medicos

O Governo dos Açores autorizou a contratação de até 20 médicos aposentados durante este ano para o Serviço Regional de Saúde de modo a dar resposta à carência de médicos no arquipélago, segundo um despacho publicado ontem.

“Em 2015 podem ser contratados até 20 médicos aposentados pelos serviços integrados no Serviço Regional de Saúde, observados os procedimentos constantes do Decreto-Lei n.º 89/2010, de 21 de Julho”, adianta o despacho da vice-presidência do Governo, Emprego e Competitividade Empresarial e secretaria regional da Saúde, publicado em Jornal Oficial.

Segundo o executivo açoriano, esta contratação visa “dar resposta à carência de médicos que se verifica em Portugal, e em particular, na Região Autónoma dos Açores, e para, assim, assegurar a manutenção dos cuidados de saúde a todos os cidadãos".

Para tal, o Decreto-Lei n.º 89/2010, de 21 de Julho, veio "estabelecer um regime transitório de exercício de funções públicas por médicos aposentados, a vigorar até 31 de Julho de 2015, na sequência da prorrogação operada pelo Decreto-Lei n.º 94/2013, de 18 de Julho".

Assim, prevê que, "mediante proposta da instituição onde as funções devam ser exercidas ou o trabalho deva ser prestado, e após autorização do membro do Governo responsável pela área da saúde, os médicos aposentados possam continuar a exercer funções".

Published in Mundo

BandeiraAcores

O Centro de Radioterapia dos Açores, que começou a ser construído hoje em Ponta Delgada, estará a funcionar a 31 de Dezembro, com capacidade para tratar 500 doentes por ano, evitando a deslocação de pacientes oncológicos para o continente.

Instalada nos terrenos junto ao hospital de Ponta Delgada, em São Miguel, a unidade terá uma área de implantação de mais de mil metros quadrados, com zona de exames de planeamento dos doentes, área da física e 'bunkers' de radioterapia onde serão colocados os equipamentos, num investimento de cerca de sete milhões de euros.

A empreitada de construção do edifício tem como prazo para conclusão da obra 31 de Dezembro de 2015 e, segundo anunciou hoje o secretário regional da Saúde, o Centro de Radioterapia vai ter um pólo na ilha Terceira.

Na cerimónia de lançamento da primeira pedra do Centro de Radioterapia dos Açores, Joaquim José Chaves, responsável pela empresa projectista (Joaquim Chaves Saúde), disse que a unidade "terá capacidade para tratar numa fase inicial cerca de 500 novos doentes por ano" e vai criar "20 postos de trabalho directos numa primeira fase".

O Centro de Radioterapia dos Açores estava inicialmente previsto como parceria público-privada, mas depois de ter sido recusado por duas vezes o visto do Tribunal de Contas, o executivo regional abandonou esta ideia, passando o projecto a ser um investimento privado.

“Entre avanços e recuos, entre notícias e pressões, entre concursos falhados e explicações difíceis de aceitar mantivemos o nosso rumo e a nossa vontade sem que nunca, em momento algum, nos possa ser atribuída qualquer responsabilidade pelo calvário que foi chegar até aqui”, disse Joaquim José Chaves.

O secretário regional da Saúde, Luís Cabral, sublinhou que se trata de "um projecto de interesse regional", porque irá "corrigir uma falha de oferta nos cuidados de saúde" nos Açores e é "um passo decisivo para servir melhor os açorianos e reforçar as condições do Serviço Regional de Saúde".

Apesar dos “avanços” e “recuos” do processo de construção do centro, o titular pela pasta da Saúde no Governo dos Açores destacou que a unidade “vai permitir aos açorianos dispor de infra-estruturas adaptadas à prestação e cuidados de saúde modernos de elevada componente tecnológica e de grande diferenciação médica" e permitindo aos doentes oncológicos realizar tratamentos "mais perto de casa e das suas famílias".

"É um projecto privado que é reconhecido como projecto de interesse regional e que conta com o apoio do Governo dos Açores no âmbito do sistema de incentivos ao investimento privado", indicou, acrescentando que o empreendimento "será comparticipado pelo Governo Regional com 2,7 milhões de euros, de acordo com o programa SIDER [Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento Regional dos Açores] dos quais cerca de 500 mil euros são reembolsáveis".

