Duas associações de doentes não-Covid denunciaram hoje que as colonoscopias estão atrasadas cerca de dois anos e que a mortalidade associada a doenças digestivas entre março e setembro supera a média dos últimos cinco anos, em 7.144 casos.

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No dia em que se assinala o Cancro Digestivo, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) e a Europacolon Portugal – Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo, alertam para o impacto dos atrasos causados pela pandemia no diagnóstico e tratamento do cancro digestivo em Portugal.

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O presidente da Europacolon - Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo, Vítor Neves, alerta que este tipo de patologia oncológica estar a tornar-se mais preocupante devido à “falta de resposta e atraso do diagnóstico e tratamento”.

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Nos dias 19, 20 e 21 de maio, a Europacolon Portugal promove um peditório de âmbito nacional com o objetivo de apoiar os pacientes com cancro digestivo, os seus familiares e cuidadores, desenvolver atividades e ações no âmbito da prevenção, promover o rastreio e diagnóstico precoce dos tipos de cancro digestivo rastreáveis, o aconselhamento e apoio multidisciplinar aos pacientes, a promoção da melhoria de vida e o alargamento de cuidados médicos e promoção da investigação.

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quinta-feira, 07 abril 2016 18:07

Preço de colonoscopias sob negociação

colonoscospia

O ministro da Saúde anunciou que o governo vai negociar o preço pago pelas colonoscopias, considerando o atual excessivo, e reconheceu que existe “um problema” ao nível dos exames clínicos.

Adalberto Campos Fernandes falava na Comissão de Saúde, onde foi ouvido sobre política geral do seu ministério e outros assuntos da atualidade.

A propósito de uma questão levantada pelo deputado social-democrata Miguel Santos sobre um alegado regresso ao aumento da dívida do setor, o ministro disse que, em matéria de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT), “existe um problema”.

O ministro referiu ainda que a sua equipa pretende alterar várias questões em matéria de MCDT, a começar pelos “preços excessivos” que o Ministério da Saúde está a pagar pelas colonoscopias e que se prepara para “negociar”.

Desde abril de 2014 que o Serviço Nacional da Saúde (SNS) paga ao setor convencionado (privado) pela realização de colonoscopias com sedação ou analgesia 169,73 euros, quando o preço até então praticado era de 51,21 euros.

Em relação aos utentes, estes pagam por uma colonoscopia com sedação uma taxa moderadora de 28 euros: 14 euros do exame e outros 14 euros da analgesia.

Sociedade de Gastrenterologia lamenta intenção de desinvestimento nas colonoscopias

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia considerou incompreensíveis as declarações do ministro da Saúde sobre os custos das colonoscopias, considerando que transmitem uma intenção de desinvestimento.

“Se a intenção do ministro da Saúde é reduzir ainda mais os preços das comparticipações, isso traduzir-se-á num retrocesso ou num eventual indesejável regresso ao passado ou, então, em mais uma penalização para os cidadãos”, refere o presidente da Sociedade de Gastrenterologia, José Cotter, num comentário escrito, enviado à agência Lusa.

Esta sociedade científica lembra que o aumento do custo por parte do Estado – há cerca de dois anos – se relacionou “apenas com a comparticipação das anestesias nas colonoscopias”, um custo que era até então suportado integralmente pelos utentes.

“Numa atitude absolutamente consensual, o Governo [de então] assumiu essa comparticipação após acordo com a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia e com a Ordem dos Médicos”, indica José Cotter.

José Cotter apela ainda para que haja uma linha coerente de prevenção do cancro colorretal, sem ziguezagues, na qual as colonoscopias “têm um papel fundamental”.

Ordem dos Médicos contra afirmações de ministro da Saúde

A Ordem dos Médicos considera “inaceitáveis” as declarações do ministro da Saúde sobre o preço das colonoscopias, acusando o governante de “falta de rigor”.

Numa nota assinada pelo presidente do Colégio de Gastrenterologia da Ordem dos Médicos, este considera que “a falta de rigor nas declarações proferidas pelo ministro da Saúde na Comissão de Saúde da Assembleia da República, a propósito do pagamento das colonoscopias realizadas em entidades convencionadas com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é inaceitável”.

