Displaying items by tag: ARS Norte

Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia-Espinho

A Unidade Materno Infantil do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho (CHVNG/E) vai sofrer obras de requalificação, orçadas em mais de 140 mil euros, um investimento assumido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

“Esta obra não é competência direta da câmara, mas é obrigação da câmara”, disse ontem o presidente do município, Eduardo Vítor Rodrigues, no âmbito da reunião do executivo.

A requalificação, que terá a duração de cerca de três meses, será feita em parceria com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) que, por sua vez, tentará compartilhar os custos com a Câmara do Espinho, avançando mesmo sem a colaboração desta neste processo que designa como prioritário.

O autarca explicou que a Unidade Materno Infantil vive problemas e há “necessidade” de valorizá-la, sublinhando o caso das grávidas que são acompanhadas ao longo dos nove meses no CHVNG/E, mas depois fazem o parto noutra unidade de saúde, fora do concelho, por falta de condições.

Já em setembro último, o presidente garantiu que iria lançar o procedimento concursal. “Sempre disse que quando a Câmara tivesse estabilidade financeira iria investir em obras inteligentes e esta é uma delas”, declarou.

A comissão criada pelo anterior Governo para avaliar a Rede de Referenciação Hospitalar em Saúde Materna, da Criança e do Adolescente, divulgada no portal do Serviço Nacional da Saúde (SNS), propunha a desqualificação da Unidade Materno Infantil do Hospital de Gaia/Espinho.

Contudo, de momento, “esse tema já não constitui problema porque não vai para a frente nesses termos”, garantiu o governante no final da apresentação do livro de comemoração dos 25 anos da Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho.

Gaia beneficia grávidas e crianças

A Câmara de Vila Nova de Gaia vai atribuir benefícios às grávidas que são acompanhadas nas instituições públicas de saúde do concelho e às crianças até aos três anos, nascidas no Centro Hospitalar.

Através de um protocolo com o Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), e na sequência da requalificação do CHVNG/E, a autarquia anunciou que vai lançar o “Cartão da Grávida” e o “Cartão do Bebé”, permitindo aos seus utilizadores o acesso, de forma vantajosa, a bens, produtos e serviços.

Em declarações na reunião do executivo, Eduardo Vítor Rodrigues explicou que os portadores destes cartões terão reduções dos preços na utilização de equipamentos municipais, nas visitas ao Parque Biológico de Gaia e na realização de compras em lojas aderentes.

O objetivo desta iniciativa passa por valorizar o CHVNG/E, na medida em que, apesar do elevado investimento a nível de consultas dadas em saúde materna e no que toca ao acompanhamento a mulheres grávidas, se notam grandes discrepâncias na realização dos partos que são feitos fora da Unidade.

O autarca realçou que esta iniciativa pretende ainda estimular e potenciar a procura de vigilância e acompanhamento médico da gravidez para que os cuidados de saúde pré-natais cheguem a um maior número de mulheres, contribuindo para a prevenção na doença da grávida e do nascituro.

Em relação à iniciativa dos cartões destinados a grávidas e crianças indicadas, estima-se que entrem em vigor no dia 1 de janeiro de 2017.

Published in Mundo

ARS_Norte

Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde afirmou que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte se encontra em “colapso financeiro”, tendo já falhado diversos atos de pagamento de meios complementares de diagnóstico (MCDT).

A ARS Norte, por seu lado, assume terem ocorrido “alguns constrangimentos de ordem financeira” no começo do ano, garantindo desde já que “grande parte da faturação em atraso já foi liquidada, prevendo-se para breve o pagamento da sua totalidade”.

Em comunicado, a FNS fez saber que “a ARS Norte deixou de cumprir os compromissos relativos à faturação de meios complementares de diagnóstico e terapêutica do setor convencionado com o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, acrescentando ainda que “a ARS Norte e Unidade Local de Saúde (ULS) Alto Minho falharam, em 31 de maio passado, o pagamento às instituições bancárias a que estavam obrigadas” e que financiam as faturas de exames e tratamentos nas clínicas convencionadas.

