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A deputada do PCP, Paula Batista responsabilizou hoje o Governo por a urgência de Neurologia no Hospital de Aveiro só estar a funcionar 12 horas por semana por falta de médicos, considerando que se trata de uma "situação absurda".

Em conferência de imprensa à porta do hospital, a deputada acusou o Governo de restringir a contratação de médicos e de estar a centralizar cada vez mais serviços nos hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra.

Paula Batista alertou que dada a situação daquele serviço do Hospital de Aveiro, os utentes têm de ser transferidos para Coimbra, sendo que, nos casos de doenças e acidentes cardiovasculares, que necessitam de socorro rápido, “uma hora ou hora e meia de demora pode pôr em causa a vida" das pessoas.

"Uma especialidade de neurologia de urgência a funcionar 12 horas por semana é no mínimo absurdo. Os doentes vão ter de ter hora marcada para poder adoecer e vir à urgência, o que não faz sentido nenhum", criticou.

A deputada do PCP advertiu que, "ao não se repor as equipas médicas necessárias para o funcionamento do serviço, vai haver uma sobrecarga de utentes no Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra (CHUC), cujos serviços se deteriorarão também.

"Nada disto abona em favor do Serviço Nacional de Saúde, nem dos serviços de proximidade, nem da qualidade que é pretendida", disse a deputada.

"Coloquem os recursos humanos suficientes para que os hospitais funcionem. Os equipamentos estão cá e o que se tem feito é encerrar. O encerramento de serviços e de especialidades no distrito de Aveiro tem sido uma calamidade", comentou.

Três dos quatro médicos que asseguravam a urgência de Neurologia do Hospital de Aveiro decidiram requerer, a 26 de Junho, a dispensa desse serviço em razão da idade, interrompendo a escala, entretanto retomada.

O conselho de administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga afirmou à Lusa que a Urgência de Neurologia "está garantida até ao final do mês" e a "Via Verde" de AVC assegurada, tendo marcado para o início de agosto uma reunião com vários directores hospitalares para serem tomadas "as medidas adequadas".

Em comunicado, o Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC) deu como certo o fim da Urgência de Neurologia no Centro Hospitalar do Baixo Vouga, dado que os médicos estão à beira da reforma, sem estar garantida a sua substituição e considerou que "pode estar em risco o funcionamento da Via Verde de AVC e Trombólise no Centro Hospitalar do Baixo Vouga a muito curto prazo".

Published in Atualidade

hospitaldeaveiroAs bancadas do PSD e do CDS na Assembleia Municipal (AM) de Aveiro anunciaram que vão apresentar na próxima sessão ordinária daquele órgão uma moção com propostas de solução para os problemas no Hospital de Aveiro.

O anúncio foi feito pelo deputado Paulo Marques, do CDS, que leu uma declaração conjunta das bancadas da coligação PSD/CDS, que suporta a Câmara gerida por Ribau Esteves. Segundo os vogais daqueles dois partidos, a qualidade de "uma parte significativa" dos serviços prestados pelo Hospital de Aveiro "tem sofrido uma degradação que se acentua a cada dia que passa".

"Tem-se verificado uma constante diminuição de capacidade e de valências no apoio prestado pelo hospital aos seus utentes, o que resulta em prejuízo grave para os cidadãos ao nível da sua saúde, mas também a nível financeiro, porque ficam obrigados a recorrer a outros serviços", disse Paulo Marques.

Os vogais do PSD e CDS pedem por isso "uma rápida actuação" dos responsáveis do Hospital de Aveiro na procura das soluções que melhor sirvam os interesses dos cidadãos e apelam às entidades superiores para que sejam concedidos ao Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) os recursos necessários ao cumprimento da sua missão.

A moção a submeter à AM será depois entregue ao conselho de administração do CHBV, à Administração Regional de Saúde do Centro, ao ministro da Saúde e ao primeiro-ministro.

O problema do Hospital de Aveiro foi levantado pelo deputado do Bloco de Esquerda Ivar Corceiro. Numa alusão ao problema com as listas de espera para as consultas de hematologia no CHBV, que ultrapassa os 600 dias, o bloquista disse que este Governo está a "enviar estes doentes directamente para a morte com esta política". A este problema junta-se a falta de macas, realçou Ivar Corceiro, lembrando que esta situação "já obrigou inúmeras ambulâncias a ficarem inoperacionais durante várias horas no hospital".

