[caption id="attachment_6227" align="alignleft" width="300"]joaosemedo "É inteiramente falsa a afirmação do ministro de que a austeridade e os cortes não estão a ter influência no funcionamento, na actividade e na qualidade dos serviços. Isso é uma rotunda falsidade", disse o coordenador do Bloco João Semedo[/caption]

O Bloco de Esquerda (BE) lamenta os cortes orçamentais na área da Saúde, declarando que o ministério tutelado por Paulo Macedo "não pode ser o 'back office' do ministério das Finanças".

"É inteiramente falsa a afirmação do ministro de que a austeridade e os cortes não estão a ter influência no funcionamento, na actividade e na qualidade dos serviços. Isso é uma rotunda falsidade", disse o coordenador do Bloco João Semedo à agência Lusa.

O bloquista falava ontem no parlamento depois de um encontro de mais de uma hora no parlamento com representantes da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), onde foram debatidas questões como a urgência metropolitana de Lisboa e os profissionais confirmaram um "quadro muito negativo" da situação actual do sector da Saúde.

"Não há dia nenhum em que os jornais não divulguem situações completamente inacreditáveis", advertiu João Semedo.

O Bloco tem vindo a promover um "Roteiro da Saúde", com o coordenador do partido a visitar diferentes unidades hospitalares e a ter encontros com administrações dos hospitais e também profissionais do sector, como foi ontem o caso da FNAM.

Published in Atualidade

[caption id="attachment_6240" align="alignleft" width="300"]hospitaldetodosossantos Projecto de enquadramento do Hospital de Todos-os-Santos, que irá sem construído na zona oriental de Lisboa[/caption]

Profissionais de saúde apresentaram na Assembleia Municipal de Lisboa as suas dúvidas sobre o futuro da Colina de Santana e  quanto aos efeitos do encerramento de hospitais da capital e a abertura do novo hospital de Todos-os-Santos.

Em discussão, ontem, durante quase três horas, pela segunda vez, esteve a construção do novo hospital de Todos-os-Santos e o encerramento de hospitais de Lisboa, mais do que Projecto Urbano da Colina de Santana, que prevê a conversão dos quatro hospitais da Colina de Santana (Miguel Bombarda, Capuchos, Santa Marta e São José) em espaços com valências hoteleiras, de habitação, comércio, estacionamento e lazer.

[caption id="attachment_5372" align="alignleft" width="300"]colinadesantana Em discussão durante quase três horas, pela segunda vez, esteve a construção do novo hospital de Todos-os-Santos e o encerramento de hospitais de Lisboa, mais do que Projecto Urbano da Colina de Santana (na imagem), que prevê a conversão dos quatro hospitais da Colina de Santana (Miguel Bombarda, Capuchos, Santa Marta e São José) em espaços com valências hoteleiras, de habitação, comércio, estacionamento e lazer[/caption]

No segundo debate promovido pela assembleia municipal para debater este projecto estiveram presentes directores de instituições de ensino de saúde, profissionais de saúde, representantes dos trabalhadores e deputados municipais.

A dirigente da Federação Nacional dos Médicos Pilar Vicente apontou que há uma grande parte da população lisboeta, mais envelhecida e com baixo poder económico, que necessita de hospitais próximos e que “não tem dinheiro, nem transportes, nem acessos – porque não os há” - para se deslocar ao novo hospital de Todos-os-Santos, que vai ser construído na zona oriental de Lisboa.

Por sua vez, o presidente da Secção Regional Sul da Ordem dos Médicos, Jaime Mendes, criticou o fecho destes hospitais, “cujo único objectivo é a diminuição da despesa numa visão meramente economicista”, e alertou para as consequências para as populações.

“A população já assistiu ao encerramento dos hospitais de Arroios, do Desterro, da Maternidade Alfredo da Costa, do Miguel Bombarda e do Curry Cabral – são apetitosos espaços citadinos”, disse.

Da parte do público, médicos e enfermeiros criticaram as “decisões unilaterais” de governantes, questionaram a previsão da redução de custos e pediram “que o assunto seja reavaliado”.

