A Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) está a desenvolver um projeto que visa avaliar e comparar o estado inflamatório e a resolução da inflamação em doentes infetados com o novo coronavírus, assim como identificar novos alvos terapêuticos.

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Investigadores da Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) anunciaram hoje que estão a implementar um protocolo que visa tornar mais segura e eficiente a ventilação não invasiva em doentes com Covid-19, através da sua monitorização real e contínua.

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A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) está a desenvolver um projeto que visa esclarecer de que forma é que o novo coronavírus influencia a função cardíaca, nos casos mais graves da doença.
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Investigadores do Porto estão a coordenar um grupo de investigação internacional que criou métodos para auxiliar os médicos e as forças de segurança a detetar um tipo de droga que pode ser produzida em casa, com medicamentos e produtos de limpeza.

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Escola

O presidente da Associação Portuguesa de Bioética e professor da Faculdade de Medicina do Porto, Rui Nunes, afirma ser necessária a existência de profissionais de saúde no ensino escolar: “Cada escola será uma escola, mas provavelmente haverá a necessidade de um ou, porventura, mais do que um profissional de saúde dentro dos estabelecimentos ou no agrupamento. Enfim, será uma questão organizativa, mas obviamente tem de haver profissionais para as questões da saúde escolar”.

A propósito de um seminário Sobre Carreiras Especiais para os Não Docentes que hoje terá lugar no auditório da Escola Secundária da Lixa, Rui Nunes defende que é crucial dar "novos passos para a modernidade”, por exemplo através de rastreios auditivos, visuais e orais nos estabelecimentos de ensino.

Rui Nunes alerta para os problemas auditivos que muitas crianças têm e que passam despercebidos na sociedade, afirmando que deveriam ser feitos rastreios no sentido de acompanhar de perto situações que possam ocorrer também a nível da visão, locomoção ou de possíveis problemas respiratórios.

Na sua intervenção, o presidente da Associação de Bioética abordará o caso das crianças com necessidades educativas especiais que, defende, merecem particular atenção, sobretudo a nível de integração social. Casos de surdez profunda ou autismo têm de ser tidos em conta, mas para tal, há que investir em profissionais adequados: “a minha experiência noutros domínios diz-me que, muitas vezes, não são precisos mais recursos materiais, é uma questão de melhor gestão, melhor distribuição e melhores escolas. Se calhar, com os mesmos recursos, podemos fazer mais (…) temos uma demografia que ajuda. Ao contrário da saúde, em que a procura é cada vez maior, nas escolas há menos jovens, logo é teoricamente mais fácil resolver os problemas”, frisou.

Segundo Rui Nunes, é preciso apostar “na dimensão preventiva, não só de rastreio e de diagnóstico, mas de prevenção. No fundo, na educação para a saúde, que tem de ser levada a cabo e concretizada por especialistas na matéria”.

O seminário sobre Carreiras Especiais para os Não Docentes é organizado pela Federação Nacional da Educação (FNE) e pelo Sindicato dos Técnicos Superiores, Assistentes Técnicos e Assistentes Operacionais (STAAEZN), que representa os trabalhadores não docentes da zona Norte.

A iniciativa conta com a presença do secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, de representantes dos diretores escolares (ANDE e ANDAEP), de deputados dos diferentes partidos, da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) e de autarcas.

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AtaqueCardiaco
A Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) reúne na quarta-feira um conjunto de especialistas para debater a síndrome metabólica, um conjunto de factores de risco que predispõem para uma morte prematura e que afecta “cerca de 30% da população portuguesa”.

A directora do Departamento de Bioquímica da FMUP e promotora do evento, Raquel Soares, explicou hoje que a obesidade, a diabetes e a hipertensão arterial são alguns dos factores que fazem da síndrome metabólica um “cocktail explosivo” em termos de saúde.

