destacou a dimensão da cegueira em África, onde “há muita gente cega”.

Sobre as cataratas, que “são a principal razão da cegueira em África”, há pouco a fazer ao nível da prevenção. “O que podemos fazer é levar as pessoas a procurar os serviços” de saúde, o que “não é fácil”, tendo em conta a rede de transportes neste continente, que “é muito fraca”, disse.

“Por isso, temos de criar pontes entre a comunidade e os serviços de saúde”, adiantou.

O glaucoma “também é um grande problema em áfrica” e, nesta área, o trabalho do KCCO incide no treino das pessoas para que façam determinadas cirurgias que previnam a cegueira causada pelo glaucoma, ou que recebam os devidos medicamentos para a prevenção da doença”.

A KCCO está muito preocupada com a cegueira pediátrica que atinge muitas crianças em África.

“Mais uma vez, temos de encontrar formas de chegar às crianças, junto da comunidade. As mães não sabem o que fazer e nós temos de encontrar uma forma de identificar as crianças e fazer com que elas acedam aos serviços” de saúde, disse.

Sobre a atribuição do prémio, Paul Courtright congratulou-se com a mesma, sobretudo por tratar-se do “reconhecimento” de uma forma de trabalhar que envolve a comunidade.

“Não é só mandar pessoas para África e esperar que as pessoas de fora resolvam os problemas. Isso não faz sentido. É preciso envolver e encontrar as ferramentas em África”, adiantou.

O Prémio António Champalimaud de Visão 2015 reconhece “o esforço de organizações que, com poucos meios, ultrapassaram dificuldades desenvolvendo um combate cujos resultados já são visíveis”, segundo a fundação.

Este prémio foi lançado em 2006 e conta com o apoio do programa "2020 – O direito à Visão" da Organização Mundial de Saúde.

No ano passado o prémio foi para sete cientistas: Napoleone Ferrara, Joan W. Miller, Evangelos S. Gragoudas, Patricia A. D’Amore, Anthony P. Adamis, George L. King e Lloyd Paul Aiello.

Lusa

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moodys

A ameaça da epidemia de ébola terá “repercussões económicas e fiscais significativas numa série de países” da África Ocidental, alertou hoje a agência financeira Moody’s.

O surto da doença poderá ter um “efeito financeiro directo nos orçamentos nacionais, através do aumento das despesas com a saúde numa região onde os orçamentos já são condicionados por uma baixa cobrança de impostos”, concretiza a agência, em comunicado.

Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa – os três países mais afectados pelo vírus – deverão sofrer “perturbações críticas no comércio e nos transportes” durante este mês e “pelo menos durante o próximo”, estima a agência de notação financeira com sede em Londres, Reino Unido.

Um outro estudo divulgado hoje, da consultora Teneo Intelligence, indicava que a epidemia poderá implicar custos económicos imediatos de dois pontos percentuais do produto interno bruto de Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri.

A Moody’s alerta ainda que, “se um surto significativo emergir em Lagos, capital da Nigéria e uma das mais populosas cidades africanas, as consequências para a indústria do petróleo e do gás na África Ocidental serão consideráveis”.

A Nigéria – onde já morreram duas pessoas em dez casos confirmados de contaminação com o ébola e foi declarado o estado de emergência – é o maior produtor de petróleo do continente e um surto de ébola no país teria consequências na produção e na mão-de-obra, o que levaria “rapidamente a uma deterioração económica e fiscal”.

Guiné-Conacri e Serra Leoa, cujos orçamentos já são “deficitários”, deverão “ver as suas situações orçamentais deterioradas, na sequência dos custos elevados com a saúde”, realçou Matt Robinson, vice-presidente do departamento de créditos da Moody’s, no comunicado.

A agência antecipa ainda uma desaceleração do crescimento económico da Serra Leoa no caso de o sector mineiro ser afectado pela epidemia.

