O Centro Hospitalar São João (CHSJ), concelho do Porto, garantiu ontem que foram tomadas medidas para melhorar o circuito do medicamento nesta instituição, apontando que os interfaces para o registo da administração da terapêutica "encontram-se em testes técnicos".

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O Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar de São João, no Porto, que funciona desde 2011 em contentores, deverá ter novas instalações a funcionar em 2020, afirmou ontem à Agência Lusa o presidente do conselho de administração daquela unidade hospitalar.

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O Hospital de São João (HSJ), no Porto, anunciou hoje um investimento total de 4,1 milhões de euros em eficiência energética que permitirá “melhorar as condições de acolhimento dos doentes e de trabalho dos profissionais na consulta externa”.

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Mais de uma centena de estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) estão a rastrear doenças como a hipertensão arterial numa ação iniciada na última 2.ª feira no Hospital de São João, no Porto.

A iniciativa decorre no âmbito da Semana da Saúde e Bem-estar, promovida pela Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (AEFMUP) para celebrar o Dia Mundial da Saúde, que se assinala no dia 07 de abril.

O objetivo é alertar “as pessoas para terem atenção para medirem regularmente os valores de tensão arterial”, explicou Carolina Valente, membro da associação de estudantes e estudante do 3.º ano de Medicina.

É, também, uma oportunidade de formação dos futuros médicos, “para que possam estar a fazer rastreios e interagir diretamente com a comunidade”, acrescentou a aluna, salientando que esta é uma iniciativa “feita há alguns anos”.

Muitas das pessoas aproveitam a ida ao Hospital de São João para participarem neste controlo dos seus valores de tensão arterial.

“Venho aqui acompanhar a minha esposa, que teve um acidente vascular cerebral (AVC), e aproveitei”, afirmou Manuel Campos, residente na Maia.

Ana Paula Ferreira, de 53 anos, classificou a iniciativa como sendo “uma ótima ideia”, afirmando que ficou mais descansada depois de fazer o rastreio, porque passou “esta noite um bocadinho mal”.

“Muitas pessoas não têm tempo para serem controladas (...) e eu acho muito bom estar aqui. Não devia ser sempre nos hospitais, devia ser também em postos médicos ou centros comerciais, que é onde as pessoas vão”, acrescentou.

De acordo com Luís Pimentel, um dos estudantes de Medicina que se encontra a fazer o rastreio, a escolha desta doença está relacionada com o seu fator de “risco”, muito presente “sobretudo na sociedade ocidental”, alertando para a importância de “fazer esse controlo”.

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O ministro da Saúde disse ontem que “talvez não tenha havido a suficiente diligência e a burocracia tenha predominado” na gestão da resposta aos casos como o do jovem que morreu no Hospital de São José com um aneurisma roto.

Adalberto Campos Fernandes, que pela primeira vez esteve a ser ouvido pelos deputados na Comissão Parlamentar da Saúde como ministro, afirmou que “algo se passou de errado” e que tal “pode ter sido ao nível da diligência”.

No seguimento da morte deste jovem, foi conhecido que as Finanças do anterior governo não terão dado resposta à tutela, após proposta do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), no sentido de existir uma assistência especializada para este tipo de casos todos os dias da semana.

“Talvez não tenha havido a suficiente diligencia e a burocracia tenha predominado sobre a principal função de um hospital que é cuidar das pessoas”, declarou o ministro.

O ministro sublinhou que a solução deste e de outros casos não passa por “pôr mais dinheiro em cima de tudo”.

“Se não tivermos sistema de controlo, o dinheiro evapora-se”, disse Adalberto Campos Fernandes, que considera uma “irresponsabilidade atroz” pretender duplicar o orçamento do Serviço Nacional da Saúde (SNS).

Ainda sobre as finanças da saúde, o ministro reconheceu que o próximo exercício vai ser “muito difícil”, mas deixou a garantia: “Cumpriremos rigorosamente o que está escrito no programa”, no sentido de “substituir as escolhas erradas pelas certas”.