O líder da bancada do PS, Filipe Neto Brandão, também se mostrou preocupado com o futuro do hospital, manifestando ao presidente da Câmara de Aveiro todo o apoio na luta que quiser desenvolver, no sentido de qualificar aquela unidade de saúde.

O socialista exortou ainda o autarca para que "não seja meigo no tratamento a dispensar ao ministro da Saúde", atendendo a que o governante já teria conhecimento do problema das consultas de hematologia há mais de um ano e "nada fez".

O presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves (PSD/CDS/PPM) disse que o hospital "está mal de velho" e lembrou que a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro já pediu a intervenção do primeiro-ministro na qualificação do CHBV.

"Chamámos o primeiro-ministro a intervir no processo, porque, obviamente, já está percebido que com este ministro da saúde não vamos lá e com a sua equipa de secretários de Estado não vamos lá", concluiu o autarca.

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hospitaldeaveiroO ministro da Saúde, Paulo Macedo, garantiu hoje que todos os doentes do Centro Hospitalar do Baixo Vouga que estejam em lista de espera para consulta de hematologia serão atendidos até ao final do mês de Março."O Centro Hospitalar Universitário de Coimbra vai atender todos os doentes em lista de espera [para consultas de hematologia], eventualmente também o IPO de Coimbra se for necessário, até ao final de Março", garantiu.

No final de uma visita às urgências do Centro Hospitalar Tondela Viseu, que decorreu ao final da manhã de hoje, Paulo Macedo sublinhou aos jornalistas que o tempo de espera para uma consulta de hematologia, que ultrapassa os 600 dias no Centro Hospitalar do Baixo Vouga, vai ser resolvido.

"Depois de a situação estar resolvida, é preciso saber porque acontece, ou seja, esclarecer o erro de aceitar a marcação para aquelas consultas que não deveriam ter sido aceites", acrescentou.

O ministro da Saúde admitiu que "vão acontecer sempre erros aqui e ali", no entanto, realça que é preciso fazer com que "estas excepções não ocorram".

Já o Presidente da ARS Centro, José Manuel Tereso, referiu que o problema está detectado, "assumindo a responsabilidade daquilo que não foi feito" no Centro Hospitalar do Baixo Vouga.

"Estamos a procurar a solução, desencadeada pelo senhor ministro, com o SUCH e o IPO a dar resposta. Quero reforçar que o SUCH já estava a dar resposta à maioria dos doentes, e estes são efectivamente alguns doentes que vão ser retirados da lista, descontinuados da lista", alega.

Questionado sobre a existência de outras especialidades na mesma situação, admitiu que poderá haver outros casos pontuais.

"Neste momento não posso dizer com certeza e eu gosto de dizer a verdade. O Centro Hospitalar do Baixo Vouga está a reequacionar esta lacuna que infelizmente aconteceu", sustentou.

José Tereso considera que este foi "um erro administrativo", para o qual já têm solução apontada. "Apraz-nos registar a grande solidariedade das instituições na região centro para procurar soluções", concluiu.

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[caption id="attachment_6067" align="alignleft" width="300"]hospitaldeaveiro "Se tivesse que pagar o IMI do Hospital, a Misericórdia ia à falência, dado o valor tributário", disse à Lusa o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, Lacerda Pais, que quer ver clarificada a situação jurídica e se queixa de não obter qualquer resposta do Ministério da Saúde quanto à conclusão do negócio[/caption]

A venda do Hospital de Aveiro pela Misericórdia ao Estado, feita em 1982, está sem escritura, por incumprimento do negócio pela tutela, pelo que para o Fisco a Santa Casa é ainda a dona daquele equipamento de saúde.

A Santa Casa da Misericórdia de Aveiro foi notificada pelas Finanças da reavaliação do Hospital, em quatro milhões de euros, para efeitos de Imposto Municipal sobre Imóveis, de cujo pagamento beneficia de isenção.

"Se tivesse que pagar o IMI do Hospital, a Misericórdia ia à falência, dado o valor tributário", disse à Lusa o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, Lacerda Pais, que quer ver clarificada a situação jurídica e se queixa de não obter qualquer resposta do Ministério da Saúde quanto à conclusão do negócio.