Caso não haja uma previsão de regularização desta situação, a federação avança que “um dos principais bancos do sistema” não voltará a financiar “faturas da responsabilidade da ARS Norte e da ULS Alto Minho”, o que poderá ter “imediatas repercussões dramáticas na tesouraria destas empresas”, colocando “em causa o acesso da população a MCDT convencionados”.

Sob o perigo iminente de um “efeito dominó” que poderá surtir, a curto prazo, no “financiamento das restantes ARS e fazer colapsar todo o sistema”, a ARS Norte afirmou, em entrevista à Lusa, que o presidente do Conselho Diretivo, Pimenta Marinho, “definiu como prioridade do seu mandato, a sustentabilidade da Instituição de modo a que nunca fosse colocada em causa a prestação de cuidados aos cidadãos”.

Acrescenta ainda ser este o motivo pelo qual pode, atualmente garantir “maior e melhor acessibilidade dos utentes aos cuidados de saúde”, mas também “o cumprimento com os encargos dos mesmos decorrentes”. A ARS Norte reiterou ainda a defesa da “cultura de proximidade e de diálogo, quer com as instituições que estão na dependência direta do Serviço Nacional de Saúde, quer com os demais prestadores – convencionados e outros com os quais mantém acordos de prestação de serviços”.

Published in Mundo

dinheiro 4
Melhorar unidades de saúde primários e requalificar serviços de urgência hospitalar é o objetivo do novo concurso aberto no âmbito do programa operacional regional Norte 2020 que disponibiliza agora 25 milhões de euros às entidades públicas da região.

“Continuam a verificar-se necessidades de intervenção na rede de equipamentos de saúde, quer nos cuidados de saúde primários, quer no que se refere à rede de serviços de urgência”, revela o aviso do concurso cuja abertura foi ontem divulgada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), responsável pela gestão do Norte 2020.

No documento, disponível online na página dedicada ao Norte 2020 da CCDR-N, é assumido que “em vários casos, existem ainda unidades de saúde a funcionar em instalações de recurso que não oferecem as condições mínimas exigidas para a prestação de cuidados de saúde”.

Assim, e ao nível dos cuidados de saúde primários, é defendida a necessidade de “garantir as condições físicas adequadas ao desenvolvimento do trabalho de equipas multiprofissionais próximas das populações”.

“Grande parte dos ACES [Agrupamentos dos Centros de Saúde] da Região do Norte tem assinaladas necessidades de intervenção nas condições físicas de edifícios tendo em vista a funcionalidade atualmente exigida para a prestação de cuidados”, assinala o documento.

Já quanto aos cuidados hospitalares, destaca-se ser necessário não só “garantir as condições físicas para a prestação de cuidados de qualidade”, mas também “investimentos que permitam a concentração de serviços, a otimização das estruturas existentes e a requalificação de espaços que apresentam atualmente elevados custos de manutenção”.

A comissão diretiva diz mesmo que “não podem deixar de ser realizados investimentos nas infraestruturas da rede de urgências, sob pena de se comprometer a qualidade dos cuidados”.

As necessidades de intervenção foram já identificadas no mapeamento (uma listagem indicativa de prioridades) dos investimentos em infraestruturas de saúde, proposta pela Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte).

Num documento de maio, a que a Lusa teve acesso, a proposta da ARS-Norte contemplava 19 milhões para a Área Metropolitana do Porto, dos quais 9,2 milhões deveriam ser atribuídos ao concelho de Gaia para a remodelação das urgências do hospital e construção de duas unidades de saúde (Madalena e Vilar do Andorinho).

Já para a cidade do Porto estavam então inscritos 3,4 milhões repartidos pela remodelação da unidade de saúde da Batalha (com 1,8 milhões de euros), pela remodelação do centro de saúde de Campanhã (com 1,3 milhões de euros) e pela beneficiação e alargamento do serviço de urgência do hospital de Santo António.

