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O pacemaker mais pequeno do mundo, com apenas 2,5 centímetros, um décimo do dispositivo convencional, foi implantado pela primeira vez em Portugal, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

O CHUC revelou hoje que o implante foi recentemente realizado por Luís Elvas e José Nascimento e "marca uma nova etapa no tratamento das arritmias cardíacas".

"Ao contrário do pacemaker convencional, este novo dispositivo é implantado diretamente no coração através de um procedimento minimamente invasivo, sem necessidade de colocação de elétrodos, os principais responsáveis pelas complicações a longo prazo”, informou o organismo, em comunicado.

Desta forma, a nova cápsula cardíaca é colocada no coração através de um cateter inserido na veia femoral e fica preso à parede do coração, podendo ser reposicionado, caso seja necessário. Apesar do seu tamanho reduzido, tem uma bateria que dura, em média, dez anos.

De acordo com o CHUC, o dispositivo "responde aos níveis de atividade do doente, ajusta-se automaticamente a cada pessoa e permite ainda que os seus portadores tenham acesso aos meios de diagnóstico mais avançados, uma vez que é compatível com ressonância magnética".

"A colocação de um pacemaker é o método mais utilizado para o tratamento da bradicardia. Estima-se que existam mais de um milhão de pessoas portadoras de pacemakers em todo o mundo", finalizou.

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O Centro de Tratamento de Tumores Oculares do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), acabou com as deslocações dos doentes ao estrangeiro. Aquele organismo foi criado há três anos, no seguimento da fusão dos hospitais da cidade.

"Ganhámos em experiência, mas fundamentalmente ganhou o país porque, em determinadas áreas, praticamente ninguém vai ao estrangeiro fazer tratamento de melanoma ou de retinoblastoma (tumor de crianças jovens)", disse à Agência Lusa o diretor da unidade, Joaquim Murta.

Desde a criação do centro já foram realizados 53 tratamentos de melanomas oculares e 10 de retinoblastomas, o qual só teve início em 2015, além do respetivo acompanhamento dos doentes, que passaram a evitar dispendiosas deslocações à Suíça ou a Inglaterra, onde habitualmente se tratavam estas patologias.

"Havia muitos doentes que estavam a ser seguidos lá fora e não há necessidade disso, desde que nós saibamos o ponto de situação de tratamento do doente", frisou Joaquim Murta acrescentando que só se realizam deslocações ao estrangeiro particulares, “porque a Direção Geral de Saúde não autoriza ninguém a fazê-lo, a não ser quando o tumor está muito próximo do nervo ótico e é preciso recorrer ao acelerador de protões, que não há em Portugal". A aquisição deste equipamento multidisciplinar - um centro de acelerador de protões - seria um desafio para o setor, “transversal a toda a oncologia”, afirma Joaquim Murta.

O responsável do Centro de Tratamento de Tumores Oculares do CHUC lamentou, no entanto, que ainda não tenha existido compensação financeira, desde 2013, para os profissionais de saúde da unidade, que apresentam "disponibilidade total".

“Temos todas as condições para dar resposta, com os meios e equipas montadas e experientes", garantiu o especialista, que destacou ainda as parcerias de colaboração técnica e científica com universidades europeias, americanas e canadianas, que permitem uma "discussão antes de se realizarem tratamentos mais discutíveis".

O Centro de Tratamento de Tumores do CHUC foi considerado o único centro de referência onco-oftalmológica português. “Enviámos médicos para os melhores centros do mundo para aprenderem e treinarem na área da oncologia do adulto e da pediátrica e hoje, felizmente, passados três anos, podemos dizer que temos o nosso dever cumprido e resolvemos o problema do país", declarou o presidente do conselho de administração do CHUC.

Em declarações à agência Lusa, Martins Nunes, do Conselho da Administração, frisou que o Serviço Nacional de Saúde "tem hoje uma capacidade e uma qualidade extraordinárias que, nestas áreas, se comparam com resultados dos centros mais avançados do mundo".

