O Centro Hospitalar do Porto (CHP) recebeu a aprovação de uma candidatura a fundos do Norte2020, a qual visa dar continuidade às obras de requalificação do Serviço de Urgência, nomeadamente da parte ligada à medicina, indicou fonte desta instituição.

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O Centro Hospitalar do Porto (CHP) anunciou hoje um investimento de cerca de 5,8 milhões de euros na ampliação do Serviço de Urgência, na aquisição de equipamento para o serviço de Imagiologia e em tecnologias e sistemas de informação.

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Paulo Jorge Barbosa Carvalho é, a partir de hoje, o novo presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Porto, cargo que se encontrava vago desde setembro, quando o anterior responsável, Fernando Sollari Allegro, cessou funções.

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O Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN) promove este sábado um Dia Aberto sobre a Endometriose, iniciativa que, "pela primeira vez no país", pretende divulgar junto de profissionais e público em geral as características dessa doença feminina ainda "pouco conhecida".

A patologia consiste na presença de células do endométrio noutros órgãos que não o útero, ao qual deveriam estar confinadas, e resulta muitas vezes em invasões do intestino, da bexiga e até dos pulmões ou cérebro, provocando dor pélvica crónica incapacitante e infertilidade.

Segundo dados disponibilizados por aquele hospital do Porto, a doença afeta, 10 a 20% da população feminina em idade reprodutiva, sendo responsável por até um terço dos casos de infertilidade registados a nível nacional.

"É a primeira vez que um hospital universitário público realiza em Portugal uma ação destas, aberta tanto a profissionais de saúde como a utentes já diagnosticadas e até a mulheres saudáveis que suspeitam ser portadoras da doença ou só têm interesse pelo tema", declarou à Agência Lusa o coordenador da Unidade de Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva do Centro Hospitalar do Porto (que integra o CMIN), Hélder Ferreira, que é também responsável pela equipa multidisciplinar que aí trata casos de endometriose em pacientes de todo o país.

"Este Dia Aberto é uma forma de alertarmos a população para uma doença que, mesmo entre a comunidade médica, ainda é pouco conhecida e constitui um problema de saúde pública", explicou o ginecologista.

"Mesmo quando as mulheres detetam alguns sintomas, há um desconhecimento enorme entre os profissionais de saúde quanto à endometriose e os médicos menos informados tendem a atribuir a dor descrita pelas pacientes a efeitos do período menstrual", afirmou.

O especialista alerta, contudo, para o facto de ser preciso desmistificar esta ideia de que "A dor durante a menstruação não é normal; se existe, é importante estudá-la, pois muito provavelmente terá origem na endometriose".

A sessão de esclarecimento anunciada para as 14:30 horas no CMIN contará com a intervenção de médicos de diversas especialidades, até porque a doença em análise obriga habitualmente a uma "abordagem transversal" envolvendo não apenas os Serviços de Ginecologia, mas também os de Urologia, Cirurgia Colorretal, Radiologia, etc.

Hélder Ferreira realçou ainda que a endometriose é "uma das causas mais frequentes de internamento de ordem ginecológica" e refere que, não sendo diagnosticada atempadamente, essa patologia "pode ter consequências graves nos aparelhos reprodutivo, digestivo e urinário" - afetando também o normal desempenho sexual feminino.

A situação reveste-se de maior gravidade se se considerar que, "até há pouco tempo, ainda havia em Portugal poucos centros hospitalares com os recursos técnicos adequados para o diagnóstico da doença", pelo que uma percentagem considerável da população feminina poderá estar a sofrer da patologia sem disso ter o devido conhecimento.

"O Serviço Nacional de Saúde tem tentado dar melhor resposta ao problema, mas ainda há um longo caminho a percorrer e a sociedade civil precisa ter consciência disso", admite o especialista. "A mudança passará por aumentar a capacidade de resposta dos hospitais e por investir em equipamento, porque a realidade é que os tratamentos à endometriose implicam recursos adequados e tecnologia avançada", concluiu.