Já deputados municipais do PS pediram um compromisso por parte do Governo para que “o fecho dos hospitais civis fique dependente da abertura do Hospital de Todos-os-Santos”.

Em debate esteve ainda a falta do número de camas para cuidados continuados na cidade, de estudos ou a proximidade do novo hospital ao Parque da Belavista, onde decorre o festival de música Rock in Rio.

Em representação do Ministério da Saúde esteve presente o coordenador do grupo técnico para a reforma hospitalar, Jorge Penedo, que recordou que para estes hospitais civis são gastos anualmente cerca de 10 milhões de euros (quatro em manutenção e seis em rendas, uma vez que os terrenos já foram vendidos à ESTAMO).

“Temos de garantir cuidados de saúde de proximidade. Não é por haver cinco hospitais que a população terá mais cuidados”, disse Jorge Penedo na sua intervenção inicial.

Na resposta às intervenções do público, o representante do Ministério da Saúde defendeu a “melhoria dos cuidados” em Lisboa e descreveu problemas nos hospitais da cidade.

“Há doentes transferidos entre edifícios dos hospitais, que andam 50 metros de ambulância, porque não há condições para transferência entre edifícios. É isto que existe hoje em dia”, indicou, criticando ainda o estado das canalizações e do sistema eléctrico dos hospitais.

Jorge Penedo afirmou ainda que o património arquitectónico e histórico dos hospitais será mantido “com outros usufrutos” e considerou que “enquanto não houver hospital [no Oriente] não vai haver transportes”.

Segundo uma notícia da TSF, o Governo decidiu retomar o projecto do Hospital de Todos-os-Santos, que estava suspenso para avaliação. O novo Hospital, cuja abertura foi anunciada para 2017, substitui as unidades que fecharam e que vão fechar na cidade, como os hospitais de São José, Capuchos, Santa Marta, Curry Cabral, Dona Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa.

Published in Atualidade

[caption id="attachment_6271" align="alignleft" width="300"]hospitaldeleiria À Lusa, o Centro Hospitalar de Leiria explica que a denúncia do contrato de trabalho, encetado a 01 de Outubro de 2013, ocorreu a 31 do mesmo mês, “durante a fase inicial do período experimental”, sendo que na base de tal decisão “esteve a avaliação ponderada” que os responsáveis da unidade “fizeram e fazem com todos os profissionais, médicos e não médicos, que iniciam funções”[/caption]

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) pediu ao ministro da Saúde para demitir a administração do Centro Hospitalar de Leiria após o despedimento de uma médica por alegado “delito de opinião”, o que é negado pela unidade de saúde.

Em comunicado, emitido depois de uma reunião com o centro hospitalar, que ocorreu na segunda-feira, para analisar o “despedimento injusto e prepotente” da médica, dirigente sindical e “colocada por concurso público naquele hospital”, a FNAM considera que “uma decisão desta gravidade só pode ter como consequência a imediata demissão” do conselho de administração da unidade de saúde.

Segundo a FNAM, os elementos da administração presentes no encontro “reconheceram explicitamente a competência técnica e profissional da médica, bem como afastaram um eventual incumprimento das suas obrigações profissionais como justificativo do referido despedimento”.

“Apesar de muito instados pelos elementos da FNAM, não conseguiram acrescentar qualquer outro motivo relevante, pelo que não resta outra razão plausível senão um ‘castigo’ por ter emitido opiniões quanto à organização do seu horário de trabalho, bem como (e essencialmente) por ser dirigente sindical”, lê-se no comunicado.

Considerando “inconcebível que num país democrático ainda se verifiquem factos como este – despedimento pelo delito de opinião e/ou pelo exercício de um direito de cidadania”, a FNAM recorda que “as administrações são nomeadas pelo ministro da Saúde, que se torna, assim, responsável político pelas decisões que as mesmas tomem”.

“(…) A FNAM, para além de repudiar vivamente atitudes desta índole, exige que o senhor ministro impeça acções desta gravidade e mande reintegrar a médica em causa”, adianta a nota.

