Os serviços públicos de Saúde nos Açores já administraram, gratuitamente, este ano, a vacina antigripal a 18 mil pessoas, tendo ontem o Governo Regional apelado a utentes dos grupos de risco, que ainda não o fizeram, a aderir. 

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O projeto "Haja Saúde", apresentado ontem, vai promover hábitos de vida saudáveis nas nove ilhas do arquipélago dos Açores, nos próximos dois anos, com uma equipa multidisciplinar que adotará uma abordagem "interativa, lúdica e pedagógica".

Trata-se de “uma unidade móvel de proximidade, que visa promover a saúde no contexto escolar, recreativo, familiar, laboral e comunitário. Em cada contexto destes há um conjunto de ferramentas pedagógicas e educativas, que são feitas junto de cada público-alvo", explicou, em declarações aos jornalistas, Durval Santos, presidente da Casa do Povo de Santa Bárbara (em Angra do Heroísmo), responsável pela iniciativa.

A viatura do projeto "Haja Saúde", que vai percorrer numa primeira fase a ilha Terceira e posteriormente todo o arquipélago, "tem uma célula interativa e pedagógica e uma célula de rastreio e aconselhamento". A equipa multidisciplinar que vai aplicar o projeto é composta por um enfermeiro, um psicólogo clínico, um animador sociocultural e um assistente social.

O projeto abrange várias áreas, como promoção da saúde em contexto escolar, saúde infanto-juvenil, saúde da mulher, promoção da saúde oral, dependências, doenças crónicas e infeciosas, educação sexual, prevenção de acidentes de trabalho, da violência e rodoviária, e promoção do envelhecimento ativo. Para além da distribuição de panfletos informativos, a equipa vai promover rastreios, jogos e atividades, como aulas de psicomotricidade para idosos ou sessões de confeção de alimentação saudável.

No próximo verão, a unidade vai deslocar-se a todas as ilhas do arquipélago, estando prevista uma intervenção de prevenção de comportamentos de risco nas festas concelhias, sobretudo junto das camadas mais jovens. "Não serve pôr jovens num auditório, com um orador a apelar e alertar para os riscos do consumo. Não funciona pedagogicamente e não é esta a nossa política", salientou o presidente da Casa do Povo de Santa Bárbara.

O Governo Regional dos Açores investiu 200 mil euros neste projeto, que terá dois anos de duração, o que incluiu a aquisição da viatura por 64 mil euros. De acordo com o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, alguns indicadores deste setor no arquipélago "não têm sido muito favoráveis" e, por isso, exigiam uma "dinâmica diferente". Essa dinâmica, “na nossa perspetiva, só é possível se houver intervenientes e estruturas locais que dinamizem e que, conhecendo as problemáticas de cada uma das freguesias, possam levar esta mensagem”, salientou.

A intervenção deste projeto junto das camadas mais jovens será avaliada através de um estudo de vigilância de comportamentos de risco na população escolar, lançado há quatro anos na região. De acordo com os últimos estudos, foi possível perceber, por exemplo, que na área das dependências está a aumentar o consumo de drogas sintéticas, em detrimento das drogas clássicas, havendo, por outro lado, um decréscimo dos casos de bullying.

Para Luís Cabral, o importante agora é intervir para prevenir estes comportamentos e avaliar a eficácia das ações realizadas. "Com as avaliações que são feitas de forma rigorosa e anual, temos uma ideia dos índices de comportamentos de risco na população estudantil e com estas intervenções pretendemos perceber de que forma é que vamos poder modelar ou não estes fatores de risco", salientou o governante.

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Legionella

Uma análise de rotina ao sistema de águas do Hospital da Horta, na ilha do Faial, Açores, detetou a presença de legionella na canalização, mas nenhum doente foi infetado, segundo confirmação da diretora clínica daquela unidade.

Fátima Pinto afirmou em entrevista à Agência Lusa que “não se trata de um surto” de legionella, na medida em que “nenhum doente foi infetado”, adiantando terem já sido realizadas desinfeções ao sistema de água, para evitar que pacientes ou profissionais de saúde possam vir a ser infetados.

“Não é um surto de legionella. Um surto tem a ver com a infeção de vários doentes, coisa que não tivemos. É apenas e só uma contaminação das águas do hospital da Horta, no edifício velho”, esclareceu a profissional de saúde.

A legionella é uma bactéria que, quando inalada, pode provocar infeções respiratórias graves, e até mesmo a morte, como aconteceu, em novembro de 2014, em Vila Franca de Xira, onde foram infetadas 400 pessoas, 12 das quais acabaram por morrer.

A diretora clínica em funções do Hospital da Horta considerou que o caso agora detetado “não é grave” e garantiu que já foram tomadas “as medidas de precaução adequadas”, para evitar que os doentes estejam expostos à bactéria.

