Especialistas defendem que até 57,4% dos doentes que tiveram Covid-19 desenvolveram algum tipo de sintoma neurológico, segundo um estudo liderado por um investigador de Albacete, Espanha, e publicado na revista médica Neurology.

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Investigadores espanhóis e portugueses de Salamanca e Coimbra querem subir um degrau na investigação da leucemia, pelo que criaram uma rede ibérica, a IDIALNET, para decifrar chaves ainda por descobrir para o diagnóstico precoce e a prevenção deste tipo de cancro.
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quarta-feira, 17 outubro 2018 11:40

Espanha confirma terceiro caso de dengue

O Ministério da Saúde espanhol confirmou  mais um caso de dengue, o terceiro, em Espanha. Trata-se de uma mulher residente na Comunidade Autónoma de Madrid que já tinha apresentado sintomas da doença e estava à espera da confirmação do diagnóstico, depois de dois membros da sua família terem contraído a mesma enfermidade.

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alzheimer 1
Uma equipa de pesquisadores do Centro Superior de Investigações Científicas (CSIC), em Espanha, descobriu um mecanismo para evitar a perda de memória na doença de Alzheimer, através de um estudo em ratos que pode orientar a intervenção terapêutica.

O estudo, publicado na última edição da revista Nature Neuroscience, foi dirigido pela médica Shira Knafo, da Fundação Basca para a Ciência Ikerbasque, por Jose Antonio Esteban, do Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa (CSIC-Universidade Autónoma de Madrid), e por César Venero, da Universidade Nacional de Educação à Distância.

Os neurónios comunicam entre si através de conexões sinápticas, nas quais ocorre a troca de informações, sendo estas moduladas em função da atividade ou experiência dos neurónios - um fenómeno conhecido como plasticidade sináptica e que constitui um mecanismo fundamental de aprendizagem e memória.

Na doença de Alzheimer, essa plasticidade é alterada por uma proteína, a PTEN, o que causa dificuldades na formação da memória, pelo que os cientistas desenvolveram uma ferramenta molecular que bloqueia a chegada da PTEN às sinapses.

Segundo os investigadores, apesar de o estudo ter usado cobaias, a investigação ajudará a direcionar os mecanismos que controlam as funções cognitivas e orientará sobre possíveis vias de intervenção terapêutica em doenças mentais em que estes mecanismos são afetados.

Lusa

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miguelpajares

O cadáver do padre Miguel Pajares, falecido ontem após ter sido infectado pelo vírus do ébola, será “selado e incinerado” sem ser autopsiado para evitar a propagação da doença, de acordo com o regulamento da Polícia Sanitária da Comunidade de Madrid.

O manejo “post morten” de um corpo infectado com ébola proíbe a autópsia devido “à alta carga viral dos fluidos corporais” e deve ser realizado “por pessoal treinado”, não estando prevista qualquer preparação do cadáver, disseram à agência noticiosa espanhola EFE fontes sanitárias.

Em relação às medidas de controlo ambiental, a norma é a limpeza com desinfectantes de uso hospitalar das superfícies potencialmente contaminadas e a queima da roupa ou objectos que tenham estado em contacto com o corpo.

Miguel Pajares, falecido hoje aos 75 anos, era desde os 12 anos membro da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, que já agradeceu as manifestações de apoio recebidas desde que se soube que o padre estava infectado com ébola.

Pajares, nascido em La Iglesuela, na província espanhola de Toledo, estudou enfermagem antes de ter sido ordenado sacerdote e trabalhou durante 18 anos em missões em países como a Irlanda, o Gana ou a Libéria, onde passou os últimos sete anos e onde foi infectado.

O padre trabalhava no hospital San José de Monrovia, capital da Libéria, onde tratou de doentes daquele vírus, um dos mais letais e para o qual não existe vacina ou tratamento comprovado.

O vírus ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

A epidemia de ébola, que afecta a região da África Ocidental, já fez mais de mil mortos, em 1.848 casos suspeitos, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde, actualizado na noite de segunda-feira.

