Hospital de Faro
O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, afirmou na passada sexta-feira, 11 de setembro, que a qualidade dos cuidados de saúde em Ortopedia está em causa no Hospital de Faro devido à falta de médicos da especialidade.

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), Pedro Nunes, refutou as acusações da OM, afirmando que a estrutura está a lançar comunicados “idiotas” a um mês das eleições e a levantar problemas “já conhecidos”, e que a administração não pode resolver porque não determina as condições de contratação dos clínicos.

A falta de médicos foi considerada como “gravíssima” pelo bastonário da Ordem dos Médicos, que acusou a administração do CHA de ter uma “inaceitável incapacidade em manter a qualidade assistencial na especialidade de Ortopedia no hospital de Faro” e de “não conseguir dar resposta atempada aos doentes internados que aguardam cirurgia”.

“As condições de contratação, designadamente aquilo que se pode pagar e as condições que se podem oferecer, desde há quatro anos que não dependem dos conselhos de administração, mas sim são definidas pelo Governo central em diálogo com a OM”, disse Pedro Nunes.

O administrador do CHA considerou que a OM tem “seguramente uma intenção política em mês de eleições” de “ocultar e fazer desviar a atenção de que no Algarve, nestes últimos anos, se procedeu a uma restruturação efetiva dos hospitais”, retirando doentes de corredores de urgências ou de enfermarias.

José Manuel Silva disse à Lusa que a administração do CHA faz uma “gestão desajustada e desadequada” dos recursos humanos, ao não substituir os profissionais que saíram do hospital nos últimos anos e deixar os colegas ao serviço em situação de “sobrecarga”, com turnos de urgência “de um ou dois médicos, quando na escala deveriam estar quatro”.

O bastonário não aceita a justificação da administração do CHA de que os médicos não querem trabalhar no Algarve e os concursos ficam sem candidatos por considerar que na origem do problema estão os preços de contratação à hora “muito baixos” que levam os clínicos a sair do setor público para o privado ou o estrangeiro.

“Quem quer ir trabalhar para um hospital onde têm mais trabalho, mais stresse e recebem menos do que receberiam no privado, a fazer cirurgias adicionais que são contratadas pelo próprio estado e que são melhor pagas do que no setor público”, questionou o bastonário.

José Manuel Silva disse ainda que a falta de ortopedistas em Faro está a fazer com que os internatos não estejam a realizar o número de horas necessárias e isso pode levar o hospital a perder os internos em ortopedia, à semelhança do que se verifica em cirurgia geral.

Pedro Nunes disse que a falta de médicos no Algarve “é conhecida”, mas assegurou que os cuidados de saúde têm sido prestados graças ao “esforço enorme” dos médicos da região e isso devia ser reconhecido pela Ordem.

“Agradecíamos muito a ajuda da OM a estimular os médicos a ir para o Algarve em vez de fazer comunicados idiotas, e sublinho idiotas, a propósito de coisas que eles sabem perfeitamente que existem e que não contribuem para a sua solução”, disse Pedro Nunes.

Lusa/Jornal Médico

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cirurgia
O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) admitiu hoje "constrangimentos" na urgência da Cirurgia Geral, que justificou com o facto de três médicos do serviço se terem recusado a fazer trabalho extraordinário e de um outro ter pedido rescisão de contrato.

Em causa está a alegada "rutura" da Cirurgia Geral nos hospitais algarvios, situação para a qual o conselho distrital do Algarve da Ordem dos Médicos (OM) alertou ontem, quinta-feira, 3 de setembro, e que estaria a pôr em causa a realização de cirurgias de urgência, podendo ainda obrigar à transferência de doentes para outros hospitais.

Em comunicado, a administração do CHA acusou aquela estrutura de utilizar "situações pontuais", que acontecem quando há "carências de recursos humanos" para "jogos de natureza política", defendendo que os profissionais de saúde dos três hospitais algarvios têm assegurado "de forma exemplar" a assistência aos utentes, no "intenso período de verão que sobrecarregou a região".

"A informação agora divulgada pela Ordem dos Médicos resultou de uma situação pontual relacionada com o facto de três médicos do serviço terem optado por não efetuar trabalho extraordinário e um outro médico ter solicitado rescisão de contrato, factos esses que naturalmente causaram constrangimentos nas equipas de urgência em que os mesmos se encontravam integrados", lê-se no comunicado.

A situação, acrescenta o CHA, foi "prontamente resolvida" através do apoio de dois médicos-cirurgiões da unidade de Portimão, que reforçaram as equipas de urgência de Cirurgia Geral de Faro, uma resposta "só possível pela articulação entre as três unidades hospitalares que integram o Centro Hospitalar do Algarve".

