Relativamente ao funcionamento das Urgências de Ginecologia e Obstetrícia da Grande Lisboa no período de 15 de julho a 30 de setembro de 2019, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) reitera e esclarece que:

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O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) lamentou a ausência da abertura de vagas para as especialidades de Ginecologia/Obstetrícia e de Ortopedia no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

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gravidez tensão

Um estudo ontem divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que as doenças não transmissíveis, como a diabetes ou a hipertensão, são uma ameaça crescente para as grávidas e põem em causa os progressos alcançados na saúde materna.

Realizado por cientistas do México e dos EUA, o estudo surge numa edição especial do Boletim da OMS e revela que, embora o número de mulheres que morrem nos países de baixo e médio rendimento por causas relacionadas com a gravidez e o parto seja hoje mais baixo do que há dez anos, mais mulheres morrem de causas indiretas.

"Estamos a vencer a batalha contra as causas tradicionais de morte materna, como as hemorragias pós-parto, mas não contra as causas indiretas da mortalidade materna", disse o coautor do estudo, Rafael Lozano, do Instituto Nacional de Saúde Pública do México, citado num comunicado da OMS.

As conclusões agora divulgadas juntam-se a evidências crescentes sobre as causas de morte durante a gravidez no México e são consistentes com as mais recentes análises globais de que mais de um quarto das mortes maternas em todo o mundo se deve a causas indiretas.

A mortalidade materna, que corresponde às mortes de mulheres durante a gravidez, o parto ou nos 42 dias após dar à luz, é uma medida importante quando se calcula o nível de desenvolvimento humano de um país.

As causas diretas da mortalidade materna resultam de complicações obstétricas durante a gravidez e o parto, enquanto as causas indiretas resultam muitas vezes de doenças pré-existentes que se agravam com a gravidez e incluem doenças não transmissíveis como a diabetes ou problemas cardiovasculares, assim como doenças infecciosas ou parasitárias como o VIH, a tuberculose, a gripe ou a malária.

Os autores do estudo identificaram e reclassificaram 1.214 mortes como mortes maternas, revelando que a mortalidade materna no México tinha sido subestimada em cerca de 13%.

Como resultado, os números da mortalidade materna no México, no período do estudo, foram corrigidas de 7.829 para 9.043.

As mortes adicionais foram identificadas através de um novo método, desenvolvido pela equipa de Lozano, chamada Pesquisa Intencional e Reclassificação de Mortes Maternas.

Ao aplicar este método ao período em estudo, de oito anos, os autores concluíram que a mortalidade materna por causas obstétricas diretas diminuiu de 46,4 para 32,1 por 100.000 nados vivos, enquanto a mortalidade materna por causas indiretas aumentou de 12,2 mortes por 100.000 nados vivos, em 2006, para 13,3 mortes por 100.000 nados vivos, em 2013.

"As mortes maternas por causas diretas afetam mulheres nos municípios mais pobres, mas as mulheres que morreram de causas indiretas tinham menos gravidezes, tinham níveis mais elevados de educação e tendiam a viver em municípios mais ricos", disse Lozano.

Como muitos países de médio rendimento, o México tem registado um aumento rápido dos níveis elevados de colesterol e obesidade, deixando as mulheres em idade reprodutiva em maior risco de hipertensão e diabetes de tipo 2 pré-existentes.

A diretora-geral adjunta da OMS para a Saúde da Família, das Mulheres e das Crianças, Flavia Bustreo, lembrou que os programas de saúde materna se fortaleceram em pessoal mais qualificado nos serviços de partos e emergências obstétricas.

Mas estas medidas, que têm resultado numa redução da mortalidade materna em todo o mundo, não permitem reduzir a mortalidade por causas indiretas, sublinhou.

O estudo sublinha a necessidade de os serviços de saúde dirigidos às grávidas, recém-nascidos e crianças serem repensados para reagir a novos desafios, nomeadamente a emergente ameaça das doenças não transmissíveis para a saúde materna.

"Para reduzir a mortalidade materna indireta, os obstetras e outros profissionais de saúde que seguem mulheres durante a gravidez e o pós-parto têm de se treinar a olhar para a saúde da mulher holísticamente e não só para a sua gravidez", disse Bustreo.

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Daniel Pereira Silva

O número de histerectomias (retirada do útero) em Portugal baixou 23,8 por cento na última década, em parte por solicitação das mulheres que querem preservar o seu corpo intacto e devido a uma maior sensibilização da classe médica.

De acordo com o presidente da Federação das Sociedades de Obstetrícia e Ginecologia, Daniel Pereira da Silva, que falava durante um encontro com jornalistas sobre a “Saúde da Mulher”, em 2004 foram realizadas 12.046 histerectomias e 9.294 em 2014.

“Cada vez mais mulheres têm consciência e defendem a integridade do seu corpo”, disse o médico, que dirigiu o serviço do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra.

Por outro lado, também se regista uma “maior sensibilidade da classe médica” para a preservação do útero, optando os clínicos por outras soluções, nomeadamente medicamentosas.

“Estamos mais conservadores, principalmente ao nível dos miomas que, no passado, resultavam em histerectomias”, adiantou.

A título de exemplo, Daniel Pereira da Silva referiu que o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) realizou, em 2004, 916 histerectomias e, dez anos depois, esse número baixou para as 655.

