Mens Sexual Medicine
A primeira aplicação informática (App) que ajuda no diagnóstico e tratamento de doenças sexuais masculinas já chegou ao mercado, é gratuita e foi desenvolvida por um professor e médico do Hospital de São João, no Porto.

A nova ferramenta foi desenvolvida por Nuno Tomada, responsável da Unidade de Medicina Sexual do Serviço de Urologia do Hospital de São João, no Porto, em parceria com um colega espanhol da especialidade, Eduardo García-Cruz, e tem uma versão para profissionais de saúde e outra para pacientes.

Assim, a Men’s Sexual Medicine PRO destina-se aos médicos e funciona como uma ferramenta de apoio ao diagnóstico de várias patologias sexuais masculinas. Esta App aborda temas como disfunção erétil, diminuição da libido, ejaculação prematura, sintomas urinários sugestivos de hiperplasia benigna da próstata e curvatura peniana.

Para os pacientes, a Men’s Sexual Medicine disponibiliza um vasto conjunto de informação sobre o tema, oferece um questionário e ainda um plano alimentar e de exercício físico personalizado, mas, para o efeito, é necessário um código que deverá estar a ser disponibilizado pelos médicos de família ou especialistas.

Ambas as versões estão certificadas pela classe médica da especialidade.

“Decidimos construir uma aplicação informática que desse para ser facilmente descarregada para telemóveis e computadores portáteis e que permitisse, desde logo, a possibilidade aos doentes de acederem, de modo privado e discreto, a conteúdos que geralmente por uma questão cultural têm mais renitência em abordar e perguntar aos seus cuidadores de saúde, nomeadamente aos médicos, enfermeiros e farmacêuticos”, explica Nuno Tomada

Para este professor de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, “há um certo constrangimento em os doentes abordarem estas questões da área sexual e quando abordam já vêm com muitos anos de evolução, muitos mitos e más concepções”. E daí, acrescenta o mesmo responsável, nasceu a ideia “de se desenvolver uma ferramenta não só capaz de fornecer informação aos doentes e à população em geral, mas também que fosse capaz de, mediante as queixas apresentadas, indicar quais seriam os passos seguintes a tomar”.

Ainda de acordo com o especialista, a App “está desenvolvida para homens que tenham algumas queixas iniciais”, depois, o objetivo passa por “perceber que existem diferentes níveis de severidade da mesma disfunção, porque tem questionários que podem usar para se auto-classificarem ao nível da sua disfunção, bem como fornecer os dados clínicos sobre eventuais doenças que tenham, medicação que façam, capacidade física, e tudo isto vai-nos permitir dizer-lhes e dar-lhes alguns conselhos sobre quais são as terapêuticas que estão disponíveis, realçando sempre a importância do acompanhamento médico”.

Já a Men’s Sexual Medicine PRO “destina-se exclusivamente aos médicos e outros profissionais de saúde, oferece instrumentos de trabalho que podem ser utilizados na consulta e aborda os principais temas da saúde sexual masculina”, explica Nuno Tomada.

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O Centro Hospitalar de São João anunciou ontem ter aumentado em 3,5% as consultas e em 3,2% as cirurgias em 2014, ano em que o lucro antes de juros e impostos subiu 38%, para 15,9 milhões de euros.

Em comunicado, o São João salienta que, no ano passado, “todos os indicadores de liquidez, de rentabilidade e da estrutura do balanço melhoraram face a 2013”, tendo a taxa de execução orçamental sido de 100,92% para os proveitos e de 100,76% para os custos.

No exercício de 2014, o centro hospitalar diz ter reduzido a dívida a fornecedores externos em 37%, para os actuais 22 milhões de euros, e diminuído o respectivo prazo médio de pagamento em 54%, para 75 dias, valor que nota estar “abaixo dos padrões internacionais de referência”.

Relativamente aos objectivos gerais contratualizados com a tutela, a taxa de execução do contrato-programa foi de 99,2% e o índice de desempenho global ascendeu a 98,6%.

