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“O novo gastrenterologista é o novo João Semana”. É assim que responde o presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), Rui Tato Marinho, a propósito do título da sua intervenção no GastroDigest2020 – “O novo gastrenterologista e o novo médico de família”. 

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No âmbito da Semana Mundial de Consciencialização Sobre o Uso de Antibióticos, promovida pela Organização Mundial de Saúde, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) lança uma campanha de sensibilização sobre o impacto dos antibióticos na microbiota intestinal.

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Menos de metade dos portugueses conhecem doenças relacionadas com o aparelho digestivo, alerta a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), que sublinha a necessidade de sensibilizar a população e insiste na necessidade de apostar na prevenção.

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A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), em parceira com a Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva e a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado, vai promover a Semana Digestiva 2018, que decorre entre 20 e 23 de junho, na Alfândega do Porto.

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A acusação chegou a propósito do Dia Europeu de Luta Contra o Cancro do Cólon. Foi no início de novembro que a SPG, por meio do seu presidente, José Cotter, denunciou aquela que considera ser uma “pressão imoral de índole económica” sobre os especialistas de MGF, por alegadas restrições na solicitação dos exames, como é o caso das colonoscopias. Consciente da gravidade do problema e porque constituem uma situação de violação das normas de orientação clínica emitidas pela DGS, José Cotter falou à redação do Jornal Médico deixando uma promessa: a SPG vai continuar a “levantar voz” sempre que “a promoção e o desenvolvimento da Gastrenterologia ao serviço da saúde do país não estiverem a ser cumpridos”. Carlos Paiva, especialista em MGF comenta as afirmações do presidente a SPG e afirma que os médicos de família “não são seguramente facilmente pressionáveis e colocarão sem hesitar, na sua larga maioria, o interesse do doente à frente de qualquer outra questão, chame-se ela pressão ou outra coisa qualquer”.

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Um estudo sobre os 200 doentes tratados ao cancro do estômago em fase inicial com endoscopia e sem recurso a cirurgia, desde 2005 no IPO do Porto, valeu aos autores o Prémio Nacional de Gastrenterologia.

O galardão, que será hoje entregue durante a Semana Digestiva, que decorre no Algarve, premiou um estudo que avaliou os resultados de longo prazo da disseção endoscópica da submucosa gástrica, com especial foco nas estratégias de abordagem após resseção não curativa.

Diogo Libânio, do serviço de Gastrenterologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, é o autor do estudo e explicou que este departamento foi pioneiro em Portugal no tratamento do cancro do estômago em fase precoce, sem recurso a cirurgia.

Desde 2005, cerca de 200 doentes submeteram-se a esta intervenção, tendo grande parte destes pacientes ficado curada.

Além da avaliação da cura destes doentes, o estudo premiado focou-se no acompanhamento dos que posteriormente precisaram de uma cirurgia: cerca de 15 a 20 por cento.

“Focámo-nos nos fatores que levam a que os doentes precisem de tratamento adicional cirúrgico”, adiantou o gastrenterologista.

Esta técnica foi introduzida no IPO do Porto em 2005 e, desde então, tem sido aplicado em “muitos outros hospitais”, com visíveis resultados positivos.

“Portugal é um país onde o cancro gástrico ainda é muito frequente, sendo um dos com maior mortalidade”, referiu o médico.

Diogo Libânio sublinhou que, “nos últimos anos, tem aumentado a deteção de cancros iniciais, muito graças à melhor qualidade dos endoscópios e melhoria do treino desta deteção”.

Sobre o galardão, que tem o valor de 25 mil euros e irá ser entregue pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, Diogo Libânio disse ser “um orgulho e um grande sinal de reconhecimento pelo trabalho feito”.

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quinta-feira, 07 abril 2016 18:07

Preço de colonoscopias sob negociação

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O ministro da Saúde anunciou que o governo vai negociar o preço pago pelas colonoscopias, considerando o atual excessivo, e reconheceu que existe “um problema” ao nível dos exames clínicos.

Adalberto Campos Fernandes falava na Comissão de Saúde, onde foi ouvido sobre política geral do seu ministério e outros assuntos da atualidade.

A propósito de uma questão levantada pelo deputado social-democrata Miguel Santos sobre um alegado regresso ao aumento da dívida do setor, o ministro disse que, em matéria de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT), “existe um problema”.

O ministro referiu ainda que a sua equipa pretende alterar várias questões em matéria de MCDT, a começar pelos “preços excessivos” que o Ministério da Saúde está a pagar pelas colonoscopias e que se prepara para “negociar”.

Desde abril de 2014 que o Serviço Nacional da Saúde (SNS) paga ao setor convencionado (privado) pela realização de colonoscopias com sedação ou analgesia 169,73 euros, quando o preço até então praticado era de 51,21 euros.

Em relação aos utentes, estes pagam por uma colonoscopia com sedação uma taxa moderadora de 28 euros: 14 euros do exame e outros 14 euros da analgesia.

Sociedade de Gastrenterologia lamenta intenção de desinvestimento nas colonoscopias

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia considerou incompreensíveis as declarações do ministro da Saúde sobre os custos das colonoscopias, considerando que transmitem uma intenção de desinvestimento.

“Se a intenção do ministro da Saúde é reduzir ainda mais os preços das comparticipações, isso traduzir-se-á num retrocesso ou num eventual indesejável regresso ao passado ou, então, em mais uma penalização para os cidadãos”, refere o presidente da Sociedade de Gastrenterologia, José Cotter, num comentário escrito, enviado à agência Lusa.

Esta sociedade científica lembra que o aumento do custo por parte do Estado – há cerca de dois anos – se relacionou “apenas com a comparticipação das anestesias nas colonoscopias”, um custo que era até então suportado integralmente pelos utentes.