Os miomas justificaram 530 destas intervenções (em 2004) e 233 em 2014.

As histerectomias aumentaram por razões oncológicas, passando de 63 em 2004 para 78 em 2014 e devido a prolapso urogenital (de 124 para 154).

Em relação aos miomas uterinos – que atingem cerca de dois milhões de mulheres em Portugal, a maioria dos quais assintomáticos e, por isso, sem necessitar de intervenção – os tratamentos passam pela terapêutica com agonistas GnRH ou pelo acetato de ulipristal, substância que tem reduzido o tamanho dos miomas.

Este fármaco é comparticipado a 37% pelo Serviço Nacional da Saúde (SNS), sendo gratuito nos hospitais públicos.

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quarta-feira, 03 junho 2015 12:20

XIII Congresso Português Ginecologia

calendário

Data: 4 a 6 de Junho

Local: Hotel Solverde, Espinho

A Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) realiza a 13.ª edição do Congresso Português de Ginecologia, de 4 a 6 de Junho. O encontro nacional de especialistas na área de Ginecologia tem lugar no Hotel Solverde, em Espinho e será presidido pela Dra. Fernanda Águas.

Em 2015 a SPG comemora 40 anos de existência e o congresso coincide com a eleição dos novos órgãos sociais para o próximo triénio. Durante o Congresso serão abordados e discutidos temas da maior actualidade dentro das variadas áreas de interesse da especialidade. O evento conta com palestrantes nacionais e internacionais que conduzirão o debate e a troca de ideias.

Descarregue aqui o programa científico do encontro.

O cartaz pode ser visualizado aqui.

Mais informações no website do congresso.

Secretariado:
Gedeon Richter
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
www.admedic.pt

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Curso ginecologia

Existem, actualmente, técnicas inovadoras na área da cirurgia ginecológica realizadas de forma minimamente invasiva que trazem inúmeras vantagens para a mulher. Estas técnicas exigem grande treino por parte do cirurgião, que não pode ser realizado em humanos – têm de ser treinadas em modelos inanimados, segundo programas de treino específicos e certificados e em modelos animais, como a ovelha, dado que o aparelho reprodutor é aproximado ao da mulher.

Dado que o Hospital CUF Porto é a primeira instituição portuguesa creditada pela Academia Europeia de Cirurgia Ginecológica para o treino e certificação neste tipo de cirurgia, organiza, nos próximos dias 15 e 16 de Maio, com o apoio da Gedeon Richter Portugal, multinacional farmacêutica que se dedica à saúde da mulher, onde se destaca o tratamento inovador de miomas uterinos, o Curso Avançado em Cirurgia Endoscópica Ginecológica, com o intuito de mais 100 cirurgiões nacionais poderem obter o certificado europeu.

Para além dos treinos em modelos inanimados e em ovelhas, haverá ainda lugar à discussão de vídeos de cirurgias de casos reais, pelos próprios cirurgiões, que vêm de toda a Europa, entre os quais se inclui o presidente da Sociedade Europeia e da Academia Europeia de Cirurgia Ginecológica.

A retirada do útero por laparoscopia, a extracção de miomas e a cirurgia de endometriose são algumas das cirurgias em análise e discussão. Durante o curso será transmitida em directo uma intervenção a partir do Bloco Operatório do Hospital CUF Porto, de uma jovem vítima de uma endometriose grave. A endometriose afecta cerca de 20% das mulheres em idade reprodutiva; é uma doença muito frequente em mulheres jovens e que compromete o futuro reprodutivo da mulher.

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Consulta 1

Cerca de um quarto das mulheres falha a consulta anual de ginecologia, segundo um inquérito on-line realizado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, no qual apenas 1% das inquiridas mostrou preocupação com o cancro do ovário.

A propósito do Dia Mundial do Cancro do Ovário, que se assinala na quinta-feira, a Liga divulgou alguns dados de um estudo realizado através do seu site a 40 mil mulheres com o objectivo de perceber o nível de conhecimento das portuguesas relativamente a esta doença.

Cerca de 79% das inquiridas reconhecem que o desconhecimento geral sobre a doença e os escassos progressos dos tratamentos têm contribuído para a “elevada taxa de mortalidade por cancro do ovário”.

De acordo com informação da Liga, este tipo de cancro é a sétima causa de morte no sexo feminino e a sua incidência está a aumentar nos países desenvolvidos. Só a vigilância regular da saúde da mulher e um diagnóstico precoce pode inverter esta tendência.

Os sintomas do cancro do ovário são pouco específicos e entre eles estão a pressão ou dor abdominal, abdómen inchado, sensação de enfartamento, perda de apetite ou prisão de ventre.

A esmagadora maioria das mulheres que responderem ao inquérito da Liga reconhece a dificuldade de diagnóstico por falta de especificidade de sintomas, mas ainda assim uma em cada quatro falha a consulta anual com o ginecologista.

No inquérito, apenas 1% das mulheres questionadas mostrou preocupação com o cancro do ovário, enquanto 61% considera o da mama o tipo de tumor mais preocupante. Os resultados indicam ainda que só 3% das inquiridas reconhece que o risco de a doença aparecer se torna mais elevado a partir dos 60 anos.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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