Segundo o Centro Hospitalar de São João, o investimento em inovação, renovação, manutenção e conservação “manteve-se afectado pelos constrangimentos administrativos impostos à gestão”, tendo continuado “muito abaixo” dos valores médios de mais de 10 milhões de euros registados até 2011.

“O investimento realizado aumentou 8,2% face a 2013 e cifrou-se em 4,2 milhões de euros, destinados, exclusivamente, à substituição de equipamento avariado/obsoleto e a pequenas obras de conservação e manutenção”, refere.

Conforme salienta, e “à semelhança dos anos anteriores”, este investimento foi “totalmente financiado por recursos próprios gerados na instituição”, não tendo dependido de “aumentos de capital social ou de outro tipo de financiamento”.

No que diz respeito à produção, o São João dá conta de um aumento homólogo de 3,5% nas consultas médicas em geral e de 4,8% nas primeiras consultas, para além de uma melhoria de 1,4% na acessibilidade à consulta e de uma subida de 0,6% no número de doentes saídos do internamento, que ascendeu a 44.863.

Em 2014 foram realizadas 43.318 cirurgias naquele centro hospitalar, mais 3,2% do que ano anterior, com a cirurgia programada convencional a aumentar 1,3%, a cirurgia de ambulatório a subir 6,3% e a cirurgia urgente a diminuir 2,1%.

A taxa de cirurgias em ambulatório correspondeu a 56% no total das cirurgias programadas, tendo o número de sessões de hospital de dia aumentado 5,3% e o número de episódios na urgência polivalente aumentado 4% na urgência geral de adultos, 5,9% na urgência pediátrica e diminuído 1,5% na urgência de obstetrícia e ginecologia.

Homologado por despacho do secretário de Estado da Saúde a 11 de Novembro de 2014, o Plano Estratégico 2013-2015 teve em 2014 uma taxa de execução (avaliada pelo Balanced Scorecard) de 93%.

Para a administração do são João, “estes resultados reflectem uma tendência crescente da produtividade dos profissionais (numa longa sequência de 10 anos), confirmando a sustentabilidade operacional deste centro hospitalar, ancorada em repetidos exercícios orçamentais equilibrados”.

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O Internamento do Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar de São João, no Porto, instalado em contentores desde há sete anos, deverá regressar ao edifício principal em meados de 2016, disse hoje o administrador João Oliveira.

O responsável falava a propósito de um despacho hoje publicado em Diário da República que autoriza o Centro Hospitalar de São João a realizar o investimento de 6,5 milhões de euros na ampliação e remodelação da Ala Sul Central (pisos 7 e 8) do edifício.

Esta autorização vai permitir que, no piso 7, a Neurologia fique remodelada, com 15 camas, enquanto, no piso 8, ficarão os serviços de Hematologia, com 23 camas, e a Neurocirurgia, com 31 camas.

Segundo o administrador executivo, o concurso público “não devera ser concluído num prazo inferior a seis meses, o que significa que a obra irá começar durante o quarto trimestre de 2015”.

Este investimento estava previsto no plano estratégico 2013/2015 e era considerada o “mais premente” e, portanto, com “maior prioridade”. Enquadra-se na perspectiva da remodelação de todo o internamento do hospital.

No despacho hoje publicado em Diário da República, assinado pelos secretários de Estado Adjunto e do Orçamento, Hélder Reis, do Tesouro, Isabel Castelo Branco, e da Saúde, Manuel Teixeira, lê-se que se trata de um investimento a realizar em 2015 e 2016, com recurso a receitas próprias da unidade hospitalar.

O administrador João Oliveira explicou que estas receitas são o resultado das contas equilibradas que o hospital tem obtido ao longo dos anos, o que lhe permite dispor ainda de 55 milhões de euros de capital social.

