No âmbito das comemorações do Dia do Exército, que decorrem até domingo em Guimarães, serão realizadas consultas médicas gratuitas de seis especialidades. O objetivo é ajudar a combater as listas de espera no hospital local.

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O Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães, vai implementar um projeto de sustentabilidade e eficiência no uso de recursos energéticos que irá permitir uma poupança anual de 350 mil euros, anunciou hoje aquela instituição.

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Cerca de 60% das crianças avaliadas num estudo do Hospital Senhora da Oliveira em Guimarães consomem mais sal do que os pais, que por sua vez já apresentam um consumo excessivo. A conclusão foi divulgada à agência Lusa pelo médico Jorge Cotter, coordenador do estudo, que acompanhou mais de 300 crianças entre os 10 e os 15 anos de uma Escola Básica 2,3 de Guimarães.

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O Hospital de Guimarães foi o primeiro em Portugal a tratar um aneurisma da aorta abdominal, “doença grave” caracterizada por uma dilatação da artéria que pode levar à morte, com um “inovador” sistema de “selagem” do aneurisma numa endoprotese.

O diretor do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital da Senhora da Oliveira, Amílcar Mesquita, explicou que a endoprotese substitui, em muitos casos, a cirurgia “convencional” que consistia em abrir o doente e colocar uma prótese extra-artéria.

O Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA) é uma “doença grave”, sem sintomas, que se caracteriza por uma “dilatação lenta e progressiva da aorta, a maior artéria do organismo que, quando rompe, origina uma perda de sangue muito grave” que pode resultar em morte súbita.

«O sistema de fixação consiste na colocação de uma espécie de “parafuso” que prende a endoprótese à parede da aorta, evitando assim fugas de sangue e necessidade de reintervenção em caso de movimentação do local de posicionamento original da prótese», esclareceu Amílcar Mesquita,

A endoprótese, explanou o clínico, “é uma prótese que se coloca por dentro da artéria para selar o aneurisma”.

Amílcar Mesquita explicou que “antes os aneurismas operavam-se por cirurgia convencional em que se abria o doente e colocava-se uma prótese extraartéria” mas, disse, “atualmente, numa grande maioria de casos, introduz-se uma prótese por dentro da artéria do doente e quando chega ao sítio libertamo-la, é a endoprotese”.

Uma mulher de 85 anos e com um aneurisma de 8 centímetros foi o primeiro paciente em Portugal a beneficiar daquela nova forma de tratamento de AAA.

Estima-se que, na Europa, 80 milhões de pessoas com mais de 65 anos estejam em risco de desenvolver um AAA.

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A Comissão de Utentes do Hospital de Guimarães (CUHG) defendeu ontem, no parlamento, que a melhoria do serviço de urgência desta unidade de saúde é “prioritária”, frisando que faltam médicos e alguns serviços especializados.

Na sequência da petição "Defender o Hospital de Guimarães e todos os seus serviços e exigir condições dignas de atendimento na urgência", a CUHG foi recebida hoje na Assembleia da República, em Lisboa, onde reclamou da atual situação do serviço de urgência, por estar “completamente congestionado”.

A representante da comissão, Maria de Lurdes Ribeiro, afirmou à Lusa que são necessárias obras urgentes no equipamento de saúde.

A petição foi subscrita por 4.660 assinantes e deu entrada no parlamento no dia 27 de novembro de 2015, reivindicando a revogação de uma portaria de 2014 que “desclassifica o Hospital de Guimarães e reduz serviços e valências desta unidade de saúde”.

O documento pede também a remodelação das urgências e a contratação dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos) em falta.

De Guimarães para a Assembleia da República, os membros da CUHG percorreram mais de 300 quilómetros para “sensibilizar os deputados, que, naturalmente, às vezes estão longe dos problemas”, disse a representante, reforçando que é importante a revogação da portaria que classifica as unidades de saúde para que “o hospital não desça de categoria” e lhe sejam retirados alguns serviços.

Na audiência estiveram presentes os deputados do PS António Sales e Luís Soares e a deputada do PCP Carla Cruz, que referiram que ambos os partidos apresentaram iniciativas ao anterior Governo (PSD-CDS) para revogar a portaria.

Segundo a deputada comunista Carla Cruz, o PCP apresentou um projeto de resolução que previa o reforço de profissionais de saúde nos hospitais e um projeto-lei para a reorganização hospitalar, mas ambos foram chumbados. O partido, declarou, “acompanha todas as preocupações” dos utentes do Hospital de Guimarães.

“Se não fosse o brio dos profissionais, o serviço de urgência ainda estaria pior”, considerou a deputada comunista.

Já os deputados do PS afirmaram que está no programa do atual Governo a reorganização das unidades hospitalares.

“Fazer a reorganização hospitalar para depois fazer a suspensão da portaria”, perspetivou o deputado António Sales, acrescentando que o programa do Governo PS inclui também a “contração de médicos diferenciados para o serviço de urgência”.

Luís Soares reforçou que o executivo tem conhecimento da “necessidade da revogação da portaria”.

Segundo a CUHG, a concretização desta portaria significa que o Hospital de Guimarães perderá os serviços de Neonatologia e a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Ginecologia e Obstetrícia, com o encerramento do Bloco de Partos, Imuno-alergologia, Dermatologia, Urologia, Cirurgia Vascular ou Anatomia Patológica.

Ficam em risco outros serviços como Cardiologia e Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos, Gastroenterologia, Oncologia, Pneumologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Hemodiálise.

