[caption id="attachment_5591" align="alignleft" width="300"]parto Houve menos mortes fetais nos hospitais, mas aumentaram nos domicílios, indica o estudo, no qual se lê: “Em 2012 houve aumento da taxa de mortalidade sem que tenha existido uma diferença global (com qualquer significado estatístico) na respectiva mortalidade infantil em comparação com o observado no ano anterior ou para 2009”[/caption]

A taxa de natalidade tem vindo a descer nos últimos quatro anos e subiu a mortalidade fetal e pós-neonatal nos últimos dois, indica um estudo comparativo com base nos anos entre 2009 e 2012 realizado pela DGS.

O trabalho estatístico, publicado pela Direcção Geral da Saúde, analisa em quase 200 páginas a evolução da taxa de nascimentos e da mortalidade e salienta nomeadamente um aumento da mortalidade fetal (antes do nascimento) em 2012, comparando com o 2011. A mortalidade neonatal (crianças com menos de 28 dias) manteve-se idêntica a 2011 mas subiu em relação a 2010.

Aumento também da pós-neonatal (crianças com mais de 28 dias e menos de um ano) no mesmo período de comparação, especialmente no Centro e Algarve (exceptuando-se o Alentejo, onde diminuiu).

Houve menos mortes fetais nos hospitais, mas aumentaram nos domicílios, indica o estudo, no qual se lê: “Em 2012 houve aumento da taxa de mortalidade sem que tenha existido uma diferença global (com qualquer significado estatístico) na respectiva mortalidade infantil em comparação com o observado no ano anterior ou para 2009”.

“Na informação disponível dos nascimentos em hospitais públicos observou-se que em 2012 continuam a aumentar os nascimentos de baixo peso apesar da diminuição substancial do número de nascimentos”, diz o estudo, no qual se recomenda uma análise ao “preocupante” aumento da mortalidade fetal tardia.

Na análise dos dados houve menos morte fetal nas regiões Norte e Lisboa mas mais no Centro, Alentejo e Algarve. Também a mortalidade neonatal decresceu em 2012 nas regiões Norte e Lisboa (relativamente a 2009) e subiu nas restantes regiões relativamente a 2010.

Resume o documento que no ano passado o número de nascimentos no Serviço Nacional de Saúde “diminuiu de forma significativa”, uma “tendência que se tem vindo a consolidar”, e tem vindo a aumentar os nascimentos com pesos baixos (menos de 1500 gramas).

E que a mortalidade infantil em 2012 foi globalmente comparável a anos anteriores, ainda que dentro desta tenham aumentado nesse ano os casos de mortalidade fetal e pós-neonatal.

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[caption id="attachment_4216" align="alignleft" width="300"]vacinagripe Até 19 de Dezembro tinham sido vacinadas gratuitamente 1,1 milhão de pessoas com 65 ou mais anos, abrangendo 62% da população portuguesa pertencente a este grupo etário, número que ultrapassa a meta que tinha sido estabelecida pela DGS.
A DGS tinha fixado o objectivo de vacinar 60% daqueles cidadãos[/caption]

Mais de um milhão de pessoas com mais de 65 anos foram vacinadas gratuitamente contra a gripe sazonal nos centros de saúde, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS), hoje divulgados.

Até 19 de Dezembro tinham sido vacinadas gratuitamente 1,1 milhão de pessoas com 65 ou mais anos, abrangendo 62% da população portuguesa pertencente a este grupo etário, número que ultrapassa a meta que tinha sido estabelecida pela DGS.

A DGS tinha fixado o objectivo de vacinar 60% daqueles cidadãos.

Na época de gripe anterior (2012-2013) a cobertura vacinal antigripal foi de 45%, verificando-se, portanto, um acréscimo na época actual.

A DGS sublinha que estes números vêm interromper “a tendência decrescente que vinha sendo observada desde a época 2009-2010”.

O relatório do vacinómetro, divulgado hoje e que monitoriza em tempo real a taxa de cobertura da vacinação, indicava que até àquela data tinham sido vacinados perto de 1,5 milhões de portugueses com mais de 60 anos.

O mesmo relatório dava conta de que restringindo a taxa de cobertura apenas às pessoas com mais de 65 anos, tinham sido vacinados 1.260.216 portugueses.

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[caption id="attachment_5290" align="alignleft" width="300"]ipolisboa Segundo a nota da DGS, “com a nomeação dos elementos responsáveis pela coordenação da Rede Nacional de Bancos de Tumores, o PNDO decidiu tornar público o lançamento da Rede Nacional de Bancos de Tumores em sessão a realizar no dia 12 de Dezembro de 2013, às 14h30m no Auditório do IPO-Lisboa”.[/caption]

Em nota enviada às redacções, a Direcção-Geral da Saúde informa que será apresentado, na próxima quinta-feira, dia 12, em Lisboa, o projecto de criação de uma Rede Nacional de Bancos de Tumores (RNBT).