“O Hospital de São João foi criado como Entidade Pública Empresarial (EPE) em 2006, com o capital social de 112 milhões de euros. A grande insistência na obtenção de contas equilibradas significa que o hospital ainda tem cerca de 55 ME de capital social que ainda não gastou, ao contrário dos outros que já tiveram necessidade de fazer aumentos de capital social”, referiu.

No despacho é autorizada a assunção de encargos plurianuais nos anos de 2015 e 2016, de acordo com o seguinte escalonamento: ano de 2015 — 5.264.305 euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor; ano de 2016 — 1.316.076 euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor.

O administrador executivo explicou à Lusa que “esta divisão de despesa foi prevista para uma autorização solicitada em 2014, portanto o ano 2015 seria um ano completo de obra. Não poderá concretizar-se exactamente da maneira prevista porque haverá certamente uma passagem de despesa maior para o ano 2016. Não deverá ser possível executar 5 milhões 264 mil euros em 2015, uma vez que a obra só deverá iniciar-se no último trimestre”.

João Oliveira manifestou ainda a “satisfação” do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de São João por poder retomar “um projecto que já vem desde 2006, mas que teve um interregno de três anos, sem investimento, e, portanto, muito doloroso, essencialmente para os serviços como a Neurocirurgia que estão deslocados”.

A obra garante “a construção das escadas de emergência, que no projecto original não existiam, e que passarão a ficar disponíveis para todos os pisos do hospital, garantindo maior segurança ao edifício”, acrescentou.

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O Centro Hospitalar São João (CHSJ), no Porto, é o primeiro do país a aproveitar totalmente o plasma sanguíneo colhido junto dos dadores, permitindo-lhe uma poupança anual de cerca de 200 mil euros, disse hoje o director do Serviço de Imunoterapia.

Em declarações à Lusa, Fernando Araújo afirmou que, por dia, o hospital deitava fora 70 unidades de plasma, perfazendo cerca de 25 mil unidades por ano por não ter capacidade de armazenamento, mas a partir da próxima segunda-feira o desperdício será “zero”.

Anualmente, a unidade de saúde gastava 750 mil euros na importação de plasma sanguíneo e mais dois milhões na importação dos seus derivados, além disso, pagava para o destruir. Agora, a poupança será cerca de 200 mil euros por ano.

“O plasma, componente líquido do sangue, de cor amarelada, é valioso e usado em doentes com alterações da coagulação, com hemorragias muito graves, com traumatismos graves ou em cirurgias cardíacas. É um bem imprescindível para assegurar, muitas vezes, a vida dos doentes”, disse.

Fernando Araújo lembrou que o plasma não é produzido, é obtido através dos dadores de sangue.

Para poder guardar o plasma, o hospital São João fez obras e comprou equipamentos, num total de 160 mil euros.

Agora, após a recolha do sangue, o plasma é separado e colocado num congelador rápido para manter as condições biológicas, a uma temperatura de menos 70 graus Celsius e, depois, conservado numa arca ultracongeladora, explicou o director de serviço.

Uma vez por mês uma empresa estrangeira, dado em Portugal não haver nenhuma preparada para o efeito, recolhe o plasma e, no mês seguinte, trá-lo inactivo e separado em vários derivados para diferentes doenças, salientou.

Na opinião de Fernando Araújo, além da poupança económica, o hospital sabe agora que o plasma é dos seus dadores, faz as suas próprias análises e conhece o produto, e isso, dá “mais segurança e confiança” no seu uso.

Mais importante do que isso é a questão ética porque o hospital não aproveitava o plasma que colhia dos seus dadores, considerou.

No futuro, se houver uma estratégia nacional para aproveitar esta “mais-valia” proveniente do sangue, o hospital São João está disponível para a integrar, realçou o responsável.

Enquanto não existir, Fernando Araújo colocou a possibilidade do hospital de Santo António, Porto, e de Gaia se associarem ao CHSJ e, em conjunto, ganharem “maior capacidade”.

Fernando Araújo salientou que o país desperdiça cerca de 400 mil unidades de plasma por ano e, depois, gasta 70 milhões de euros a comprá-lo.