Segundo Pedro Narra Figueiredo, “foi transmitido à opinião pública que houve um aumento desmedido no valor que o Ministério da Saúde paga pelas referidas colonoscopias, mas o ministro da Saúde não esclareceu que tal aumento resultou da decisão que o Estado tomou de comparticipar a anestesia/sedação para a realização da colonoscopia”.

O ministro da Saúde “comparou o preço da colonoscopia sem anestesia com o da colonoscopia com anestesia, referindo que este último é muito elevado”.

“Naturalmente que o preço da colonoscopia com anestesia terá que ser mais elevado dado que implica a atuação, além do médico gastrenterologista, de um médico anestesiologista, bem como a constituição de toda a logística necessária para a realização da anestesia, além da já existente para a realização da colonoscopia”, lê-se no comunicado.

Para a Ordem dos Médicos, “a possibilidade dada pelo Estado da realização de colonoscopia sob anestesia constitui um importante fator de adesão da população à realização de colonoscopia, peça fundamental no rastreio e diagnóstico precoce do cancro do intestino, a principal causa de morte por neoplasia maligna no nosso país”.

Por esta razão, espera o colégio de Gastrenterologia que as declarações de Adalberto Campos Fernandes “não signifiquem um recuo na trajetória já iniciada de combate a este tumor maligno e que o acesso da população a uma colonoscopia de qualidade não venha a ser comprometido por medidas de índole estritamente económica”.

Europacolon considera que desacordos sobre valor das colonoscopias pode agravar acesso

A Europacolon Portugal - Apoio ao Doente com Cancro Digestivo considera que futuros desacordos relativamente à comparticipação de colonoscopias agravarão ainda mais as dificuldades no acesso a estes exames.

A dificuldade ou até impossibilidade do acesso ao diagnóstico e o comprometimento das promessas do ministro da Saúde relativamente à realização em 2016 de um Rastreio de Base Populacional ao Cancro do Intestino são algumas das consequências que a Europacolon receia que esta medida possa trazer.

“Esta medida da tutela é incongruente, numa altura em que se fala na realização de um rastreio de base populacional. A nossa maior preocupação é o cidadão e o acesso à realização de um exame de diagnóstico fundamental para o rastreio de um cancro que mata 11 portugueses por dia”, disse o presidente da Europacolon, Vitor Neves.

Reconhecendo as “dificuldades na gestão do orçamento do Ministério da Saúde em Portugal”, a Europacolon considera que “não pode, nem deve ser, a contínua e crescente suborçamentação dos cuidados em oncologia em Portugal, o foco principal da diminuição das despesas em Saúde”.

“O cancro do intestino é um dos tumores malignos que mais mata em Portugal e, segundo dados recentes do Registo Oncológico Nacional, é o tipo de cancro que mais tem vindo a aumentar na população portuguesa, com 8.000 novos casos anuais. No entanto, o cancro do intestino tem cura em 90% dos casos, se detetado a tempo”, relembra Vítor Neves.

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quinta-feira, 18 fevereiro 2016 12:27

Morrem 11 pessoas por dia devido ao cancro do cólon

Vitor_Neves_Europacolon

O presidente da Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo – Europacolon considera “dramático” que, em 2016, morram onze pessoas por dia devido ao cancro do cólon, quando este número podia ser reduzido se fossem realizados rastreios.

A propósito dos números do Registo Oncológico Nacional (RON) de 2009, ontem divulgados, que apontam para um aumento do cancro do cólon na última década, Vitor Neves começou por lamentar que estes dados sejam apresentados sete anos depois.

O cancro do cólon “já é a primeira causa de morte de doença oncológica em Portugal”, afirmou, apresentando dados europeus de 2012, os quais apontam para 7.200 novos casos desta doença, nesse ano.

“São onze pessoas que morrem por dia em Portugal, devido a esta doença, e isso é dramático num país europeu, em 2016”, afirmou.