Segundo a nota da DGS, “com a nomeação dos elementos responsáveis pela coordenação da Rede Nacional de Bancos de Tumores, o PNDO decidiu tornar público o lançamento da Rede Nacional de Bancos de Tumores em sessão a realizar no dia 12 de Dezembro de 2013, às 14h30m no Auditório do IPO-Lisboa”.

No comunicado, esclarece que “um banco de tumores é um tipo particular de biobanco, que consiste na colecção organizada de amostras de tumores (neoplasias), podendo compreender tecidos não-neoplásicos. As amostras arquivadas no banco de tumores podem ser constituídas por fragmentos, células e/ou líquidos, ou seus derivados (DNA, RNA, proteínas), independentemente do tipo de preservação das amostras biológicas”.

Segundo a DGS, “a criação de uma Rede Nacional de Bancos de Tumores é um instrumento essencial para o desenvolvimento da investigação científica, permitindo a disponibilização de material biológico, para responder a questões do presente e do futuro, dentro do respeito dos princípios éticos e legais. A Rede Nacional potencia o papel de cada banco individual, ao permitir aceder a uma quantidade muito maior de amostras, obedecendo aos mesmos critérios de qualidade”.

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[caption id="attachment_5170" align="alignleft" width="300"]leiteempo Bárbara Menezes, da divisão de saúde infantil e juvenil da DGS, disse hoje num seminário em Lisboa que está a ser elaborada uma norma com regras e instruções para preparar e manusear leite em pó para lactentes, frisando que estes produtos não são estéreis e podem conter microorganismos patogénicos. Enquanto esta norma não está criada, Bárbara Menezes lembrou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o leite em pó para bebés seja preparado com água a pelo menos 70 graus, precisamente porque as fórmulas não são estéreis[/caption]

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) revelou hoje que está a criar uma norma nacional com orientações sobre a preparação do leite em pó para bebés, dirigida a profissionais de saúde, pais e instituições.

Bárbara Menezes, da divisão de saúde infantil e juvenil da DGS, disse hoje num seminário em Lisboa que está a ser elaborada uma norma com regras e instruções para preparar e manusear leite em pó para lactentes, frisando que estes produtos não são estéreis e podem conter microorganismos patogénicos.

Enquanto esta norma não está criada, Bárbara Menezes lembrou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o leite em pó para bebés seja preparado com água a pelo menos 70 graus, precisamente porque as fórmulas não são estéreis.

A responsável adiantou ainda que a água engarrafada também não é estéril, daí o conselho para que os leites sejam preparados com água fervida e que todos os equipamentos envolvidos na preparação sejam esterilizados.

Bárbara Menezes disse ainda que todas as instituições, como hospitais ou creches, devem definir orientações escritas para a preparação de fórmulas infantis, que devem estar expostas e visíveis.

Érica Lopes, enfermeira e organizadora do seminário, que decorre hoje em Lisboa, considera que este tema dos leites artificiais é pouco divulgado em Portugal, mesmo entre os profissionais de saúde.

Numa orientação disponível no seu site, a OMS avisa que os processos de fabrico dos leites em pó não são estéreis, podendo estas fórmulas ficar contaminadas com duas bactérias: Enterobacter sakazakii e Salmonella entérica.

Segundo uma avaliação de risco realizada pela OMS e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), em 2006, os leites em pó nunca devem ser preparados com água a uma temperatura inferior a 70 graus.

Apesar disso, alguns fabricantes indicam, nos rótulos dos seus produtos, que o leite pode ser preparado com água a 30 ou a 40 graus.

“Quando se prepara a fórmula com água a menos de 70 graus, a temperatura não é suficiente para inactivar por completo” os microorganismos nocivos, refere a OMS nas suas orientações, recomendando que as instruções dos fabricantes sejam revistas.

Em Portugal, Ricardo Assunção, outro dos organizadores do seminário de hoje, realizou em 2008 um estudo sobre a presença de microorganismos nas fórmulas de leite na região de Lisboa, tendo confirmado a ideia de que estes leites em pó não são produtos estéreis.

Embora nas amostras analisadas tenha encontrado níveis de contaminação muito reduzidos, detectou também a presença de uma bactéria ambiental que já esteve implicada em surtos associados a cuidados intensivos neonatais.

No final do estudo realizado na Universidade Técnica de Lisboa, Ricardo Assunção recomenda que as mães que não possam ou não queiram amamentar sejam alertadas para o facto de as fórmulas infantis em pó não serem estéreis e que determinados agentes podem ser responsáveis por situações graves de doença.

Além disso, é ainda sugerido que se melhore a rotulagem dos produtos e que se desenvolvam directrizes transversais para preparação e uso destes leites em pó.

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800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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