Jovens Médicos 1

O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) vai começar em Julho a dar formação a subespecialistas em Medicina Intensiva, o que pode contribuir para atrair médicos para o Algarve, disse hoje à Lusa um responsável.

“Passámos de dois serviços sem grande visibilidade nesta área para formadores nacionais”, sublinhou Luís Pereira, director do departamento de Emergência, Urgência e Cuidados Intensivos do CHA.

Aquele centro hospitalar anunciou na segunda-feira que o Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos atribuiu àquele departamento, que integra os serviços de Medicina Intensiva de Faro e de Portimão, a capacidade formativa parcial de nível C para os próximos cinco anos.

Médicos de todo o país e da Europa podem candidatar-se às quatro vagas para subespecialistas nas áreas de Medicina Intensiva e as vagas para a formação de médicos internos passa de cinco para oito.

Cada subespecialização tem a duração de dois anos.

Para alcançar esta atribuição, o CHA conta com uma equipa de sete subespecialistas, remodelou os serviços de Portimão e Faro, aumentando o número de camas e atendimentos e adquiriu novos equipamentos.

No Hospital de Faro, o serviço de Medicina Intensiva passou de nove para 16 camas.

O investimento implicou ainda uma adequação dos rácios de camas ao número de médicos e enfermeiros, explicou o director do departamento de Emergência, Urgência e Cuidados Intensivos (DEUCI).

O CHA já tem capacidade formativa em várias especialidades mas a capacidade formativa na área da Medicina Intensiva poderá permitir a aquisição de capacidade formativa na área da Anestesiologia já que para esta área é necessário que o hospital tenha serviço de cuidados intensivos de qualidade.

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hospitaldefaro

O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) quer investir cinco milhões de euros em obras de remodelação do bloco operatório do hospital de Faro e na ampliação da unidade de cuidados intensivos coronários, disse hoje o administrador.

Em declarações à Lusa, Pedro Nunes adiantou que o projecto prevê deslocar o bloco operatório de ambulatório para junto do bloco operatório central e também aumentar a capacidade da unidade de cuidados intensivos coronários de seis para 10 camas, além da aquisição de novo equipamento para ambos os serviços.

Segundo o presidente do conselho de administração do CHA, o bloco de ambulatório vai ficar no terceiro piso do edifício central do hospital de Faro, um piso abaixo do local onde já funciona o bloco central, ficando ambos ligados através de um acesso interior, para potenciar os recursos humanos e aumentar a segurança no transporte dos doentes.

Os projectos de alteração já estão feitos há mais de dois anos, mas a administração do centro aguarda ainda a aprovação do ministério da Saúde para avançar, embora Pedro Nunes esteja confiante de que deverá haver luz verde do Governo para se conseguir lançar as obras ainda este ano.

"Este investimento só é possível no Algarve na medida em que os hospitais estão articulados e já se faz uma gestão conjunta", argumentou, sublinhando que as poupanças decorrentes da criação do centro hospitalar, há um ano e meio, e, sobretudo, a injecção de capital por parte do ministério em 2014, permitiram liquidar uma dívida de 120 milhões de euros.

"Com o último aumento de capital social, de 24 milhões de euros, no final de 2014, e mais dez milhões de euros do orçamento do hospital, conseguimos pagar a dívida", afirmou aquele responsável, ressalvando que a administração conseguiu normalizar a situação financeira do centro no ano passado e que actualmente "não gasta mais do que o orçamento".

Segundo Pedro Nunes, o orçamento do CHA para este ano ainda não está fixado, mas o orçamento anual é de aproximadamente 180 milhões de euros, pelo que, mesmo que se avançasse com a obra do Hospital Central do Algarve, cinco milhões de euros representariam apenas um pequeno investimento.

"Não é por mais cinco milhões de euros que não se investe no velho hospital, sobretudo enquanto não tivermos capacidade para construir um novo", afirmou, argumentando que o equipamento novo que se for adquirindo pode sempre ser aproveitado e transferido para um novo hospital.

