blurred figures wearing medical uniforms in hospital surgery corridor
Os hospitais de São José, Santa Maria e São Francisco Xavier, em Lisboa, e Garcia de Orta, em Almada, vão repartir, aos fins de semana, em janeiro, a assistência a doentes com aneurisma vascular cerebral, informou a tutela.

O Hospital de São José irá garantir a assistência de 1 a 3 de janeiro e nos dias 30 e 31, enquanto o Hospital São Francisco Xavier a 9 e a 10, o Hospital Garcia de Orta a 16 e a 17 e o Hospital Santa Maria a 23 e a 24 de janeiro.

Em comunicado, a propósito dos cuidados hospitalares na região de Lisboa e Vale do Tejo, na área da doença vascular cerebral, o gabinete do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, esclarece que o fim de semana compreende o período entre as 8 horas de sábado e as 8 horas de segunda-feira.

De acordo com a tutela, as quatro unidades irão garantir, em dias de semana, "assistência permanente, 24 horas sobre 24 horas, a todos os doentes com esta patologia [aneurisma vascular cerebral]".

O comunicado refere que "este processo valoriza os princípios da organização em rede e da partilha dos recursos disponíveis no Serviço Nacional de Saúde".

Recentemente, têm sido noticiadas situações de alegada ausência de assistência que envolvem hospitais da Urgência Metropolitana de Lisboa, como o caso da morte de um jovem de 29 anos no São José, com aneurisma vascular cerebral, por falta de equipas completas para intervenções de neurocirurgia ao fim de semana.

O caso da morte do jovem levou os presidentes da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, do Centro Hospitalar Lisboa Central, do qual faz parte o Hospital de São José, e do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, que agrega o Hospital de Santa Maria, a pedirem a demissão do cargo.

O Ministério Público abriu um inquérito ao caso.

Na segunda-feira, o Ministério da Saúde decidiu constituir um grupo coordenador da Urgência Metropolitana de Lisboa para avaliar os "constrangimentos existentes" nos hospitais e preparar soluções que devem começar a ser aplicadas em fevereiro.

Lusa/Jornal Médico

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cmseixal
A Câmara do Seixal defendeu hoje a necessidade de um hospital no concelho, referindo que o Hospital Garcia de Orta, no município vizinho de Almada, foi construído para 150 mil habitantes e serve mais de 450 mil pessoas.

A Câmara do Seixal, liderada por Joaquim Santos (PCP), informou ter aprovado uma tomada de posição em defesa dos cuidados de saúde da população do concelho do Seixal.

"Existe a preocupação pela sobrelotação do serviço de urgências do Hospital Garcia de Orta, que resulta em longas horas de espera dos utentes e seus familiares”, indica o documento.

A autarquia salientou ainda que desde 2013 o Hospital Garcia de Orta passou a ser o hospital de referência para os hospitais do Barreiro e de Setúbal e também contribui com equipas de várias especialidades para o funcionamento da Urgência Metropolitana de Lisboa.

"A Câmara Municipal do Seixal reitera a sua firme disposição de tudo fazer para que a construção do novo hospital no Seixal seja uma realidade no mais curto prazo, bem como reafirma a necessidade de um forte investimento nos cuidados de saúde primários no concelho e na região de Setúbal", acrescentou a autarquia.

A autarquia lembrou que entregou uma petição na Assembleia da República, subscrita por 8.237 pessoas, a defender o novo hospital e que em 2009 assinou um acordo estratégico com o Governo que definia que o hospital do concelho estaria concluído em 2012.

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HospitalGarciadeOrta2

As listas de espera para determinadas operações no Hospital Garcia de Orta, em Almada, vão reduzir-se quase para metade por influência de um protocolo assinado na passada sexta-feira, dia 24 de julho, entre o Hospital e o Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN).