Na sua audição, anunciou ainda que será assinado, na primeira semana de fevereiro, um compromisso político com todos os parceiros sociais e que esta equipa irá prestar contas a trimestralmente.

Também no início do próximo mês arranca um novo portal do SNS, onde todos os cidadãos poderão ter acesso à atividade do sistema.

Lusa/Jornal Médico

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O Hospital de São João, Porto, acusou hoje o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) de “violar todas as regras da ética profissional” ao anunciar ter realizado, em outubro, o primeiro transplante de tecido ovárico em Portugal.

Numa exposição enviada ao presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, Eurico Reis, a administração do Centro Hospitalar de São João reivindica para si esse feito, afirmando ter efetuado a 8 de janeiro deste ano o primeiro transplante de tecido ovário em Portugal.

“Tratou-se de uma jovem a quem tinham sido retirados os ovários aos 18 anos de idade e a quem 10 anos depois este transplante permitiu restabelecer a função ovárica e inclusive a criopreservação de um blastocisto após a realização de um ciclo de fertilização 'in vitro'. O caso clínico foi recentemente aceite para publicação na prestigiada revista da especialidade Reproductive Biomedicine Online”, afirmam os responsáveis do Hospital de São João.

O texto é assinado pelo presidente do Conselho de Administração, António Ferreira, pelo diretor do Serviço Ginecologia e Obstetrícia, Nuno Montenegro, e pela responsável da Unidade de Medicina de Reprodução, Sónia Sousa, do Centro Hospitalar de São João.

“O procedimento efetuado constituiu um motivo de orgulho não apenas para a equipa da Unidade de Medicina da Reprodução que o levou a cabo mas também para a própria instituição Centro Hospitalar de São João. Orgulha-nos o serviço prestado à paciente bem como o impacto clínico do mesmo uma vez que, como anteriormente referido, foi efetuado pela primeira vez em Portugal”, lê-se na exposição.

Acrescenta que na devida altura este facto “foi devidamente divulgado pelos meios de comunicação social para além de ter sido igualmente comunicado publicamente em reuniões científicas perante colegas dedicados ao estudo e tratamento da infertilidade”.

“Apesar disso, em abril de 2015 foi divulgado pela diretora do Serviço de Medicina da Reprodução do Centro Hospitalar de Coimbra, Teresa Almeida Santos, através dos meios de comunicação social, a intenção de proceder a um suposto primeiro transplante de tecido ovárico em Portugal”, salientam os responsáveis do São João.

Sublinham que Teresa Almeida Santos, até porque é presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, foi “publicamente e reiteradamente” informada do facto de nessa data já ter sido efetuado um transplante desse tipo no Porto.

“Para nosso espanto fomos esta semana confrontados com a notícia de que os responsáveis do Centro Hospital da Universidade de Coimbra, nomeadamente a diretora do Serviço de Medicina da Reprodução, divulgaram a realização de um suposto primeiro transplante de tecido ovárico em Portugal em outubro de 2015”, referem.

António Ferreira, Nuno Montenegro e Sónia Sousa consideram, por isso, que a atitude dos responsáveis pelo Centro Hospitalar de Coimbra “constitui um desrespeito para com os profissionais envolvidos na realização do primeiro transplante de tecido ovárico em Portugal, mas também para com todos os restantes profissionais aos quais, direta ou indiretamente o assunto diz respeito”.

“Perante os factos, o Centro Hospitalar de São João enviou uma exposição ao Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida para que possa proceder da forma que entenda adequada”, acrescentam.

A 23 de novembro, uma equipa do CHUC anunciou ter realizado, com êxito, o primeiro transplante em Portugal de tecido ovárico congelado, devolvendo a capacidade reprodutiva a uma doente oncológica.

“Trata-se de um grande avanço, que dá uma nova esperança aos nossos doentes oncológicos que ainda não têm o seu projeto familiar concluído e onde o nosso hospital dá um real contributo ao nosso país”, disse, na ocasião, o presidente do CHUC, José Martins Nunes, em conferência de imprensa.