Em causa está um valor, que não revelou, que nunca chegou a ser pago à instituição que dirige, da venda ao Estado, há mais de três décadas, do Hospital e terrenos circundantes, onde vieram a ser construídos novos blocos hospitalares.

"O Estado deve muito pouco, comparado com o valor da transacção, mas o certo é que ainda não foi feita a escritura e desde há 10 anos que todos os anos ando a pedir ao Ministério da Saúde que nos resolva a situação", disse à Lusa Lacerda Pais.

O provedor diz que, "mais uma vez", contactou o Ministério da Saúde, após a reavaliação das Finanças e que "até agora nenhuma resposta", apesar da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro ter informado o Ministério do montante pelo qual aceita fazer a escritura dos edifícios e terrenos.

Quer nas Finanças, quer na Conservatória, o património em causa ainda continua a ser propriedade da Misericórdia de Aveiro e é esse o entendimento de Amaro Neves, que antecedeu Lacerda Pais no cargo de provedor e se recusou a participar numa cerimónia com a então ministra da Saúde, devido ao diferendo.

"Aquilo ainda é da Misericórdia. Não me consta que tenha sido feito o acerto das partes e só por abuso de confiança se pode dizer que o Hospital de Aveiro seja do Estado", comentou Amaro Neves.

Para o antigo provedor, o facto do Ministério da Saúde ter construído posteriormente vários blocos não legitima a propriedade, porque "ninguém deve fazer filhos em mulher alheia e as contas nunca foram acertadas".

Lacerda Pais, com um discurso diferente, diz que pretende é que o Ministério resolva o problema do pagamento em falta e garante que "a Misericórdia não tem interesse nenhum que o Hospital seja seu" e elogia mesmo a administração hospitalar pelas obras de conservação que tem em curso no edifício primitivo, que pertencia à Santa Casa.

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[caption id="attachment_5876" align="alignleft" width="300"]hospitaluniversidadedecoimbra "Esta tomada de decisão surge em tempo oportuno e não deixará, por certo, de ter um impacto significativo na qualidade dos cuidados de saúde que são prestados às populações servidas pelos hospitais de Coimbra, Figueira da Foz, Aveiro, Águeda, Estarreja e Castelo Branco", afirma José Tereso, presidente da ARS Centro[/caption]

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, José Tereso, afirmou que o reforço do capital estatutário dos hospitais-empresa da região, superior a 35 milhões de euros, poderá beneficiar qualidade dos cuidados de saúde.

"Esta tomada de decisão surge em tempo oportuno e não deixará, por certo, de ter um impacto significativo na qualidade dos cuidados de saúde que são prestados às populações servidas pelos hospitais de Coimbra, Figueira da Foz, Aveiro, Águeda, Estarreja e Castelo Branco", adiantou José Tereso, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

Com a entrada de 2014, os hospitais-empresa da região Centro reforçaram o capital estatutário global em 35,3 milhões de euros, "no âmbito do aumento de capital para o sector anunciado pelo Ministério da Saúde", segundo a ARS Centro.

Esse montante fica assim distribuído: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra - 17 milhões de euros, Centro Hospitalar do Baixo Vouga - 11.200 milhões, Hospital Distrital da Figueira da Foz - 5.500 milhões e Unidade de Saúde de Castelo Branco - 1.600 milhões.

"A concretização deste reforço, em montante não despiciendo, do respectivo capital estatutário, representa um muito apreciável e valioso contributo para a gestão das unidades hospitalares, possibilitando alcançar resultados positivos do ponto de vista do equilíbrio das suas contas", considera José Tereso.

Em comunicado, a ARS refere que este aumento de capital, "resultante da conversão de dívidas em capital, visa melhorar a situação líquida dos hospitais, contribuir para regularizar a sua dívida, inserindo-se nas medidas de reforma hospitalar destinadas à sustentabilidade" do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"O aumento de capital dos hospitais, em 2014, e o recebimento das notas de crédito da indústria farmacêutica, resultante do acordo com a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA), contribuem para o esforço de equilíbrio das contas dos hospitais e da sustentabilidade do SNS", salienta.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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