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Mais de 50 unidades de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo estão com um horário alargado, desde ontem e até ao fim de Fevereiro, para fazer face ao período mais intenso de gripe, de acordo com informação oficial.

Na página da internet da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, consta a lista de todas as unidades de saúde com horário alargado, na maior parte dos casos até às 22 horas, mas também com horários até à meia-noite (na zona de Sintra).

A grande maioria das unidades de saúde também vai estar aberta aos sábados, durante as próximas seis semanas, em horários que vão desde as manhãs ao dia inteiro (10-18 horas) e há ainda uma percentagem de unidades que vão funcionar igualmente aos domingos.

Num Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe, divulgado na semana passada, indicava-se que a actividade gripal foi alta na segunda semana de Janeiro, entre os dias 5 e 11.

O boletim, elaborado semanalmente pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), refere, no entanto, que a taxa de incidência da síndrome gripal baixou ligeiramente, face à primeira semana, dos 127,7 casos para os 119,7, por cada cem mil habitantes.

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Consulta

Os administradores hospitalares e o PCP defenderam ontem uma maior aposta nos cuidados de saúde primários para que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) responda mais eficazmente às necessidades dos portugueses, aliviando simultaneamente as urgências hospitalares.

Este consenso resultou de uma reunião pedida pelo grupo parlamentar do PCP à presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, Marta Temido.

No encontro, cujo intuito era discutir os problemas estruturais do SNS, foram lembrados episódios recentes em serviços de urgência hospitalares que mergulharam no caos, com sobrelotação dos serviços, longas horas de espera, macas nos corredores e falta de camas de internamento.

No final da reunião, Marta Temido explicou que procurou “dar a visão dos administradores hospitalares daquilo que são as causas dos problemas que têm surgido” e que considera não serem apenas casos pontuais.

“Há uma série de episódios que a todos preocupam, mas sabemos que não são apenas situações episódicas e estamos envolvidos em discuti-los, chegar às suas causas e resolvê-los ou propor soluções”, sublinhou.

Entre todas as causas que podem estar a contribuir para as “disfuncionalidades” – recursos humanos, formas de contratação, exclusividade de algumas profissões de prestação directa de cuidados ou financiamento hospitalar –, a responsável destacou a necessidade de “reforço de cuidados de saúde primários”.

Considerando que são várias as “áreas em carência e em que é necessária reestruturação”, Marta Temido salientou que “o grande acordo [com o PCP], em termos de opinião, foi o aspecto da necessidade do reforço dos cuidados de saúde primários e permitir que através da sua reestruturação, todo o SNS seja reforçado e responda mais eficazmente às necessidades assistenciais dos portugueses”.

Convergindo com esta ideia, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou que existe actualmente um “problema de distorção” em relação aos cuidados de saúde primários, que em termos médios deveriam resolver 70% dos casos e 30% deveriam ser resolvidos nos hospitais.

“Há aqui uma inversão: hoje 70% dos casos são resolvidos nos hospitais e 30% nos cuidados de saúde primários, o que resulta de políticas de desmantelamento de serviços de saúde, de abandono do interior particularmente, com toda a sobrecarga que resulta em termos hospitalares”, afirmou.

Jerónimo de Sousa destacou também os problemas de subfinanciamento do SNS, em especial dos hospitais e os problemas que resultam da redução drástica do número de médicos e de enfermeiros, mas salvaguardando a prioridade que deve ser dada aos cuidados de saúde primários.

“Quisemos ouvir uma opinião avalizada da associação dos administradores hospitalares, e verificou-se a convergência desta ideia central de que o Serviço Nacional de Saúde se defende com base nesta alteração, nesta ruptura que é preciso fazer com este caminho de abandono dos cuidados de saúde primários”, afirmou.

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Sinalética centro de saúde

A população da freguesia de Figueiró do Campo, Soure, vai promover hoje à noite uma vigília contra o que alega ser o encerramento anunciado da unidade de saúde local, que não possui médico de família.

A extensão de saúde de Figueiró do Campo encerrou em Agosto, quando a médica ali em serviço se aposentou, mas reabriu na semana passada, com consultas às quartas-feiras de manhã e quintas à tarde, "mas sem servir todos os utentes porque não há médico de família", disse ontem à agência Lusa Luís Lopes, da comissão de luta contra o encerramento da unidade.