"O tratamento destes doentes fez-nos ganhar escala e nós vamos criar no país a primeira unidade de tratamento de melanoma conjunto, dos vários serviços e várias especialidades, a concentrar numa unidade multidisciplinar", revelou Martins Nunes. O objetivo, referiu, passa por "tratar os doentes em todas as áreas, de maneira a que se possa ter grande qualidade, sobretudo na terapêutica inovadora, porque só é possível poupar se a unidade estiver concentrada".

Martins Nunes adiantou que gostaria de ter a unidade implementada a 15 de setembro, data em que é comemorado o Dia do Serviço Nacional de Saúde.

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Acordo

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou hoje em Coimbra que "tem que haver" uma melhor parceria entre empresas de base tecnológica e o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

As declarações foram dadas à margem de uma visita a várias empresas de base tecnológica da incubadora Instituto Pedro Nunes (IPN) a operar no setor da saúde em Coimbra. Adalberto Campos Fernandes recordou o “esforço muito grande" que tem sido feito, juntamente com o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, para que "haja um grande entrosamento entre assistência, ensino e investigação".

A relação entre "universidades, laboratórios associados, a iniciativa da investigação dos diversos grupos que existem no país e as startups são fundamentais para que a própria assistência seja qualificada", sublinhou o responsável da tutela da saúde, para o qual é importante "integrar, cooperar e desenvolver, usando-se os meios que o país dispõe", que são "bastante positivos", quer ao nível da assistência, quer ao nível do conhecimento e da ciência.

Como exemplo dessa parceria, Campos Fernandes apontou o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), com uma "afiliação funcional" com empresas da área da saúde, referindo que se passa o mesmo em outros pontos do país.

Segundo este ministro, é preciso "pôr os portugueses a trabalhar em conjunto e a pensar no país em conjunto", em vez de se criarem "barreiras administrativas e burocráticas que não são úteis".

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Martins Nunes CHUC
O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) considerou ontem que a criação dos centros de referência é um passo decisivo para o aumento de qualidade no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Para Martins Nunes, que falava na cerimónia de apresentação dos 14 centros de referência do CHUC, os portugueses, agora, "ficam detentores da identificação dos hospitais que se apresentam como aqueles nos quais cada patologia específica é tratada com melhores resultados".

"Os 14 centros de referência que nos foram atribuídos significam que somos o hospital do país com maior número de centros de referência e isso dá-nos uma vontade enorme de continuar e de fazermos tudo pelo melhor", referiu o administrador, numa sessão que contou também com a presença do presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).

Salientando que os centros aprovados foram praticamente todos aqueles que concorreram, Martins Nunes sublinhou os centros de referência em transplantes de coração, onco-oftalmologia e transplantação hepática pediátrica, únicos em Portugal.

A estes, juntam-se os centros de referência em cardiologia de intervenção estrutural, cardiopatias congénitas, doenças hereditárias do metabolismo, epilepsia refratária, cancro do esófago, cancro do testículo, cancro do reto, sarcomas das partes moles e ósseos, cancro hepatobilio/pancreático, oncologia pediátrica e transplante rim adultos.

"A constituição dos centros de referência é a assunção em Portugal da decisão de fazer convergir o SNS para a adoção das melhores práticas organizacionais europeias", frisou o responsável, adiantando que dentro de 15 dias o CHUC estará presente em Bruxelas numa reunião para preparar a integração dos centros de referência nos congéneres europeus.

Os hospitais com centros de referência vão ter um financiamento superior ao das instituições que não obtiveram esta classificação, uma forma de o governo apoiar, "no plano material", este reconhecimento, anunciou no dia 11 o ministro da Saúde.

"Haverá uma discriminação positiva, ou seja, os hospitais que têm centros de referência terão um pagamento diferenciado em relação aos que não têm. É um incentivo de ordem financeira, que complementa o incentivo técnico e científico do reconhecimento", disse Adalberto Campos Fernandes.

