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sexta-feira, 27 abril 2018 11:11

CHTMAD investe 16 M€ em Vila Real, Lamego e Chaves

O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) decidiu investir 16 milhões de euros em equipamentos de diagnóstico e terapêutica, obras nos blocos de parto e operatório e implementação do balcão único.

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chtmad
O presidente da Câmara de Vila Real reivindicou hoje ao ministro da Saúde uma “solução de fundo” para os problemas do Centro Hospitalar local e recusou conformar-se com a “inevitabilidade” de não haver médicos no país.

O autarca socialista Rui Santos foi recebido hoje, em Lisboa, pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, depois de “uma longa espera” pela audiência que teve como objetivo alertar para os problemas que afetam o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), que agrega os hospitais de Vila Real, Chaves, Régua e Lamego.

O presidente transmontano salientou o "défice de 10 milhões de euros" que o CHTMAD registou em 2014, considerando que, "se nada for feito", poderá estar em causa a “insolvência técnica” desta unidade hospitalar, e ainda a falta de recursos humanos, com destaque para o serviço de anestesiologia, de onde “saíram nove médicos em poucos meses”.

Rui Santos disse à agência Lusa que, confrontado com estas questões, Paulo Macedo anunciou “medidas paliativas” que não resolvem o “problema de fundo” deste centro hospitalar.

“O senhor ministro disse que estava a tentar ultrapassar esse défice de recursos humanos com medidas pontuais, autorizando o centro hospitalar a fazer a contratação de médicos em regime de prestação de serviços. Vai ainda haver um acréscimo de financiamento de quatro milhões de euros”, salientou.

Apesar de considerar que são medidas que, “obviamente, vão no bom sentido”, o autarca sublinhou que estas “não resolvem o problema do CHTMAD a médio e longo prazo".

E, para o presidente, a questão de fundo deste centro hospitalar “é a perda constante de recursos humanos e a não reposição da situação financeira porque, mesmo, com o reforço de quatro milhões vai continuar a existir um défice”.

“Compreendo os paliativos, compreendo algumas medidas e até as acho positivas, mas fiquei preocupado com o sentimento de suposta inevitabilidade que o senhor ministro colocou em cima da mesa ao dizer que não há médicos em Trás-os-Montes porque não há médicos no país”, salientou.

O autarca lembrou que Paulo Macedo desempenha funções como ministro há quatro anos e meio, e questionou o “que foi feito em concreto para alterar essas circunstâncias”.

Rui Santos disse ainda que o município mantém a intenção de promover uma vigília, ainda sem data marcada, para alertar para a situação “gravíssima” do centro hospitalar e para a qual vai convidar toda a população, bem como os profissionais que trabalham na unidade de saúde.

Vai ainda iniciar uma campanha de alerta para a “realidade” do CHTMAD, através da distribuição de materiais gráficos diversos, e insistir, junto do ministro da Saúde, com um pedido de reunião urgente.

Estas medidas foram aprovadas em reunião de câmara, no final do mês de julho, e contaram com o voto contra da oposição social-democrata.

O autarca teme que “o esvaziamento do centro hospitalar” seja estratégico para levar à sua desclassificação de hospital central para hospital distrital.

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HospitalVilaReal
A Ordem dos Médicos do Norte e os sindicatos do setor alertaram hoje para o “risco de colapso” no centro hospitalar sediado em Vila Real, devido à saída de médicos anestesistas e ao cancelamento de cirurgias.

Miguel Guimarães, presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, disse que o serviço de anestesia do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), que abrange os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego, está numa situação “claramente preocupante” após a saída, desde janeiro de 2014, de nove médicos desta especialidade.

O responsável, que falava aos jornalistas após uma visita ao CHTMAD, acrescentou que esta unidade hospitalar possui “apenas 18” especialistas desta área, “quando deveria ter 41”.

Por causa disso, desde abril, “quase metade das cirurgias foram adiadas”.

“Isto quer dizer que, neste momento, tem que se selecionar que cirurgias é que fazem semanalmente. Muitos doentes veem consecutivamente a sua cirurgia adiada. Isto cria desigualdades no sistema”, afirmou.

E a falta de médicos anestesistas está a provocar, por arrasto, problemas em outras especialidades como na cirurgia geral, na urologia, na otorrinolaringologia, oftalmologia ou ortopedia.

Miguel Guimarães frisou ainda que, com a “atividade cirúrgica a reduzir de forma brutal”, o CHTMAD está também a perder financiamento.

O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos juntou-se hoje ao Sindicato dos Médicos do Norte e ao Sindicato Independente dos Médicos para uma tomada de posição conjunta sobre a “situação preocupante” que se vive no CHTMAD.

Manuela Dias, do Sindicato Independente dos Médicos, afirmou que a situação neste centro hospitalar ainda “se vai agravar”, principalmente no período de férias.