A mesma proposta da ARS-Norte atribuía, então, 1.9 milhões de euros para dois projetos na CIM (Comunidade Intermunicipal) do Ave, 1,7 milhões de euros para a CIM do Cávado, 1,4 milhões para o Alto Minho, 977 mil euros para o Alto Tâmega, 977 mil euros para o Douro e 617 mil euros para o Tâmega Sousa.

Agora, no concurso que termina a 31 de outubro, é realçado que as necessidades de intervenção identificadas no Mapeamento dos Investimentos em Infraestruturas de Saúde “terão de ser atendidas num contexto de envelhecimento crescente da população, com o consequente aumento de doenças crónicas, e de alteração da distribuição da população no território”.

A dotação do cofinanciamento FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) a atribuir à totalidade das operações a selecionar no âmbito deste concurso é de 25,4 milhões de euros.

Lusa/ Jornal Médico

Published in Mundo

ARS_Norte

O médico Pimenta Marinho é desde ontem o novo presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte depois de o lugar ter sido deixado vago por Álvaro Almeida, que pediu a demissão do cargo em janeiro.

“Designo, em regime de substituição, para exercer o cargo de presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Norte, IP, o licenciado António José da Silva Pimenta Marinho, cujo currículo académico e profissional (…) evidencia a competência técnica, aptidão, experiência profissional e formação adequadas ao exercício das respetivas funções”, pode ler-se num despacho publicado em Diário da República de dia 2 mas que “produz efeitos a 4 de fevereiro”.

No despacho, assinado pelo ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes, a nomeação de um novo presidente do Conselho Diretivo é justificada “considerando a vacatura do cargo” na sequência “de cessação do mandato a pedido do anterior titular” Álvaro Almeida.

A 20 de janeiro, o ministro assumiu ter recebido o pedido de renúncia de Álvaro Almeida que, após procedimento concursal, havia sido designado pelo anterior ministro da Saúde Paulo de Macedo para exercer o cargo durante cinco anos.

Pimenta Marinho, que foi vice-presidente do conselho diretivo da ARS Norte entre dezembro de 2010 e outubro de 2011, altura em que o atual secretário de Estado da Saúde era o presidente, irá agora assumir o cargo em regime de substituição.

Esta nomeação, confirmada pela ARS Norte, visa assegurar o “normal funcionamento do respetivo Conselho Diretivo até à conclusão do procedimento concursal aplicável, a realizar pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública”.

 Lusa/Jornal Médico

Published in Mundo

desenvolvimento
A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, o Instituto Portoguês de Oncologia (IPO) do Porto e o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Espinho/Gaia vão desenvolver o projeto “GIDO – Gestão Integrada do Doente Oncológico”, com o objetivo de promover o acompanhamento personalizado do doente com cancro em todas as fases da doença.

Este projeto pretende garantir a continuidade de cuidados após o diagnóstico de cancro, através de uma boa comunicação entre as diferentes instituições da região norte e os diversos profissionais, aumentando a satisfação do doente oncológico e reduzindo o desperdício e os custos associados a consultas e exames desnecessários.

Para a implementação do projeto serão criados canais de comunicação estruturados para acompanhamento de doentes entre as Unidades de Saúde de Cuidados Primários e o IPO Porto, durante o diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos doentes referenciados.

O projeto “GIDO” integra-se no programa Boas Práticas de Governação, uma iniciativa da Novartis em parceria com a Universidade Nova de Lisboa, que proporciona aos participantes uma oportunidade de acesso a um plano curricular desenvolvido pela universidade e que lhes garante as bases teóricas e o acompanhamento necessário ao desenvolvimento dos projetos.

Este ano sob o tema “Caminhos para a Humanização”, o programa “Boas Práticas de Governação” teve como objetivo principal a implementação de projetos inovadores que fomentem uma maior articulação entre cuidados de saúde primários e hospitalares, que possam trazer melhorias efetivas para o doente.

Published in Mundo

Medica Família 1
O presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte), Álvaro Almeida, afirmou hoje que até ao Natal “a população da região Norte terá cobertura integral de médico de família”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ARS-Norte esclareceu que “o que vai acontecer é que nos próximos dias vão ser abertas seis novas unidades de saúde familiar (USF) e mais quatro no início de 2016”.

