O X Congresso Nacional de Patologia Clínica, que decorreu entre o dia 13 e 15 de fevereiro na Fundação Cupertino Miranda, no Porto, concentrou médicos de várias especialidades na partilha e discussão de diversas patologias, tendo como denominador comum o contributo da Patologia Clínica no diagnóstico das mesmas. A conferência inaugural foi marcada pelo discurso do médico patologista clínico e presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes. O Jornal Médico esteve à conversa com este responsável sobre o papel e a relevância da especialidade. Por sua vez, a presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia Clínica (SPPC), Maria José Sousa, fez um balanço do congresso, falando ao nosso jornal sobre o futuro da especialidade.

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A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos(OM) e o Centro Hospitalar de Leiria (CHL) vão criar um grupo de trabalho conjunto com o objetivo de encontrarem soluções para os problemas, anunciou hoje o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, no final do encontro com todo o conselho de administração (CA) do CHL, que decorreu no Hospital de Santo André, em Leiria.

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O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, criticou as desigualdades no acesso aos cuidados de saúde existentes entre os utentes do interior e do litoral.

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O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, lamentou a morte de António Arnaut, conhecido como o “pai” do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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Os 25 anos do primeiro transplante hepático em Coimbra foram assinalados este sábado com a inauguração de uma exposição e o início de um ciclo de conferências, organizados pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM).

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Frustrated Woman at Computer With Stack of Paper

Um estudo realizado pela Secção Regional do Centro Ordem dos Médicos (SRCOM) conclui que 40,5% destes profissionais apresenta sinais de exaustão emocional (burnout) e que um quarto dos médicos obteve pontuação elevada na escala de depressão.

O estudo, feito a partir de um inquérito em que participaram 1.577 médicos – 20% do total de inscritos na secção (n=8.042) – refere que 40,5% tem sinais de exaustão emocional, 17,1% dos médicos apresenta despersonalização (atitudes negativas, cinismo, insensibilidade e irritação) e 25,4% sente não realização profissional. Sete em cada cem dos inquiridos apresentam sinais de burnout elevado (conjugação de exaustão, despersonalização e não realização profissional), sendo que, desses, mais de metade têm idades compreendidas entre os 26 e os 35 anos. Ou seja, são os médicos mais jovens aqueles que mais acusam desgaste na profissão, conclui a pesquisa.

O estudo identificou ainda que 24,5% dos profissionais de saúde obtiveram pontuação elevada na escala de depressão, 16,5% na escala de ansiedade e 16,4% de stress. Dos inquiridos, 14,6% "é ou já foi acompanhado em consultas de psiquiatria" e um em cada dez é ou já foi acompanhado em consultas de psicologia clínica.

A doença crónica mais referida no inquérito da SRCOM é a hipertensão arterial (17,4%), seguindo-se a asma (14,2%) e a diabetes (6,5%). Apenas 11,8% dos médicos pratica meditação ou técnicas de relaxamento e 44% afirma que pratica uma atividade desportiva. O estudo sugere que mulheres e profissionais na faixa dos 36 aos 45 anos apresentam valores de exaustão emocional mais elevados.

O presidente da SRCOM, Carlos Cortes, afirma que estava "à espera de resultados desta dimensão", contando que nas várias visitas que faz na região Centro encontra "o impacto do burnout nos médicos". Para o responsável, "todos os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) estão expostos a este risco, em maior ou menor grau".

"Ninguém está imune", alertou, considerando que, "se não houver uma reversão muito rápida", promovida pela própria tutela, poderão surgir "situações muito gravosas", que afetam a própria qualidade e eficiência do serviço prestado nos hospitais e centros de saúde do país.

De acordo com Carlos Cortes, este estudo foi também realizado com o intuito de se fazer um "levantamento do problema e criar um dispositivo para prevenir o burnout" e instrumentos para tratar os médicos que sofrem desta doença.