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quinta-feira, 15 setembro 2016 10:33

GECCP promove formação para especialistas de MGF

formação

O Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço (GECCP) está a organizar uma sessão formativa gratuita dirigida a especialistas de Medicina Geral e Familiar no próximo dia 22 de setembro. Subordinada ao tema “Abordagem inicial dos carcinomas de cabeça e pescoço – lesões iniciais, como detetar e como orientar?”, esta iniciativa decorre no âmbito das comemorações da Campanha “Make Sense”, integrada na 4ª Semana Europeia de Sensibilização para o Cancro de Cabeça e Pescoço.

O objetivo da formação, que deverá ter lugar no Centro Hospitalar do Porto (CHP), centra-se na necessidade de sensibilizar especialistas de Medicina Geral e Familiar para a intervenção precoce nos fatores de risco clássicos, como o tabagismo, o álcool, assim como para outros como a infeção HPV e lesões potencialmente malignas da cavidade oral.

A inscrição para a sessão é gratuita, mas obrigatória até dia 15 de setembro. A Campanha “Make Sense”, dirigida pela Sociedade Europeia de Cabeça e Pescoço (EHNS) tem como objetivo promover a educação para a prevenção do cancro de cabeça e pescoço, tanto junto da população, como dos médicos de Medicina Geral e Familiar.

Durante esta 4ª Semana Europeia, os países envolvidos têm como principal objetivo combater uma doença curável nas suas fases mais precoces, mas com alta taxa de mortalidade em fases mais avançadas.

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Hospital_generico

O Ministério da Saúde reconheceu mais hospitais como centros de referências para as áreas do cancro do reto, do hepatobilio/pancreático e do esófago, as doenças hereditárias do metabolismo e o transplante de rim e do coração (em adultos). O objetivo desta classificação é o de “retomar e dar um novo impulso ao processo de reconhecimento pelo Ministério da Saúde” nos centros de referência.

Foi ainda durante o mandato de Paulo Macedo que foram divulgados os primeiros centros de referência, criados para as áreas da epilepsia refratária, da onco-oftalmologia, da paramiloidose familiar, do transplante pulmonar, do transplante do pâncreas e do transplante hepático.

No despacho em questão são indicados os centros de referência para as áreas de oncologia de adultos (cancro do reto, cancro hepatobilio/pancreático e cancro do esófago), doenças hereditárias do metabolismo, transplante de rim e de coração (adultos).

Na área de oncologia de adultos (cancro do reto) foram reconhecidos o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, o Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca, a Sociedade Gestora do Hospital de Loures (Hospital Beatriz Ângelo) e o Centro Hospitalar de Leiria.

O cancro do esófago passa a ter como centro de referência o Centro Hospitalar do Porto. Na área de doenças hereditárias do metabolismo foi reconhecido o Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Na área do transplante do rim (adultos) foi destacado o Centro Hospitalar de Lisboa Norte; na área do transplante do coração passou a ser centro de referência o Centro Hospitalar de Lisboa Central, o Centro Hospitalar de São João e o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.

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Mão Médico
Três em cada quatro profissionais de saúde do Centro Hospitalar do Porto efetuam uma correta higiene das mãos como forma de diminuir infeções, revelam os resultados de 2014 de uma campanha de promoção desta prática em vigor desde 2008.

No último ano, o Centro Hospitalar do Porto registou uma adesão de 71,6% dos seus profissionais à correta higienização das mãos, um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior e um valor superior à média nacional de 70,3%, indica o relatório final de 2014 a que ontem a Lusa teve acesso.

Criada em outubro 2008, a Campanha de Higiene das Mãos tem vindo a ser implementada pela Comissão de Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos (CCIRA) do Centro Hospitalar do Porto (CHP) com o objetivo de promover esta prática de forma padronizada e sistemática, contribuindo para a diminuição das infeções associadas aos cuidados de saúde e o controlo das resistências aos antimicrobianos.

A campanha promove os cinco momentos para a higiene das mãos definidos pela Organização Mundial de Saúde – antes do contacto com o doente, antes de procedimentos asséticos, após a exposição a fluidos orgânicos, após o contacto com o doente, após o contacto com o doente, após o contacto com o ambiente envolvente do doente – sendo os enfermeiros aqueles profissionais que no CHP mais se destacaram nesta prática.