O conselho diretivo da ARS-Norte aprovou a abertura de dez novas USF, das quais seis abrem já antes do Natal.

“Com a entrada em funcionamento dessas seis atingimos o nosso objetivo de cobertura integral da população por médico de família”, frisou.

Na prática, referiu o responsável, “isto quer dizer que vamos atingir 99% da população da região com médico de família. Esse era o nosso objetivo, porque 100% é praticamente impossível de conseguir uma vez que há sempre médicos que saem do SNS, por aposentação ou outras razões ou utentes que se vão inscrevendo e como não há colocação contínua de médicos, há sempre alguns utentes que ficam temporariamente sem médico de família”.

“Ao atingir a meta dos 99%, essas situações passam a ser apenas temporárias e deixa de haver um problema estrutural. Neste momento, o tal 1% que não tem médico de família não tem devido á entrada e saída de médicos e de utentes”, sublinhou.

Álvaro Almeira especificou que “a meta dos 99% significa que menos de 50 mil utentes estão sem médico de família, numa região que tem 3,7 milhões de inscritos em centros de saúde”

A abertura destas seis novas USF no início de dezembro “vão gerar um ganho assistencial de 11.820 utentes, ou seja, 11.820 utentes vão passar a ter médico de família”, frisou.

Das seis USF que vão abrir no início de dezembro, duas ficam na Régua, uma em Mondim de Basto, uma em Amarante, uma em Gaia e uma em Castelo de Paiva.

“Com isso a região norte terá 227 USF, que significa de 51% do total de USF do país (serão 442), quando temos 37% da população”, salientou.

As USF são um modelo organizacional que permite ter “uma maior acessibilidade dos utentes por duas vias: porque funcionam em equipa, se houver uma falha haverá outro médico para o substituir e funciona em horário alargado das 08:00 às 20:00”, acrescentou.

De acordo com os dados da ARS-Norte, neste momento há 70% dos utentes da região Norte inscritos em unidades de saúde familiar.

Lusa

Published in Mundo

mudança
A cidade do Porto deverá ganhar três novos equipamentos de saúde no espaço de três anos, num investimento de cerca de quatro milhões de euros, avançou ontem o vereador da Habitação Social, Manuel Pizarro.

O "pacote" inclui a reabilitação de parte do Mosteiro de Santa Clara, edifício localizado na Batalha, que acolherá "serviços até aqui dispersos pela cidade", beneficiando cerca de 20 a 30 mil utentes.

Segundo Fernando Araújo, que liderou a comissão que elaborou a Carta dos Equipamentos de Cuidados de Saúde Primários do concelho do Porto apresentada ontem (9 de novembro), a solução convenceu a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) que colocou o projeto a concurso, estimando o início de obras para 2016 e conclusão para 2017.

A carta também propõe a construção de um novo centro de saúde em Campanhã, aproveitando a antiga Escola do Cerco, bem como recolocar a unidade de saúde de Ramalde que num edifício no "miolo" do bairro das Campinas.

"Com um investimento relativamente pequeno conseguimos mudar radicalmente as condições de acesso das pessoas do Porto aos cuidados de saúde. Vamos tentar que seja em menos tempo, mas admitimos para já três anos [para a conclusão destes projetos]. Não queremos que [a carta] seja apenas um exercício interessante de planeamento mas uma realidade", referiu Manuel Pizarro.

O vereador apontou como investimento necessário "cerca de quatro milhões de euros ou menos", lembrando que "há fundos comunitários disponíveis para estes investimentos".

"É um trabalho muito importante que com algum realismo propõe novos edifícios e mudanças que nos parecem muito úteis", resumiu Manuel Pizarro que não escondeu que outra "grande vantagem" deste projeto passa por "devolver" património à cidade. Aliás, relativamente às soluções encontradas para Campanhã e Ramalde, o vereador avançou que se serão resolvidos problemas de saúde pública e de segurança.

Dois dos edifícios em estudo são propriedade do Estado e o terceiro, o de Ramalde, é camarário.