Em Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, Luís Cabral adiantou ainda que a ilha Terceira terá um polo do Centro de Radioterapia dos Açores no Hospital de Santo Espirito, onde será instalado o serviço de braquiterapia, uma das técnicas de radioterapia.

“Nas situações de braquiterapia serão feitos os tratamentos a nível local na ilha Terceira, sem ter que haver essa deslocação”, acrescentou, aos jornalistas, Luís Cabral, adiantando que vão também beneficiar deste tratamento "os habitantes dos outros grupos" de ilhas abrangidos pelo hospital da Terceira, um desdobramento do projecto que "já estava previsto no Projecto de Interesse Regional que tinha sido aprovado pelo Governo Regional".

Quanto aos valores do tratamento, já convencionados, Luís Cabral disse, em declarações aos jornalistas, que depende do tipo da terapia, “simples ou complexas" e que se "aproximam dos nacionais".

Published in Mundo

APCSM

Um praticante de Stand Up Paddle (SUP) propõe-se passar 24 horas em cima de uma prancha, na lagoa das Sete Cidades, para recolher fundos para a construção do Centro de Paralisia Cerebral dos Açores e, eventualmente, entrar no Guiness.

"Decidimos juntar-nos, e sermos úteis nesta nossa ideia, à Associação de Paralisia Cerebral de São Miguel, sobretudo porque eles estão finalmente a cumprir um dos seus grandes objectivos que seria o da construção do Centro de Paralisia Cerebral dos Açores", adiantou David Cordovil.

O professor de educação física, de 31 anos, residente na ilha de São Miguel, criou com um grupo de amigos uma iniciativa solidária intitulada "24 Hours SUP for Charity", que consiste em angariar fundos por cada quilómetro percorrido em 24 horas em cima de uma prancha.

"Eu vou remar 24 horas sendo que há um conjunto de empresas que entram em regime de patrocínio ou mecenato. Estes mecenas entram no evento com o pagamento inicial de 100 euros", explicou.

David Cordovil pratica a modalidade de SUP, desporto náutico de origem havaina em maior expansão mundial que consiste em remar de pé numa prancha. Já se está a preparar fisicamente para o evento, previsto para 3 e 4 de Julho de 2015, na lagoa das Sete Cidades.

"Treino sempre duas horas, quatro vezes por semana. Já fiz seis horas, mas esses treinos de grandes durações deixam algumas marcas em termos de recuperação, sobretudo, ao nível de ombros e de zona lombar, mas para chegar às 24 horas não é necessário fazer treinos de 24 horas", explicou o desportista.

Esta iniciativa solidária pode até entrar para livro os recordes mundiais, o Guiness, se até lá forem reunidas todas as condições exigidas para o efeito e se David Cordovil conseguir bater os cerca de 166 quilómetros em cima de uma prancha, marca conseguida por um cidadão inglês.

"Para que seja possível chegar próximo desse recorde são precisas condições óptimas em termos de vento e de ondulação da própria Lagoa. Depois, eu não posso parar de forma nenhuma, tudo o que seja abastecimento de água e comida tem de ser feito em cima da prancha, precisamos depois de dois GPS que comprovem as distâncias percorridas e as velocidades", disse.

Em simultâneo, vai decorrer num recinto localizado na margem da lagoa das Sete Cidades um evento com várias actividades desportivas (BTT, Paddle, Passeios equestres, baptismos de parapente e de mergulho), bem como um espectáculo com música e animação.

A entrada é gratuita mas por cada euro gasto no recinto há uma percentagem que reverte a favor da Associação de Paralisia Cerebral de São Miguel.

Published in Mundo
quinta-feira, 18 dezembro 2014 12:06

Sobrevivência ao cancro aumenta nos Açores

Cancro investigacao

A taxa de sobrevivência em casos de cancro aumentou nos Açores, de acordo com um estudo do Centro de Oncologia dos Açores (COA), que analisou dados entre 2000 e 2009.