Na semana passada, a Libéria indicou que as despesas relacionadas com o ébola tiveram um custo de 12 milhões de dólares (9 milhões de euros) no segundo trimestre do ano (o que equivale a dois por cento do orçamento anual do Estado). As autoridades do país estão conscientes de que esse custo deverá aumentar no terceiro trimestre, em curso, dado que o vírus continua a propagar-se.

Na passada sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde declarou a epidemia de ébola uma “emergência de saúde pública com alcance internacional” e recomendou a adopção de medidas excepcionais para deter a propagação do vírus, que, desde Março, já causou mais de mil mortos.

Uma série de países da África Ocidental já declararam também o estado de emergência e várias fronteiras foram encerradas.

Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e Organização Mundial de Saúde consideram que as necessidades financeiras para prestar assistência aos três países africanos mais afectados pelo vírus ultrapassam os 300 milhões de dólares (225 milhões de euros).

O vírus ébola transmite-se por contacto directo com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados e ainda não há uma vacina para a doença.

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As autoridades sanitárias de Angola associaram ao seu plano de contingência para o controlo e prevenção do vírus do ébola a Comissão Nacional de Protecção Civil, encarregada de investigar eventuais casos suspeitos da doença, entre outras tarefas.

A informação sobre o projecto foi dada a conhecer à imprensa pela directora nacional de Saúde Pública, Adelaide de Carvalho, no final do encontro com a Comissão Nacional de Protecção Civil.

A responsável referiu que a protecção civil está incumbida igualmente a criar sistemas de transporte seguro de eventuais doentes para hospitais de referência e dar formação específica aos profissionais de saúde sobre o ébola.

Segundo Adelaide de Carvalho, o projecto prevê igualmente estabelecer um mecanismo de coordenação nacional para o controlo da doença, reforçar a vigilância epidemiológica nos pontos de entrada do país e nas unidades sanitárias.

"O programa tem como principais metas reforçar a capacidade de vigilância nos pontos de entrada, capacitar 95 por cento dos profissionais de saúde da rede sanitária a todos os níveis, sobre o diagnóstico diferencial e manuseamento de casos suspeitos da doença e assegurar o armazenamento de meios de biossegurança na ordem dos 100 por cento dos hospitais das áreas de risco", sublinhou a responsável.

Actualmente, as acções estão viradas para a sensibilização da população sobre os sintomas, gravidade da doença e as formas de prevenção e controlo da pandemia.

Adelaide de Carvalho apelou à população a cultivar cuidados básicos de saúde, como a lavagem das mãos com água e sabão, como uma das medidas para se evitar a contaminação da doença.

O vírus ébola transmite-se por contacto directo com o sangue e outros fluidos corporais ou tecidos de pessoas ou animais infectados e manifesta-se por febre, dor de cabeça intensa, mal-estar geral, vómitos, diarreia, tosse e hemorragias.

A Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e mais recentemente a Nigéria estão a braços com a epidemia de ébola, desde Março deste ano, que já fez mais de mil mortos, em 1.848 casos suspeitos, de acordo com o balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS) de segunda-feira à noite.

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criançasafrica

Duas em cada cinco crianças viverão em África nos próximos 35 anos, estima um relatório da Unicef, que, por isso, apela ao investimento na geração mais nova do continente.

“As elevadas taxas de fecundidade e o número crescente de mulheres em idade reprodutiva significam que, ao longo dos próximos 35 anos, perto de dois mil milhões de bebés vão nascer em África”; a população do continente duplicará e a população com menos de 18 anos de idade aumentará em cerca de dois terços, atingindo cerca de um bilião de crianças, realça o “Geração 2030/Relatório sobre África”, apresentado hoje em Joanesburgo, na África do Sul.

“O futuro da humanidade é cada vez mais africano”, constata a Unicef, classificando o previsível “aumento sem precedentes da população infantil” como “uma oportunidade única" para os responsáveis políticos definirem "uma estratégia de investimento centrada na criança”, que se traduza em “benefícios” para África e o mundo.