Das 184 candidaturas que chegaram à Comissão para o Reconhecimento de Centros de Referência, presidida por João Lobo Antunes, foram reconhecidos 82 centros de referência, em 19 áreas clínicas.

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Bacterias
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) confirmou hoje que três pessoas com a bactéria multirresistente “klebsiella pneumoniae” morreram em janeiro neste hospital.

Apesar das mortes, o diretor clínico José Pedro Figueiredo afastou a possibilidade de um surto e disse que associados a este caso estão internados no CHUC 21 doentes.

Entre estes 21, oito estão infetados e os restantes colonizados com a bactéria.

Dos doentes infetados, quatro estão nos cuidados intensivos, um dos quais deverá ter alta hoje, dois têm prognóstico favorável e um outro prognóstico reservado e "nenhum deles está intenado com patologia relacionada com a klebsiella", apresentando outras patologias.

A edição de hoje do JN associava esta bactéria e os internamentos em Coimbra a um surto que em Gaia, em 2015, acabou por atingir mortalmente três pessoas.

Desde que o CHUC “tomou conhecimento desta situação, foram implementadas um conjunto de medidas de prevenção, que radicam sobretudo na identificação dos doentes, no seu isolamento e numa monitorização permanente da sua evolução clínica”, disse o diretor clínico do CHUC, que falava hoje, ao final da manhã, numa conferência de imprensa.

“Em nenhuma circunstância se justifica alarmismo social”, sublinhou José Pedro Figueiredo, referindo o CHUC tem, nos seus diferentes estabelecimentos hospitalares, “internados em situação aguda, habitualmente, mais de 1.900 doentes”.

Sublinhando que “há diferença entre doentes colonizados e doentes infetados por este tipo de a klebsiella”, o responsável referiu que os infetados “têm uma cultura num produto biológico positiva”, devendo ser tratados com os antibióticos disponíveis, enquanto os doentes colonizados, embora possam registar “uma cultura positiva num dos produtos biológicos”, não têm qualquer “manifestação clínica da infeção”.

Os doentes colonizados pela bactéria não devem ser tratados com antibióticos, “mas tal como os infetados, devem ser objeto de medidas de isolamento e do controlo”, concluiu.

Nos CHUC “estamos a tomar todas as medidas adequadas, usando da capacidade de vigilância que um hospital desta envergadura indiscutivelmente dispõe para termos a capacidade de permanentemente tranquilizar os nossos cidadãos acerca desta circunstância clínica”, assegurou José Pedro Figueiredo.

Sobre as vítimas mortais ali registadas em janeiro deste ano, o diretor clínico do CHUC disse que só três óbitos são atribuíveis à infeção por klebsiella produtora de carbapenemases”.

“Temos seis óbitos [em janeiro] nos quais os doentes estavam colonizados, mas só em três desses é que podemos atribuir o desfecho fatal à infeção por klebesiella”, assegurou.

O diretor clínico do CHUC sustenta que estes casos não configuram “a situação técnica de surto”.

O CHUC está a fazer rastreio, “procedendo a análises sistemáticas de todos os contactantes [com doentes afetados pela bateria] e, naturalmente, a fazer mais análises dirigidas para esta circunstância, mas não se trata de surto na definição técnica” do termo, afirmou.

Ministro assegura que foram tomadas medidas em casos de bactéria resistente em Coimbra

O ministro da Saúde disse hoje, em Sintra, que as autoridades de saúde acionaram medidas "profiláticas e preventivas" para resolver os casos de 21 doentes internados no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) com a bactéria multirresistente "klebsiella pneumoniae".

"É uma situação importante, naturalmente ocorre em ambiente hospitalar, são episódios que têm alguma frequência ao longo do tempo e as autoridades de saúde e o próprio hospital estão a acionar as medidas, digamos, profiláticas e preventivas que tenderão a corrigir a situação", disse o ministro Adalberto Campos Fernandes.

