O presidente do Health Cluster Portugal defende que o setor da saúde deve ser uma prioridade e que o dinheiro que lhe é destinado deve ser olhado como um investimento, e não como uma despesa.

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Salvador Mello, do Grupo José de Mello Saúde, assume a presidência do Health Cluster Portugal (HCP), tendo como como vice-presidentes António Rendas, reitor da Universidade Nova de Lisboa, e João Pedro Almeida Lopes, presidente da Apifarma, e Joaquim Cunha permanece na direção executiva. Os novos Órgãos Sociais para o triénio 2017/2020 foram eleitos ontem em Assembleia Geral. 

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Double exposure of smart medical doctor working with operating room as concept
Segundo dados recentemente atualizados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), a produção científica portuguesa na área das Ciências Médicas e da Saúde (que inclui Medicina Clínica, Medicina Básica, e Ciências da Saúde) atingiu, em 2013, um máximo histórico de 5.444 publicações, aumentando mais de 16% face a 2012.

Com estes resultados, as Ciências Médicas e da Saúde consolidam a sua posição como a área em que Portugal mais publica, representando cerca de 28% da produção científica do país.

Considerando a produção conjunta das áreas das Ciências Médicas e da Saúde, das Ciências Biológicas e da Engenharia Médica, o número de publicações ascendeu a 7.981, mais 12% do que em 2012, perfazendo aproximadamente 41% da produção científica nacional.

De acordo com Luís Portela, Presidente da Direção do Health Cluster Portugal, “estes dados vêm confirmar que a produção científica do setor português da Saúde tem vindo a crescer de forma considerável, atingindo em 2013 máximos históricos. Trata-se de um reflexo claro da vitalidade do setor e das capacidades e resiliência das nossas instituições de I&D, universidades e hospitais. A estas entidades, e ao trabalho nelas desenvolvido se deve o mérito deste crescimento”.

Lusa

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conceitos - neurociênciasO Health Cluster Portugal, plataforma que reúne universidades, hospitais e empresas, aponta as áreas da oncologia e das neurociências como sendo competitivas na saúde e que devem ter uma "especialização inteligente" para entrar no mercado global, afirmou hoje o director executivo da instituição, Joaquim Cunha.

"Estamos a trabalhar no sentido da especialização inteligente para encontrar áreas onde o país tem mais competências e tentar chegar a duas, três ou quatro" para serem alvo de aposta, explicou à agência Lusa aquele responsável.

"Já estão duas identificadas, a oncologia e as neurociências, em que temos competências firmadas, somos razoavelmente competitivos à escala global, são áreas em que o mercado global está receptivo e quer comprar. Dentro destas ainda temos de encontrar nichos", explicou o responsável.

"Este ano temos, então, duas grandes apostas estratégicas" e o objectivo é "colocar Portugal no mapa em termos das redes internacionais, na área da saúde, tendo em vista, desde logo, o Horizonte 2020", o programa de fundos da União Europeia, que inclui o financiamento da investigação científica, especificou o director executivo do HPC.

Com sede na Maia, Porto, o HCP tem como objectivo promover iniciativas no sector da saúde visando a consolidação de um pólo nacional de competitividade, inovação e tecnologia, de vocação internacional, através da cooperação entre empresas, organizações, universidades e entidades públicas.

A saúde é encarada como um sector económico, gerador de negócios, que pode ajudar na recuperação da crise financeira do país, através da criação de emprego qualificado e da contribuição para as exportações.

Segundo dados citados por Joaquim Cunha, Portugal vende a outros países cerca de mil milhões de euros, gerados na saúde, valor superior às exportações do vinho ou da cortiça.

A tarefa do HCP enfrenta algumas dificuldades pois os portugueses "não estão habituados" a trabalhar em conjunto e a definir estratégias. "Na saúde, no que toca à ciência, temos um desempenho interessante nos últimos anos, e na prestação de cuidados também, e onde temos sido menos consequentes" é na transformação do conhecimento em produtos e serviços, também para exportação.

"Se encontrarmos nichos, talvez faça sentido que, quer as empresas, quer as autoridades com a gestão dos fundos a seu cargo, os direccionem de forma privilegiada para as escolhidas" e assim seja possível "ganhar massa crítica", acrescentou o director do HCP.

Esta intenção seria "materializada" em iniciativas e projectos de grande dimensão que sejam mobilizadores e envolvam parte considerável do sector essencialmente constituído por 10 instituições de ciência básica, hospitais (principalmente as unidades escola e os IPO), mais de 20 empresas nacionais e grupos multinacionais.

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2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos
Editorial | Rui Nogueira
2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos

Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.

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