"A maioria dos cancros teve uma evolução favorável na sobrevivência entre o período 2000-2004 e o período mais recente (2005-2009)", refere um comunicado do COA.

Os tipos de cancro com melhor sobrevida cinco anos após o diagnóstico, entre 2005 e 2009, foram, nos homens, o da próstata (86,3%) e, na mulher, o da mama (79,3%). Já os cancros mais letais foram o do fígado (6,5%) e o do pulmão (7,9%).

A leucemia linfoblástica aguda em crianças demonstra uma alta taxa de sobrevivência (100%), embora tenham sido identificados apenas 16 casos, nos Açores, no período de dez anos em estudo.

Comparando os dados do período entre 2000 e 2004 com os do período entre 2005 e 2009, a maioria dos dez cancros mais comuns (estômago, cólon, recto, fígado, pulmão, mama, colo do útero, ovário, próstata, leucemia em adultos e leucemia linfoblástica aguda em crianças) regista um aumento da taxa de sobrevivência.

Por exemplo, no caso do cancro do recto, a taxa de sobrevivência foi de 45,8% no primeiro período e de 59% no segundo, enquanto no caso do cancro do cólon a taxa de sobrevivência aumentou de 46,9% para 51,9% entre os dois períodos.

O comunicado do Centro de Oncologia dos Açores destaca como factores que poderão ter contribuído para essa evolução positiva "o diagnóstico mais precoce (quer por uma maior intensidade do rastreio oportunístico quer pela introdução do rastreio organizado ao cancro de mama, em finais de 2008), a redução da chamada mortalidade pós-operatória e os tratamentos mais eficientes".

Para Raúl Rego, presidente do conselho de administração do COA, estes dados demonstram que hoje o cancro não é sinónimo de morte.

"As pessoas começam a encarar a doença de cancro com outros olhos", disse à Lusa, acrescentando que o elevado número de casos está directamente ligado ao aumento da esperança média de vida.

Na maioria dos tipos de cancro, a taxa de sobrevivência nos Açores é menor do que a nível nacional, mas Raúl Rego considerou que é difícil fazer "comparações com a realidade nacional" e lembrou que os serviços de oncologia nos Açores só foram criados "a partir da década de 80" do século passado.

Os dados do Registo Oncológico Regional dos Açores, elaborado pelo COA, integraram o estudo internacional CONCORD-2, liderado pela London School of Hygiene and Tropical Medicine.

Os resultados agora divulgados, baseados na análise de 5.038 pacientes, são os primeiros dados conhecidos sobre a sobrevivência em cancro nos Açores.

Desde 2011 que o Centro de Oncologia dos Açores divulga dados sobre a incidência do cancro na região, tendo registos desde 1997.

Published in Mundo

HospitaldeSantoEspiritoTerceiraAçores

O Governo dos Açores indicou a economista Paula Elsa de Carvalho Moniz para a presidência do Conselho de Administração do Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira, na sequência da demissão em bloco dos anteriores membros do cargo.

Segundo uma nota do executivo regional, "o presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, comunicou à Assembleia Legislativa o nome da economista Paula Elsa de Carvalho Moniz para a Presidência do Conselho de Administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira".

"Esta comunicação enquadra-se no âmbito da nova legislação que prevê a audição prévia pelos deputados dos nomes indicados para a presidência de empresas públicas antes de serem nomeados", acrescenta hoje o Gabinete de Apoio a Comunicação Social (GACS) do executivo açoriano.

A economista é "licenciada em Finanças pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, da Universidade Técnica de Lisboa, tem uma Pós-Graduação em Economia Europeia, pela Faculdade de Economia da Universidade Católica, e uma larga experiência internacional no sector da banca, nomeadamente na Bélgica e na Dinamarca, onde residiu", segundo o Governo açoriano.

"Exerceu, em diversas instituições bancárias nacionais e internacionais, funções dirigentes na área da banca de investimento e empresarial, gestão de empresas e assessoria, gestão de patrimónios imobiliários e mobiliários e relacionamento com o sector da Saúde, entre outras e foi tutora especializada numa associação sem fins lucrativos dedicada à educação e cuidados continuados", acrescenta a informação do executivo.