O protocolo permite que determinadas operações (tiroide, hérnia abdominal e vesícula) a doentes do Hospital Garcia de Orta possam ser feitas no Hospital de Santa Maria ou no Hospital Pulido Valente (do CHLN), baixando em 100 dias as listas de espera, disse à Lusa o presidente do Conselho de Administração do Garcia de Orta.

“Esperamos chegar aos 150 dias”, disse Daniel Ferro à Agência Lusa após a assinatura do protocolo, esclarecendo que a média atual é superior a 200 dias. O protocolo vai permitir “retirar 1.300 doentes das listas de espera” e entra em funcionamento já este verão.

“Houve nos últimos tempos um recrutamento de anestesistas desta casa que enfraqueceu o corpo clínico, e a maneira de complementarmos a resposta à população é não só aprofundar aqui, sobretudo em tempo extra, a atividade cirúrgica, como também pedir ajuda ao CHLN, que nos vai aumentar mais essa resposta”, explicou.

O tempo médio de espera para uma cirurgia tem vindo a “degradar-se” desde 2003 e nos últimos anos os anestesistas foram “reduzidos a metade”, disse.

A cerimónia de assinatura do documento foi presidida pelo ministro da Saúde, que à Lusa salientou o facto de ser uma cooperação que vai resultar em 1.200 cirurgias adicionais para os doentes do Garcia de Orta, no espaço de um ano.

Paulo Macedo congratulou-se por as duas entidades terem chegado a um entendimento para “um resultado muito concreto na vida de um conjunto significativo de portugueses” e acrescentou que é um modelo que “pode e que já está a ser replicado”.

O CHLN fez recentemente acordos de cooperação com o Centro Hospitalar do Oeste e com o Hospital do Litoral Alentejano, como o Hospital Universitário de Coimbra fez protocolos com os hospitais de Aveiro e Guarda, lembrou Paulo Macedo, acrescentando que é um tipo de cooperação a que se junta o programa de “cirurgia adicional” e que serve para “recuperar um número significativo de cirurgias e reduzir as listas de espera”.

O protocolo hoje assinado, garantiu à Lusa o presidente do Conselho de Administração do CHLN, Carlos Martins, não vai “em nenhuma circunstância” aumentar a lista ou os tempos de espera dos hospitais envolvidos da capital.

“Em nenhuma circunstância há aumento de tempo, ou de listas de espera, ou aumento de custos. Estamos é a gerir os nossos recursos humanos, a nossa tecnologia e a as nossas instalações da melhor forma possível, ao serviço do Serviço Nacional de Saúde e rentabilizando os recursos globais”, salientou.

Carlos Martins explicou que o protocolo contém um anexo onde se definem os tipos de operações que podem ser feitas e disse que esse anexo pode ser modificado em função das disponibilidades.

Para já são três as patologias contempladas e os doentes vão ser operados seja em cirurgia programada seja em cirurgia de ambulatório, num dos dois hospitais e com profissionais do CHLN, de acordo com as disponibilidades físicas e de equipas.

Câmara de Almada lamenta "perda de capacidade" do hospital Garcia de Orta

A Câmara Municipal de Almada emitiu um comunicado no qual aborda o protocolo estabelecido entre o hospital Garcia de Orta e o Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), no qual refere que existe uma "perda de capacidade" daquele Hospital, salientando que há um desinvestimento nos cuidados de saúde em toda a Península de Setúbal.

"A Câmara Municipal de Almada não pode, no entanto, deixar de expressar, uma vez mais, o seu profundo lamento, pelo facto desta situação ser consequência de uma política que teima em apostar no desinvestimento continuado nos serviços públicos de prestação de cuidados de saúde, em Almada e em toda a Península de Setúbal", refere a autarquia em comunicado.

A Câmara, liderada por Joaquim Judas (PCP), refere que existe uma "perda de capacidade de resposta" do Hospital Garcia de Orta em várias valências.

"Abdicaram da existência de uma urgência polivalente na Península de Setúbal, realidade que afeta muito negativamente a qualidade dos serviços de saúde prestados às populações da margem sul do rio Tejo", salienta.