Em 2014, o centro tinha já investido na renovação de equipamentos em vários serviços, nomeadamente, com a aquisição de um novo equipamento para ressonância magnética no hospital de Portimão, que vai agora ser instalado, e de um sistema de navegação para neurocirurgia e cirurgia na especialidade de Otorrinolaringologia.

O CHA – criado em 2013 e que integra as unidades de Faro, Portimão e Lagos, foi alvo de dois aumentos de capital em 2014 – um primeiro, de 69,4 milhões de euros e um outro mais recente, de 24,6 milhões de euros –, o que permitiu ao centro sair da situação de falência técnica e iniciar 2015 sem dívidas.

Em Janeiro de 2013 tinha sido inaugurado um novo espaço contíguo às Urgências do Hospital de Faro: uma área de Decisão Clínica com 560 metros quadrados, criada de raiz, e que custou 600 mil euros.

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Hospital de Faro

O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) recebeu um montante total de 74 milhões de euros entre 2011 e 2013 no âmbito de fundos adicionais para reequilíbrio financeiro e pagamento a fornecedores, revelou a Administração Regional de Saúde (ARS).

Num comunicado de resposta a novos alertas por parte dos sindicatos do sector sobre a falta de recursos humanos e materiais na região, a ARS do Algarve realçou que, além das vagas que estão – e vão ser – abertas para médicos, “o fornecimento dos materiais de consumo clínico encontra-se neste momento normalizado”.

Num ponto de situação sobre o CHA, a ARS refere que, desde Janeiro, foram contratados oito médicos assistentes, quatro especialistas e quatro médicos de Medicina Geral e Familiar, bem como 43 enfermeiros, um técnico superior e dois de diagnóstico e terapêutica.

“De 2011 a 2013 foram canalizadas verbas adicionais de convergência para reequilíbrio financeiro e regularização de dívidas a fornecedores das unidades hospitalares na região do Algarve no montante de 74 milhões de euros”, salientou aquela entidade, que destacou que 69 milhões destinaram-se ao pagamento de dívidas a fornecedores "para evitar o corte de fornecimentos".

A ARS do Algarve acrescentou que “estão a ser desenvolvidas as medidas necessárias que permitam reduzir os custos de exploração e assegurar a sustentabilidade financeira dos hospitais, de forma a minimizar a situação que se verificava de falta de capacidade de resposta às necessidades em saúde das populações, com custos de exploração demasiado elevados. Objetivos impossíveis de alcançar com a manutenção do funcionamento de duas unidades hospitalares de forma autónoma”.

Na segunda-feira, o coordenador regional do Algarve do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Nuno Manjua, disse que vai ser proposta uma greve, em plenários nos hospitais de Faro, Lagos e Portimão, contra a falta de recursos humanos e materiais.

Em conferência de imprensa conjunta com o Sindicato da Função Pública do Sul e Açores, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul e a União dos Sindicatos do Algarve, Nuno Manjua afirmou não compreender “o cinismo” de um anúncio por parte do Governo para o recrutamento de 100 médicos para a região, uma vez que são vagas que se sabe “à partida que não vão ficar preenchidas”.

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ginecologia

O director da Pediatria do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) defendeu o encerramento transitório da maternidade do hospital de Portimão por falta de pediatras, mas a administração da unidade diz que a proposta não é "exequível".

Em carta datada de 2 de Julho, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o director daquele serviço sugere o encerramento transitório da maternidade de Portimão no período nocturno durante o mês de Julho e o encerramento diurno em oito dos 31 dias deste mês, argumentando que existe apenas um pediatra por cada período de 12 horas.

"A urgência da unidade de Portimão é responsável pela assistência na maternidade, o que implica a presença de dois pediatras no período diurno e nocturno, o que tem sido mais ou menos conseguido com recurso aos pediatras de Faro e pedindo aos médicos que façam mais horas extraordinárias do que aquelas que legalmente têm de fazer", lê-se no documento.