“Numa atitude absolutamente consensual, o Governo [de então] assumiu essa comparticipação após acordo com a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia e com a Ordem dos Médicos”, indica José Cotter.

José Cotter apela ainda para que haja uma linha coerente de prevenção do cancro colorretal, sem ziguezagues, na qual as colonoscopias “têm um papel fundamental”.

Ordem dos Médicos contra afirmações de ministro da Saúde

A Ordem dos Médicos considera “inaceitáveis” as declarações do ministro da Saúde sobre o preço das colonoscopias, acusando o governante de “falta de rigor”.

Numa nota assinada pelo presidente do Colégio de Gastrenterologia da Ordem dos Médicos, este considera que “a falta de rigor nas declarações proferidas pelo ministro da Saúde na Comissão de Saúde da Assembleia da República, a propósito do pagamento das colonoscopias realizadas em entidades convencionadas com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é inaceitável”.

Segundo Pedro Narra Figueiredo, “foi transmitido à opinião pública que houve um aumento desmedido no valor que o Ministério da Saúde paga pelas referidas colonoscopias, mas o ministro da Saúde não esclareceu que tal aumento resultou da decisão que o Estado tomou de comparticipar a anestesia/sedação para a realização da colonoscopia”.

O ministro da Saúde “comparou o preço da colonoscopia sem anestesia com o da colonoscopia com anestesia, referindo que este último é muito elevado”.

“Naturalmente que o preço da colonoscopia com anestesia terá que ser mais elevado dado que implica a atuação, além do médico gastrenterologista, de um médico anestesiologista, bem como a constituição de toda a logística necessária para a realização da anestesia, além da já existente para a realização da colonoscopia”, lê-se no comunicado.

Para a Ordem dos Médicos, “a possibilidade dada pelo Estado da realização de colonoscopia sob anestesia constitui um importante fator de adesão da população à realização de colonoscopia, peça fundamental no rastreio e diagnóstico precoce do cancro do intestino, a principal causa de morte por neoplasia maligna no nosso país”.

Por esta razão, espera o colégio de Gastrenterologia que as declarações de Adalberto Campos Fernandes “não signifiquem um recuo na trajetória já iniciada de combate a este tumor maligno e que o acesso da população a uma colonoscopia de qualidade não venha a ser comprometido por medidas de índole estritamente económica”.

Europacolon considera que desacordos sobre valor das colonoscopias pode agravar acesso

A Europacolon Portugal - Apoio ao Doente com Cancro Digestivo considera que futuros desacordos relativamente à comparticipação de colonoscopias agravarão ainda mais as dificuldades no acesso a estes exames.

A dificuldade ou até impossibilidade do acesso ao diagnóstico e o comprometimento das promessas do ministro da Saúde relativamente à realização em 2016 de um Rastreio de Base Populacional ao Cancro do Intestino são algumas das consequências que a Europacolon receia que esta medida possa trazer.

“Esta medida da tutela é incongruente, numa altura em que se fala na realização de um rastreio de base populacional. A nossa maior preocupação é o cidadão e o acesso à realização de um exame de diagnóstico fundamental para o rastreio de um cancro que mata 11 portugueses por dia”, disse o presidente da Europacolon, Vitor Neves.

Reconhecendo as “dificuldades na gestão do orçamento do Ministério da Saúde em Portugal”, a Europacolon considera que “não pode, nem deve ser, a contínua e crescente suborçamentação dos cuidados em oncologia em Portugal, o foco principal da diminuição das despesas em Saúde”.

“O cancro do intestino é um dos tumores malignos que mais mata em Portugal e, segundo dados recentes do Registo Oncológico Nacional, é o tipo de cancro que mais tem vindo a aumentar na população portuguesa, com 8.000 novos casos anuais. No entanto, o cancro do intestino tem cura em 90% dos casos, se detetado a tempo”, relembra Vítor Neves.

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quarta-feira, 12 agosto 2015 15:00

Concurso para recrutar 42 médicos nos Açores


O Governo dos Açores anunciou hoje a abertura de um concurso para recrutar 42 médicos, de várias especialidades, para os três hospitais e oito unidades de saúde no arquipélago, por ser “premente fazer face ao crescente número de aposentados”.

A autorização para abertura dos procedimentos de recrutamento no âmbito das entidades públicas empresariais no setor da Saúde foi hoje publicada no Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores e há agora um prazo de três meses para se realizar.

O executivo açoriano adiantou que a abertura das 42 vagas resultou do levantamento das necessidades efetuado junto dos serviços de saúde. Onze vagas destinam-se à categoria de medicina geral e familiar nas Unidades de Saúde de ilha de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Faial, Pico, Corvo, São Jorge e Flores.

Quanto aos três hospitais açorianos, distribuídos pelas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, pretende-se recrutar especialistas de Ortopedia (três), Cardiologia (dois), Cirurgia Geral (dois), Medicina Interna (dois), Anestesiologia (dois), Nefrologia (dois), Patologia Clínica (dois), Pediatria (dois), Psiquiatria (dois), Radiologia (dois), Pneumologia (um), Infecto-contagiosas (um), Medicina Intensiva (um), Urologia (um), Otorrinolaringologia (um), Gastrenterologia (um), Estomatologia (um) e Cirurgia Vascular (um)

Sem prejuízo das restrições em vigor no país, o Governo dos Açores argumenta que “não se pode descurar que o número de médicos na categoria de assistente graduado sénior”, por ser “fundamental no âmbito do internato médico, para efeitos de reconhecimento da idoneidade formativa dos serviços e estabelecimentos”.

Para além disso, faz notar que a existência de um maior ou menor número de médicos detentores desta categoria “influencia decisivamente” o funcionamento dos serviços integrados no Serviço Regional de Saúde.

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Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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