O documento refere ainda que a cooperação entre o Hospital Garcia de Orta e a Centro Hospitalar Lisboa Norte sublinha também a necessidade de construção de um novo hospital no concelho do Seixal, “há muito reivindicado”.

"Continua a constituir uma prioridade absoluta, tendo em vista a melhoria da capacidade de resposta e da qualidade dos serviços de cuidados de saúde prestados às populações", concluiu.

A atual política na área da saúde “é desde há muito denunciada pelos utentes, pelas suas associações e pelas autarquias locais”, reforçou a Câmara de Almada.

Ainda em comunicado, o município de Almada reiterou que “em primeiro lugar, deve ser colocada, obviamente, a saúde dos cidadãos e a sua recuperação das situações de doença, não colocando em causa a bondade da cooperação entre hospitais”.

A Câmara de Almada lamentou o facto de esta situação ser consequência de “uma política que teima em apostar no desinvestimento continuado nos serviços públicos de prestação de cuidados de saúde, em Almada e em toda a Península de Setúbal”.

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Hospital de Santarem 1

O ministro da Saúde tem nas mãos um parecer encomendado em Outubro 2013 à consultora Antares Consulting pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) sobre a reorganização da oferta hospitalar, que recomenda a junção dos hospitais de Santarém e do Centro Hospitalar do Médio Tejo (que integra as unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas) no Grupo Hospitalar da Lezíria.

Um outro grupo hospitalar previsto nesse estudo será o da Península, que congregará os hospitais de Setúbal, o Centro Hospitalar Barreiro/Montijo e o Hospital Garcia de Orta.

Pesem os pedidos de esclarecimento sobre o conteúdo do parecer, que terá sido entregue em Dezembro de 2013, o primeiro dos quais apresentado pela deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto, o Gabinete de Paulo Macedo tem recusado sistematicamente a entrega de cópia dos documentos, alegando que não o poderia divulgar por se tratar “de um documento não final e que se encontra em fase de análise e de discussão interna”.

Para o BE, “uma proposta com estas características altera profundamente a rede hospitalar da região de Lisboa e Vale do Tejo”, pelo que “não pode desenvolver-se nas costas dos utentes, dos autarcas, dos profissionais de saúde, das populações nem da Assembleia da República”.

“Não é concebível que o Governo mantenha um jogo de silêncios em torno deste assunto, recusando-se a responder a todas as questões colocadas sobre este relatório e recusando-se a divulgar o relatório”, sublinha a deputada.

Helena Pinto refere, ainda, que, em resposta a uma pergunta feita pelo partido há um ano, o Governo respondeu “de forma pouco clara e evasiva”, mas referindo não existir “nenhuma proposta concreta quanto à criação de um Grupo Hospitalar do Ribatejo”.

A deputada reitera que é “fundamental conhecer este relatório bem como as intenções do Governo para com as propostas preconizadas”.

Quem também exige conhecer as reais intenções do executivo relativamente à reorganização da rede hospitalar nas respectivas regiões são os autarcas do Médio Tejo. Em reunião extraordinária, realizada no passado dia 16, para analisar as intenções do Executivo, o Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) manifestou a sua apreensão face a uma eventual constituição do Grupo Hospitalar do Ribatejo, através da junção dos três hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo com o hospital de Santarém.

Miguel Pombeiro, secretário executivo da CIMT, diz que os autarcas “estão apreensivos relativamente ao modo como o processo está a ser conduzido, bem como quanto às consequências para as populações dos territórios abrangidos”.

“Uma mudança com o alcance e implicações da criação do Grupo Hospitalar do Ribatejo não deve ser feita à pressa e sob a pressão da proximidade das eleições legislativas”, defendeu Miguel Pombeiro, que revelou ainda que os autarcas “temem pelas implicações clínicas” que esta mudança acarretará.