A administração do CHA refutou ainda as acusações da Ordem dos Médicos de incapacidade para fixar profissionais, argumentando que as dificuldades inerentes à captação e fixação de médicos no Algarve "são uma das grandes preocupações" da administração.

Segundo o CHA, é "imperioso" haver uma discriminação positiva para o Algarve no que respeita a incentivos para a fixação de médicos, o que já está a ser concretizado para as especialidades de Ortopedia, Pediatria e Medicina Interna.

Ainda de acordo com a OM, os problemas na especialidade de Cirurgia Geral arrastam-se há dois anos e terão começado com a perda de idoneidade formativa em cirurgia na unidade de Faro.

Lusa/Jornal Médico

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A Ordem dos Médicos (OM) alertou para a situação de “rutura” em que se encontra a cirurgia geral do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), o que pode afetar a realização de cirurgias de urgência.

“Neste momento, a especialidade de cirurgia geral, uma das especialidades básicas e fundamentais nos hospitais, encontra-se em rutura”, lê-se num comunicado do conselho distrital do Algarve da OM, ontem divulgado.

Segundo aquele organismo, na última semana, alguns turnos de 12 horas de urgência foram assegurados “apenas por um especialista”, o que pode colocar em causa as cirurgias de urgência ou obrigar à transferência de doentes para outros hospitais.

A OM acusa ainda o Conselho de Administração do CHA de “completa incapacidade” e “inaptidão” para resolver o problema, que diz arrastar-se há dois anos e que terá começado com a perda de idoneidade formativa em cirurgia na unidade de Faro.

Acrescenta que, “graças ao espírito de sacrifício” dos médicos, ainda não houve doentes a serem transferidos para outros hospitais para a realização de cirurgias.

A Ordem dos Médicos observa que um dos serviços da cirurgia está há dois anos sem diretor, o que tem agravado a estabilidade daquele serviço e contribuiu para o atual estado de rutura da cirurgia geral, problema que é “muito urgente” resolver.

Aquele organismo lamenta também que não se tenha conseguido fixar os jovens especialistas formados anteriormente, quando havia idoneidade formativa, que se têm ido embora para outros hospitais por terem que trabalhar quase exclusivamente para a Urgência.

Lusa/Jornal Médico

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catarinamartins
A porta-voz do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu ontem uma valorização das carreiras médicas e de enfermagem para “parar a sangria” de profissionais do Serviço Nacional de Saúde para os hospitais privados e para o estrangeiro.

Após visitar as urgências do Hospital de Faro e de se ter reunido com o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), Catarina Martins disse que há “um diagnóstico consensual” sobre a falta de médicos e defendeu a introdução de um regime de exclusividade para os médicos que trabalham no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e evitar a sua crescente passagem para o setor privado.

“É preciso parar a sangria de médicos do SNS para os hospitais privados e para isso é preciso haver regras. Essas regras passam por carreiras que possam parecer atraentes aos médicos, mas também por impor regras que não lhes permitam acumular o SNS e o privado, com passagem progressiva cada vez mais para o privado”, afirmou.

A porta-voz do BE destacou o esforço que médicos e enfermeiros fazem diariamente na unidade de Faro, mas também na de Portimão, ambas pertencentes ao CHA e com falta de recursos humanos, e considerou ser necessário “resolver o problema da falta de médicos”, que disse estar “em Portugal está a danificar o SNS”.

“Nos últimos anos a política do Governo tem permitido e premiado a passagem de médicos do SNS para os hospitais privados, toda a política para a saúde tem premiado os hospitais privados, incluindo pela transferência de médicos. Por isso, é essencial que o Ministério da Saúde tenha os mecanismos necessários para que nos concursos de médicos seja possível distribuí-los pelo território onde eles são precisos”, advogou.

Além da alteração das regras de concurso, que são feitos mas terminam sem candidatos para hospitais periféricos, como o de Faro, Catarina Martins defendeu também ser necessário que “as carreiras de médicos e enfermeiros em Portugal sejam valorizadas de modo a que queiram trabalhar no país” e com “regime de exclusividade no SNS”.

Catarina Martins afirmou que o investimento na formação de médicos é feito por todos os contribuintes, mas considerou ser preciso que os clínicos depois “estejam no SNS, que é pago por todos e serve a todos”, porque “não pode o investimento continuar a servir os hospitais privados”.

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CHAlgarve
O Conselho Distrital do Algarve da Ordem dos Médicos (OM) pronunciou-se hoje sobre a situação vivida no centro hospitalar da região Sul do País através de um comunicado de imprensa que tem como título "Saúde no Algarve abandonada".

“Há vários anos que o Centro Hospitalar do Algarve (CHAlgarve) tem problemas graves de recursos humanos, nomeadamente médicos, sobretudo nalgumas especialidades, com manifesta incapacidade de resolução pelo Conselho de Administração e pelo Ministro da Saúde. Esta situação tem uma maior acuidade agora, porque existe maior necessidade desses recursos, em virtude das férias do pessoal, da maior pressão sobre os que ficam a trabalhar e do enorme aumento da população”, começa por relatar e prossegue, revelando que os profissionais de saúde estão sobrecarregados e esgotados.