“Evitaram-se os banhos. Os doentes passaram a tomar banho no bloco novo e houve uma preocupação no sentido de evitar que os doentes estejam expostos a vapores ou a nebulizações que possam ter água das torneiras”, declarou Fátima Pinto.

O Conselho de Administração daquele hospital tem estado em contacto com a Direção-Geral da Saúde e divulgou, entretanto, um comunicado interno a alertar para os procedimentos a adotar nestes casos.

Para hoje está também prevista a chegada à ilha de uma equipa de técnicos para proceder à recolha de amostras na canalização do hospital para posterior análise em laboratório.

Só dentro de 12 dias, quando os resultados forem conhecidos, é que a administração da unidade de saúde saberá se o problema está ou não ultrapassado.

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A beneficiação do edifício da Unidade de Saúde das Flores, Açores, orçada em mais de 1,5 milhões de euros, vai melhorar a qualidade da prestação de cuidados e aumentar a valência dos cuidados continuados, de acordo com o anúncio feito pelo executivo durante o dia de ontem.

O secretário regional da Saúde, Luís Cabral, que falava à margem da apresentação do projeto de reabilitação e beneficiação do edifício do Centro de Saúde de Santa Cruz das Flores, cujo concurso público foi lançado esta semana, disse que as obras vão dotar aquela unidade com as "condições necessárias para que se possa lançar o processo de acreditação".

Luís Cabral sublinhou que as obras vão dotar o Centro de Saúde de "maior conforto" para os utentes e profissionais, além de garantirem uma melhoria da qualidade assistencial.

Segundo o executivo açoriano, "a empreitada vai ter um prazo de execução de 18 meses" e visa "melhorar a qualidade na prestação de cuidados e o aumento de valência no domínio dos cuidados continuados", acompanhando "a tendência de envelhecimento demográfico, com as exigências aplicáveis dos requisitos técnicos, legais e regulamentares necessários".

De acordo com o Governo dos Açores, a reabilitação daquela Unidade de Saúde permite "a reformulação dos circuitos dos utentes e doentes e a reorganização do serviço de urgência, com a implementação de um espaço de triagem", a criação de casas de banho nos quartos de internamento e condições de "maior conforto" para os profissionais.

A intervenção "vai envolver ainda operações distintas ao nível técnico, de remodelação, reformulação e requalificação", segundo o executivo, que garante que a intervenção vai melhorar "a organização funcional e a operacionalidade" de toda a infraestrutura, cuja rede elétrica será "reformulada", assim como o sistema automático de deteção de incêndios.

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O Serviço de Urgência do Hospital de Ponta Delgada, a maior unidade de saúde dos Açores, vai ser remodelado com um investimento superior a 3,8 milhões de euros, de acordo com informações do Governo Regional.

Na apresentação do projeto de remodelação e ampliação do Serviço de Urgência do Hospital do Divino Espírito Santo, o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, recordou que a necessidade da obra remonta a 2009, tendo em conta o cumprimento da lei nacional que salvaguarda o direito a um acompanhante em todos os serviços de urgência. “Esta remodelação permite duplicar o espaço disponível no Serviço de Urgência, assegurando as condições de higiene, segurança e de controlo de infeção hoje exigidas”, defendeu.

Tendo em conta o andamento do processo para concurso público, o governante estima que até final de setembro já esteja definida a entidade envolvida na execução da empreitada e o contrato assinado para o lançamento da obra, que terá o prazo de um ano e meio, e que haja contrato assinado.

A remodelação daquela unidade, que tem cerca de 17 anos, será bifásica, mas sem interferências no funcionamento dos serviços. De acordo com Luís Cabral, "durante o período de obras, o atendimento dos doentes na Urgência será feito no Centro de Saúde de Ponta Delgada", que fica próximo do hospital.

Apesar da diminuição do atendimento no Serviço de Urgência em todos os hospitais da região, devido ao “reforço da capacidade de resposta nos cuidados primários", com uma redução de cerca de 40 mil utentes sem médico de família, o responsável salienta a falta de “um Serviço de Urgência de dimensão considerável, não só pelas necessidades de atendimento, mas também devido às expectativas de crescimento do ponto de vista turístico, com maior afluência ao hospital nas épocas de verão”, não deixando de parte as exceções, como por exemplo, situações de catástrofe.

Luís Cabral informou ainda que, a partir de agosto, será nomeado um novo Conselho de Administração do Hospital de Ponta Delgada, uma vez que o atual "termina o seu mandato".

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O líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, reiterou hoje que a solução a prazo para a falta de médicos de família nas ilhas passa pela criação de unidades de saúde familiar (USF), algo já testado a nível nacional “com sucesso”.