À Lusa, o Centro Hospitalar de Leiria explica que a denúncia do contrato de trabalho, encetado a 01 de Outubro de 2013, ocorreu a 31 do mesmo mês, “durante a fase inicial do período experimental”, sendo que na base de tal decisão “esteve a avaliação ponderada” que os responsáveis da unidade “fizeram e fazem com todos os profissionais, médicos e não médicos, que iniciam funções”.

O centro lembra que “faz parte do processo de ‘orientação e integração dos profissionais’ a avaliação durante o período experimental”, durante o qual “quer a entidade patronal, quer o trabalhador, podem fazer cessar a todo o tempo, e sem necessidade de fundamentar a decisão, o contrato”.

Lamentando que a FNAM “não reconheça” o direito à administração de “proceder à avaliação séria e criteriosa do desempenho dos seus profissionais”, o Centro Hospitalar garante que “todo o processo foi desenvolvido segundo a lei” e explicado na reunião de segunda-feira.

“(…) Reafirma-se o absurdo que seria a denúncia do contrato durante o período experimental assentar em qualquer outro facto que não fosse exactamente a avaliação que, durante essa fase do contrato, as partes têm o direito e dever de efectuar”, acrescenta.

O Ministério da Saúde fez saber que não há reacção da tutela ao comunicado da FNAM.

Published in Atualidade

[caption id="attachment_5514" align="alignleft" width="300"]Joaorodrigues João Rodrigues calcula que cerca de 1.500 profissionais das USF do continente deveriam ter recebido, em Novembro, os incentivos financeiros contratualizados pelo seu desempenho, na ordem dos quatro milhões de euros[/caption]

O coordenador da Unidade de Saúde Familiar (USF) Serra da Lousã, João Rodrigues, disse hoje que a suspensão dos incentivos financeiros aos enfermeiros e secretários clínicos das USF modelo B "nega as recomendações" da ‘troika’ internacional.

Em declarações à agência Lusa, João Rodrigues salientou que a decisão do Ministério da Saúde de suspender o pagamento daqueles incentivos "vem desmotivar o pessoal" quanto ao trabalho a realizar.

"As pessoas sentem-se defraudadas perante o que negociar, o que vai ter implicações enormes para o futuro", acrescentou.

Ex-presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Centro, filiado na Federação Nacional dos Médicos (FNAM), João Rodrigues integrou a Missão para os Cuidados de Saúde Familiar que, na década passada, acompanhou a criação das USF, quando Correia de Campos era ministro da Saúde.

Desde a sua criação, há seis anos, a USF Serra da Lousã, reconhecida com acreditação internacional, tem-se mantido entre as primeiras classificadas pelo Ministério da Saúde, em termos de desempenho qualitativa e quantitativo.

As USF de modelo B têm "um novo sistema retributivo para os profissionais", com base em objectivos que são contratualizados anualmente com as administrações regionais de saúde, realçou hoje João Rodrigues.

O mesmo responsável disse que os resultados atingidos em 2012 "foram validados com atraso", devendo os incentivos anuais aos enfermeiros e secretários clínicos ter sido pagos "o mais tardar" até maio.

Como tal não se verificou, estava previsto que esses pagamentos fossem efectuados em Novembro, tendo o Ministério da Saúde anunciado a sua suspensão, com a justificação de que iria obter esclarecimentos junto do Ministério das Finanças, segundo o coordenador da USF Serra da Lousã.

Nas USF modelo B, os médicos recebem os incentivos todos os meses, enquanto os outros funcionários são "premiados" após cada avaliação anual.

"É uma coisa completamente surrealista", criticou.

João Rodrigues calcula que cerca de 1.500 profissionais das USF do continente deveriam ter recebido, em Novembro, os incentivos financeiros contratualizados pelo seu desempenho, na ordem dos quatro milhões de euros.

Os enfermeiros das USF que atingiram os objectivos têm direito a 3.700 euros cada um, cabendo 1.150 euros a cada secretário clínico.

JM/Lusa

Published in Atualidade
Pág. 13 de 13
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

Mais lidas