O transplante numa doente de 28 anos foi efetuado no serviço de Medicina de Reprodução Humana do CHUC, dirigido pela professora Teresa Almeida Santos.

Em outubro, perante a “ausência de função ovárica”, sendo os valores hormonais de menopausa, o serviço e a doente tomaram a decisão de realizar transplante “com fragmentos do seu tecido ovárico que se encontrava crioconservado” no Centro de Preservação da Fertilidade do CHUC, disse, então, Teresa Almeida Santos aos jornalistas.

Para a chefe da equipa de médicos e biólogos que efetuou o transplante, este método, “utilizado pela primeira fez em Portugal, é uma nova esperança para os doentes oncológicos que ainda não têm o seu projeto familiar concluído”.

De acordo com uma nota distribuída na altura aos jornalistas, o Centro de Preservação da Fertilidade, inaugurado em 2014, é “o único centro nacional dotado de instalações próprias e equipa multidisciplinar dedicada”, promovendo as diferentes técnicas de preservação da fertilidade em homens e mulheres.

O CHUC realçava que a atividade clínica deste centro tem vindo a aumentar “graças à referenciação crescente, tendo sido preservado até ao momento tecido ovárico de 37 doentes e ovócitos de 81”.

Hospital de Coimbra nega ter violado ética profissional ao anunciar transplante

Por sua vez o CHUC negou ter violado regras da ética profissional na realização do transplante, refutando as acusações do Hospital de São João.

“O que nós fizemos foi a realização de um transplante de tecido ovárico criopreservado de uma doente oncológica antes de se submeter a um tratamento de quimioterapia”, disse à agência Lusa a diretora do serviço de Medicina de Reprodução Humana do CHUC, Teresa Almeida Santos.

Essa intervenção numa doente, de 28 anos, visou “preservar a sua fertilidade futura” e foi realizada, no início de novembro, no âmbito do programa de preservação da fertilidade iniciado, em 2010, naquele serviço do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, acrescentou.

“Trata-se de um mal-entendido”, disse Teresa Almeida Santos, que é também presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução. “Tanto quanto sei, o transplante realizado no Hospital de São João não foi realizado numa doente oncológica, nem no âmbito de um programa de preservação da fertilidade”, afirmou hoje à Lusa.

Tendo tomado conhecimento da posição assumida pelo hospital do Porto junto do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, Teresa Almeida Santos revelou ter enviado de imediato o seu esclarecimento ao presidente do organismo, Eurico Reis.

Lusa/Jornal Médico

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O Hospital de São João, no Porto, mantém a liderança do ranking dos hospitais públicos, sendo seguido neste top pelo Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, que subiu duas posições, segundo os resultados de 2014 deste estudo.

De acordo com os resultados provisórios da “Avaliação do Desempenho dos Hospitais Públicos (Internamento) em Portugal Continental (2014)”, coordenado pelo investigador Carlos Costa, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), e disponível no site da instituição, o Hospital de São João repete a liderança.

Em segundo lugar encontra-se o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, uma Parceria Público Privada (PPP) que apenas em 2013 fez parte do ranking e que subiu do quarto para o segundo lugar.

Segue-se o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que em 2012 liderou este top, e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente).

As restantes posições são ocupadas pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos, o Centro Hospitalar do Porto, de Lisboa Ocidental, de Tondela-Viseu, de Tâmega e Sousa e a Unidade Local de Saúde (ULS) Nordeste.

Este ranking resultou da avaliação de todos os episódios de internamento para as doenças do aparelho ocular, cardíacas e vasculares, digestivas, endócrinas e metabólicas, ginecológicas e obstétricas, infeciosas, músculo-esqueléticas, neoplásicas, neurológicas, órgãos Genitais Masculinos, dos ouvidos, nariz e garganta, pediátricas, da pele e tecido celular subcutâneo, respiratórias, dos rins e aparelho urinário, do sangue e órgãos linfáticos e hematopoéticos, traumatismos e lesões acidentais.

Ao nível do internamento, o ranking analisou o desempenho global, mas também outros indicadores: mortalidade, complicações de cuidados e readmissões.