"Os doentes crónicos têm de procurar médico de família noutro lado do concelho, seja em Soure, na Granja do Ulmeiro, Alfarelos ou Vila Nova de Anços", afirmou.

De acordo com Luís Lopes, a unidade de saúde – que funciona nas instalações da junta de freguesia – reabriu com consultas "por dois médicos diferentes" e com a alegada obrigatoriedade dos utentes terem de se inscrever noutras unidades para voltarem a ter médico de família "o encerramento vai ser uma realidade", acusou.

"Quiseram atirar areia para os olhos das pessoas. As outras unidades [da região] vão ter mais utentes inscritos e esta fica enfraquecida e acaba por fechar", resumiu.

Luís Lopes lembrou que aquando da aposentação da médica de família que ali prestava serviço a funcionária que prestava serviço administrativo também se reformou, mas a junta de freguesia e a autarquia de Soure "arranjaram uma administrativa" e a unidade de saúde, encerrada há três meses, acabou por reabrir.

A vigília contra o encerramento da unidade de saúde está agendada para as 21H00 de hoje, junto às instalações da junta de freguesia.

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CentroSaudeBaiao

Os presidentes das câmaras de Baião e Resende afirmaram ontem que o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) nocturno nos dois centros de saúde, encerrado a 1 de Novembro, deverá reabrir a 15 de Dezembro.

José Luís Carneiro e Garcez Trindade, ambos eleitos pelo PS, frisaram que o custo de manutenção deste serviço em cada município ronda os 90.000 euros, valor que será assegurado pelas autarquias e pela Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), numa “partilha de responsabilidades”.

“Teremos de fazer um esforço financeiro para conseguirmos custear este serviço, mas consideramo-lo essencial para o bem-estar das populações”, afirmaram em conferência de imprensa, no Porto.

No dia 31 de Outubro, os municípios avançaram, em separado, com providências cautelares para suspender o encerramento do SAP entre as 00H00 e as 8H00, nos dias úteis.

“O Ministério Público reconheceu fundamentos aos respectivos procedimentos e aceitou-os. Entretanto, o Ministério da Saúde manteve encerrado o serviço e, com isso, desrespeitou a lei e incorre em responsabilidade criminal”, disseram os autarcas.

O presidente da Câmara de Baião lembrou que o direito à saúde está constitucionalmente consagrado e, com o encerramento do SAP à noite, a população fica privada de uma “área essencial e importantíssima”.

A participação financeira das duas autarquias na manutenção do SAP ainda não foi estabelecida, estando agora a ARS-N a elaborar a avaliação detalhada dos custos, realçou.

“Algumas das rúbricas do orçamento não poderão ser cumpridas porque iremos deslocalizar custos para o SAP nocturno”, salientou.

Segundo José Luís Carneiro, a população de Baião, dispersa por 14 freguesias, é maioritariamente idosa, não tendo viatura própria, nem transportes públicos no período nocturno. Neste período, o único meio de transporte está nas duas corporações de bombeiros e serviço de táxi e, entre alguns lugares e os hospitais mais próximos – Penafiel e Amarante –, é mais de uma hora de viagem.

O socialista lembrou ainda que Baião, tal como Resende, tem recebido “grande” investimento no turismo, através da restauração e hotelaria. “O que pensarão aqueles que investem e procuram a região do Douro sobre um Estado que apela ao investimento e, por outro lado, retira condições de segurança”, questionou.

Por ano, o SAP nocturno de Baião, à semelhança de Resende, recebe cerca de 1.000 pessoas.

Por seu lado, o autarca de Resende confessou ter de fazer “um esforço adicional” para que a população continue a aceder a este serviço. “Embora não tenhamos a tutela da saúde, temos de ajudar a custear a manutenção do SAP em horário nocturno porque é absolutamente essencial às pessoas”, afiançou.

Questionado sobre os motivos do encerramento do SAP à noite nos dois concelhos, Garcez Trindade respondeu que encerrar serviços públicos “tornou-se um hábito” em Portugal. Na sua opinião, o estado quer poupar 90.000 euros em cada município para impedir o direito à saúde e, porventura, o direito à vida.