Segundo a organização do VI Simpósio em Metabolismo da FMUP, “a prevalência da síndrome metabólica tornou-se num problema de saúde pública que tem alarmado a comunidade científica. Associada aos hábitos de vida promovidos pelas sociedades modernas, sobretudo no que se refere ao sedentarismo e aos desequilíbrios alimentares, promove uma série de alterações metabólicas, como resistência à insulina, subida da pressão arterial e dos níveis de triglicerídeos, redução dos níveis do colesterol HDL e obesidade abdominal”.

De acordo com a mesma fonte, as principais vítimas são homens com mais de 40 anos. No entanto, as mulheres não estão livres da doença, principalmente as que entraram na menopausa e que sofrem, por isso, alterações hormonais significativas.

Para Raquel Soares, “a chave do sucesso para o combate à síndrome metabólica é o diagnóstico precoce e a sensibilização do paciente para a importância dos seus hábitos de vida no desenvolvimento da síndrome”.

“Só assim é possível reverter a instalação das alterações metabólicas cujo impacto pode ser devastador, provocando o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o enfarte, o acidente vascular cerebral (AVC) e a morte súbita”, acrescentou.

O debate vai reunir no Auditório do Centro de Investigação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Hercília Guimarães (neonatologista), Manuel Vaz Silva (cardiologista), Nuno Borges (nutricionista) e Davide Carvalho (endocrinologista).

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vinhoA Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) inicia esta semana um ensaio clínico para testar os efeitos do vinho sem sulfitos, mas com adição de uma substancia presente no marisco, na expectativa de não provocar alergias.

Usados no processo de vinificação para evitar a propagação de bactérias e a oxidação, os sulfitos podem causar dores de cabeça, náuseas, irritações gástricas e dificuldades respiratórias, que se manifestam mais em pacientes asmáticos.

Os sulfitos serão substituídos por um composto (quitosano) obtido através da casca dos mariscos e de alguns fungos com propriedades antimicrobianas e antioxidantes.

Sabendo que algumas pessoas são intolerantes aos sulfitos presentes no vinho, “a Universidade de Aveiro criou uma alternativa inovadora que permite substituir os sulfitos por um ingrediente natural, extraído da casca de mariscos, um polissacarídeo denominado de quitosano. Mas isso não vai causar problemas às muitas pessoas com alergia ao marisco? É para dar uma resposta cabal a esta questão que se vai realizar este estudo”, salientou o coordenador do ensaio clínico, André Moreira.

“O objectivo do nosso trabalho é demonstrar a segurança do consumo de um vinho produzido com a utilização do quitosano em doentes alérgicos ao marisco. O receio da reacção alérgica não tem nenhuma plausibilidade biológica que o justifique, mas são necessários estudos de segurança para comprovar aquilo que é uma evidência biológica e científica”, sublinhou o investigador.

O ensaio é dirigido aos pacientes que são seguidos na consulta externa de Imunoalergologia do Centro Hospitalar São João.

“Pretendemos recrutar 20 adultos com diagnóstico de alergia grave ao marisco para testarmos os efeitos deste vinho sobre o seu sistema imunológico. A nossa expectativa é que os pacientes não apresentem qualquer sintoma alérgico, uma vez que, embora o composto (quitosano) que substitui os sulfitos possa ser proveniente de casca de crustáceos, não contém as proteínas causadoras da alergia”, frisou André Moreira.

O ensaio será conduzido por médicos alergologistas da FMUP nas instalações do Serviço e Laboratório de Imunologia desta Faculdade e no Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar de São João. Depois de informados, os voluntários vão realizar testes cutâneos por picada para avaliar a reacção ao vinho (com e sem quitosano). Posteriormente ser-lhes-á pedido que ingiram pequenas doses de vinho, com intervalos de 15 minutos.

Os testes serão apresentados como positivo (existência de sinais alérgicos) ou negativo (inexistência de sinais alérgicos). “O ensaio cumpre todos os protocolos de segurança e os voluntários estarão sempre a ser supervisionados por uma equipa médica experiente”, disse o investigador.

Os responsáveis pela investigação consideram que “esta tecnologia poderá revolucionar o processo de vinificação sem acarretar mais custos nem alterar as práticas enológicas comuns a todas as adegas”. Os vinhos foram preparados por uma empresa produtora de Carregal do Sal.