Em declarações à Lusa, o administrador do CHA, Pedro Nunes, confirmou ter recebido a proposta, mas afirmou que a mesma não é exequível, assumindo, no entanto, que aquela maternidade só se mantém aberta devido à "boa vontade" dos médicos de Portimão, que têm que trabalhar mais horas, e também dos médicos de Faro, que lá vão ajudar quando é necessário.

"A maternidade de Portimão só está aberta porque os médicos têm muito boa vontade", afirmou Pedro Nunes, sublinhando que a administração fará o esforço financeiro que for necessário para a manter aberta, mas que não pode "obrigar" os médicos a irem de Faro para Portimão e quando os profissionais "se cansarem, não há escalas".

Segundo aquele responsável, a maternidade do hospital de Portimão realiza cerca de mil partos por ano e tem apenas seis pediatras e oito obstetras, que fazem simultaneamente os serviços de urgência e maternidade.

Contudo, mantém-se como maternidade de primeira linha por questões de localização, já que populações como a de Aljezur, por exemplo, ficam a cerca de 100 quilómetros do hospital de Faro.

"Não há recursos nem num lado, nem no outro", afirmou, observando que em Faro, cuja maternidade realiza cerca de 3.000 partos por ano, existem 20 obstetras, 14 dos quais com mais de 55 anos.

De acordo com Pedro Nunes, uma das soluções possíveis seria reduzir a actividade da maternidade de Portimão e deslocar as grávidas de termo para Faro, que ficariam em alojamentos para esse fim.

As unidades de Faro, Portimão e Lagos passaram a integrar o Centro Hospitalar do Algarve há um ano, gerando uma onda de contestação por parte de cidadãos e de presidentes de autarquias, como a de Portimão, que subscreveu uma providência cautelar para evitar a extinção de valências naquela unidade.

No final de Março, o tribunal deu provimento à providência cautelar, obrigando à reposição de valências, o que na prática resultou no impedimento da transferência de pessoal e de serviços do hospital de Portimão para o de Faro.

O ministro da Saúde anunciou, entretanto, na última quinta-feira, a abertura de mais de cem vagas para médicos de várias especialidades no Algarve, incluindo medicina familiar, após a denúncia da Ordem dos Médicos de falta de clínicos na região.

Na semana anterior, o ministro anunciara, no Parlamento, a contratação de 45 enfermeiros para o Algarve, e também de mais médicos, embora sem precisar o número.

A Ordem dos Médicos estimou a falta, no Algarve, de mais de 200 clínicos, temendo problemas de acesso aos serviços públicos de saúde durante o verão.

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franciscoamaralO presidente da Câmara de Castro Marim considerou hoje que o Centro Hospitalar do Algarve (CHA) “é incomportável” e a sua gestão “difícil”, por “muito competente que seja a administração”, e defendeu que o modelo “deve voltar atrás”.

Francisco Amaral, que presidiu cerca de duas décadas à Câmara de Alcoutim e venceu para o PSD as últimas eleições para o município vizinho de Castro Marim, afirmou que a “falta de médicos no Algarve é um problema de há muitos anos, nomeadamente de médicos especialistas”, pelo que têm de ser tomadas medidas especiais para combater esta realidade.

Entre essas medidas, o autarca defendeu a aprovação, pelo Governo, de uma normativa que permita a acumulação de reformas e vencimentos, para que médicos já aposentados mas que ainda possam exercer voltem aos hospitais, ou a contratação com privados de consultas externas que os utentes não estejam a conseguir no sector público.

“Há uma certa moda, que foi importada da Europa, em relação aos centros hospitalares e à fusão de alguns hospitais. Está mais que visto e demonstrado que, no caso particular do Algarve, a coisa não funciona e não se adapta”, afirmou o autarca à agência Lusa, considerando que o modelo “deve ser revisto”.