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Conselho Popular

Utentes da unidade de saúde de Albarraque, na freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra, protestaram hoje em frente às instalações no Bairro da Tabaqueira contra a falta de médicos e a eventual deslocalização dos serviços.

"Médicos e enfermeiros não são substituídos à medida que se reformam, nem quando são transferidos", explicou Luís Morais, da Comissão de Utentes da Saúde de Rio de Mouro, que convocou uma vigília, a partir das 8H00, em frente à extensão de Albarraque. A acção, que durou pouco mais de uma hora, mobilizou dezenas de pessoas com o objectivo de protestar "em defesa do Serviço Nacional de Saúde e por condições dignas" na unidade de saúde.

Os promotores do protesto queixam-se da falta de informação do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Sintra, mas Carolina Santos, da comissão de utentes, estimou que a unidade precise de pelo menos mais três médicos.

A triagem dos pacientes sem privacidade no balcão dos serviços administrativos e a construção de um elevador que nunca chegou a funcionar foram outras críticas apontadas por Carolina Santos.

Para Luís Morais, o ACES está a efectuar "uma limpeza administrativa dos utentes inscritos para justificar que a extensão não tem utentes suficientes", prejudicando com um eventual encerramento os residentes nas zonas limítrofes dos concelhos de Oeiras e de Cascais.

A comissão alertou que o actual centro de saúde de Rio de Mouro "não dá resposta aos utentes que tem" e que a situação deverá piorar com a transferência de pacientes da unidade de Albarraque.

Luís Morais admitiu que no centro de saúde de Rio de Mouro, segundo dados de anos anteriores, os utentes sem médico de família oscilem "entre 5.000 e 15.000" e notou que não existe transporte público directo entre Albarraque e Rio de Mouro.

O edifício e o terreno em Albarraque foram cedidos pela Tabaqueira ao Ministério da Saúde para que o centro de saúde dos trabalhadores da empresa passasse a ser uma unidade de saúde pública para a população da zona sul da freguesia.

A vigília foi a segunda iniciativa contra o encerramento da unidade de saúde de Albarraque, que já motivou o lançamento de um abaixo-assinado subscrito até agora por "perto de 400 pessoas", mas Carolina Santos adiantou que a recolha de assinaturas vai prosseguir nas localidades perto da unidade de saúde.

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A Unidade de Saúde Familiar (USF) de São João do Estoril, no concelho de Cascais, hoje inaugurada, vai servir um total de 13 mil utentes inscritos e terá ao serviço sete médicos e cinco enfermeiros.

A nova unidade, localizada na União de Freguesias do Estoril e Cascais, está dotada, ainda, de quatro funcionários administrativos no secretariado clínico, e funciona de segunda a sexta-feira, das 08H00 às 20H00.

A inauguração deste serviço contou hoje com a presença do secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, e do presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Cunha Ribeiro, segundo a autarquia de Cascais.

O Centro de Saúde de São João do Estoril começou a funcionar em 2007, em substituição às antigas instalações do Estoril.

O Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) de Cascais passa agora a ter em funcionamento dez Unidades de Saúde Familiar (USF), duas Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), duas Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC), duas Unidade de Saúde Pública (USP) e uma Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP).

Com um total de 192.521 utentes inscritos frequentadores, o ACES de Cascais desenvolve actividades de vigilância epidemiológica, investigação em saúde, controlo e avaliação dos resultados e participa na formação de diversos grupos profissionais nas suas diferentes fases, pré-graduada, pós-graduada e contínua.

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Sinalética centro de saúde

O número de utilizadores dos cuidados de saúde primários aumentou este ano, com 6,4 milhões de utentes a terem pelo menos uma consulta médica, indicou ontem a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Os dados dizem respeito ao período de Janeiro a Setembro deste ano, tendo aumentado o número de utilizadores dos cuidados de saúde primários em 2,2 por cento relativamente a igual período do ano passado. As consultas médicas também subiram no mesmo período 2,7 por cento.

Nos hospitais, de acordo com a mesma fonte, as primeiras consultas aumentaram 1,4 por cento e as subsequentes 2,5 por cento, num total de mais 187.816 consultas do que no mesmo período do ano passado.