Vitor Neves prosseguiu, lamentando que não exista ainda um rastreio desta doença, o qual permite reduzir a incidência do cancro do cólon e, sobretudo, os casos de doença avançada.

“A política preventiva deve substituir a curativa”, defendeu, recordando que, além de salvar vidas, os rastreios permitem “poupar dinheiro”.

O presidente da Europacolon disse estranhar que, até ao momento, o ministro da Saúde não se tenha pronunciado sobre a intenção de realizar um rastreio de base populacional, organizada pela tutela.

“Os casos pontuais [de rastreio] são bons, mas são atitudes. Precisamos de um rastreio de base populacional, tal como acontece com o cancro na mama”, defendeu.

De acordo com a diretora do ROR-Sul, Ana Miranda, na região sul, “o cancro do cólon tem vindo a subir nesta década”, aumentando de 32 novos casos, por 100 mil habitantes, em 2000, para 42 novos casos, em 2010.

“O cancro do cólon é uma preocupação, porque está muito associado aos hábitos alimentares. Mudámos da dieta mediterrânica – com frutas e legumes - para uma dieta com alimentos processados, refinados, com mais açúcares, hidratos de carbono menos consumos de frutas e legumes”, disse.

O cancro do cólon e do reto é o mais comum na Europa e o terceiro a nível mundial.

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ministeriodasaude
A Europacolon, Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo, afirma, em comunicado enviado à nossa redação, que o Ministério da Saúde se recusou a divulgar a lista de novas entidades prestadoras de colonoscopias na zona da Grande Lisboa.

Isto porque, no passado dia 24 de setembro, os locais para a realização de colonoscopias na zona da Grande Lisboa passaram de duas para 37. Estas novas entidades prestadoras irão integrar a rede de convencionados do Serviço Nacional de Saúde e a Europacolon pretendeu saber especificamente quais são.

“Quando questionámos, na semana passada, o Ministério da Saúde sobre a necessidade de divulgação à população da nova lista de entidades convencionadas, o assessor de imprensa, Miguel Vieira, respondeu que esta informação não diz respeito nem aos doentes, nem aos utentes. Ora, diariamente, chegam-nos dezenas de pedidos de informação dos utentes. A associação continua a receber várias chamadas com pedidos de esclarecimento e apoio para a marcação de colonoscopias nas novas entidades. É urgente e imprescindível que sejam identificadas publicamente as novas unidades contratadas”, alerta Vítor Neves, presidente da Europacolon.

Ainda de acordo com a nota de imprensa, "a realização de uma colonoscopia na Grande Lisboa demora em média cerca de seis meses, quando o recomendável é entre duas a três semanas e, no sector privado a realização deste exame custa mais de 400 euros enquanto pelo Serviço Nacional de Saúde custam apenas entre 14 a 20 euros".

Segundo o Ministério da Saúde, em 2014 foram realizadas mais de 152 mil colonoscopias.

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Fernado Leal da Costa
O Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde disse hoje que “o Estado saberá encontrar a capacidade de resposta” para a realização das colonoscopias necessárias na região da Grande Lisboa.

Fernando Leal da Costa, que falava aos jornalistas no final da apresentação do Relatório da Primavera de 2015, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), escusou-se a revelar se o Estado vai aumentar o valor pago às clínicas privadas pela realização de colonoscopias, com anestesia, através do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Nunca deixámos de estar dispostos a corrigir os valores”, disse Leal da Costa, deixando um aviso: “Existem valores que não voltarão a ser pagos”.

Segundo a Europacolon - Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo, o número de especialistas e clínicas que realizam colonoscopias em Lisboa é manifestamente insuficiente para as necessidades.

“Em Lisboa existem apenas seis unidades de saúde que realizam colonoscopias pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) por um valor entre os 14 e os 28 euros, com anestesia. No sector privado os exames continuam a custar mais de 400 euros”, disse Vítor Neves, Presidente da Europacolon.

Leal da Costa reconheceu as dificuldades na realização de colonoscopias em Lisboa, atribuindo-as à falta de gastrenterologistas.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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