Hoje, quando se assinala o Dia Nacional do Dador de Sangue, Miguel Ferreira, de 22 anos, foi fazer uma dádiva, mas não sabia que parte dela não era aproveitada.

“Não sabia que o plasma ia para o lixo, mas fico contente que a partir de agora não o seja. É uma forma de aproveitar ao máximo o sangue e ajudar quem mais precisa”, entendeu.

“Dou sangue há dez anos, mas não sabia o que era feito com ele depois”, confessou Moisés Gandra, de 40 anos.

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O Centro Hospitalar de S. João e os agrupamentos de centros de saúde (ACES) Porto Oriental e de Maia-Valongo estão envolvidos num “projecto pioneiro” para optimizar a gestão de cuidados do doente na região norte, foi hoje anunciado.

O director do Serviço de Endocrinologia do Centro Hospitalar de S. João, Davide Carvalho, explicou que este projecto, denominado “Caminhe sempre com os dois pés”, pretende implementar critérios para “uma referenciação directa para a consulta do pé diabético no hospital, com triagem eficaz, proveniente do centro de saúde, com tempos máximos de resposta”.

“Para isso, será necessário apostar na formação prática dos profissionais dos centros de saúde primários, optimizar os recursos existentes e dotar as unidades do ACES de equipamentos necessários à realização da primeira consulta”, acrescentou.

Para a directora executiva do ACES Porto Oriental, Dulce Pinto, este projecto irá “não só melhorar a referenciação directa dos doentes com pé diabético para a consulta do hospital, obtendo uma resposta em tempo útil às situações com maior gravidade e urgência de resposta, como optimizar o seguimento do doente não grave no centro de saúde”.

“No fundo, o desafio é melhorar a gestão de cuidados do doente diabético”, sublinhou.

A longo prazo, a implementação deste projecto tem como metas aumentar a percentagem de doentes referenciados à consulta do pé diabético, bem como incrementar o registo do risco de ulceração do pé e de diabéticos com úlceras activas do pé.

Melhorar a proporção de utentes diabéticos com observação do pé e diminuir custos inerentes aos internamentos relacionados com o pé diabético, além de baixar a incidência de amputações major dos membros inferiores, são outros objectivos de longo prazo.

O projecto “Caminhe sempre com os dois pés” integra-se no programa “Boas Práticas de Governação”, uma iniciativa da farmacêutica Novartis, em parceria com a Universidade Nova de Lisboa. O programa possibilita aos ACES e aos hospitais desenvolver a formação dos seus profissionais ao nível das competências de gestão e implementar projectos considerados relevantes para a comunidade de utentes beneficiando de apoio técnico especializado.

Este ano, o programa tem como tema “Caminhos para a Articulação” e pretende criar as condições para a implementação de projectos de inovação, promovendo o desenvolvimento de boas práticas que fomentem uma maior articulação entre os cuidados de saúde primários e hospitalares, que possam trazer melhorias efectivas para o doente.

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sexta-feira, 08 agosto 2014 17:00

Portugal em estado de prontidão para o Ébola

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Hospital de São João

O treino de profissionais para as manobras necessárias e a utilização devida do equipamento de protecção fazem parte do plano de contingência que o Hospital de São João, no Porto, elaborou para responder a casos de Ébola.

Carlos Alves, infecciologista e coordenador da Unidade de Prevenção e Controlo de Infecção do Hospital de São João, disse à Lusa que o facto da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter hoje decretado o estado de emergência mundial de saúde pública não obriga a alterações dos procedimentos daquela unidade hospitalar.

“O nosso plano estava estabelecido, continua com os mesmos parâmetros para responder a casos suspeitos ou de doença”, disse o infecciologista de um dos três hospitais de referência em Portugal. Os outros dois são o Curry Cabral e o Dona Estefânia, em Lisboa.

Desde Março que o hospital tem vindo a preparar-se para responder a uma eventual procura de casos suspeitos ou de doença, tendo adquirido para tal algum material de protecção.