“Verificamos que grande parte dos médicos estão sobre imensa pressão pelo Serviço de Urgência, transversal a todas as especialidades, mas sobretudo nas especialidades cirúrgicas (Cirurgia Geral, Ortopedia, Ginecologia/Obstetrícia, Anestesia, etc.); que muitas vezes fazem 48 horas de Urgência por semana, não sendo possível assegurar o outro trabalho regular dos Serviços, para além do natural cansaço/esgotamento dos médicos com esta sobrecarga de trabalho. Isto conduz a grande frustração por parte dos médicos que não conseguem resolver convenientemente os problemas dos doentes, pondo em causa a qualidade da Medicina.”, lê-se no documento.

A Secção Regional do Sul (SRS) da Ordem dos Médicos revela ainda que recebe frequentemente queixas de médicos “que lamentam a incapacidade e o desinteresse que sentem nas instâncias do poder administrativo e político”.

É possível ler no documento que as queixas dos clínicos recaem principalmente sobre a questão a falta de anestesistas e de obstetras, que tem sido noticiada há várias semanas. O défice de médicos anestesistas “ tem levado à redução dos tempos operatórios em todas as especialidades e ao cancelamento da cirurgia regular e acrescida” e “a incapacidade de dar resposta às ecografias das grávidas levou a que fossem enviadas para o sector privado”.

“A Ordem dos Médicos está muito preocupada com esta situação, refira-se que há cerca de um mês, em comunicado, o Conselho Regional do Sul manifestou a sua preocupação com a crise que se vive no CHAlgarve

Assim, a OM mostra forte preocupação em relação ao cenário de crise que perdura no CHAlgarve e “exige uma tomada de posição dos decisores políticos, Conselho de Administração e Ministro da Saúde, para se evitarem consequências irreparáveis para os doentes”.

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tuberculose1
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, negou, na passada sexta-feira, a existência de um surto de tuberculose no Hospital de Portimão, no Algarve, sublinhando que apenas foram detetados dois casos em enfermeiros do serviço de urgência daquela unidade hospitalar.

“Há dois casos de tuberculose, um dos quais foi detetado num rastreio que foi feito. O que nos preocupa, obviamente, é que não haja casos adicionais e que estejam a ser devidamente tratados”, disse.

“A informação que me foi dada é que, precisamente, o rastreio foi feito e as pessoas estão a ser tratadas”, acrescentou.

Paulo Macedo falava aos jornalistas, em Portalegre, à margem da cerimónia de reinauguração do serviço de cirurgia da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), que contou com um investimento superior a 1,9 milhões de euros.

Confrontado pelos jornalistas sobre as críticas que têm surgido por parte dos sindicatos de enfermeiros sobre os casos de tuberculose no Hospital de Portimão e a forma como são conduzidos os rastreios, Paulo Macedo escusou-se a comentar.

“Não vou discutir os procedimentos cirúrgicos, terapêuticos e de rastreios num hospital e queixas de sindicato de enfermeiros - nesta altura tem havido várias”, disse.

O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) já tinha confirmado a existência de dois casos de enfermeiros do serviço de urgência de Portimão diagnosticados com tuberculose, mas assegurou que "têm sido devidamente acompanhados pelo serviço de saúde ocupacional do CHA", que desenvolveu "todos os protocolos de tratamento e monitorização, com planos terapêuticos e os meios complementares de diagnósticos adequados".

A administração do centro hospitalar lamenta que "situações passíveis de ocorrer em todos os hospitais do mundo possam ser utilizadas para o combate político" e sublinha que todas as profissões ligadas à saúde "estão sujeitas a um risco potencial acrescido" de contrair doenças.

Durante a passagem pelo Hospital de Portalegre, Paulo Macedo atribuiu ainda ao comendador Rui Nabeiro a medalha de ouro de Serviços Distintos do Ministério da Saúde.

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Hospital Cheio
O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve, Pedro Nunes, disse ontem que tem havido um aumento do número de internamentos de idosos por desidratação e realçou que aquela estrutura precisa do dobro dos médicos.

A situação foi noticiada em manchete pelo jornal Público de ontem, que escrevia que as “urgências do Algarve [estão] cheias com idosos desidratados” e que os “profissionais de saúde estão à beira da exaustão”.

O aumento significativo de doentes começou a sentir-se, segundo Pedro Nunes, há pouco mais de uma semana e “tem-se mantido [pelo que] o hospital foi obrigado a aumentar o número de camas disponíveis para que os doentes não estivessem nos corredores nem ficassem no serviço de urgência”, disse aos jornalistas o presidente do conselho de administração.