O ministro da saúde, que falava no decurso de uma visita à Câmara de Sintra, admitiu que os hospitais "terão sempre de ter mais meios financeiros em todo o tempo, não hoje, daqui a cinco anos ou daqui a 10 anos, mas têm também de ter melhor organização e melhor gestão".

"Eu faço um apelo muito grande em que se invista tanto nos recursos financeiros como se invista na qualidade das competências de gestão e competências de direção", frisou o governante.

O CHUC detectou a bactéria "klebsiella pneumoniae", responsável pelo surto do ano passado no Hospital de Gaia, em 21 doentes internados na instituição, confirmou hoje o hospital em conferência de imprensa.

A informação foi inicialmente avançada pelo Jornal de Notícias, que falava em 24 doentes, mas três já tiveram alta.

Lusa/Jornal Médico

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A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) congratulou-se com a manutenção do Serviço de Urgência do Hospital dos Covões, em Coimbra, assumida pelo ministro da Saúde numa resposta ao grupo parlamentar do BE.

"A Ordem dos Médicos pugnará sempre para que este serviço integre a Rede de Referenciação de Urgência/Emergência na cidade de Coimbra, uma vez que é um serviço absolutamente essencial do Serviço Nacional de Saúde", disse o presidente da secção, Carlos Cortes.

O Hospital dos Covões integra o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que inclui também os Hospitais da Universidade de Coimbra, o Hospital Pediátrico de Coimbra, o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra e as maternidades Bissaya Barreto e Dr. Daniel de Matos.

“Não está prevista qualquer alteração ao modelo de funcionamento do polo do Hospital Geral do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E.P.E. (Hospital dos Covões), nomeadamente o encerramento do respetivo serviço de urgência polivalente”, refere a resposta do gabinete do ministro Adalberto Campos Fernandes, datada de 14 de janeiro e divulgada no ‘site’ do parlamento.

O BE tinha questionado o Governo sobre o possível encerramento da urgência em dezembro.

Segundo o presidente da SRCOM, a urgência daquela unidade, que funciona das nove às 20 horas, esteve para ser encerrada pelo Governo a seguir ao último verão, numa decisão baseada no Relatório da Comissão de Reavaliação da Rede Nacional de Emergência/Urgência, depois de em 2012 o executivo ter encerrado esta valência no período noturno.

"Num segundo documento, o ministério recuou e publicou novo despacho que validava o Serviço de Urgência do Hospital dos Covões, deixando a Administração Regional de Saúde do Centro com a competência de definir os horários e a tipologia deste serviço, uma situação ridícula, uma vez que quem tem essa competência é o CHUC", explicou à agência Lusa.

Para Carlos Cortes, está-se, “finalmente, perante uma excelente decisão que faz jus ao empenho de todos os profissionais de saúde daquela unidade hospitalar".

"A Ordem dos Médicos, na defesa da saúde e dos doentes, aplaude esta decisão da tutela", concluiu.

Lusa/Jornal Médico

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O homem de 74 anos que foi transferido de Faro para Coimbra depois de alegadamente ter sido recusado no S. José, em Lisboa, morreu hoje, disse à agência Lusa fonte dos hospitais de Coimbra.

Segundo fonte do gabinete de comunicação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o idoso faleceu entre as "00:00 e as 00:30 de hoje, na Unidade de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC)".

O septuagenário estava em coma em Coimbra, para onde tinha sido transportado de ambulância no dia 15 de dezembro, às 03:00, depois de alegadamente o hospital de São José, em Lisboa, ter recusado receber o doente de Faro para tratar um AVC isquémico.

O Centro Hospitalar do Algarve garantiu no domingo que foram cumpridas todas as normas de transferência de doentes.

À agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), Pedro Nunes, anunciou no domingo que vai ser aberto um inquérito para averiguar o caso, apesar de ainda não ter conhecimento formal de qualquer queixa apresentada pela família do utente, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) quando se encontrava na urgência do hospital de Faro.

O responsável sublinhou que a transferência de doentes é feita e organizada pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e, em condições ideais, de helicóptero, o que não acontece caso haja algum problema clínico que não permita ao utente fazer a viagem neste modo de transporte ou se as condições climatéricas forem impeditivas de fazer o voo.