Em relação às cirurgias foram feitas mais 4.584 do que no mesmo período de 2013, representando um crescimento de 1,2 por cento. Do total de cirurgias 58 por cento foi feito em ambulatório.

Nas urgências houve um decréscimo de 0,1 por cento, com menos 3.001 casos, e nos internamentos “constatou-se uma ligeira redução do número de doentes saídos (-2,1%), essencialmente devido à desejável transferência da cirurgia convencional para a cirurgia de ambulatório”, segundo um comunicado da ACSS.

De acordo com o boletim de monitorização mensal referente a Setembro deste ano, a ACSS resume assim a evolução no Serviço Nacional de Saúde: “Até Setembro de 2014 continua a registar-se um aumento do acesso aos cuidados de saúde primários, não só em termos do número de utilizadores como também em relação ao aumento da produção de consultas médicas realizadas”.

E acrescenta: “Em relação aos cuidados hospitalares, regista-se uma estabilização da actividade realizada em relação ao período homólogo, com ligeiras variações positivas no número de consultas e de intervenções cirúrgicas, e um desejável ajustamento em baixa da actividade de urgência e de internamento”.

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Conselho Popular

Trinta pessoas concentraram-se hoje junto à extensão de saúde da Maceira, no concelho de Leiria, num protesto para alertar para a falta de médicos de família que afecta centenas de pessoas da freguesia.

Junto ao edifício, que hoje surgiu com uma corrente na porta e com fitas amarelas onde se lia “atenção gás”, mas que abriu normalmente, juntaram-se utentes, sobretudo idosos, e ouviram-se críticas face a uma situação que dizem arrastar-se há pelo menos dois anos.

“As pessoas estão sem médico de família há um ano, outros há dois anos”, disse à agência Lusa Rui Alves, que organizou o protesto, depois de a sua mãe ter tentado marcar na segunda-feira uma consulta, sem sucesso, por não ter médico de família.

Rui Alves adiantou que o protesto “é para dar voz às pessoas que não a têm e que já desistiram de lutar porque acham que não vale a pena”, considerando que “o acesso à assistência médica é um direito fundamental”.

Para o morador na freguesia, a consulta no centro de saúde Arnaldo Sampaio, em Marrazes, não é alternativa, porque “dista 20 quilómetros da Maceira”, sendo que muitas das pessoas não têm forma de lá chegar.

“Se temos um posto médico não é para fazer de faz de conta”, salientou.

Manuel Vaz, de 86 anos, afirmou que por várias vezes se deslocou à extensão de saúde, mas não tem tido consulta por não ter médico, adiantando que “até para passarem as receitas” já teve de “esperar mês e meio”.

“Mandam-me para Marrazes, mas não tenho dinheiro, nem carro para ir”, desabafou, referindo que, devido a esta situação, tem recorrido ao hospital de Leiria.

O mesmo faz José Tojal, de 65 anos: “Chamo a ambulância e vou para o hospital”, afiançou.

O presidente da junta, Vítor Santos, que também esteve na concentração, afirmou que a população, de cerca de 10 mil habitantes, “luta há dois anos” por mais médicos de família, tendo feito abaixo-assinados.

Lamentando que “o Estado, através deste Governo, não cumpra uma das suas obrigações, que é assegurar o acesso aos cuidados primários de saúde”, Vítor Santos considerou que a consulta no centro de saúde Arnaldo Sampaio nem sempre é solução.

“Há pessoas que nem sequer têm meios de transporte, nem rendimentos que lhes permita pagar um táxi”, declarou o presidente da junta.

Numa informação enviada na terça-feira à agência Lusa, o Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Litoral deu conta de que a extensão de saúde tem 9.771 utentes inscritos e quatro médicos.

O agrupamento esclareceu que existem 3.000 utentes sem médico de família, mas salientou que estes “não estão desprotegidos”, pois “têm como alternativas a consulta de recurso e a consulta aberta no centro de saúde Arnaldo Sampaio”.

A mesma entidade acrescentou que faltam dois médicos na extensão, admitindo a existência de “alguma dificuldade, em termos de concurso, na fixação de médicos nesta extensão de saúde”. “Os dois médicos aí colocados recentemente saíram para outras unidades”, especificou o agrupamento de centros de saúde.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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