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terça-feira, 12 outubro 2021 14:40

Carlos Robalo Cordeiro reeleito diretor da FMUC

O professor catedrático e pneumologista Carlos Robalo Cordeiro foi reeleito diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) para o biénio 2021-2023. Desta forma, dará continuidade ao Plano de Ação (PA) que sustentou a candidatura apresentada em 2019, o qual incide em quatro áreas estratégicas: ensino e formação, investigação científica e desenvolvimento tecnológico, prestação de serviços, gestão, organização e recursos, relações institucionais, parcerias e internacionalização.

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O pneumologista, ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Carlos Robalo Cordeiro foi eleito presidente da European Respiratory Society, a maior sociedade científica europeia dedicada à investigação e formação em torno das patologias respiratórias.

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O pneumologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), Carlos Robalo Cordeiro, elogiou as campanhas públicas realizadas nos últimos anos relativas às patologias respiratórias mais prevalentes, que permitiram um aumento significativo da vacinação.

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gravidez e tabaco
Dados do Perinatal Health Report de 2010, realizado no âmbito do projeto EURO-PERISTAT estimam que a prevalência de tabagismo durante a gravidez seja de 10%, variando entre os 5 e os 20% consoante os países. No estudo europeu, cerca de 90% das mulheres fumadoras deixaram o tabaco durante a gravidez. No braço português do estudo, verificou-se que essa percentagem foi de apenas 47%.

Estes dados preocupam a comunidade médica, que mantém o tema do tabagismo na agenda de eventos científicos ano após ano.

Para Ana Figueiredo, coordenadora da Comissão de Tabagismo da SPP, “o tabagismo é algo que deve ser combatido independentemente da idade e da condição física. Conhecidos os riscos do tabaco na gravidez, é fundamental promover uma maior consciência de grupos sensíveis como as grávidas e, à semelhança do álcool, dever-se-ia incutir a total proibição do seu consumo, sem qualquer exceção”.

“É um erro manter os hábitos tabágicos durante a gravidez, ainda que reduzidos. Apesar de muitos médicos defenderem o limite de cinco cigarros/dia como forma de combater a tensão gerada pela privação de nicotina, a verdade é que existem inúmeras formas seguras de combater os sintomas associados à privação de tabaco”, acrescenta Joana Abreu Lopes, Psiquiatra do Hospital de Vila Franca de Xira.

Para Carlos Robalo Cordeiro, pneumologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, “a luta contra o tabagismo tem sido uma das grandes preocupações da sociedade que tem mobilizado todos os meios para levar a cabo as mais eficazes políticas de prevenção das doenças respiratórias. Apesar de em Portugal existir um esforço importante no sentido de aumentar o número de consultas de Cessação Tabágica, quer a nível hospitalar, quer dos centros de saúde, a maior dificuldade reside na própria consciência da sociedade”.

Nicotina, monóxido de carbono, amónia, óxido de azoto e chumbo são algumas das mais prejudiciais substâncias que afetam todos os que se encontram expostos, direta ou indiretamente ao tabagismo. Os efeitos adversos do fumo nos mais variados grupos têm sido amplamente estudados, dando a conhecer estudos que mostram por exemplo que, no caso das grávidas, a nicotina passa de forma rápida a placenta, atingindo concentrações no feto 15% superiores às do sangue materno.

Exposição passiva a fumo atinge 8,6% da população

8,6% da população com 15 ou mais anos esteve exposta a fumo passivo, designação habitual para a exposição ambiental ao fumo do tabaco, durante o ano passado. Os dados são do Inquérito Nacional de Saúde (INS) 2014, divulgados há dias que referem que da população exposta a fumo passivo, 38,3% referiu ter estado exposta diariamente em locais de lazer, 31% na sua própria casa e 20,5% no local de trabalho.

Para a coordenadora do INS, Mariana Neto, estes “resultados são sugestivos de que a aplicação da lei não tem sido muito rigorosa, sete anos após a sua publicação, sobretudo nas componentes de lazer e do local de trabalho. Um aspeto que deverá ser tido em consideração pelas autoridades de saúde, autoridades com responsabilidade na área da cultura e também na administração do trabalho”, alerta a especialista do Instituto Ricardo Jorge, citada em comunicado divulgado na página do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Outro dos dados apurados pelo INS 2014 é o de que 16,8% da população com 15 ou mais anos mantinha hábitos tabágicos diários. Verificou-se ainda haver uma maior prevalência no género masculino (23,5%) comparativamente ao feminino (10,9%).

A exposição involuntária ao fumo do tabaco foi regulamentada em 2007 com a publicação da Lei n.º 37/2007, de 14 de Agosto, a qual proíbe o consumo de tabaco nas salas e recintos de espetáculos, recintos de diversão, zonas fechadas das instalações desportivas e nos locais de trabalho, entre outros.

O fumo do tabaco liberta no ambiente uma combinação de mais de 7.000 compostos químicos, sendo um número substancial conhecido pelos seus efeitos tóxicos ou cancerígenos. A eliminação da exposição ao fumo do tabaco constitui uma forma eficaz de diminuir o número de mortes evitáveis e doenças crónicas, especialmente do foro respiratório e cardiovascular.

