A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) mostrou-se hoje "muitíssimo preocupada" com a demissão da comissão Covid-19 na Unidade Local de Saúde da Guarda e anunciou que já pediu explicações "formais" sobre o assunto.

Published in Atualidade

A Unidade de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde da Guarda está a desenvolver um programa de educação alimentar junto dos alunos das escolas dos concelhos de Gouveia, Seia e Fornos de Algodres, foi hoje anunciado.

Published in Atualidade

O presidente da Câmara Municipal da Guarda mostrou-se, hoje, muito preocupado com o facto da Unidade Local de Saúde (ULS) ter decidido ajustar a oferta assistencial no Hospital de Sousa Martins (HSM) devido “à escassez de recursos humanos”.

Published in Atualidade

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) alertou para o facto de a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda ter estado ontem inoperacional por falta de médico.

Published in Atualidade

Quatro deputados do PSD alertaram o Governo para a falta de médicos na Unidade Local de Saúde da Guarda, com reflexos no aumento da lista de espera para exames e a transferência de doentes para Viseu e Coimbra.

Published in Atualidade

Hospital da Guarda Sousa Martins

O novo presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda prometeu trabalhar para que a instituição se torne "numa organização de vanguarda e de referência" na prestação de cuidados de saúde.

Carlos Rodrigues, que ontem tomou posse do cargo em cerimónia presidida pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, declarou que para atingir aquele objectivo a unidade terá que ser reconhecida por "superar as expectativas dos utentes e profissionais através de uma melhoria contínua da qualidade e de desenvolvimento do capital humano".

O responsável também pretende "mobilizar o sistema organizacional segundo os princípios da estrutura em rede, dos centros de saúde com os hospitais e destes com a Universidade [da Beira Interior], a fim de oferecer serviços de excelência assistencial, através de um foco integral no cidadão-utente".

"Promover a inovação e a participação na investigação, através de um desempenho dirigido à formação de profissionais da saúde em diferentes especialidades", é outro dos desígnios.

O novo presidente do Conselho de Administração da ULS/Guarda traçou ainda, na sua intervenção, dez objectivos para o triénio 2015/2017, que passam, entre outros, por "atrair e valorizar" os recursos humanos, "aumentar a qualidade e a segurança dos serviços hospitalares" e "requerer e reafirmar a condição de hospital de ensino universitário" para a Guarda.

Finalizar as obras de requalificação do edifício 5 (das antigas urgências) do Hospital Sousa Martins, terminar a construção do centro de saúde de Figueira de Castelo Rodrigo e promover a construção do novo edifício do centro de Vila Nova de Foz Côa e da extensão de São Romão, em Seia, são outros dos propósitos do novo dirigente que está em funções desde o dia 2 de Fevereiro.

A ULS que integra dois hospitais (Guarda e Seia) e 13 centros de saúde, presta assistência a cerca de 150 mil habitantes.

Na cerimónia ontem presidida pelo ministro da Saúde tomaram ainda posse Gil Barreiros, director clínico, Flora Moura, vogal executiva, e João Marques, enfermeiro director da ULS da Guarda.

Published in Mundo

Enfermeira 2

Cerca de 70 habitantes da vila de Gonçalo, no concelho da Guarda, concentraram-se hoje de manhã em frente às instalações da extensão de saúde local para exigirem a presença diária de um enfermeiro.

Segundo Ladislau Horta, porta-voz da comissão de utentes dos serviços públicos da freguesia de Gonçalo, o serviço de enfermagem, até Dezembro, será assegurado por um enfermeiro que ali se desloca à sexta-feira.

"Nós estamos a pedir um enfermeiro diário porque, em Gonçalo, temos muitas pessoas idosas que não se podem deslocar à Guarda" para terem acesso a serviços de enfermagem, disse o responsável.

Ladislau Horta contou à agência Lusa que a extensão de saúde sempre teve serviço de enfermagem diário, prestado de forma alternada por dois profissionais de saúde.

As alterações ocorreram "há cerca de um mês", quando "uma enfermeira ficou de baixa" e os utentes foram informados de que, até Dezembro, só teriam a presença "de uma enfermeira à sexta-feira".

"Nós não sabemos como vai ser o futuro e estamos preocupados. Quando a enfermeira não vem, as pessoas têm que se deslocar à Guarda, percorrendo 40 quilómetros na ida e na volta, e não têm transportes alternativos", disse o porta-voz da comissão de utentes dos serviços públicos da freguesia de Gonçalo.