A Carta dos Equipamentos de Cuidados de Saúde Primários, um documento elaborado pela autarquia do Porto em parceria, através de técnicos da ARS-Norte, com o Ministério da Saúde, propõe outras "pequenas obras de melhoria das acessibilidades e de conforto" em edifícios existentes.

"Procurámos perceber qual a nossa população e quais as necessidades, bem como irão evoluir essas necessidades no futuro. E procuramos soluções. A carta tem já alternativas", descreveu Fernando Araújo, tendo o vereador da câmara do Porto completado que a elaboração deste documento é um "projeto inovador" porque "o Porto será a primeira cidade portuguesa dotada" de uma carta desta natureza.

Manuel Pizarro explicou, por fim, que a proposta entrará em discussão pública - através de reuniões descentralizadas e pelo portal e endereço eletrónico da câmara - "até meados do mês de dezembro", sendo expectável que venha a colher contributos de profissionais da área da saúde, bem como das juntas de freguesia e comunidade geral.

Após esse período de contributos a carta será submetida à assembleia municipal do Porto e ao Ministério da Saúde para ser assinada, passando a constituir "um compromisso conjunto".

Lusa/Jornal Médico

Published in Mundo

usf_ilustracao
Cerca de 2.900 utentes de Famalicão até agora sem médico de família vão passar a ser assistidos na Unidade de Saúde Familiar (USF) de Requião, mas o presidente da câmara local entende que este "reforço não pode ficar por aqui".

O ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, presidiu na última sexta-feira (6 de novembro) à inauguração da "nova" USF Antonina, em Requião, concelho de Famalicão, distrito de Braga, uma unidade de saúde que já existia mas que ganha agora novas valências.

"Esta inauguração corresponde à reabilitação de uma unidade de saúde que funcionava dentro do mesmo espaço. O aumento da capacidade médica e o serviço de saúde daquela região ficou valorizado e sempre que há um reforço, a câmara congratula-se, mas obviamente sabemos que o concelho tem ainda muitas carências de cuidados de saúde primários", disse à agência Lusa, à margem da cerimónia, o presidente da câmara, Paulo Cunha.

Segundo dados da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) a USF Antonina vai funcionar com quatro médicos, estando dimensionada para prestar assistência a cerca de 7.600 utentes, sendo que, desde já, vão beneficiar mais 2.900 utentes, até aqui sem médico de família.

O autarca de Famalicão contou à Lusa que aproveitou a presença do ministro da Saúde para solicitar "atenção" a outros espaços do concelho.

"Hoje evidenciou-se mais um degrau de uma escada que é preciso começar a subir para que os equipamentos de saúde do concelho sejam condignos com a expectativa da população. Pedi-lhe que continuasse este itinerário, ou seja que outras valências fossem implementadas e reforçadas em Vila Nova de Famalicão e que olhasse para as condições infraestruturais das que já existem", descreveu Paulo Cunha.

Questionado sobre que outros espaços vê como prioritários no concelho, o autarca preferiu enumerar aquele, o de Delães, que considera ter "capacidade e boas condições", apontando que os restantes, nomeadamente o do centro do concelho, vulgarmente chamado de Centro de Saúde de Famalicão, "necessitam de intervenções infraestruturais".

Quanto à USF Antonina, localizada em Requião, esta, ainda de acordo com os dados da ARS-Norte, inclui "serviços da carteira básica adequada às características da população".

Vigilância, promoção da saúde e prevenção da doença nas diversas fases da vida, nomeadamente Medicina Geral, Saúde da Mulher, Saúde do Recém-nascido, da Criança e do Adolescente e Saúde do Adulto e do Idoso são algumas das valências.

Esta unidade de saúde também dispõe de cuidados em situação de doença aguda, acompanhamento clínico das situações de doença crónica e patologia múltipla, cuidados no domicílio.

A "integração e colaboração em rede com outros serviços, setores e níveis de diferenciação, numa perspetiva de ‘gestor de saúde' do cidadão" é outra das características da USF Antonina.

Lusa/Jornal Médico

Published in Mundo
Pág. 3 de 6
Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

Mais lidas