Ao nível dos recursos humanos, Carlos Alves disse estar previsto o aumento do número de profissionais ou o desvio para os sectores mais necessários, sempre que tal for preciso, mas garantindo “a sua segurança”.

Para o infecciologista, a declaração de estado de emergência mundial de saúde pública pela OMS significa que quem está no terreno vai dando indicações de que há a probabilidade dos casos aumentarem.

Carlos Alves considera que o Hospital de São João está preparado para responder a eventuais casos suspeitos ou de doença pelo vírus do Ébola, nomeadamente ao nível do tratamento de suporte que pode ser oferecido a estes doentes e que pode “fazer a diferença entre a vida e a morte”. “Infelizmente não há um medicamento específico para a doença”, disse.

Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge

O presidente do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) garante o laboratório de referência em Portugal está em estado de “prontidão permanente” e com capacidade para responder aos despistes do vírus do Ébola que os hospitais solicitarem.

Fernando Almeida disse à Lusa que o facto da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter decretado o estado de emergência mundial em saúde pública não vai, para já, levar a alterações nos procedimentos do INSA.

“Estamos perfeitamente organizados e em estado de prontidão, 24 sobre 24 horas”, disse Fernando Almeida, recordando a resposta que o instituto tem dado em outros surtos, como o dengue, o vírus de Marburg (Ébola) ou o da gripe.

Aos laboratórios do INSA chegarão as colheitas para analisar a presença, ou não, do vírus do Ébola.

Segundo Fernando Almeida, este instituto tem um plano de contingência, no qual está previsto, sempre que necessário, o reforço de meios humanos e de equipamentos (como reagentes).

Para já, a única coisa que se prevê aumentar nos próximos tempos são os contactos com instituições como a Direcção-Geral da Saúde ou o Ministério da Saúde, disse.

Direção-Geral de Saúde

A Direção-Geral de Saúde vai divulgar hoje à tarde uma posição concertada com os parceiros europeus sobre a declaração do estado de emergência mundial de saúde pública.

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O Centro Hospitalar de São João revelou hoje ter realizado mais consultas e cirurgias no primeiro semestre de 2014 do que no período homólogo de 2013, tendo ainda diminuído as médias de tempo de espera e custos operacionais.

Segundo os dados sobre o desempenho assistencial e de produção no primeiro semestre hoje divulgados, as primeiras consultas externas naquele centro hospitalar “aumentaram 10%, e fixaram-se em 97.379” e as consultas externas totais aumentaram 5,1%.

No mesmo período foram realizadas 22.815 cirurgias, o que representa “um aumento de 4,8%”, das quais 11.600 foram convencionais e 11.215 em ambulatório, representando este último número um aumento de 7,2% face a período homólogo.

“A produção cirúrgica é uma questão bastante importante e temos insistido bastante junto dos nossos cirurgiões, e de todos os profissionais que fazem os serviços cirúrgicos, no sentido de rentabilização dos tempos de bloco [e] da possibilidade de fazer mais cirurgias de ambulatório”, assinalou a diretora clínica Margarida Tavares.

Também nos primeiros seis meses do ano, a média do tempo de espera para cirurgia passou de 75 dias para 71 dias e a média do tempo de espera para consulta passou de 84 para 75 dias.

Em termos económicos e financeiros, “os custos operacionais baixaram” e o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortização) foi superior ao período homólogo, cifrando-se em Junho, em 3.378.722 de euros positivos.

Quanto aos custos operacionais, estes cifraram-se em cerca de 160 milhões de euros, reduzindo-se em 0,7% em relação ao período homólogo de 2013, significando uma redução nominal de cerca de 1,2 milhão de euros.

Dados do hospital indicam ainda que o prazo médio de pagamento a fornecedores externos fixou-se em 112 dias, representando uma redução de 44% face aos 200 dias do período homólogo de 2013, e de 27% face aos 154 dias verificados em Dezembro de 2013.