“A solução a prazo passa por unidades de saúde familiar. Não são núcleos de saúde familiar, que agora estão a ser instituídos” nas ilhas pelo Governo Regional socialista, afirmou Duarte Freitas aos jornalistas, após uma visita à Unidade de Saúde da ilha do Pico.

Em agosto de 2015, o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, anunciou que seriam constituídos nos Açores 165 ou 166 núcleos de saúde familiar para permitir maior proximidade entre utentes e profissionais de saúde, sendo estes organismos compostos por médicos, enfermeiros e administrativos de família.

Para Duarte Freitas, os cuidados de saúde primários no arquipélago “têm de ser muito mais capazes e desenvolvidos”, até porque “foi o Governo Regional que prometeu que todos os açorianos iriam ter médico de família até ao final de 2016”.

“Ao nível dos médicos de família temos de fazer muito mais. Há cerca de 50 mil açorianos sem médico de família. Já propusemos uma solução, que não é para resolver o problema de imediato”, referiu o líder do maior partido da oposição, reconhecendo, porém, que “não há varinhas de condão nesta matéria, como em muitas outras”.

A vantagem da proposta social-democrata, segundo Duarte Freitas, é que permitiria aumentar a cobertura de médicos de família, prestar melhores serviços aos cidadãos e poupar em termos financeiros, contrapondo que os núcleos de saúde familiar não aumentam a cobertura, nem resolvem o problema da proximidade.

Duarte Freitas, que elogiou os profissionais de saúde, considerou ainda que o Centro de Saúde da Madalena “tem de ter cuidados de saúde diferenciados”, algo que “infelizmente ainda não responde às expectativas dos picoenses perante aquilo que foi anunciado” pelo executivo.

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A deslocação de profissionais de saúde do continente para os Açores passou a estar facilitada com um protocolo de cooperação assinado entre os governos nacional e regional, disse hoje o secretário da Saúde açoriano.

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O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) anunciou, sábado, que vai "patrocinar as ações judiciais" que os seus associados entenderem colocar contra o Governo dos Açores, alegando que é preciso "eliminar a persistente ilegalidade" quanto ao pagamento de trabalho suplementar.

A posição surge num comunicado enviado pelo sindicato na sequência da II Convenção do SIM/Açores, que se realizou em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, na sequência da deslocação aos Açores do secretário-geral, Jorge Roque da Cunha.

“Iremos patrocinar ações judiciais de associados contra o Governo Regional, por pagamento de forma ilegal, nos últimos três anos, das horas extraordinárias aos médicos que estão com redução de horário, por razões de idade”, explicou Jorge Roque da Cunha, acrescentando não ter a ideia de quantos clínicos, “no Serviço Regional de Saúde, estão a ser afetados” pela “ilegalidade”, mas frisou tratar-se de “uma originalidade do Governo açoriano”, que “não existe em mais lado nenhum”.

O secretário-geral do SIM disse que essa questão já foi colocada à tutela, nos Açores, mas "sem solução", e lamentou que possa ser seguida a via judicial.

Um “médico faz, por exemplo, 12 horas de trabalho extraordinário, mas o Governo desconta e só paga nove horas”, referiu Jorge Roque da Cunha.

O comunicado, assinado pela secretária regional do SIM/Açores, Maria Luiza Ferraz, e pelo secretário-geral, afirma que "é politicamente criminoso não terem sido ainda lançados os concursos para os nove médicos de Medicina Geral e Familiar [MGF] e 17 médicos hospitalares, que terminaram a especialidade em abril, na região, situação essa que, cada dia que passa sem ser resolvida, causa sério perigo de abandonarem os Açores”.

O SIM defende “o cumprimento do estabelecido relativamente aos descansos compensatórios, não pondo em causa a segurança dos doentes e dos médicos”, e lamenta "o recurso cada vez maior à prestação de serviços médicos através de empresas com custos diretos e indiretos muito superiores ao pagamento dos médicos do quadro”.

“Exigimos igualmente o cessar da discriminação negativa dos médicos, quanto ao número máximo de horas extras, obrigatórias, passando a 150 da função pública em vez das atuais 200 horas”, defende o sindicato, que reitera a necessidade de serem criadas condições "de atração e fixação de mais médicos" nas ilhas.

Garantindo que vai "continuar a colaborar ativamente na diminuição de utentes sem médico", o SIM considera, no entanto, "fundamental que o horário dos médicos de família seja totalmente dedicado à sua lista de utentes e que cada médico não tenha listas que ultrapassem os 1.900 utentes", o que o sindicato já considera excessivo.

O "não-pagamento aos médicos de família das horas extra desde 2013” é outra das questões apontadas pelo SIM.

O secretário-geral do SIM disse que "o sindicato continua a acreditar no diálogo” com a tutela, mas “não abdica de nenhum mecanismo de que dispõe, com vista à correção de injustiças e ilegalidades”, embora não equacione para já o recurso à greve.

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O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

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