A demissão em bloco do conselho de administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira terá surgido na sequência de um processo de averiguação de denúncias feitas pelos enfermeiros do hospital sobre o funcionamento da unidade de cuidados intensivos, segundo a Antena 1/Açores.

A Inspecção Regional da Saúde terá detectado a violação de deveres da administração do hospital, quando analisou, por ordem da tutela, o inquérito interno à actuação da unidade de cuidados intensivos.

CDS-PP diz que Governo açoriano intimidou administração do hospital da Terceira

O líder do CDS-PP/Açores acusou o secretário regional da Saúde de ter intimidado o conselho de administração do hospital da Terceira ao ponto de ele se demitir, mas Luís Cabral negou ter tido interferência nesse processo.

Artur Lima, que falava no parlamento dos Açores, na cidade da Horta, durante um debate de urgência sobre o Serviço Regional de Saúde (SRS) pedido pelo CDS-PP, considerou que o Governo Regional não geriu bem o caso do alegado mau funcionamento da Unidade de Cuidados Intensivos do hospital da Terceira.

José San-Bento, do PS, destacou as qualidades de Paula Moniz, a nova presidente do conselho de administração do hospital, entretanto nomeada pelo Governo Regional.

"É uma dama de ferro. É uma pessoa que tem credibilidade para gerir o hospital", sublinhou, acrescentando que esta opção vai assegurar "exigência, rigor, estabilidade, responsabilidade e confiança" na gestão daquela unidade de saúde.

Paulo Estevão, do PPM, entendeu que desta forma os socialistas revelaram a visão que têm do sector da Saúde.

"Esta dama de ferro é a imagem adequada! O nosso SRS está a ser atacado por um ideia ultraliberal, que está a desmantelar o serviço público que a região oferecia nessa área, em troca de um modelo da dama de ferro", apontou.

Aníbal Pires, do PCP, lamentou, por seu turno, que o Governo Regional tenha levado tanto tempo para demitir o anterior conselho de administração, depois dos relatos sobre os cuidados intensivos.

Uma opinião partilhada por Luís Maurício, do PSD, que considerou que o executivo reagiu tarde, quando se impunha que tivesse actuado de forma mais célere.

Já Zuraida Soares, do BE, entendeu que a reestruturação em curso do SRS revela uma "absoluta desorganização" e voltou a lançar suspeitas sobre alegados interesses privados no negócio da radioterapia nos Açores.

Published in Mundo

HospitaldeSantoEspiritoTerceiraAçores

O conselho de administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira demitiu-se em bloco e a Secretaria Regional da Saúde dos Açores deverá nomear em breve novos membros para o cargo, confirmou hoje fonte da tutela.

A demissão terá surgido na sequência de um processo de averiguação de denúncias feitas pelos enfermeiros do hospital sobre o funcionamento da unidade de cuidados intensivos, segundo a Antena 1/Açores.

A Inspecção Regional da Saúde terá detectado a violação de deveres da administração do hospital, quando analisou, por ordem da tutela, o inquérito interno à actuação da unidade de cuidados intensivos.

Fonte da tutela confirmou apenas que a administração colocou o lugar à disposição, mas não revelou os motivos. Segundo a mesma fonte, o secretário regional da Saúde aceitou a demissão e vai nomear “em breve” um novo conselho de administração.

Também o gabinete de comunicação e imagem do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira disse que a administração não presta declarações sobre esta matéria.

Em Fevereiro, os enfermeiros da unidade de cuidados intensivos do hospital entregaram um abaixo-assinado à administração, denunciando "falta de rigor técnico-científico" e de "princípios éticos e deontológicos" e "redução do investimento terapêutico", entre outras irregularidades, mas só em Outubro foi aberto um inquérito interno, depois de o caso ter sido denunciado na comunicação social local. As denúncias estão também a ser investigadas pelo Ministério Público.

Published in Mundo
quarta-feira, 26 novembro 2014 15:50

Açores vão implementar cuidados paliativos em 2015

Nacional_Lei_Bases_Cuidados_Paliativos

Os Açores vão avançar em 2015 com a criação das primeiras equipas e camas hospitalares para cuidados paliativos, anunciou hoje o secretário regional da Saúde, Luís Cabral.

