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Data: De 9 a 10 de outubro

Local: Auditórios Centrais do CHUC

O Serviço de Cardiologia A do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) vai realizar as 16 ª jornadas cardiovasculares, dias 9 e 10 de Outubro , nos Auditórios Centrais do CHUC, dedicadas ao tema: Arritmias 2015 - O estado da Arte.

Vão ser abordados os avanços mais recentes no manuseamento desta patologia, pelos mais diferenciados especialistas nesta área.

O programa versará variados temas:

Arritmias no Doente assintomático - como abordar?;

Ressincronização ventricular - Estado da Arte;

Arritmias e Miocardiopatias - o que mudou na abordagem destes doentes?;

Novos anticoagulantes orais, todos iguais?;

Inovações no tratamento de arritmias com dispositivos;

Exames complementares no estudo das arritmias - quando pedir e o  que deles esperar;

Desporto e Arritmias;

Fibrilhação auricular, Tromboembolismo e AVC;

Tratamento antiarritmico da fibrilhação auricular - Onde estamos e para onde vamos.

A transversalidade dos temas interessa não só aos cardiologistas mas a todos os profissionais de saúde, entre eles internistas, neurologistas, médicos de Medicina Desportiva e médicos de Medicina Geral e Familiar.

Alguns dos temas abordados são de particular importância pois constituem autênticos problemas de Saude Pública como a questão da Morte Subita ou da Fibrilhação Auricular. Será igualmente dado enfoque a tecnologias recentemente introduzidas como os novos pacemakers implantados diretamente no coração através de cateterismo e que não necessitam de eletrodos transvenosos, bem como os desfibrilhadores subcutâneos ou os minúsculos dispositivos implantáveis para deteção de arritmias.

O tratamento da Insuficiência cardíaca através da ressincronização ventricular será também abordado pois continua a ser um tema de grande actualidade.

Igualmente, e numa altura em que a prática desportiva se difundiu largamente na população geral, será dada ênfase à questão das arritmias no desporto.

Published in Agenda (expirada)

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A Agência para a Prevenção do Trauma e Violação dos Direitos Humanos, criada em Coimbra, junta associações, instituições judiciárias e o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) para dar uma resposta conjunta a situações de trauma.

A agência pretende identificar vítimas e agressores de situações traumáticas físicas e psicológicas, criar um registo dos traumas, formar profissionais e desenvolver estratégias de intervenção, ligando "tribunais, associações que trabalham no terreno, polícia, escolas e profissionais da saúde", explicou à Lusa António Reis Marques, director do Centro de Responsabilidade Integrada de Psiquiatria e Saúde Mental (CRI-PSM) do CHUC.

Para o director do CRI-PSM, a agência "tenta dar uma resposta a um conjunto de problemas de saúde mental que não havia no país", podendo lidar com diferentes situações traumáticas, como o tráfico de seres humanos, a violência sexual e familiar, desastres ou guerra.

Apesar de "haver organizações que estão no terreno preocupadas com os traumas, não estão vocacionadas para a área da saúde", sendo necessário "ligar as diferentes organizações para que todos juntos possam prevenir e diminuir as consequências", disse Reis Marques.

Todas as instituições "têm que lidar, mais tarde ou mais cedo, com as pessoas que sofreram algum tipo de violência", sendo a agência uma forma de "coordenação de acções de prevenção e de formação das pessoas" para lidar com as diferentes situações, aclarou.

"Se as pessoas forem seguidas por especialistas, o sofrimento será substancialmente menor e a incapacidade que muitas vezes se cria pode ser bastante atenuada", frisou Reis Marques.

Álvaro Carvalho, coordenador do Programa Nacional para a Saúde Mental (PNSM), que será o vice-presidente do organismo, também salientou que o trabalho da agência permite uma melhor ligação à saúde do "fenómeno da violência, normalmente ligado aos costumes, polícia e justiça", à saúde.

"Há situações de agressões que duram anos, sem que os profissionais de saúde tenham uma percepção" desses traumas, frisou Álvaro Carvalho, explicando que a agência quer desenvolver instrumentos de sensibilização e perícia a todos os profissionais de saúde para mais facilmente haver uma "identificação e registo com rigor das situações de trauma".

Para isso, peritos e especialistas irão dar formação a profissionais de saúde para melhor se perceber se "uma lesão é ocasional ou foi provocada por algum tipo de violência".

"Enquanto não houver uma forma rigorosa de se registar um fenómeno não o poderemos compreender" nem "desenvolver as respostas mais adequadas", sublinhou.