“A dispersão ainda maior das especialidades só fragiliza ainda mais o Serviço Nacional de Saúde no nosso território. A criação do Grupo Hospitalar do Ribatejo afasta potencialmente o centro de decisão na área da saúde relativamente ao nosso território, repetindo o efeito que a reforma da justiça implicou para o Médio Tejo, afastando as populações de um serviço público essencial”, sublinhou.

Os receios dos autarcas relativamente às intenções da tutela têm fundamento. De facto, em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto da Saúde Fernando Leal da Costa disse que a criação de um Grupo Hospitalar no distrito de Santarém, envolvendo os hospitais de Abrantes, Tomar, Torres Novas e Santarém, “não desvirtua a existência dos hospitais e dos centros hospitalares, como eles são”.

Mais, que se iria trazer como mais-valia “a criação de sinergias e o aumento do valor de escala para a aquisição de equipamentos e de medicamentos, e a partilha de algum pessoal, entre hospitais”.

O governante disse ainda à Lusa estar “convicto da bondade do projeto”, tendo afirmado que o Grupo Hospitalar, “só será constituído se for benéfico para todas as partes”.

“É natural a desconfiança de alguns autarcas mas compete-nos demonstrar, em conjunto com os conselhos de administração dos hospitais envolvidos, que há uma mais-valia para as populações e que o projeto só tem significado se as autarquias estiverem dispostas a aceitar esta solução como boa”, frisou.

Quem também não está satisfeito com a possibilidade de reconfiguração das unidades em centro hospitalar é a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT), uma das mais activas do país. Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da comissão, Manuel Soares, disse que a associação está “perentoriamente contra” a intenção do Governo de criar um Grupo Hospitalar no distrito de Santarém.

“Esta grande ideia tem uma agenda política escondida, que é a da centralização e redução de serviços nas unidades hospitalares envolvidas, agravando as já de si difíceis condições de acesso aos cuidados públicos de saúde”, afirmou.

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HospitalGarciadeOrta2

O presidente do Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta, Daniel Ferro, anunciou ontem um conjunto de medidas para melhorar o atendimento nas urgências, mas os sete chefes do Serviço de Urgências reafirmam que continuam demissionários.

"Na sequência de reunião tida com o Conselho de Administração, vimos reafirmar a nossa posição demissionária. Aceitámos participar activamente em reuniões de organização/reestruturação do Serviço de Urgência, contudo ainda não se desenham resultados e a nossa posição mantém-se inalterada", afirmam, em comunicado, os sete chefes do Serviço de Urgências do Garcia de Orta, que pediram a demissão na segunda-feira.

Em conferência de imprensa, o presidente do Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta, Daniel Ferro, anunciou ao final da tarde de ontem que os sete clínicos iam colaborar na reorganização da urgência daquele hospital, tendo mesmo anunciado um conjunto de medidas concretas, com o acordo dos chefes do serviço de Urgências que tinham apresentado o pedido de demissão. (Corrige a referência à presença de alguns dos chefes do serviço de Urgências na conferência de imprensa, dado que não estiveram presentes).

"Vamos aumentar a capacidade de internamento médico em mais 16 camas, de forma a permitir tratar em regime de alta resolução – em que este hospital tem uma boa experiência – cerca de 800 a 900 doentes por ano", disse Daniel Ferro, adiantando outras medidas concretas que, alegadamente, teriam merecido o acordo dos sete clínicos demissionários.

A contratação de três ou quatro médicos especialistas e mais seis enfermeiros, melhor articulação com os Centros de Saúde de Almada e do Seixal, foi outra garantia dada aos sete médicos, que vão trabalhar na implementação das medidas acordadas com a administração do hospital.

Após a reunião com os chefes do Serviço de Urgências realizada ontem à tarde, Daniel Ferro anunciou ainda a intenção de "melhorar a articulação, de forma permanente, com a rede de cuidados continuados e com a Segurança Social, de modo a reduzir, se possível a zero, os casos de doentes com alta clínica, a aguardarem internamento, ou a aguardar vaga na rede de cuidados continuados ou em lares".