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[caption id="attachment_5439" align="alignleft" width="300"]joseagostinhomarques “Têm razões para ter medo de que nos próximos anos tenham sistema de saúde mais pobre do que o actual, de que as comparticipações possam ser alteradas. Há razões para ter medo sobre como vai ser a evolução do financiamento na saúde nos moldes actuais”, alertou José Agostinho Marques, director da Faculdade de Medicina do Porto[/caption]

O director da Faculdade de Medicina do Porto, José Agostinho Marques, considerou hoje que as pessoas “têm razão para ter medo” sobre o futuro dos cuidados de saúde, porque o sistema público vai ser “mais pobre". “Têm razões para ter medo de que nos próximos anos tenham sistema de saúde mais pobre do que o actual, de que as comparticipações possam ser alteradas. Há razões para ter medo sobre como vai ser a evolução do financiamento na saúde nos moldes atuais”, afirmou o médico, em declarações aos jornalistas no âmbito do debate “Novas Perspectivas sobre efeitos da crise na saúde”, organizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Apesar dos cortes, o responsável diz não existirem ainda “efeitos mensuráveis [dos cortes] dentro das estruturas” hospitalar e sublinha que “os cuidados ainda são os habituais”, mas alerta que não está assegurado que continue a ser assim”. “Há muito medo instalado nas pessoas quanto à sua saúde e têm razão para ter medo. O ideal seria que os cortes afectassem apenas o desperdício, mas a realidade não é assim. Afectam sempre a prestação de serviços. Há riscos, seguramente”, afirmou. Agostinho Santos diz que sempre ouviu falar em crise, mas reconhece que esta é “diferente” porque corresponde a “um empobrecimento muito grande do país que vai ter impactos no financiamento da saúde”. “Até há cinco, seis anos, os orçamentos foram sempre subindo, agora deixaram de subir. É natural que cause restrições”, observou. O director da Faculdade de Medicina defende que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) “não está em causa como instituição”, mas está convencido de que “não responderá da mesma maneira”, designadamente no tempo de espera para consultas”. A isto soma-se “um problema crónico na população mais pobre, que aumentou” e que passa por não comprar todos os medicamentos prescritos pelo médico.   “Não é raro prescrevermos três medicamentos e o doente, na farmácia, comprar apenas um ou dois e perverter o tratamento. Dizem-me que está a aumentar. Não custa imaginar que, com o envelhecimento da população, isto venha a ter impactos”, avisou. A questão, explica, é que para as pessoas “que vivem no limiar”, qualquer aumento de custos, “que até pode nem ser na saúde, mas na alimentação”, “tem impacto na saúde”. “Temos de garantir que o sistema é sustentável. Caso contrário, podemos gritar, podemos discutir, podemos indignar-nos, mas o sistema estoura por ele próprio e ficamos sem nada”, defendeu o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de S. João, António Ferreira. O administrador prefere não falar em despedimentos, mas reconheceu que terá de “dispensar os que não fazem e não querem fazer” e diz que prefere “a implementação de políticas que assentem no reconhecimento e valorização das pessoas por aquilo que elas fazem” em vez de “cortes transversais como cortes de salários iguais para toda a gente”. Alertando para a “inversão dramática da pirâmide etária” nacional, António Ferreira aponta para os próximos anos “um crescimento ainda maior da despesa de saúde”. “Vamos ter muito mais gente a precisar de cuidados e vamos ter muito menos gente a produzir riqueza. Assim, não há sistema que seja sustentável se não implementarmos muitas mudanças”, afirma, falando na necessidade de “prescrever os medicamentos mais baratos” e na redução de camas nas unidades “de [doentes] agudos” para as aumentar nos “cuidados prolongados”.

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DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Depois de três meses de confinamento é necessário aceitarmos a prudência de DES”confinar sem DISconfinar. Não vamos querer “morrer na praia”! As aprendizagens da pandemia Covid-19 são uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde com uma nova visão e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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