Álvaro Carvalho referiu ainda que, apesar de a experiência começar em Coimbra, há a intenção de a "estender ao resto do país".

O CHUC assinou uma declaração de compromissos na quarta-feira com mais de 20 entidades para a formação da agência, entre elas a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, o comando distrital da Polícia de Segurança Pública, a Cáritas, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, Instituto de Medicina Legal e o Conselho Superior de Magistratura.

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A unidade de gerontopsiquiatria do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) vai prestar cuidados a idosos com perturbações psiquiátricas nos lares onde estão instalados, após a celebração um protocolo com 12 instituições do distrito.

O serviço de acompanhamento nas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) deverá decorrer quinzenalmente, pretendendo-se com esta iniciativa tornar a prestação de cuidados "mais cómoda e mais eficiente", sublinhou António Reis Marques, director do Centro de Responsabilidade Integrada de Psiquiatria e Saúde Mental (CRI-PSM).

Segundo o director do CRI-PSM, este tipo de acompanhamento reduz custos e evita que os doentes, "muitos deles com graves dificuldades de mobilização", se desloquem até ao hospital, diminuindo também "o número de urgências de idosos no hospital".

A iniciativa pretende ainda formar "os funcionários que trabalham de perto com os idosos", de forma a tentar detectar precocemente "anomalias psíquicas", e dar-lhes apoio "regular", acrescentou Reis Marques.

Segundo a nota de imprensa do CHUC, o protocolo permite "melhorar o acesso dos doentes a avaliação", a partir de "consultas especializadas", "promover a permanência do doente no seu meio ambiente", assim como "melhorar os cuidados no contexto de episódio agudo".

Os sintomas de descompensação aguda, como a agitação, "são uma das principais causas que leva os doentes com demência às urgências hospitalares", refere o CHUC, frisando que, "através de um sistema de monitorização flexível, será possível intervir rapidamente e garantir que os doentes só virão ao hospital em caso de efectiva necessidade".

Com esta iniciativa, diz a nota, evita-se também "atrasos no internamento hospitalar".

Para a materialização do protocolo entre CHUC e as diferentes IPSS será criada uma equipa multidisciplinar, constituída por psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, que se vai deslocar aos lares.

O protocolo é assinado na sexta-feira, no CHUC, entre o hospital e as diferentes instituições envolvidas.

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hospitaldeaveiroO ministro da Saúde, Paulo Macedo, garantiu hoje que todos os doentes do Centro Hospitalar do Baixo Vouga que estejam em lista de espera para consulta de hematologia serão atendidos até ao final do mês de Março."O Centro Hospitalar Universitário de Coimbra vai atender todos os doentes em lista de espera [para consultas de hematologia], eventualmente também o IPO de Coimbra se for necessário, até ao final de Março", garantiu.

No final de uma visita às urgências do Centro Hospitalar Tondela Viseu, que decorreu ao final da manhã de hoje, Paulo Macedo sublinhou aos jornalistas que o tempo de espera para uma consulta de hematologia, que ultrapassa os 600 dias no Centro Hospitalar do Baixo Vouga, vai ser resolvido.

"Depois de a situação estar resolvida, é preciso saber porque acontece, ou seja, esclarecer o erro de aceitar a marcação para aquelas consultas que não deveriam ter sido aceites", acrescentou.

O ministro da Saúde admitiu que "vão acontecer sempre erros aqui e ali", no entanto, realça que é preciso fazer com que "estas excepções não ocorram".

Já o Presidente da ARS Centro, José Manuel Tereso, referiu que o problema está detectado, "assumindo a responsabilidade daquilo que não foi feito" no Centro Hospitalar do Baixo Vouga.

"Estamos a procurar a solução, desencadeada pelo senhor ministro, com o SUCH e o IPO a dar resposta. Quero reforçar que o SUCH já estava a dar resposta à maioria dos doentes, e estes são efectivamente alguns doentes que vão ser retirados da lista, descontinuados da lista", alega.

Questionado sobre a existência de outras especialidades na mesma situação, admitiu que poderá haver outros casos pontuais.

"Neste momento não posso dizer com certeza e eu gosto de dizer a verdade. O Centro Hospitalar do Baixo Vouga está a reequacionar esta lacuna que infelizmente aconteceu", sustentou.

José Tereso considera que este foi "um erro administrativo", para o qual já têm solução apontada. "Apraz-nos registar a grande solidariedade das instituições na região centro para procurar soluções", concluiu.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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