“Tem estado sistematicamente em rotura, rotura, rotura e só ainda não rompeu devido ao esforço dos médicos”, sublinhou.

Esta responsável referiu que “quase 75 dos doentes estão a entrar na lista de espera, que ultrapassa todos os prazos possíveis”, e acrescentou que “terão que ser operados fora do hospital”.

“A curto prazo têm que sair daqui doentes que não têm que ser transferidos e isto tem que obedecer a um plano, não pode ser só incompetência. E esse plano é desarticular do Serviço Nacional de Saúde, transferindo doentes para os privados ávidos de ganho fácil e piorando, com isso, o nosso nível de saúde”, acrescentou Merlinde Madureira, do Sindicato dos Médicos do Norte.

Estas três organizações criticaram unanimemente a política de contratações e de incentivos implementada pelo Ministério da Saúde.

“Como é que se chega a esta situação de rotura? Desde a desregulamentação dos concursos começou a valer tudo. Hospitais com mais influência conseguem abrir vagas, enquanto outros, que têm que fazer os procedimentos normais e corretos não conseguem abrir vagas para os elementos que formam”, salientou Manuela Dias.

A sindicalista deu o exemplo de dois internos que acabaram a especialidade de cirurgia em Vila Real e não conseguiram vaga neste hospital.

Manuela Dias fez questão de salientar que o CHTMAD é “um hospital que tem áreas de referência muito importantes”, no entanto, frisou que são essas mesmas áreas que estão “agora a ficar descapitalizadas nos seus recursos”.

A Ordem dos Médicos e sindicatos exigem ao Ministério da Saúde uma “resolução urgente” para o problema desta unidade hospitalar.

Centro Hospitalar de Vila Real considera denúncias de colapso exageradas 

O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) considerou "completamente exagerado" o cenário de “rutura e colapso” denunciado pela Ordem dos Médicos e sindicatos devido à falta de clínicos nesta unidade.

Em reação ao alerta para a “situação preocupante” que se vive nesta unidade de saúde, que perdeu vários anestesistas nos últimos tempos, dado pelo Sindicato dos Médicos do Norte e o Sindicato Independente dos Médicos , o CHTMAD afirmou ser “completamente exagerado referir qualquer cenário de rutura ou colapso do centro hospitalar”.

A administração esclareceu à agência Lusa que existem no CHTMAD “algumas especialidades que evidenciam estruturalmente carências de médicos para dar resposta a todas as necessidades”.

“Apesar do esforço de contratação de profissionais médicos levado a cabo pelo CHTMAD e pela tutela nos últimos anos, não foi possível corrigir a situação relativamente a algumas dessas especialidades, por indisponibilidade de médicos dessas áreas em concorrerem aos concursos abertos pela tutela para eliminação dessas carências”, acrescentou.

Neste período, segundo a unidade hospitalar, “ocorreu uma dificuldade conjuntural e absolutamente imprevista no serviço de anestesiologia, decorrente da saída de oito especialistas, a maior parte das quais concentrada nos meses de maio e junho de 2015”.

Em resposta aos problemas apontador pelo presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, o CHTMAD disse que conseguiu autorização da tutela para a contratação de especialistas em regime de prestação de serviços, que começaram a concretizar a sua colaboração neste mês de julho.

“Assim, as ligeiras reduções de atividade cirúrgica que se verificaram neste período, começaram de imediato a ser compensadas”, garantiu o hospital

O CHTMAD referiu ainda que se tem debatido “com grandes dificuldades em conseguir atrair e reter profissionais médicos, nomeadamente os mais jovens em início de carreira” e sublinhou que têm vindo a ser feitos todos os esforços “no sentido de conseguir inverter esta situação e criar os mecanismos, no contexto da intervenção possível de cada instituição, para solucionar esta questão”.

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Eurocidade Chaves VerinA eurocidade Chaves–Verín quer partilhar serviços de saúde, estando a realizar um estudo baseado na complementaridade entre os hospitais que servem os dois concelhos ibéricos, avançaram ontem à Lusa os presidentes de câmara.

Para alargar as ofertas na saúde e dar maior qualidade de vida aos cidadãos, o projecto transfronteiriço está a analisar as complementaridades existentes entre os serviços de saúde de Chaves e Verín para definir um convénio de cooperação sanitária.

“A actual assistência dos hospitais de Chaves e Verín poderia sofrer uma acentuada melhoria no que se refere à oferta de serviços, mediante a utilização ou partilha dos recursos humanos e materiais”, defendem os autarcas.

Constata-se duplicidade em determinadas especialidades médicas, pelo que os presidentes entendem ser importante optimizar infra-estruturas.