A petição foi subscrita pelo presidente da Câmara de Guimarães, que, segundo a representante da CUHG, está preocupado com a situação, assim como com “os cogumelos privados que estão a nascer à volta”.

Lusa/Jornal Médico

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No próximo dia 16 de janeiro realiza-se em Guimarães a XIV Reunião Ibérica de Cápsula Endoscópica (RICE 2016), que irá centrar-se  nos temas relativos à cápsula endoscópica e que são fundamentais para a prática clínica gastrenterológica.

Destinada a médicos gastrenterologistas portugueses e espanhóis, este ano, devido ao prestígio alcançado por esta reunião, dirigida pelo Prof. Doutor José Cotter, presidente da Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia (SPG), irão deslocar-se a Guimarães gastrenterologistas brasileiros, num encontro que permitirá juntar cerca de duzentos especialistas altamente qualificados.

Fazer um “estado da arte” sobre os enormes desenvolvimentos decorridos nos últimos tempos referentes às doenças do intestino delgado e ao seu diagnóstico, nomeadamente a doença celíaca, doença de Crohn, hemorragias digestivas com origem no intestino delgado e tumores do intestino delgado é um dos objetivos deste encontro, bem como estabelecer uma ampla troca de experiências entre os especialistas nesta área, de forma a melhorar a qualidade assistencial. Serão ainda apresentados importantes resultados decorrentes de investigação clínica.

Nas palavras do Prof. Doutor José Cotter, “espera-se uma reunião de excelente nível científico e um momento único de troca de experiências entre os gastrenterologistas ibéricos que têm afinidade com esta técnica endoscópica".

A enteroscopia por cápsula é um meio de diagnóstico não invasivo, cómodo e muito informativo, sendo hoje considerado o método auxiliar de primeira escolha para o estudo das doenças do intestino delgado. Antes do seu aparecimento, o diagnóstico das patologias do intestino delgado era muito difícil, uma vez que se trata de um órgão de difícil acesso. Hoje, através da cápsula endoscópica, a visualização do seu interior é efetuada “em tempo real”.

"Trata-se de uma técnica mais fácil, mais precisa, mais cómoda e mais rápida, permitindo ao especialista aceder a áreas do tubo digestivo (intestino delgado) que anteriormente estavam muito dificultadas com os meios existentes". Uma boa notícia, dado que as doenças que acometem este órgão são muito debilitantes da qualidade de vida dos seus portadores ou podem mesmo por em risco a própria vida.

Este exame de diagnóstico destina-se a doentes com suspeita de doença de Crohn ou doença confirmada, doença celíaca, anemia, hemorragia digestiva com origem no intestino delgado, pólipos e tumores do intestino delgado e encontra-se disponível na maior parte dos serviços modernos de gastrenterologia hospitalar públicos ou privados. A cápsula endoscópica constitui-se igualmente, em algumas situações específicas, como um método diagnóstico alternativo à colonoscopia clássica, no diagnóstico das doenças do intestino grosso.

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A Ordem dos Médicos denunciou "situações indignas" de doentes internados em macas e de falta de profissionais no Hospital de Guimarães, considerando aquela unidade como um exemplo das consequências do desinvestimento na saúde.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma visita ao Hospital vimaranense, o presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, afirmou que naquela unidade de saúde o serviço de radiologia funciona "apenas" de manhã por falta de médicos.

No entanto, o administrador do hospital de Guimarães, Delfim Rodrigues, que se escusou a comentar algumas das denúncias de Miguel Guimarães por as considerar de "ordem política", negou que exista apenas um médico radiologista ao serviço e garantiu que a radiologia é assegurada 24 horas por dia.

"As condições físicas não são as ideais, estão bastante degradadas e este hospital está a precisar, com urgência, de ter uma estrutura física mais adaptada à dimensão da população que serve. Em termos de médicos do corpo básico de urgência, as chamadas triagens iniciais, há alguma deficiência, nem sempre tem os médicos que seriam necessários", apontou Miguel Guimarães, referindo-se ao Serviço de Urgência.

Quanto ao Internamento, o responsável a Norte pela Ordem dos Médicos considerou o serviço "um pouco caótico", denunciando uma "situação de grande indignidade" por existirem doentes internados em macas nos corredores", situação que já foi noticiada, como lembrou.

Da visita resultou ainda uma outra observação: "Só existe radiologista durante o período da manhã, na maior parte do tempo não existe radiologista, não existe a disponibilidade de um meio de diagnóstico essencial".

Por isso, considerou o responsável, o Hospital de Guimarães é espelho do "grande desinvestimento feito na Saúde, particularmente nos últimos dois anos, que levou a que a qualidade de saúde se deteriorasse um pouco por todo o país".

Em resposta, o presidente do conselho de administração do Hospital de Guimarães, Delfim Rodrigues, salientando que não iria abordar as considerações de "ordem política" de Miguel Guimarães, negou algumas das denúncias feitas por este responsável.

"Nós temos três radiologistas e um neurorradiologista. Não há nenhuma falha nas 24 horas do dia de apoio na radiologia, seja em termos físicos seja por intermédio de telerradiologia. Garanto que a radiologia, na urgência, é assegurada 24 horas. Não sei de onde veio essa informação", afirmou.

Sobre a situação de doentes internados em macas nos corredores, o responsável pelo Hospital da Senhora da Oliveira explicou que não é uma situação definitiva, embora admita que seja uma "situação de pressão", mas "contida".

"São camas de transição. A partir do momento em que o doente tem alta ou ingressar numa rede de cuidados continuados fica a aguardar. Os nossos doentes são tratados com dignidade", respondeu.

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Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade

Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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