O responsável assinala que a preocupação é maior, por aquela vila do concelho da Guarda, com mais de 800 habitantes, possuir um centro de dia e muita população idosa.

Aquela comissão de utentes promoveu hoje uma concentração junto da extensão de saúde de Gonçalo e anunciou que já recolheu "mais de 300 assinaturas" para um abaixo-assinado a entregar posteriormente na Assembleia Municipal da Guarda e na Junta de Freguesia.

No documento, os subscritores "exigem serviço de enfermagem todos os dias da semana como cumprimento do direito" da população "aos serviços públicos e contra a sua redução ou supressão".

Se o problema não for resolvido em breve, os habitantes de Gonçalo também pretendem deslocar-se à sede da Unidade Local de Saúde da Guarda com o objectivo de sensibilizarem os seus responsáveis para a situação.

Published in Mundo

[caption id="attachment_6070" align="alignleft" width="300"]sanatóriosousmartins O antigo Sanatório Sousa Martins, projectado no início do século XX por Raul Lino e instituído na Guarda, cujo clima favoreceria a cura de doenças respiratórias graves, foi a primeira instituição criada de raiz para a assistência a doentes com tuberculose, tendo-se constituído como um complexo hospitalar de referência nas áreas social, científica e arquitectónica[/caption]

O antigo Sanatório Sousa Martins, no Parque da Saúde da Guarda, que integra vários edifícios centenários, foi classificado como conjunto de interesse público, segundo uma portaria  publicada em Diário da República.

No documento, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, refere que a classificação do antigo Sanatório é baseada em critérios "relativos ao carácter matricial do bem, ao génio do respectivo criador" e "ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos".

A decisão também é justificada pelo valor estético, técnico e material intrínseco, pela concepção arquitectónica, urbanística e paisagística, pela extensão "e ao que nela se reflecte do ponto de vista da memória colectiva, e às circunstâncias susceptíveis de acarretarem diminuição ou perda da perenidade ou da integridade do bem".

"O antigo Sanatório Sousa Martins, projectado no início do século XX por Raul Lino e instituído na Guarda, cujo clima favoreceria a cura de doenças respiratórias graves, foi a primeira instituição criada de raiz para a assistência a doentes com tuberculose, tendo-se constituído como um complexo hospitalar de referência nas áreas social, científica e arquitectónica", refere a portaria.

Lembra que o equipamento de saúde foi ampliado entre 1950 e 1955 e está inserido "num extenso parque concebido de acordo com o gosto romântico e revivalista da época, onde se distribuem espaços exuberantemente ajardinados, lagos, fontes, grutas e recantos pitorescos".

"Entre os edifícios principais, exemplos de grande qualidade de arquitectura do ferro, destacam-se, pela sua autenticidade, o pavilhão Dona Amélia e, particularmente, o pavilhão Dom António de Lencastre, verdadeiro ex-libris do conjunto", lê-se no documento.

Aos dois pavilhões juntam-se os edifícios da administração, farmácia, laboratório, posto de radiologia, capela neogótica, ‘chalets', pombal e lavandaria.

O antigo Sanatório Sousa Martins foi inaugurado em 18 de maio de 1907 pelo rei Dom Carlos I e pela rainha Dona Amélia, tendo sido o primeiro instituído pela Assistência Nacional aos Tuberculosos, a que presidia a rainha.

O investigador Hélder Sequeira, que tem vários trabalhos publicados sobre temas relacionados com o antigo sanatório, disse hoje à Lusa que a classificação "é de grande importância" por sublinhar aquele património "como valor cultural de relevo nacional, de onde decorrem vários mecanismos e disposições de protecção legal".

A classificação "apenas peca por tardia", disse, lembrando que defende, há muito tempo, a "urgência em se preservar o património edificado pertença do Sanatório Sousa Martins, o seu estudo, divulgação e animação, garantindo-o como espaço de saúde e de cultura, afirmando-o como museu vivo e recusando que se transforme num ‘túmulo de memória'".

"Esperemos que o reconhecimento agora formalizado trave a degradação dos pavilhões do Sanatório e zona envolvente e suscite junto das entidades responsáveis as medidas e os projectos indispensáveis e urgentes", concluiu.

Published in Atualidade
Pág. 1 de 2
A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

Mais lidas