Em 2015, mais de metade da população de 15 países africanos terá menos de 18 anos, incluindo Angola (54 por cento) e Moçambique (52 por cento).

O relatório chama a atenção para a Nigéria, onde já se verifica o maior número de nascimentos do continente e que, segundo as estimativas, em 2050, “contabilizará quase dez por cento dos nascimentos a nível mundial”.

A população nigeriana será 2,5 vezes maior, devendo atingir os 440 milhões de habitantes em 2050, e os menores de 18 anos aumentarão de 93 para 181 milhões.

Dos 54 países africanos, a Nigéria é o exemplo mais relevante, porque representa 16 por cento da população regional, mas todo o continente está em transição demográfica.

Moçambique está também no “top ten” dos países que, até 2050, mais contribuirão para o aumento populacional em África, devendo crescer em 33 milhões de habitantes. Os actuais 14 milhões de crianças do país lusófono aumentarão em 11 milhões.

A urbanização crescente do continente fará com que a maioria dos africanos viva em cidades, antecipa o documento. Se dentro de um ano 40 por cento da população africana habitará em contextos urbanos, essa percentagem deverá aumentar para 60 por cento até 2050.

Em 2015, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estarão no “top ten” (em 6.º e 8.º lugares, respectivamente) dos países africanos com maior percentagem de população urbana. Cabo Verde será também um dos países africanos mais densamente povoados.

Em comunicado, Leila Gharagozloo-Pakkala, directora regional da Unicef para a África Oriental e Austral, espera que estas projecções sirvam de “catalisador para um debate internacional, regional e nacional sobre as crianças africanas”.

Isto porque, sublinha, “investindo nas crianças de hoje – na sua saúde, educação e protecção” traria “vantagens económicas” a um continente onde, “apesar da melhoria”, ocorrem “metade de todas as mortes infantis do mundo”.

Em África, uma em cada onze crianças morre antes dos cinco anos, taxa 14 vezes superior à média dos países de rendimento elevado, recorda a Unicef, estimando que, a manter-se este panorama, a mortalidade infantil “pode subir para próximo dos 70 por cento” em 2050.

“As alterações demográficas profundas pelas quais a população de crianças africanas vai passar estão entre os problemas mais importantes que o continente enfrenta”, conclui o relatório. “Se o investimento nas crianças africanas não for considerado prioritário, o continente não conseguirá aproveitar plenamente esta transição demográfica”, alerta Manuel Fontaine, director regional da Unicef para a África Ocidental e Central.

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hernandoagudelo

As autoridades angolanas estão "em alerta máximo" para travar a epidemia de ébola, que atinge alguns países da África Ocidental desde Março. A garantia foi dada ontem pelo representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Angola. Em declarações à rádio oficial angolana, Hernando Agudelo afirmou que em Angola e nos países vizinhos ainda não foi registado qualquer caso de ébola.

"O país mais perto com casos de ébola reportados até hoje é a Nigéria. E fica a milhares de quilómetros de distância de Angola", disse aquele responsável.

Segundo o representante da OMS, Angola está a cumprir com as recomendações dadas e uma delas é a triagem de pessoas que chegam ao aeroporto, especialmente de países afectados.

"Pessoas com febre, o que é que tem que ser feito, como identificar que essas pessoas não são portadoras do vírus, que vêm já doentes. Há algumas actividades que têm que ser feitas, por exemplo a logística, em matéria de protecção, luvas, óculos, máscaras, roupas completas de protecção para manuseamento de casos de ébola", referiu.

As autoridades sanitárias angolanas anunciaram na semana passada o reforço das medidas de segurança nas zonas fronteiriças, para maior controlo da situação, com a capacitação de equipas técnicas e provimento de logística, com destaque para as regiões fronteiriças.

A OMS declarou sexta-feira que a situação é uma "emergência internacional de saúde pública", face à proporção tomada pela doença que já matou mais de 960 pessoas e infectou mais de 1.700 outras.

O vírus do ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

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O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

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