Das 11 unidades avaliadas, apenas o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte não ocupam os mesmos lugares na avaliação global e na mortalidade.

Assim, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra ocupa o terceiro lugar na avaliação global, mas o quarto ao nível da mortalidade. Já o Centro Hospitalar de Lisboa Norte, que detém a quarta posição na avaliação global, sobe um lugar no indicador da mortalidade.

O ranking voltou este ano a contar com a presença do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz), que ocupou em 2014 o oitavo lugar mas que no ano não figurava entre os melhor classificados.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra é o mais bem classificado no tratamento das doenças do aparelho ocular, enquanto o Centro Hospitalar de São João é o melhor ao nível das doenças cardíacas e vasculares e nas digestivas.

No tratamento das doenças endócrinas e metabólicas, o melhor foi o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que também é o melhor nas doenças ginecológicas e obstétricas.

O Centro Hospitalar de São João é o mais bem classificado nas doenças infeciosas, enquanto nas patologias músculo-esqueléticas o Centro Hospitalar Tondela-Viseu foi o que obteve a melhor nota.

Nas doenças neoplásicas, o melhor lugar é ocupado pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e, ao nível doenças neurológicas, o Centro Hospitalar de São João é o mais bem classificado.

No tratamento de doenças dos órgãos genitais masculinos, o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Centro foi o mais bem posicionado, seguindo-se o IPO de Lisboa nas doenças dos ouvidos, nariz e garganta.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra foi o melhor a tratar doenças pediátricas, da pele e tecido celular subcutâneo e respiratórias.

Para tratar as patologias dos rins e aparelho urinário o Centro Hospitalar de Lisboa Norte obteve o melhor lugar, enquanto o Centro Hospitalar de São João tratou melhor as doenças do sangue e órgãos linfáticos e hematopoéticos.

O Centro Hospitalar Tondela-Viseu obteve a melhor classificação ao nível do tratamento de traumatismos e lesões acidentais.

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Namorados
A maioria dos estudantes de Medicina portugueses tem a sua primeira relação sexual aos 17 anos sendo a prática conjunta de sexo oral e vaginal a mais comum (56,2%), revela um estudo que surgiu no âmbito da tese de mestrado integrado de Medicina de Carla Peixoto, interna de especialidade de Ginecologia Obstetrícia do Hospital de São João desde janeiro de 2014.

No que diz respeito a disfunções sexuais, 18,2% dos homens apontaram a disfunção ejaculatória como principal problemática, seguindo-se a disfunção erétil, reportada por 7,8%.

O estudo mostra ainda 40,8% das mulheres reportam dispareunia (dor na relação sexual), 34,7% a dificuldade em atingir o orgasmo e 18,5% a falta de lubrificação.

Como refere o comunicado enviado à nossa redação, esta análise teve como objetivo avaliar a prevalência de comportamentos de risco, comportamento sexual e disfunções sexuais em estudantes de Medicina portugueses e  o objeto de análise foram os estudantes da Faculdade de Medicina do Porto.

A autora explica que “o trabalho surgiu no seguimento de um estudo publicado sobre a sexualidade da população portuguesa em geral (EPISEX)” mas “faltava aprofundar a questão das disfunções sexuais na população mais jovem, na qual esta problemática seria menos expectável”. A investigadora sublinha  ainda que “os estudantes de Medicina são uma população jovem e saudável mas estão também sujeitos a um nível elevado de stress físico e emocional” pelo que decidiu “estudar de que forma isto teria impacto na sexualidade destes jovens”.

Sobre os resultados, Carla Peixoto conclui que “as disfunções sexuais são uma realidade na população jovem e que surgem em percentagem bem superior ao que seria expectável”.

O estudo foi coordenado por Nuno Tomada, professor de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, responsável da Unidade de Medicina Sexual do Serviço de Urologia do Hospital de São João e autor da primeira aplicação informática (App) em Portugal que ajuda no diagnóstico e tratamento das doenças sexuais masculinas, a Men’s Sexual Medicine.

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O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

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