"Obtivemos a colaboração da Administração Regional de Saúde de Lisboa e da Segurança Social de Setúbal e já começamos a transferir doentes, esperando dentro de 24 a 48 horas, ter esta situação resolvida", acrescentou.

Daniel Ferro referiu ainda que nas últimas semanas houve mais uma centena de internamentos do que era habitual no mesmo período em anos anteriores, situação que terá contribuído decisivamente para a sobrelotação nas urgências daquela unidade hospitalar.

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O ministro da Saúde disse hoje, no Porto, que a situação no Hospital Garcia de Orta, Almada, deverá ficar resolvida nos próximos dias, nomeadamente, no que se refere aos casos sociais internados e aos doentes com indicação para cuidados continuados.

Sete chefes da equipa do serviço de urgência do Garcia de Orta apresentaram na segunda-feira demissão, justificando a decisão com a degradação das condições de trabalho e também com a excessiva lotação de doentes internados.

“Uma primeira questão que temos de resolver no Garcia de Orta diz respeito a resolver os casos sociais, ou seja as pessoas que não têm indicação clínica para estar a ocupar camas, e um segundo aspecto é resolver o caso dos doentes que têm indicação clínica para cuidados continuados e não para permanecerem nos hospitais”, afirmou Paulo Macedo, no final de uma visita ao Hospital de São João, no Porto.

De acordo com o ministro, existe “a possibilidade de resolver esta situação, entre hoje e o princípio da próxima semana, e também se for necessário, far-se-á o desvio de doentes para outros hospitais”.

Relativamente a recursos humanos, o ministro disse que “o hospital recrutou um conjunto muito importante de enfermeiros recentemente e está a aguardar a finalização de alguns concursos de especialidades hospitalares. Devem estar a terminar, nas próximas semanas, segundo o presidente do Conselho de Administração”.

“Há aqui aspectos que o Conselho da Administração está a resolver com o apoio da Administração Regional de Saúde [ARS], porque nós queremos que a situação fique normalizada”, sublinhou.

Paulo Macedo considerou que, “neste momento, há uma profunda consciencialização de que há uma necessidade de prestação de cuidados, de que os profissionais estão comprometidos e de que estão a ser disponibilizados mais meios”.

“Volto a lembrar que só para o Hospital Garcia de Orta, neste período de crise, disponibilizámos fundos, através de perdões de dívida, de aumentos de capital e de regularizações de dívidas, de mais de 140 milhões de euros. Deste montante, mais de cinco milhões de euros foram disponibilizados em Dezembro de 2014 e serão disponibilizado mais cerca de 10 milhões”, referiu.

Para o ministro, a situação que se vive em muitas urgências hospitalares está relacionado com “um aumento de internamentos sem paralelo daquilo que foi no passado. Não temos um afluxo muitíssimo maior de pessoas às urgências, mas temos muito mais pessoas a ser internadas que exigem mais atenção e mais tempo”.

“Ou seja, isto é uma realidade no Garcia de Orta, do resto do país e também aqui do São João. Em alguns casos, hospitais que tinham percentagens de internamento de pessoas que iam às urgências de 8%, neste momento estão com cerca de 15%. Isto diz respeito aos idosos com múltiplas morbilidades, com gripe, mas sobretudo com uma grande componente de infecções respiratórias”, acrescentou.

Câmara de Almada diz que situação na urgência do Hospital Garcia de Orta é de “extrema gravidade”

A Câmara de Almada defendeu hoje que o pedido de demissão de sete chefes do serviço de urgências do Hospital Garcia de Orta comprova a falta de condições naquele serviço e configura uma "situação de extrema gravidade".

"As razões que levaram à demissão dos responsáveis pelos serviços de urgência do Hospital Garcia de Orta comprovam a falência das condições de atendimento e de trabalho nas urgências daquela unidade de saúde do concelho de Almada", refere um comunicado hoje divulgado pela autarquia, que também aponta o alegado "desinvestimento" na área da saúde.

