hospitaldeamaranteO Hospital de Amarante iniciou hoje, um programa que permitirá aumentar em 15% a produção cirúrgica do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, reduzindo as listas de espera, disse à Lusa fonte hospitalar.

O novo programa vai apostar nas potencialidades da cirurgia de ambulatório em patologias do joelho, mão, ombro e pé.

"De elevada complexidade, a cirurgia ortopédica vem engrossar o lote de especialidades que estão já a laborar em Amarante, com resultados visíveis ao nível da diminuição das listas de espera", acrescentou a fonte.

Parte destas patologias, ao nível do ombro e joelho, é tratada com recurso a técnicas endoscópicas, evitando as abordagens cirúrgicas clássicas, que obrigam a um maior período de convalescença.

O CHTS anuncia também que, "no curto prazo" vai arrancar naquele hospital a cirurgia de ambulatório à coluna, intervenção tradicionalmente efectuada em regime de internamento.

"Rapidamente, estaremos a fazer, por exemplo, cirurgia de hérnias discais, num regime que permite ao doente entrar de manhã e sair ao fim da tarde, o que lhe permite uma recuperação mais rápida", explicou Carlos Sousa, director do serviço de ortopedia, citado hoje num comunicado. Após a alta médica, que ocorre no próprio dia, o doente continuará a ser acompanhado pela equipa médica. Para o efeito foi criada uma linha directa entre os profissionais de saúde e o doente.

De acordo com aquele centro hospitalar, o regime de cirurgia de ambulatório "constitui uma poderosa ferramenta no combate às infecções hospitalares, permitindo uma gestão muito mais eficaz das camas hospitalares".

Além da ortopedia, já se estão a realizar naquele hospital cirurgias de otorrinolaringologia, urologia e cirurgia geral.

A nova unidade hospitalar, que abriu em Dezembro de 2012, custou cerca de 27 milhões de euros. O hospital serve os concelhos do Baixo Tâmega (Amarante, Celorico de Basto, Baião e Marco de Canaveses).

O Hospital de Amarante integra, conjuntamente com a unidade de Penafiel, o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa.

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800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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