O conjunto de atividades promovidas pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) e pela Associação Portuguesa de Sono (APS) para o Dia Mundial do Sono, que se assinalou em março, foi distinguido, pela segunda vez consecutiva, pela World Sleep Society.

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Um grupo de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), liderado por Ana Cristina Rego, melhorou os sintomas da doença de Huntington em ratinhos ao ativar uma enzima envolvida na energia das células.

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O Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) conquistou três projetos europeus, num total de 380 mil euros de financiamento destinado a investigação nas áreas do fígado, cancro e nano-segurança.

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Um projeto de investigação de três instituições do distrito de Coimbra viu aprovada a candidatura a fundos comunitários e ficou com um orçamento de um milhão de euros para testar o efeito terapêutico de células estaminais em pacientes com AVC.

O projeto de investigação consiste no desenvolvimento de um ensaio piloto para avaliar o "efeito terapêutico de células estaminais em pacientes com AVC [acidente vascular cerebral]" e testar também o efeito terapêutico "de derivados de células em ensaios pré-clínicos [teste em modelos animais]", disse à agência Lusa o coordenador do projeto, Lino Ferreira, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.

O projeto, com um consórcio formado pelo centro de investigação, o hospital Rovisco Pais e a empresa Crioestaminal, procura desenvolver terapias que induzam "a reparação e plasticidade cerebral", explicou o investigador.

Ou seja, permitir a regeneração das "estruturas sinápticas [zonas ativas de contacto entre neurónios]" e reorganizar a arquitetura funcional após um AVC, referiu Lino Ferreira, recordando que o único fármaco aprovado para o tratamento de AVC isquémico agudo restaura "a perfusão no cérebro isquémico", mas leva a um "considerável dano no tecido quando o fluxo sanguíneo é restabelecido".

O projeto de investigação é apresentado hoje nas I Jornadas do Hospital Rovisco Pais - Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro (CMRRC), que decorrem no auditório do Biocant, em Cantanhede.

O investigador coordenador do projeto salientou que o AVC "é a segunda causa de mortalidade a nível mundial e nos pacientes que sobrevivem apresenta uma grande taxa de morbidade", havendo uma grande probabilidade de, num AVC isquémico, surgir um "défice neurológico motor ou cognitivo que pode ou não voltar à normalidade durante as primeiras semanas".

Segundo o presidente do CMRRC, Vitor Lourenço, o projeto será desenvolvido ao longo de três anos.

"É um projeto de investigação do maior relevo", sublinhou, frisando que os resultados poderão permitir uma recuperação das lesões provocadas por um AVC.

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Investigação Coimbra
Uma investigadora da Universidade de Coimbra (UC) recebeu um prémio internacional por ter desenvolvido um estudo que demonstra o desenvolvimento da osteoporose após a menopausa devido à redução dos níveis da hormona estradiol.

O estudo, anunciado hoje pela UC, evidenciou que "o decréscimo dos níveis da hormona estradiol altera o metabolismo das células ósseas, estando associado ao desenvolvimento de osteoporose, e que a reintrodução daquela hormona permite a recuperação do metabolismo normal das células".

Com este trabalho, que avaliou, pela primeira vez, o contributo do metabolismo das células ósseas na osteoporose após menopausa, a investigadora Ana Maria Silva, do Centro de Neurociências e Biologia Celular daquela universidade, foi galardoada com o "Prémio de Jovem Investigadora".

Segundo a investigadora, citada numa nota de imprensa da UC, "durante a menopausa o aparecimento da osteoporose pode estar associado a um declínio metabólico generalizado das células ósseas".

"Neste estudo, a hipótese centra-se na alteração do metabolismo dos osteócitos (células ósseas) em dois cenários: na presença e ausência de estradiol em ratos. A condição de menopausa dos ratos foi mimetizada através da retirada dos seus ovários", explicou.

O estudo, realizado num modelo animal, revelou que o estradiol tem um impacto marcante no metabolismo dos osteócitos.

A investigadora Ana Maria Silva justifica o trabalho com a "relação entre a menopausa e a osteoporose, que afeta 17% das mulheres portuguesas, em comparação com 2,6% dos homens, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Reumatologia de 2013".

O trabalho tem vindo a ser realizado no Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC, no grupo de investigação "Mitocôndria, Metabolismo e Doença - Área de Menopausa, Envelhecimento e Metabolismo", sob a orientação da investigadora Vilma Sardão.

A investigação envolve uma equipa interdisciplinar, incluindo investigadores do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto do Instituto Politécnico de Leiria e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A distinção de Ana Maria Silva decorreu no quarto encontro conjunto da European Calcified Tissue Society (ECTS) e da International Bone and Mineral Society (IBMS), que decorreu em Roterdão, na Holanda.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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