"As circunstâncias em que ocorrem estas demissões no Hospital Garcia de Orta confirmam, igualmente, a total incapacidade do ministro da Saúde em dialogar com os parceiros", acrescenta o comunicado, que reitera as críticas ao governante pela recusa aos sucessivos pedidos de audiências que lhe foram dirigidos pelos autarcas da região de Setúbal.

A Federação Distrital do PS de Setúbal também responsabiliza o Governo pela situação que levou ao pedido de demissão dos sete chefes de serviço, considerando que se trata de uma decisão que resulta da "acção directa do Governo no sector da saúde" e do alegado "desinvestimento nos cuidados de saúde primários, levando a que haja hoje menos cidadãos residentes no distrito de Setúbal com acesso a médico de família".

Em comunicado divulgado pouco depois de ser conhecido o pedido de demissão dos sete médicos, o CDS/PP de Almada lamenta as mortes ocorridas no serviço de urgências do Hospital Garcia de Orta, mas adverte que se deve aguardar pelo apuramento de responsabilidades e evitar "conclusões abusivas e especulativas antes de se apurarem factos e/ou responsabilidades".

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do tejo (ARSLVT) já reconheceu, também em comunicado, que houve um aumento da afluência de doentes na ordem dos cinco por cento e um acréscimo muito significativo, de cerca de 30 por cento, do número de doentes internados a partir do Serviço de Urgência, sobretudo doentes maioritariamente idosos e com múltiplas patologias.

A ARSLVT garante, no entanto, que o Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta, em articulação com a direcção médica do Hospital, está a delinear um conjunto de medidas com vista ao aumento da capacidade de internamento do Hospital.

De acordo com a ARSLVT, o Hospital Garcia de Orta está também a trabalhar com os Centros de Saúde de Almada e do Seixal para reforçar o apoio domiciliário e o aumento da capacidade de resposta à doença aguda.

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Os sete chefes da equipa do serviço de urgência do hospital Garcia de Orta, em Almada, demitiram-se, confirmou ontem à agência Lusa fonte da administração daquela unidade hospitalar.

A notícia foi avançada pela edição on-line do semanário Sol e confirmada à Lusa pela administração do hospital, que disse estarem a ser tomadas medidas para ultrapassar a situação.

A equipa de médicos justificou a demissão, pedida ontem, com a degradação das condições de trabalho e também a excessiva lotação de doentes internados.

Segundo a administração do hospital, já estão a ser tomadas medidas para “fazer face ao aumento nos internamentos” e “outras medidas concretas serão anunciadas [hoje]”.

Sobre se a demissão dos médicos vai afectar o funcionamento dos serviços de urgência, a fonte explicou que a administração hospitalar compreende as necessidades dos médicos e que “serão tomadas medidas para resolver a situação”.

A fonte admitiu a possibilidade de os médicos poderem vir a recuar no pedido de demissão, tendo em conta as medidas que vão ser tomadas.

“Não haveria (recuo no pedido de demissão) se as condições difíceis não fossem reversíveis, mas as condições são reversíveis”, salientou, lembrando que a situação do aumento do número dos doentes é generalizada em todos os hospitais.

“Estas dificuldades neste hospital não são excepção. Há medidas que vão ser tomadas para resolver a situação”, concluiu a fonte da administração do Garcia de Orta.

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A Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Liga dos Amigos do Hospital Garcia de Orta (LAHGO) vai disponibilizar 30 camas de média duração e reabilitação, dispondo agora a região de 1.662 camas em Cuidados Continuados Integrados.

A unidade, localizada no concelho de Almada, está inserida na área de intervenção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Almada/Seixal e já “dispunha de 30 camas de tipologia de longa duração e manutenção, às quais acrescem mais 30 camas de reabilitação", refere a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo em comunicado.

Esta unidade foi construída ao abrigo do Programa Modelar com um apoio de 750 mil euros, equipada para dar resposta a doentes que tenham indicação para integrar a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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