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[caption id="attachment_6232" align="alignleft" width="300"]hospitalinfantaleonor O Hospital Infanta D. Leonor, é uma das unidades que o governo regional pretende privatizar. Profissionais e população estão contra e as iniciativas de protesto têm-se multiplicado.[/caption]

O presidente do Governo regional de Madrid anunciou a suspensão do processo de privatização da gestão de seis hospitais públicos, depois de um tribunal madrileno ter deliberado manter a suspensão cautelar do processo.

Ignacio González informou sobre a decisão numa conferência de imprensa em Madrid em que confirmou a demissão do vereador de Saúde, Javier Fernández-Lasquetty, conhecida pouco depois da decisão do Tribunal Superior de Justiça de Madrid (TSJM).

No auto hoje conhecido a terceira secção do TSJM rejeita o recurso da Comunidade de Madrid contra a suspensão cautelar do processo de privatização da gestão, que tinha sido ditada em Setembro.

O TSJM rejeita ainda dois outros recursos contenciosos apresentados pelo sindicato de médicos Amyts.

Com a decisão de hoje o TSJM mantém a suspensão cautelar de Setembro o que mantém paralisado o processo de privatização, fortemente contestado com dezenas de manifestações em Madrid.

Na sua intervenção de hoje González garantiu aos jornalistas que o Governo regional não vai avançar com cortes adicionais no sector da saúde da região, ainda que continue o processo de "ajuste de gastos".

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[caption id="attachment_5913" align="alignleft" width="300"]eeagrants Designado “Iniciativas de Saúde Pública”, o programa é preparado e gerido pelo Ministério da Saúde e decorrerá até 2016, com uma contribuição financeira de 10 milhões de euros proveniente dos pelos European Economic Area Grants (EEA Grants), um mecanismo financeiro do espaço económico Europeu relativo a 2009-2014, e que conta com a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega como países doadores[/caption]

O Ministério da Saúde apresenta hoje o primeiro concurso para projectos que diminuam as desigualdades causadoras de problemas de saúde, como é o caso da nutrição ou saúde mental, e que contará com 11,7 milhões de euros de financiamento.

Designado “Iniciativas de Saúde Pública”, o programa é preparado e gerido pelo Ministério da Saúde e decorrerá até 2016, com uma contribuição financeira de 10 milhões de euros proveniente dos pelos European Economic Area Grants (EEA Grants), um mecanismo financeiro do espaço económico Europeu relativo a 2009-2014, e que conta com a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega como países doadores.

O programa contempla ainda um co-financiamento nacional de 1,7 milhões de euros, segundo um comunicado do Ministério da Saúde.

Este apoio europeu insere-se no âmbito de um Memorando de Entendimento estabelecido em Março de 2012 entre o Governo Português e os países doadores (Islândia, Liechtenstein e Noruega), tendo o contrato programa sido assinado a 2 de Dezembro de 2013, de acordo com informação nos sites da Direcção-Geral da Saúde e dos EEA Grants.

Os EEA Grants representam precisamente a contribuição destes três países para reduzir disparidades económicas e sociais e para o fortalecimento das relações bilaterais com 16 países europeus: além de Portugal, Bulgária, Chipre, Croácia, Espanha, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia e Roménia.

Assim, o objectivo é financiar projectos que visem o desenvolvimento de estratégias de prevenção e ferramentas para intervir em áreas em que a desigualdade potencia vulnerabilidades ao nível da saúde, como é o caso da nutrição, da saúde mental, das doenças transmissíveis e os sistemas de informação em saúde.

Ou seja, pretende-se reduzir doenças relacionadas com estilos de vida, melhorar a prevenção e tratamento de doenças como o VIH/Sida e tuberculose e melhorar os serviços de saúde mental.

São também objectivos desenvolver recursos ao nível dos cuidados de saúde, melhorar a governação nesta área, reforçar os sistemas de financiamento, melhorar os registos de saúde, bem como o acesso e a qualidade dos serviços.

A Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS) está a preparar a abertura de concursos, cujas candidaturas serão lançadas até ao final de Janeiro, a que poderão concorrer todas as entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, organizações não-governamentais ou intergovernamentais a operar em Portugal.

O Programa prevê a realização de um projecto predefinido, que visa a melhoria da informação sobre saúde epidemiológica para suporte da decisão e gestão pública da saúde em Portugal, a desenvolver pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) com o Norwegian Institute of Public Health.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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