"Quando isso acontece, o transporte é feito de ambulância e o hospital de Faro assegurou, como lhe compete, que o doente era transferido com o acompanhamento de um médico e de um enfermeiro especializados em cuidados intensivos", contrapôs o administrador do CHA.

Pedro Nunes disse também que o utente necessitava de ser atendido pela neurorradiologia e, como em Faro não há esse serviço, o hospital avançou para a sua transferência para uma unidade de referência prevista para o efeito e que "não tem de ser obrigatoriamente São José, pode ser, por exemplo, Santa Maria", também em Lisboa, sublinhou.

Lusa/Jornal Médico

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O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, disse na passada sexta-feira (18 de dezembro), em Coimbra, que o Governo quer assegurar que a contratação de médicos seja feita de modo a repor as condições de segurança clínica.

“Estamos a trabalhar para criar condições diferentes, que reponham patamares de segurança clínica e patamares de coesão com as equipas ao nível da sua consistência, que sejam muito diferentes daquilo que foram nos últimos anos”, afirmou o ministro da Saúde, que falava aos jornalistas durante uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

“Estamos a trabalhar, como é do conhecimento público, com a Ordem dos Médicos, com representantes dos médicos e com dirigentes dos hospitais”, entre outros responsáveis do setor, para que “essas medidas possam ser implementadas no mais curto espaço de tempo”, assegurou o ministro.

“Entendemos que a persistência em desvalorizar o capital humano, nomeadamente ao nível médico, utilizando o recurso a empresas de intermediação para a contratação de pessoas que não estão integradas nas equipas, desvalorizando a importância da relação direta e da própria autorização prévia do diretor clínico, constitui, para nós, uma grande preocupação”, disse Adalberto Campos Fernandes.

O Ministério vai “tomar medidas concretas em concertação com as administrações regionais de Saúde (ARS), com as direções dos hospitais, para que cada vez mais seja seguro vir a um hospital, quando é necessário, mas também para que as equipas voltem, elas próprias, a ter aquilo que era, há uns anos, reconhecido como o seu valor maior, que é a consistência, o reconhecimento e a coesão interna”, sustentou.

Questionado pelos jornalistas, por outro lado, sobre as escalas de serviços para o período de Natal e Ano Novo, o governante entende que “nunca há nenhuma situação definitivamente resolvida, infelizmente, em nenhum aspeto da vida política e, muito menos, na saúde”.

O Governo, os dirigentes e os responsáveis estão, junto das respetivas equipas de serviços médios e de saúde, a “ver com muita atenção o Programa de Inverno que foi aprovado e está em vigor” e a “envolver, neste processo, a articulação com a Linha de Saúde 24 e com os cuidados de saúde primários” para garantir que “os problemas sejam minimizados”, afirmou.

Sem “prometer aos portugueses que não haverá nenhum problema”, o ministro da Saúde garante que todos os responsáveis farão aquilo que é a sua “obrigação” e o seu “trabalho”, isto é, “procurar minimizar e acautelar problemas” que possam surgir.

O ministro da Saúde inaugurou na última sexta-feira de manhã, as novas salas de hemodinâmica e de pacing no Serviço de Cardiologia A (no polo HUC do CHUC) e visitou a unidade de AVC, que tem o programa "Via Verde AVC regional", que é único no país, e o Serviço de Cirurgia Cardiotorácica.

Durante a tarde, o governante continuou a visita a outros serviços do CHUC, terminando a sua deslocação a Coimbra, ao fim da tarde, com a sessão de lançamento do livro “Assistência médica em Coimbra - 900 anos de história”, editado pelo CHUC, com prefácio e apresentação de António Arnaut e Pedro Dias, cujo produto da venda reverte a favor da Liga dos Pequenitos, do Hospital Pediátrico do CHUC, e da Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra HUC/CHUC (LAHUC).

Lusa/Jornal Médico

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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