“A adesão à higienização das mãos nos cincos momentos e a higienização do ambiente são as pedras fulcrais numa prevenção contra a infeção hospitalar”, defende Carlos Vasconcelos, responsável da CCIRA do Centro Hospitalar do Porto.

O especialista lamenta contudo a falta de formação dos profissionais para estes cuidados, a começar pelos próprios alunos de medicina que são alertados para esta necessidade só no terceiro ano da licenciatura, para além de muitos profissionais das diversas áreas que chegam às unidades de saúde sem saberem as normas da OMS.

“A falta de formação é uma questão de geração. O que pedimos é que os novos não se contaminem com o mau exemplo (…) e não sigam os exemplos dos mais velhos, que não aprenderam a nova metodologia da higienização das mãos”, assinalou o clínico que defende mais “consciencialização e interiorização” das medidas e o seu ensino “não em sala clássica mas com exemplos práticos”.

Apesar de as diretivas da OMS ainda não serem aplicadas a 100%, o responsável garante que o “risco de ter uma infeção hospitalar é muito pequeno” entre pessoas saudáveis que convivem “em equilíbrio” com as bactérias no ambiente e com as que fazem parte do seu microbioma.

“Temos que saber viver com as bactérias, com os micro-organismos em geral, é uma verdade global”, lembra Carlos Vasconcelos segundo o qual o risco existe sim “dentro do hospital” porque é aí que se junta “um grupo de pessoas muito suscetíveis”.

As pessoas em causa “são idosos, doentes, com várias comorbilidades”, logo suscetíveis perante bactérias que “começam a ganhar resistências” perante “a utilização exagerada e com frequência inadequada de antibióticos”.

“E além do mais transmitem informação umas às outras. É a vida, a vida passa-se aos diversos cosmos. E o que esses micro-organismos querem? Sobreviver e reproduzir-se. Tendo em atenção este fator sabemos que será impossível levar a taxa de infeção hospitalar a zero, mas é uma obrigação lutar no dia-a-dia para a manter a níveis o mais reduzidos possíveis”, explicou.

Tendo em conta essa realidade, o “grande problema” para Carlos Vasconcelos é a “transmissão cruzada” de bactérias entre doentes, através das mãos dos profissionais, e o desenvolvimento de surtos de infeção hospitalar.

E como se impede essa transmissão de micro-organismos entre os pacientes? “Pela higienização das mãos e das superfícies”, responde o especialista para quem “não vai tardar o dia em que serão os doentes ou os familiares dos doentes a ajudar os profissionais a fazer a higienização adequada das mãos”.

Lusa/Jornal Médico

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Coração 2
O Centro Hospitalar do Porto anunciou hoje ter iniciado “um tratamento inovador” nas arritmias cardíacas ao implantar “o pacemaker mais pequeno do mundo”, tornando-se “a primeira unidade hospitalar do norte a disponibilizar esta terapia”.

De acordo com o presidente da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Eletrofisiologia e cardiologista do Hospital de Santo António, Hipólito Reis, “este novo dispositivo cardíaco marca uma nova etapa no tratamento das arritmias cardíacas ao possibilitar o implante de um pacemaker por via minimamente invasiva”.

“A cápsula cardíaca é implantada diretamente no coração, sem necessidade de colocação de elétrodos ou de uma incisão cirúrgica no peito, reduzindo o risco de infeções e tempo de recuperação dos doentes, assim como qualquer sinal visível do pacemaker. Para além da facilidade na sua colocação, esta cápsula permite ainda o tratamento de algumas patologias cardíacas que de outra forma só poderiam ser tratadas com cirurgia cardíaca, uma técnica muito invasiva e com riscos acrescidos para o doente”, esclarece o especialista.

Acrescenta que "com apenas 2,5 centímetros – um décimo do tamanho de um pacemaker convencional – e colocado no coração através de um cateter inserido na veia femoral, o dispositivo fica preso à parede do coração, podendo ser reposicionado, caso seja necessário. Apesar do seu tamanho reduzido, o novo dispositivo tem uma bateria que dura, em média, dez anos".

Lusa

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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