No final de Junho, a dívida a fornecedores externos cifrava-se em 41 milhões de euros, reduzindo 49,5% face aos 81,2 milhões registados em Junho de 2013.

Para a directora clínica, estes resultados refletem “um caminho que tem sido trilhado com as melhorias em termos de informação, de monitorização, de controlo da produção e do próprio controlo pelas chefias intermédias” e ainda “o empenho e a motivação que os profissionais continuam a ter”.

Margarida Tavares explicou que foram implementados no Centro Hospitalar “processos que conduziram ao aumento da produtividade e eficiência”, sendo por isso possível “manter esse caminho de melhoria e de aumento da produção”.

Perante as “dificuldades” e “apesar da crise”, a responsável garantiu que os profissionais daquela unidade têm “tentado evitar de todas as maneiras, que se entre num caminho de regressão e de desmotivação”.

Para o segundo semestre, a directora clínica acredita que será possível “manter esta rota e indicadores desta ordem” pelo que os actuais resultados “serão extrapoláveis ao final do ano” de 2014.

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terça-feira, 08 julho 2014 13:30

Médicos em greve

Greve

Perto de 300 médicos fizeram greve hoje de manhã no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, tendo-se verificado problemas na área cirúrgica, em particular na especialidade de anestesiologia, que teve uma adesão de 68%.

Os dados foram avançados pelo presidente do conselho de administração do maior hospital do país, Carlos Martins, que revelou ainda que no bloco central da unidade não se realizaram 12 cirurgias.

Quanto à adesão à greve, o responsável especificou que estavam escalados 873 médicos, pelo que os 280 que fizeram greve, correspondem a pouco mais de 32%, o que permite que as consultas funcionem com relativa normalidade e que vários serviços tenham a produção a 100%.

Os presidentes dos hospitais de S. João e de Santo António, do Porto consideram ser “ainda cedo para fazer uma avaliação”.

Em declarações aos jornalistas, o presidente do Centro Hospitalar de S. João, António Ferreira, remeteu para o final da manhã a divulgação de dados concreto sobre a adesão à greve.

António Ferreira disse que durante a madrugada correu tudo dentro da normalidade e que “só mais tarde se poderá fazer uma avaliação do impacto desta greve”, uma vez que muitos turnos tiveram inicio às 08H00/09H00.

Também o presidente do Centro Hospitalar do Porto/Hospital de Santo António, Sollari Allegro, disse que “as consultas e as cirurgias são marcadas com horas” e que, por isso, “só ao final da manhã será possível fazer a avaliação global”.

“De qualquer maneira, penso que irá ter algum impacto porque há alguma insatisfação por causa dos cortes salariais, mas acredito que terá menor adesão do que a anterior”, acrescentou.

A presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Maria Merlinde Madureira, aconselhou hoje os utentes a não saírem de casa sem confirmar as suas consultas.

“Aconselho os utentes a não saírem de casa sem ter a certeza de que a sua consulta se vai realizar. Será no sector das consultas e da cirurgia programada que haverá os maiores prejuízos imediatos que serão compensados pela garantia de um futuro melhor na saúde”, sublinhou.

A dirigente da FNAM adiantou que os motivos da greve prendem-se com a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e dos profissionais e utentes.

Hoje é o primeiro de dois dias de greve de médicos, a segunda que o ministro Paulo Macedo enfrenta em dois anos.

Ao contrário da greve de 2012, a actual paralisação não terá a participação do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que, no dia em que foi anunciada esta forma de luta, explicou que não aderia.

O protesto, que começou às 00H00 de hoje e decorre até às 24H00 de quarta-feira, foi convocado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e conta com o apoio da Ordem, de várias associações do sector e também de pensionistas e doentes.

A publicação do código de conduta ética, a que os médicos chamam "lei da rolha", a reforma hospitalar, o encerramento e desmantelamento de serviços, a falta de profissionais e de materiais e a atribuição de competências aos médicos para as quais não estão habilitados são os principais motivos na base da convocação desta greve.

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O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

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