O estudo desenvolvido pela secção decorreu de janeiro a dezembro de 2015, tendo sido realizadas sete sessões de sensibilização em diferentes locais da região Centro sobre fatores que potenciam o burnout e estratégias de prevenção do mesmo.

63,2% dos médicos presentes no estudo são mulheres e a idade média da amostra é de 42,83 anos. A participação foi voluntária e anónima e foram utilizados instrumentos de medida "internacionais", permitindo que o estudo "possa ser usado do ponto de vista científico", frisou o presidente da SRCOM.

Quase 20% trabalha mais de 60% semanais

O estudo centrado na problemática do burnout concluiu, ainda, que 18,7% dos médicos inquiridos trabalha mais de 60 horas por semana.

Os especialistas de medicina geral e familiar (MGF) são, segundo a pesquisa, os que apresentam mais sinais de burnout nas suas três dimensões (exaustão, despersonalização e não realização profissional), seguindo-se os colegas de Medicina Interna, Cirurgia Geral e Neurologia.

Os médicos mais novos apresentam níveis mais elevados de exaustão emocional, bem como aqueles que trabalham mais de 40 horas e os profissionais que realizam trabalho noturno e serviço de urgência. Os resultados do estudo sugerem que os profissionais da zona Centro que têm atividade médica hospitalar e que trabalham em instituições públicas apresentam maiores níveis de exaustão.

“Tem havido uma pressão crescente sobre os médicos e profissionais de saúde” em torno de questões “que têm muito pouco a ver com a ideia que os médicos têm da sua profissão”, disse Carlos Cortes em declarações à agência Lusa, a propósito das conclusões deste inquérito regional.

A pressão para uma "produção desenfreada de dados médicos", o "excesso de burocratização do SNS, a sua desorganização, a falta de meios complementares de diagnóstico, de meios farmacológicos e de recursos humanos", bem como as "disfuncionalidades dos sistemas informáticos" vêm dificultar o trabalho do médico e potenciar situações de burnout, sublinhou.

Segundo Carlos Cortes, a carga horária e de trabalho a que os médicos estão sujeitos têm uma “implicação imediata”, considerando que o facto de haver cerca de 20% dos médicos a trabalhar mais de 60 horas é “um dado que tem de obrigar o Ministério da Saúde a refletir”.

Para o responsável da SRCOM, o fenómeno do burnout foi amplificado com a crise económica, com "a desorganização que reina no SNS” a ter tem “um impacto muito negativo sobre os médicos”. O estudo, que alerta para o facto de 40% dos médicos apresentarem sinais de exaustão emocional, vem "mostrar à tutela que tem responsabilidade”, sublinha o responsável.

A secção regional oferece a sua "disponibilidade" para colaborar na criação de mecanismos de prevenção do burnout nos profissionais de saúde, juntamente com a tutela. De acordo com Carlos Cortes, serão também necessários "mecanismos de maior discrição e de maior proximidade entre o médico e quem o irá tratar", para que este não seja exposto e não tenha de recorrer ao serviço de psiquiatria no local onde trabalha.

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mundo

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) apresentou ontem em Coimbra o Gabinete de Apoio aos Médicos Portugueses no Estrangeiro, que pretende dar resposta a um fenómeno recente.

O gabinete tem como principais áreas de atuação o fomento de um "regresso mais facilitado" aos profissionais residentes no estrangeiro, o fornecimento de informação necessária para médicos que decidem emigrar e o aprofundamento da ligação com médicos que trabalham no estrangeiro (com permanente envio de informação), disse o presidente da SRCOM, Carlos Cortes.

O projeto pioneiro a nível nacional arrancou devido à "nova realidade" da emigração médica, explicou Carlos Cortes, sublinhando que nos últimos três anos emigraram cerca de 1.300 profissionais, 52% dos quais com menos de 35 anos e 65% sem especialidade médica.