O INS 2014 foi realizado em conjunto pelo INSA, em todo o território nacional. O principal objetivo deste Inquérito é caracterizar a população em três grandes domínios: estado de saúde, cuidados de saúde, incluindo os cuidados preventivos, e os determinantes de saúde, em especial os que estão relacionados com estilos de vida.

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quarta-feira, 30 setembro 2015 17:24

Sociedades acordam oficialmente a constituição da ARELP

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A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a Asociación Latino Americana de Tórax (ALAT), a European Respiratory Society (ERS) e representantes de Angola, Moçambique e Cabo Verde, acordaram oficialmente a constituição da Associação Respiratória de Língua Portuguesa (ARELP) como uma Associação Internacional sem fins lucrativos.

O acordo foi oficializado no passado dia 27, no Congresso Internacional da European Respiratory Society, ficando estabelecida a intenção das quatro Sociedades fundadoras assinarem a constituição e estatutos da ARELP no Congresso da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, que terá lugar no Algarve de 5 a 7 Novembro de 2015.

Esta associação foi constituída com o objetivo de promover a saúde respiratória através de parcerias entre sociedades respiratórias internacionais e organizações que partilhem e coordenem o seu conhecimento, experiência e recursos no espaço da língua portuguesa.

Segundo Carlos Robalo Cordeiro, presidente da SPP, a ARELP representa “um passo importante não só na afirmação da língua portuguesa como elo de ligação e partilha de conhecimento, como também uma forma de atenuar as discrepâncias existentes no que toca ao acesso à formação e conhecimento na área da Pneumologia”.

A associação será composta por membros fundadores, membros filiados, membros individuais e membros honorários.

SPP, SBPT, ALAT e ERS foram identificados com membros fundadores, representando as maiores sociedades respiratórias e reconhecidas como tal no espaço da língua portuguesa.

Os membros filiados serão organizações que têm missões similares às dos membros Fundadores e que possam contribuir substancialmente para os objectivos da associação.

Os membros individuais serão profissionais da área respiratória que residam no espaço da língua portuguesa e que estejam melhor posicionados para representar a comunidade respiratória nos países sem sociedades ou organizações nacionais.

Os membros honorários serão eleitos por Assembleia Geral.

O Comité Executivo da ARELP constituirá o Fórum de Associações Respiratórias de Língua Portuguesa (FARELP), como um grupo de trabalho cujo objetivo será focado em atividades relacionadas com a educação médica e a promoção da saúde respiratória.

Lausanne (Suíça) será o domicílio da ARELP. A Sociedade Portuguesa de Pneumologia apoiará a ARELP com serviços de Secretariado a partir de Lisboa e o primeiro presidente será um líder de opinião brasileiro, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

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Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde criaram a Associação Respiratória de Língua Portuguesa, que é apresentada hoje em Lisboa e pretende promover a partilha de conhecimentos e experiência entre os países lusófonos na área das doenças respiratórias.

Liderada pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), a associação pretende estabelecer relações multilaterais com outras sociedades científicas, tendo por base a criação de parcerias, a partilha de conhecimentos e experiências, assim como a promoção da língua portuguesa enquanto elemento de intercâmbio científico nos países lusófonos.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da SPP, Carlos Robalo Cordeiro, explicou que, destes cinco países, apenas Portugal e o Brasil têm sociedade científicas de pneumologia formalmente constituídas.

“A sociedade angolana de pneumologia está a ser constituída”, mas Moçambique e Cabo Verde não têm, sendo, por isso, também objetivo da Associação Respiratória de Língua Portuguesa (ARELP) dinamizar a criação de associações e sociedades científicas na área respiratória nos países onde não existem, adiantou.

“O que se pretende é criar parcerias a diversos níveis”, desde parcerias clínicas, investigação na área das doenças respiratórias e um maior apoio à formação nos países em desenvolvimento em áreas da patologia respiratória deficitárias, sublinhou.

O apoio à formação pode ser feito através da realização de ações locais, mas também através da promoção de estágios de formação específica nos “países com mais dificuldades ou com défices particulares”, explicou o pneumologista.

Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde são os primeiros signatários da Associação Respiratória de Língua Portuguesa, à qual se prevê que se venham a associar Timor e Macau.

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CordeiroCarlosRobalo

Os médicos de família vão passar a ter um “guia de bolso” para prescrever cuidados respiratórios domiciliários, terapêuticas que são feitas actualmente em casa por cerca de 100 mil portugueses.

Segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Carlos Robalo Cordeiro, o objectivo deste guia é que os médicos de Clínica Geral e Familiar tenham sempre disponível informação organizada e simples sobre os cuidados respiratórios no domicílio.

Os cuidados respiratórios domiciliários (como terapia com oxigénio e aerossóis) são inicialmente prescritos por um médico especialista, mas a continuidade destes cuidados é feita pelos médicos de família.

O guia, hoje apresentado em conjunto com a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, vem definir de forma simples as boas práticas nos cuidados de saúde respiratórios feitos em casa e contém também uma parte específica destinada à idade pediátrica.

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia lembra que a passagem destes tratamentos do meio hospitalar para o domicílio “promove melhor integração familiar e social dos doentes crónicos” e contribui ainda para uma redução de custos do Serviço Nacional de Saúde.

Perturbações respiratórias do sono, doença pulmonar obstrutiva crónica ou asma são algumas das doenças onde podem ser prescritos os cuidados respiratórios no domicílio.

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Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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