“Entretanto, no último mês, contratámos profissionais, conseguimos contratar mais 25 enfermeiros e mais 25 assistentes operacionais já a pensar na necessidade do hospital e na possibilidade de no verão as coisas se poderem agravar”, acrescentou.

Adicionalmente, adiantou, há também a possibilidade de “reativar a antiga enfermaria de Pneumologia no edifício do Departamento de Saúde Mental”, em Faro.

“O acesso às urgências tem sido muito elevado, mas isso é habitual todos os anos no verão. Situa-se entre os 900 a mil doentes por dia. Normalmente, este aumento de acesso é típico do verão, não se associa é a tantos casos graves da área da medicina. Foi a diferença este ano, que nos obrigou a tomar medidas semelhantes às que tomámos no inverno”, referiu Pedro Nunes.

Questionado sobre quantos médicos seriam necessários para fazer frente a situações deste género, o presidente do conselho de administração disse que, “não só por este tipo de circunstâncias, mas pela região” seria preciso “um número muito significativo de médicos, superior ao que tem”.

“O hospital tem à volta de 400 médicos. Não seria exagerado dizer que quase precisaria do dobro. Os grandes hospitais no país chegam a ter à volta de 100 anestesistas e este centro hospitalar tem - para uma região que tem 200 quilómetros de largura, que tem duas maternidades, duas urgências situadas a 60 quilómetros - 18 anestesistas”, afirmou Pedro Nunes.

O presidente da administração do Centro Hospitalar do Algarve ressalvou que “têm sido abertas as vagas para concursos e o hospital tem tido possibilidade e autorização para contratação”.

“Agora, entre ter autorização para contratação e as condições serem atrativas, há uma distância grande”, admitiu.

Ainda assim, Pedro Nunes considerou que “à medida que o país for tendo mais médicos, se não forem sendo drenados pela emigração e se os grandes centros urbanos não continuarem a cativar os médicos, é natural que dentro de algum tempo o Centro Hospitalar do Algarve tenha resposta”, disse Pedro Nunes.

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Urgencia

Os chefes da Urgência do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) ameaçam demitir-se na segunda-feira caso se mantenham as alterações introduzidas em Maio no regulamento daquele serviço, mas a administração diz tratar-se de um "mal-entendido".

Segundo a edição de ontem do Diário de Notícias, o conflito entre os 17 chefes médicos, chefes da Urgência e a administração resulta de algumas medidas contempladas no novo regulamento da Urgência, nomeadamente, a equiparação dos coordenadores de enfermagem aos médicos no que respeita a decisões como a transferência de doentes e a validação de ambulâncias.

Em declarações à Lusa, o administrador do CHA, Pedro Nunes, garantiu que recua "totalmente" nessa decisão caso os médicos façam questão de serem eles a autorizar a validação de ambulâncias, embora considere que essa tarefa é um "acto administrativo" e não um acto médico, pelo que pode ser atribuída a outros profissionais, não sobrecarregando os médicos.

No abaixo-assinado entregue pelos chefes da Urgência à administração, datado de 26 de Maio e publicado no site de Internet do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), os médicos manifestam-se contra a "chefia bicéfala" estabelecida no regulamento e criticam que seja equiparada, "em absoluto pé de igualdade", a autoridade do chefe de equipa e do enfermeiro de coordenação.

Segundo disse à Lusa João Dias, dirigente sindical do SIM, a medida de atribuir os mesmos poderes, nessa matéria, a ambos os profissionais, "não faz qualquer sentido" e pode mesmo colocar em risco a assistência aos doentes, uma vez que a autorização de uma ambulância "não é assim tão simples", sobretudo se o enfermeiro coordenador não estiver a ver o doente.

Outro dos pontos com que os médicos não concordam é a sobrecarga de consultas externas atribuídas a um médico, para além do seu horário normal de trabalho, caso um colega falte ao serviço, acrescentou aquele responsável, acusando a administração do CHA de não ter discutido as novas medidas do regulamento interno com os sindicatos.

Segundo o dirigente sindical, está também a ser avaliada uma nova reestruturação no CHA, que visa colocar os médicos da Urgência de Obstetrícia na dependência da Urgência Central, o que, a concretizar-se, pode fazer com que os chefes deste serviço se associem à intenção de demissão dos 17 chefes das equipas de Urgência do CHA.

De acordo com o abaixo-assinado entregue pelos chefes da Urgência à administração, publicada no site de Internet do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), a manterem-se estas condições "os chefes de equipa manifestam a sua indisponibilidade para a continuidade de funções a partir de 15 de Junho".

Na próxima sexta-feira às 12 horas, a administração do centro hospitalar vai reunir-se com o sindicato para discutir a questão.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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