quinta-feira, 19 dezembro 2019 10:44

Plataforma em prol de uma Medicina de qualidade

A Ordem dos Médicos, o Conselho das Escolas Médicas Portuguesas CEMP e a Associação Nacional de Estudantes de Medicina decidiram juntar-se na criação de uma plataforma que irá permitir colocar em agenda alguns dos temas mais urgentes em defesa de uma medicina de qualidade.

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A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) lamenta que os representantes políticos continuem a ignorar o problema de degradação da formação médica em Portugal, com tendência para se agravar ano após ano e com consequências diretas e graves para a qualidade do SNS.

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Algumas dezenas de estudantes de medicina, das oito escolas médicas de norte a sul do país, entregaram hoje no Parlamento uma petição com 5.000 assinaturas por um debate sobre a formação clínica, que preocupa estes futuros médicos.

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Mais de 150 estudantes de Medicina vão entregar no parlamento esta quinta-feira, dia da prova nacional de acesso à especialidade médica, uma petição que apela ao debate alargado sobre o problema da qualidade da formação médica em Portugal.

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Mais de 340 médicos ficaram sem acesso à especialidade médica no concurso que terminou na terça-feira, um aumento de 63% relativamente ao ano passado, segundo a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM).

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segunda-feira, 10 abril 2017 09:26

ANEM congratula-se com alteração ao Harrison

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) congratulou-se com a alteração prevista na prova de acesso à especialidade, considerando-a “uma mudança de um paradigma de um modelo ultrapassado”.

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EstudoMedicina

A Associação Nacional De Estudantes de Medicina (ANEM) entregou, aos ministros da Saúde e da Ciência, um conjunto de medidas para reduzir, em cinco anos, de 1.800 para 1.300 o número de estudantes de medicina por ano.

Em comunicado, a ANEM indica que, nesta proposta, é defendida a “extinção imediata do contingente adicional de 15% de vagas para licenciados a admitir nos cursos de Medicina”.

Outra proposta passa pela “redução fracionada, de 3% ao ano (em relação ao valor inicial), em cinco anos, do número de vagas nas escolas médicas portuguesas, num total de 15% ao final de cinco anos”.

A ser posta em prática, esta proposta “poderá traduzir-se, ao final de cinco anos, numa redução de cerca de 1.800 para cerca de 1.300 estudantes de Medicina por ano”.

De acordo com esta associação, “o número de estudantes é superior à capacidade formativa pré-graduada atual". "Em média, no ensino clínico pré-graduado existem oito estudantes por tutor, sendo que, em alguns casos, chegam a ser 18 estudantes para um tutor”.

“Este extravasar da capacidade formativa coloca em causa a qualidade do ensino e o atendimento aos utentes, que muitas vezes, em estado debilitado, são confrontados com mais de dez médicos à sua volta”, prossegue o documento.

Segundo a ANEM, “o número de ingressos nos cursos de Medicina ultrapassa também a capacidade formativa pós-graduada - aquela que permite a especialização dos diplomados em Medicina”.

“No final de 2015, 114 médicos foram impedidos de ingressar numa especialidade, porque o número de candidatos era superior às vagas disponíveis. Se nada for feito, no próximo concurso, que se realizará já em junho, serão provavelmente mais de 400 médicos a ficarem sem acesso a uma vaga e a tornarem-se médicos indiferenciados, somando-se aos 114 já existentes”, lê-se no comunicado.

Para a ANEM, “esta redução de 'numerus clausus' deverá ser acompanhada de medidas governamentais para um correto planeamento dos recursos humanos em saúde, com adequada identificação das regiões e especialidades médicas mais carenciadas”.

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Curso universitário
A Ordem dos Médicos (OM) e a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) defenderam hoje a redução das vagas nas faculdades para garantir a formação com qualidade e evitar que haja profissionais sem lugar nas especialidades.

“Sendo a nossa capacidade formativa de 1.500 a 1.600 médicos [por ano], não devem ser ultrapassadas essas vagas. Atualmente há cerca de 1.800 alunos formados por ano”, disse à Lusa presidente do Conselho Regional do Norte da OM.

Para Miguel Guimarães, o numerus clausus em medicina “tem de ser adaptado às capacidades formativas dos serviços hospitalares para formar especialistas”.

O responsável apontou esta redução de vagas nas faculdades de medicina como solução para a falta de capacidade do sistema em formar médicos especialistas depois de os clínicos cumprirem o seu “ano comum”, uma espécie de estágio pré-especialidade em que percorrem diversas áreas, sob supervisão.

Este ano, e ao contrário dos últimos anos, o concurso que abriu no dia 23 de novembro tem mais cerca de 150 médicos candidatos a especialidade do que vagas, o que fará com que este grupo de clínicos fique de fora e impossibilitado de concluir, pelo menos no ensino em Portugal, o seu percurso académico.

“São médicos com autonomia, mas sem especialidade. São indiferenciados”, explicou Miguel Guimarães, para quem estes profissionais “não oferecem a qualidade que deveriam ter”, o que causará “problemas não só à população, mas também aos médicos que ficam parados a meio do percurso”.

Estes médicos sem especialidade “podem exercer medicina geral e trabalhar em serviços de urgência”, que podem “ressentir-se [pela] pouca experiência dos médicos”, alertou.

Para além disso, “correm o risco de ser explorados não só pelo Serviço Nacional de Saúde, mas também pelos grandes hospitais”, tudo isto uma “situação que a Ordem dos Médicos não quer”.

Também para a ANEM esta é uma questão “ainda mais grave” do que a que está a envolver todo o processo de candidatura à especialidade e após o qual “será a primeira vez que Portugal terá uma geração de médicos indiferenciados”.

“Os profissionais não terão a qualidade necessária para prestar cuidados de saúde de topo. Ficarão a trabalhar como tarefeiros, a fazer trabalho indiferenciado, o que levará a alguma precariedade”, alertou Alberto Abreu da Silva.

Para o responsável, era necessário “fazer uma adequação dos estudantes de medicina nas escolas médicas” e reduzir o ‘numerus clausus” para “promover a formação contínua do médico” sem deixar ninguém de fora,

“Estamos a preparar uma proposta para enviar ao governo nesse sentido”, adiantou.

Para o Sindicato dos Médicos Independentes ainda não é, contudo, tempo para falar em médicos sem especialidade uma vez que o prazo só termina no final da semana e só então será possível avaliar se alguém ficou de fora.

Ainda assim, defendem o aumento “das capacidades formativas no Serviço Nacional de Saúde” em Portugal já no próximo ano, destacou o secretário-geral Jorge Roque da Cunha.

Nesse sentido, está já a ser preparado um grupo de trabalho que irá solicitar “que haja mais médicos que sejam orientadores de formação” e que se corrijam os erros nas unidades de saúde não consideradas idóneas para o efeito, criando assim mais vagas.

Lusa/Jornal Médico

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800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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