A primeira fábrica em território nacional de produção de canábis medicinal vai assegurar 200 postos de trabalho até ao final do ano, em Cantanhede, anunciou o CEO da Tilray, Brendan Kennedy.

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A Ordem dos Médicos do Centro afirmou hoje que o hospital de Cantanhede apenas possui quatro médicos no quadro e outros 35 avençados ou contratados a empresas e questionou se a unidade de saúde foi esquecida pela tutela.

Em declarações, após uma visita ao hospital Arcebispo João Crisóstomo, Carlos Cortes, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), disse ter ficado surpreendido com a escassez de médicos no quadro hospitalar, considerando o caso "completamente inédito" no Serviço Nacional de Saúde.

"É como se o hospital existisse de forma artificial, à custa de empresas de contratação de médicos", frisou Carlos Cortes.

"É uma situação inadmissível e que está a asfixiar o hospital de Cantanhede. Os únicos [quatro] médicos do quadro passam por sérias dificuldades para assegurar o trabalho", frisou, lembrando que, para além das consultas, os clínicos dão apoio a uma unidade de cuidados paliativos ali existente.

De acordo com os dados da SRCOM, o quadro de pessoal médico possui dois especialistas de Medicina Interna, um anestesista e um ortopedista. Dos restantes 35 clínicos há, entre outros, seis anestesistas, cinco especialistas de Medicina Interna, quatro cirurgiões, três ortopedistas e três urologistas contratados a empresas, para além de sete médicos com contrato de avença.

Carlos Cortes enalteceu a "dedicação" dos médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar do hospital de Cantanhede, mas realçou que no ministério da Saúde, "aparentemente, alguém se esqueceu" daquela unidade, uma das que estiveram previstas serem devolvidas à gestão das Misericórdias.

Por outro lado, o responsável da Ordem dos Médicos diz que o hospital está há um ano em gestão corrente, já que o presidente do conselho de administração saiu para Aveiro, a exemplo de um vogal que também cessou funções.

"Só tem dois elementos, tem à frente a diretora clínica e o diretor de Enfermagem. Será que alguém também se esqueceu? É impossível sustentar um hospital desta maneira", observou.

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O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) e sindicatos da função pública, médicos e enfermeiros promovem no sábado uma caravana automóvel e uma vigília de protesto, em Cantanhede, contra a eventual privatização do hospital local.

O protesto segue-se à promoção de um abaixo-assinado que reuniu, de acordo com o MUSP, mais de 5.000 assinaturas, entregue na Assembleia da República e que aguarda agendamento para ser debatido e votado em plenário.

Em comunicado, o movimento lembra que o hospital Arcebispo João Crisóstomo foi alvo de um investimento estatal orçado em 3,7 milhões de euros "para melhorar as suas instalações" e serve entre 60 a 80 mil pessoas.

"Está ameaçado de morte, depois do encerramento das urgências pelo anterior governo em 2007", sustenta o MUSP, alegando que a unidade de saúde deixou de constar na relação da rede dos hospitais públicos nacionais, "o que prova que o Ministério da Saúde está a preparar o processo da sua privatização".

No abaixo-assinado, os críticos da possível privatização defendem a manutenção do hospital de Cantanhede "na esfera pública" e no Serviço Nacional de Saúde, "por forma a que seja afastado de vez o perigo da sua privatização, e a exposição à cobiça e avidez da área dos negócios da saúde".

"A redução e exiguidade de médicos, a diminuição dos dias de semana de consulta nas extensões de saúde, a carência de recursos humanos no centro de saúde de Cantanhede, o encerramento de extensões de saúde, como São Caetano, está a deixar a população sem médico de família. E a criar grandes dificuldades, em especial às camadas mais fragilizadas, crianças e idosos, tudo agravado com a falta de transportes públicos entre as freguesias e a sede do concelho, numa grave situação de desprotecção na saúde", adianta o MUSP.

No sábado, o movimento de utentes, o Sindicato da Função Pública da Zona Centro, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e o Sindicato dos Médicos da Zona Centro promovem uma caravana automóvel com início agendado para as 15 horas junto ao hospital de Cantanhede.

Mais tarde, às 17H30, está prevista uma vigília em frente à Câmara Municipal local.

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terça-feira, 18 março 2014 15:41

Hospital de Cantanhede cria Consulta Jovem

Terapia da falaO Hospital Arcebispo João Crisóstomo (HAJC), em Cantanhede, anunciou ontem a criação da Consulta Jovem nas áreas da psicologia, nutrição clínica e terapia da fala, destinada a crianças e adolescentes até aos 18 anos.

Em comunicado, o conselho de administração do HAJC afirma que a Consulta Jovem irá funcionar nas tardes de quarta-feira, sendo que a referenciação dos utentes será feita pelos respectivos médicos de família.

"As crianças e adolescentes representam um sector social extremamente vulnerável, constituindo o excesso de peso/obesidade, as dificuldades de linguagem, as dificuldades de expressão e outros problemas afectivos e emocionais, que interferem no equilíbrio psicoafetivo, na afirmação social e na realização pessoal das crianças e adolescentes, por vezes verdadeiros dramas com que as crianças, os adolescentes e as famílias têm dificuldade em lidar", sustenta.

A administração hospitalar diz ainda que o projecto da Consulta Jovem resulta igualmente do "permanente esforço de adaptação" da actividade do hospital de Cantanhede às necessidades de saúde identificadas nas comunidades locais.

"Procuramos não só inovar na actividade interna dos serviços do Hospital, mas também ir de encontro a outros vectores de saúde da comunidade, com os objectivos de potenciarmos a capacidade técnica e o conhecimento instalados no HAJC, assim como contribuirmos para acrescentar valor em saúde e qualidade de vida aos nossos concidadãos", adianta.

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800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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