Francisco Amaral, médico de profissão, frisou que “a maior empresa que há no Algarve é o hospital de Faro”, que tem “milhares de funcionários” e um “orçamento de muitos milhões de euros”, e “se já não bastasse gerir um hospital como o de Faro ser uma dor de cabeça”, o CHA ainda “juntou a gestão de Faro com a dos hospitais de Portimão e de Lagos”.

“Isto é completamente incomportável e, por muito competente que seja uma administração, dificilmente consegue resolver estas situações e dar conta do recado todo”, acrescentou.

O presidente da Câmara de Castro Marim disse que, para resolver o problema da falta de médicos, o Governo devia permitir aos médicos especialistas já retirados a acumulação da reforma com o vencimento ou contratar com o sector privado consultas externas e cirurgias que estão em lista de espera por falta de clínicos.

“O Algarve é uma zona desprotegida, com falta de médicos especialistas, e terá de haver um esforço acrescido do poder central para que estas vagas sejam preenchidas. Terá de haver uma directiva governamental no sentido de os médicos especialistas que já se reformaram poderem regressar. A outra será contratualizar milhares de consultas e intervenções cirúrgicas”, defendeu.

Francisco Amaral considerou, no entanto, que estes problemas devem ser “resolvidos num clima de paz” e sem as posições “emotivas” que têm sido tomadas por médicos, como um abaixo-assinado subscrito por 180 clínicos a alertar para a degradação dos serviços de saúde no Algarve, ou com declarações do presidente do conselho de administração do CHA, Pedro Nunes, a “chamar tolos” a esses clínicos.

“Mesmo que venha outro conselho de administração, a questão essencial vai continuar, porque o problema do Algarve é a falta de médicos e ninguém faz milagres”, considerou, apelando a que as partes se “sentem à mesa” para resolver os problemas da Saúde na região e “deixem as guerras de lado”.

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hospitaldelagosA Urgência do Hospital de Lagos conta com o reforço de mais um médico especialista em Medicina Interna, “uma medida que permite, embora ainda a tempo parcial, uma maior diferenciação na prestação de cuidados em Urgência”, refere a Directora do Serviço de Medicina Interna 4, Luísa Arez, em nota de imprensa.

Com capacidade de 40 camas de internamento, o Serviço de Medicina Interna da unidade hospitalar de Lagos encontrava-se “até à data assegurado, a partir das 17h00, somente com o apoio de dois médicos de Clínica Geral, que trabalham no Serviço de Urgência, o que era extremamente limitativo em termos de suporte na prestação de cuidados” explica Luísa Arez.

A prazo, a contratação de mais profissionais, decorrente do concurso aberto no ano passado e do novo concurso que está em vias de ser publicado, permitirá “aumentar e reforçar a escala de urgência desta especialidade em Lagos, passando assim a dispor de um internista em permanência para dar apoio ao Serviço, o que acaba por conferir amplitude na sua capacidade de resposta, nomeadamente a doentes mais agudos, e evitando, assim, deslocações para as outras unidades hospitalares”, conclui.

Reforço sentido também nas consultas de especialidade

A consolidação da equipa de medicina interna representa ganhos em termos de consultas da especialidade, podendo assim a Unidade de Lagos potenciar o acesso à consulta de Medicina Interna, num universo de referência de 1500 consultas realizadas em 2013.

A título de exemplo, informa o CHA em comunicado, “promove-se desta forma uma maior facilidade de acesso à consulta da patologia da tiróide que conta com a colaboração adicional do internista Jesus Toscano, da unidade hospitalar de Portimão, que se desloca a Lagos para dar resposta em consulta a esta patologia que conta com muitos doentes provenientes de Lagos e Vila do Bispo, os quais anteriormente tinham que se deslocar a Portimão”.