O presidente da SRCOM defendeu que o Ministério da Saúde, a par de "tentar criar iniciativas para regresso dos médicos aposentados", deveria também incentivar o retorno dos médicos residentes no estrangeiro.

Neste momento, "muitos dos concursos são fechados" o que torna mais difícil o regresso de médicos emigrados, sendo necessário o executivo "aproveitar esta vontade" dos profissionais e "fomentar uma autoestrada de regresso" aos clínicos.

Face à falta de "médicos em algumas áreas e especialidades", o Ministério da Saúde poderia aproveitar a "bolsa considerável" de clínicos portugueses no estrangeiro para colmatar as dificuldades de recursos humanos.

Segundo Carlos Cortes, de momento, "os médicos saem e têm sido esquecidos".

Para o dirigente da Ordem dos Médicos, o gabinete também terá uma vertente de ação política "para sensibilizar para esta realidade", ao mesmo tempo que irá elaborar um "guia de regresso ao médico no estrangeiro".

"Nós queremos continuar a estar a par daquilo que acontece no nosso país de origem. Há uma necessidade grande de manter esta ligação com o nosso país", sublinhou Alberto Pais, especialista em Medicina Geral e Familiar, atualmente a exercer em França.

Para além da necessidade de ligação ao país, a vontade de retorno é algo que está "sempre no horizonte", frisou o jovem médico, defendendo "mais instrumentos de mobilidade" para facilitar o retorno ao país.

Em 2015, segundo dados da Ordem dos Médicos, emigraram 475 profissionais e 374 em 2014. Dos 475 médicos emigrados no ano passado, 51 estavam inscritos na SRCOM.

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EstudoMedicina

O presidente da Ordem dos Médicos do Centro, Carlos Cortes, considerou ontem em Coimbra que o excesso de vagas nos cursos de medicina afeta a qualidade de formação e apelou a uma revisão do número de entradas no ensino superior.

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) afirmou que o ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior deveria fazer uma previsão do número de médicos que o país precisa para "daqui a dez anos", de forma a adequar o número de vagas das faculdades às reais necessidades do país.

"Há uma pressão muito grande com os números. Querem muitos médicos, mas ninguém se preocupa com a qualidade da formação do médico", criticou Carlos Cortes, considerando que Portugal "não pode dizer que hoje há falta" destes profissionais de saúde.

Muitas das lacunas em algumas especialidades médicas "vão ser suprimidas nos próximos anos" e, dentro de dois a três anos, estima-se que "todos os portugueses tenham um médico de família", sublinhou.

O presidente da SRCOM recordou que em 2015 o número de vagas já foi superior à capacidade formativa, tendo ficado de fora "114 candidatos", estimando-se que este ano fiquem "500 a 600" candidatos sem "oportunidade de escolher a sua especialidade", apesar de a capacidade formativa ter também aumentado.

O problema reside, em parte, na falta de previsão do Ministério da Saúde e do Ensino Superior, permitindo que haja "muito mais estudantes a entrar" face à capacidade do país "em formar médicos especialistas", apontou Carlos Cortes, que falava durante a Mostra de Especialidades Médicas (MostrEM), que decorre entre ontem e quarta-feira, na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).

Segundo Carlos Cortes, "tudo indica" que o mapa de vagas para este ano seja publicado ainda durante esta semana, apelando à Administração Central do Sistema de Saúde para que dê "duas semanas", entre a publicação e o início de concurso, de forma que os candidatos possam escolher a sua especialidade "calmamente".

Durante a MostrEm, discursou também o diretor da FMUC, Duarte Nuno Vieira, que também lançou críticas ao "excesso de médicos que saem da faculdade".

De acordo com Duarte Nuno Vieira, as faculdades nunca defenderam o número de vagas atuais, referindo que a FMUC propôs ao ministério que houvesse uma redução de 20% do número de vagas (passando de 250 para 200) para o ano letivo de 2016/2017.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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