Falando no debate do Plano e Orçamento dos Açores para 2015, no plenário da Assembleia Legislativa Regional, na Horta, Luís Cabral disse que vão ser criadas dez "equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Faial e Pico".

Além disso, "os internamentos de cuidados paliativos serão criados nos três hospitais da região" (São Miguel, Terceira e Faial), acrescentou.

Segundo Luís Cabral, está já pronto "para adjudicação o projecto de adaptação" de um piso do hospital de Ponta Delgada, "de modo a permitir a criação de dez camas".

Um estudo da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) revelado em Outubro concluiu que os Açores, a par dos distritos de Aveiro, Leiria e Santarém não têm cuidados paliativos e que metade dos doentes referenciados morre sem acesso a este tipo de assistência.

Na mesma intervenção, o secretário regional da Saúde reiterou a intenção do Governo dos Açores de alargar os cuidados continuados actualmente prestados nas ilhas.

O orçamento regional prevê 2,4 milhões de euros para, em 2015, serem "disponibilizadas mais de duas centenas de camas de cuidados continuados integrados" e criadas 16 equipas "domiciliárias de apoio integrado".

Essas equipas trabalharão em Santa Maria (uma), São Miguel (cinco), Terceira (duas), Faial (uma), Pico (três), São Jorge (duas), Graciosa (uma) e Flores (uma).

Além disso, o executivo regional prevê "dar início" em 2015 "à rede regional de cuidados continuados de saúde mental", para dar "melhor resposta e maior autonomia a estes doentes", disse Luís Cabral.

Published in Mundo
quinta-feira, 20 novembro 2014 12:00

Surto de sarna em escola dos Açores

AcaroSarna

Vinte e sete alunos da Escola Secundária da Lagoa, na ilha de São Miguel, nos Açores, estão em casa devido a um surto de sarna.

O delegado de saúde local, Paulo Margato, explicou que depois de ter sido feito ontem à tarde um controlo a todos os alunos de uma turma do 8º ano, onde na terça-feira tinha sido diagnosticado um caso de sarna, as autoridades decidiram enviar mais sete alunos para casa, por precaução. Anteriormente tinham sido 20 os alunos que foram enviados para casa por precaução.

O delegado de saúde da Lagoa reitera que "não há motivo para alarme", sendo que, por precaução, colocou um "gabinete avançado de saúde" em funcionamento na escola, que ali ficará até se considerar necessário.

"Quero realçar sobretudo que não há qualquer tipo de razão para alarme, está a ser desenvolvido um trabalho em conjunto com a própria segurança social, para a verificação também ao domicílio do cumprimento das indicações dadas pelos clínicos. Na escola foi montado um gabinete avançado, com uma enfermeira e um médico, para poder dar todo o aconselhamento necessário às famílias e poder medicar novos casos, caso eles apareçam", disse Paulo Margato à agência Lusa.

Os 27 alunos sinalizados, 19 de uma turma do 9º ano e oito de uma do 8º, devem ficar em casa até, pelo menos, à próxima sexta-feira, dia em que voltam ao centro de saúde da Lagoa para fazer nova avaliação.

O presidente do conselho executivo da Escola Secundária da Lagoa já garantiu que esta foi a primeira vez que se verificou um surto de sarna na escola, embora noutros anos tenha já havido casos pontuais, mas espera que a situação fique sanada esta semana. "Nós estamos em crer que vamos conseguir debelar esta situação porque há um período de cinco dias para, digamos, matar este bichinho que anda por aí", afirmou Alexandre Oliveira.

A sarna é provocada por um ácaro que se aloja na pele e transmite-se através do contacto físico ou através da roupa, sendo os sintomas mais frequentes a comichão.

Segundo o jornal Açoriano Oriental, que avançou ontem com a notícia do surto de sarna na escola da Lagoa, os primeiros casos foram diagnosticados na sexta-feira passada e, na segunda-feira, os alunos, já medicados, foram às aulas. No entanto, surgiram mais alunos com sintomas, levando ao envio da turma em causa para casa.

Published in Mundo
Pág. 9 de 13
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

Mais lidas