Unidade de Lagos centrada na proximidade

Ainda de acordo com a mesma nota recebida na nossa redacção, as vantagens para os utentes na resposta assistencial desta unidade hospitalar reflecte-se em consultas de proximidade como a consulta da diabetes (em 2013, foram realizadas 800 consultas), para a qual se deslocam duas profissionais da unidade de Portimão, as médicas Luísa Arez e Estela Ferrão, evidenciando-se o papel central do hospital de dia de diabetes, onde o doente pode, diariamente, de segunda a sexta, das 9h00 às 16h00, procurar os profissionais de enfermagem, para apoio e aprendizagem do controlo da glicémia e administração de insulina, por exemplo.

Nessa área está também desenvolvida uma educação terapêutica para o utente, com sessões multidisciplinares que incluem desde a organização de caminhadas saudáveis a sessões sobre nutrição, diabetes mellitus e as suas particularidades, entre outras áreas de prevenção para a Saúde.

Para além das consultas ligadas à Medicina Interna, a unidade de Lagos proporciona ainda aos seus utentes consultas na área da Nutrição, Psiquiatria e Psicologia.

“Em 2013, o Serviço de Medicina Interna de Lagos teve, a nível de internamentos, cerca de 1050 doentes, com uma média de internamento de 12 dias, calibrada com a média nacional, e semelhante à unidade de Portimão. Pode-se considerar que houve uma melhoria acentuada no que diz respeito à média de dias por internamento, pois diminuiu-se progressivamente de 18 para 12 dias nos últimos anos, o que é bastante importante, pois quanto maior é a rotação das camas, maior é o número de utentes assistidos”, realça Luísa Arez.

Segundo o CHA, todos estes números são reveladores de uma resposta adequada do Serviço de Medicina 4 de Lagos, em termos de actividade assistencial, onde a escassez de quadros médicos com as mesmas características dos serviços de Medicina da unidade de Portimão, no qual importa “ressalvar o meritório desempenho dos profissionais de enfermagem da unidade de Lagos, face à escassez de recursos humanos médicos que se tem sistematicamente vindo a sentir e que agora se veio reforçar”, conclui.

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[caption id="attachment_6637" align="alignleft" width="300"]Foto: Sul Informação O médico Armin Bidarian Moniri, que criou o dispositivo, revelou que desde que começaram os primeiros estudos, no serviço de Otorrinolaringologia do hospital de Portimão, entre 2010 e 2011, já houve cerca de uma centena de crianças que evitaram a cirurgia.
Foto: Sul Informação[/caption]

Um tratamento não invasivo para a otite serosa com recurso a um dispositivo acoplado a um boneco de peluche está a permitir que dezenas de crianças, no Algarve, sejam retiradas das listas de espera para cirurgia.

Em declarações à agência Lusa, o médico Armin Bidarian Moniri, que criou o dispositivo, disse que desde que começaram os primeiros estudos, no serviço de Otorrinolaringologia do hospital de Portimão, entre 2010 e 2011, já houve cerca de uma centena de crianças que evitaram a cirurgia.

"A maior parte destas crianças ficam a ouvir melhor apenas passadas duas a quatro semanas de tratamento", afirmou, explicando que o tratamento é baseado em manobras também usadas por pilotos e mergulhadores, como exalar forçadamente com a boca fechada e o nariz tapado.

O dispositivo consiste numa máscara com um tubo acoplados a um boneco de peluche, que tem um balão que se enche de ar quando se tenta expirar e ainda uma bomba, que pode ser accionada por um adulto se a criança ainda for demasiado pequena para conseguir soprar.

Segundo Armin Moniri, a diferença entre a otite aguda e a otite serosa é que esta é assintomática, habitualmente não causa febre e caracteriza-se pela presença de líquido no ouvido, o que pode causar dificuldades de audição, muitas vezes difíceis de detectar pelos pais.

"A membrana timpânica tem que ter mobilidade normal para termos audição normal e o líquido lá dentro impede este movimento normal e a criança fica com falta de audição", observou.