O estudo, financiado por fundos comunitários, irá durar cinco semanas e assentará na análise da elaboração da proposta do plano de actuação, obtenção de consenso político e profissional e na apresentação do possível convénio de cooperação transfronteiriça.

O grupo de trabalho é constituído por órgãos da direcção sanitária da Galiza e Portugal.

O presidente da Câmara de Chaves, António Cabeleira, frisou que o objectivo é criar uma zona franca social e uma “verdadeira” cidadania europeia, abolindo barreiras.

A título de exemplo, o autarca explicou que se a unidade hospitalar de Chaves tem um bom serviço de ortopedia porque é que um cidadão de Verín não pode usufruir dele, dado estar mais perto do que Ourense. “Se Chaves tem bons serviços ou vice-versa, o outro município não precisa de replica-los”, defendeu.

“Agarramos este projecto com grande entusiasmo e com o objectivo de obter um instrumento que sirva para melhorar o acesso à saúde dos nossos cidadãos", disse o homólogo espanhol, Juan Jiménez Morán.

As pessoas ainda não “assimilaram” que são eurocidadãos porque “precisam de mais” para se sentirem como tal, afirmou.

No mês passado, um jovem de 20 anos, após sofrer um neurotrauma num acidente de viação, em Chaves, foi transferido para Lisboa, a mais de 400 quilómetros, por não haver vagas nos hospitais do norte.

Além da saúde, o projecto transfronteiriço quer partilhar um posto policial, uma rede de transportes e serviços na educação, mas a diferente legislação entre os dois países tem sido o entrave.

Pioneira na Península Ibérica e na Europa, a eurocidade Chaves-Verín tem oito anos de existência e partilha já uma sede, um cartão, uma agenda cultural, um guia turístico, instalações desportivas e recreativas e actividades conjuntas.

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Hospital Peso RéguaA falta de médicos especialistas, instalações desadequadas e equipas reduzidas nas unidades de saúde familiares foram lacunas apontadas pelos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde, que visitaram ontem os hospitais de Chaves e de Vila Real, bem como o centro de saúde n.º 1 de Vila Real, onde estão instaladas duas unidades de saúde familiares (USF).

O objectivo, explicou aos jornalistas o vice-presidente da comissão parlamentar, foi “verificar no terreno o que é a realidade”.

Salientando o "excelente trabalho" prestado pelos profissionais de saúde, Couto dos Santos, reconheceu a falta de médicos de algumas especialidades no CHTMAD. “Uma coisa que notamos é que há necessidade de médicos especialistas nestas zonas do interior”. Esta é, segundo o responsável, a lacuna “que é mais notada pelos cidadãos”.

Por sua vez, o deputado do PCP Jorge Machado realçou a “excessiva concentração de serviços e valências em Vila Real” e a “grande dispersão territorial” dos quatro hospitais que integram o CHTMAD (o Hospital de S. Pedro, em Vila Real, onde está localizada a sede social, o Hospital de Proximidade de Lamego, o Hospital Distrital de Chaves e o Hospital D. Luiz I, no Peso da Régua). Cidades que, segundo o parlamentar, “não estão ligadas por uma rede de transportes públicos” e onde se introduziram portagens na principal via de ligação, a auto-estrada 24 (A24). “O Governo está meramente preocupado em poupar recursos e dinheiro e com isto não olha a meios”, frisou. Refira-se que o CHTMAD integra ainda uma unidade de cuidados continuados e convalescença, situada em Vila Pouca de Aguiar.

Jorge Machado destacou o facto de se tratar de um distrito envelhecido, de idosos com baixas reformas e onde as pessoas não possuem meios para se deslocarem entre as unidades de saúde. “Está-se a afastar as pessoas do serviço nacional de saúde”, afirmou o deputado.

Em representação do PS, Luísa Salgueiro defendeu a necessidade de se conhecer os “problemas numa lógica de proximidade”. Nesse sentido, após a visita, realçou o problema de pessoal e de instalações desadequadas ao nível do funcionamento das USF no centro de saúde n.º 1 de Vila Real. “Mais uma vez o problema é de pessoal, de equipas que foram constituídas e que neste momento já estão desfalcadas. Os médicos estão a aposentar-se e não há renovação e há uma maior dificuldade em responder às necessidades das populações”, salientou.

Quanto às instalações, prevê-se que uma das USF vá ocupar um edifício inacabado, que vai ser cedido pelo município à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte). A deputada disse ainda que outra dificuldade relatada no decorrer da visita foi a da falta de articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares. “Não há uma referenciação correcta e o que se verifica é que, por exemplo no hospital de Chaves, existem muitas situações de doentes que se deslocam ao hospitalar porque os centros de saúde ou unidades de saúde familiares não dão a resposta devida e há, por isso, um acréscimo de serviço desnecessário”, explicou.

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Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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