Foi o que aconteceu à Leonor, de quatro anos, que, segundo contou à Lusa a mãe, Patrícia Ramos, começou a ter otites desde muito bebé e mais tarde começou a pedir frequentemente para falarem mais alto com ela e a ter alguma dificuldade em ouvir.

"Nós estávamos à espera que ela fosse mais velha para ser submetida a uma cirurgia", explicou a mãe da menina, que tinha muitas reservas em que a Leonor fosse operada e ficou radiante pelo facto de os tratamentos terem resultado.

No início, o tratamento era feito diariamente, mas era fácil e resultou bem porque "é quase um brinquedo para eles, torna-se um jogo", concluiu.

De acordo com médico do Centro Hospitalar do Algarve, apesar de a cirurgia nestes casos ser relativamente simples, implica sempre anestesia geral e ainda o risco de perfuração permanente da membrana timpânica, o que pode obrigar a nova cirurgia.

Armin Moniri, sueco de origem persa, formado em Medicina pela Universidade de Bergen, na Noruega, é o criador do dispositivo para o tratamento da otite seromucosa em crianças, já patenteado por si e que até ao verão deverá começar a ser comercializado.

Com 39 anos, o médico e professor convidado do curso de Medicina da Universidade do Algarve, foi galardoado em Janeiro pela Rainha da Suécia pela sua investigação, que é também um dos temas do doutoramento iniciado na Suécia: "Apneia do Sono em adultos e otite seromucosa em crianças”.

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[caption id="attachment_6621" align="alignleft" width="300"]inem-vmer O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) gere as equipas que tripulam as três VMER da região e os 18 médicos vão “aumentar o número de recursos humanos na área da emergência pré-hospitalar e colmatar algumas falhas registadas, pontualmente, nas VMER de Albufeira e Portimão, uma vez que a de VMER de Faro tem registado uma taxa de operacionalidade de 100%”[/caption]

O Centro Hospitalar do Algarve anunciou que vai contar, a partir da segunda quinzena de Fevereiro, com 18 novos médicos, que estão a terminar formação para integrarem as tripulações das viaturas de emergência e reanimação (VMER) da região.

O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) gere as equipas que tripulam as três VMER da região e os 18 médicos vão “aumentar o número de recursos humanos na área da emergência pré-hospitalar e colmatar algumas falhas registadas, pontualmente, nas VMER de Albufeira e Portimão, uma vez que a de VMER de Faro tem registado uma taxa de operacionalidade de 100%”.

Luís Pereira, director do Departamento de Emergência, Urgência e Cuidados Intensivos do CHA, referiu num comunicado que “os médicos iniciam a sua actividade já na segunda quinzena de Fevereiro, uma vez que neste momento decorrem ainda os estágios e a formação específica no terreno”.

“No que respeita à segurança dos cidadãos em termos de emergência na região, o Algarve dispõe actualmente de uma rede muito completa e bem estruturada, uma vez que, para além desde reforço de profissionais nas VMER, conta com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que operacionaliza um vasto conjunto de meios terrestres, bem como um helicóptero sediado em Loulé”, frisou Luís Pereira.

O médico considerou ainda que esta rede de urgência é ainda complementada e fortemente apoiada pelos Serviços de Urgência Básica instalados em Vila Real de Santo António, Loulé, Albufeira e Lagos.

“Paralelamente a isso, os concelhos situados nos extremos do Algarve são ainda apoiados por ambulâncias com suporte imediato de vida (SIV). A zona do sotavento tem uma SIV em Tavira e outra em Vila Real de Santo António e do outro lado tem uma SIV em Lagos, pelo que todos estes meios respondem perfeitamente às necessidades da população residente e volante”, sublinhou ainda o director do Departamento de Emergência, Urgência e Cuidados Intensivos do CHA.

A 12 de Janeiro, o centro hospitalar tinha informado à Lusa que, a partir do dia 15 deste, iria dispor de 18 médicos que estavam a acabar o curso, numa formação a realizar de novo em Março e que deverá tornar a região “num exemplo em termos de activação” dessas viaturas.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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