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Mais de uma centena de estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) estão a rastrear doenças como a hipertensão arterial numa ação iniciada na última 2.ª feira no Hospital de São João, no Porto.

A iniciativa decorre no âmbito da Semana da Saúde e Bem-estar, promovida pela Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (AEFMUP) para celebrar o Dia Mundial da Saúde, que se assinala no dia 07 de abril.

O objetivo é alertar “as pessoas para terem atenção para medirem regularmente os valores de tensão arterial”, explicou Carolina Valente, membro da associação de estudantes e estudante do 3.º ano de Medicina.

É, também, uma oportunidade de formação dos futuros médicos, “para que possam estar a fazer rastreios e interagir diretamente com a comunidade”, acrescentou a aluna, salientando que esta é uma iniciativa “feita há alguns anos”.

Muitas das pessoas aproveitam a ida ao Hospital de São João para participarem neste controlo dos seus valores de tensão arterial.

“Venho aqui acompanhar a minha esposa, que teve um acidente vascular cerebral (AVC), e aproveitei”, afirmou Manuel Campos, residente na Maia.

Ana Paula Ferreira, de 53 anos, classificou a iniciativa como sendo “uma ótima ideia”, afirmando que ficou mais descansada depois de fazer o rastreio, porque passou “esta noite um bocadinho mal”.

“Muitas pessoas não têm tempo para serem controladas (...) e eu acho muito bom estar aqui. Não devia ser sempre nos hospitais, devia ser também em postos médicos ou centros comerciais, que é onde as pessoas vão”, acrescentou.

De acordo com Luís Pimentel, um dos estudantes de Medicina que se encontra a fazer o rastreio, a escolha desta doença está relacionada com o seu fator de “risco”, muito presente “sobretudo na sociedade ocidental”, alertando para a importância de “fazer esse controlo”.

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O ministro da Saúde disse ontem que “talvez não tenha havido a suficiente diligência e a burocracia tenha predominado” na gestão da resposta aos casos como o do jovem que morreu no Hospital de São José com um aneurisma roto.

Adalberto Campos Fernandes, que pela primeira vez esteve a ser ouvido pelos deputados na Comissão Parlamentar da Saúde como ministro, afirmou que “algo se passou de errado” e que tal “pode ter sido ao nível da diligência”.

No seguimento da morte deste jovem, foi conhecido que as Finanças do anterior governo não terão dado resposta à tutela, após proposta do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), no sentido de existir uma assistência especializada para este tipo de casos todos os dias da semana.

“Talvez não tenha havido a suficiente diligencia e a burocracia tenha predominado sobre a principal função de um hospital que é cuidar das pessoas”, declarou o ministro.

O ministro sublinhou que a solução deste e de outros casos não passa por “pôr mais dinheiro em cima de tudo”.

“Se não tivermos sistema de controlo, o dinheiro evapora-se”, disse Adalberto Campos Fernandes, que considera uma “irresponsabilidade atroz” pretender duplicar o orçamento do Serviço Nacional da Saúde (SNS).

Ainda sobre as finanças da saúde, o ministro reconheceu que o próximo exercício vai ser “muito difícil”, mas deixou a garantia: “Cumpriremos rigorosamente o que está escrito no programa”, no sentido de “substituir as escolhas erradas pelas certas”.

Na sua audição, anunciou ainda que será assinado, na primeira semana de fevereiro, um compromisso político com todos os parceiros sociais e que esta equipa irá prestar contas a trimestralmente.

Também no início do próximo mês arranca um novo portal do SNS, onde todos os cidadãos poderão ter acesso à atividade do sistema.

Lusa/Jornal Médico

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O Hospital de São João, Porto, acusou hoje o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) de “violar todas as regras da ética profissional” ao anunciar ter realizado, em outubro, o primeiro transplante de tecido ovárico em Portugal.

Numa exposição enviada ao presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, Eurico Reis, a administração do Centro Hospitalar de São João reivindica para si esse feito, afirmando ter efetuado a 8 de janeiro deste ano o primeiro transplante de tecido ovário em Portugal.

“Tratou-se de uma jovem a quem tinham sido retirados os ovários aos 18 anos de idade e a quem 10 anos depois este transplante permitiu restabelecer a função ovárica e inclusive a criopreservação de um blastocisto após a realização de um ciclo de fertilização 'in vitro'. O caso clínico foi recentemente aceite para publicação na prestigiada revista da especialidade Reproductive Biomedicine Online”, afirmam os responsáveis do Hospital de São João.

O texto é assinado pelo presidente do Conselho de Administração, António Ferreira, pelo diretor do Serviço Ginecologia e Obstetrícia, Nuno Montenegro, e pela responsável da Unidade de Medicina de Reprodução, Sónia Sousa, do Centro Hospitalar de São João.

“O procedimento efetuado constituiu um motivo de orgulho não apenas para a equipa da Unidade de Medicina da Reprodução que o levou a cabo mas também para a própria instituição Centro Hospitalar de São João. Orgulha-nos o serviço prestado à paciente bem como o impacto clínico do mesmo uma vez que, como anteriormente referido, foi efetuado pela primeira vez em Portugal”, lê-se na exposição.

Acrescenta que na devida altura este facto “foi devidamente divulgado pelos meios de comunicação social para além de ter sido igualmente comunicado publicamente em reuniões científicas perante colegas dedicados ao estudo e tratamento da infertilidade”.

“Apesar disso, em abril de 2015 foi divulgado pela diretora do Serviço de Medicina da Reprodução do Centro Hospitalar de Coimbra, Teresa Almeida Santos, através dos meios de comunicação social, a intenção de proceder a um suposto primeiro transplante de tecido ovárico em Portugal”, salientam os responsáveis do São João.

Sublinham que Teresa Almeida Santos, até porque é presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, foi “publicamente e reiteradamente” informada do facto de nessa data já ter sido efetuado um transplante desse tipo no Porto.

“Para nosso espanto fomos esta semana confrontados com a notícia de que os responsáveis do Centro Hospital da Universidade de Coimbra, nomeadamente a diretora do Serviço de Medicina da Reprodução, divulgaram a realização de um suposto primeiro transplante de tecido ovárico em Portugal em outubro de 2015”, referem.

António Ferreira, Nuno Montenegro e Sónia Sousa consideram, por isso, que a atitude dos responsáveis pelo Centro Hospitalar de Coimbra “constitui um desrespeito para com os profissionais envolvidos na realização do primeiro transplante de tecido ovárico em Portugal, mas também para com todos os restantes profissionais aos quais, direta ou indiretamente o assunto diz respeito”.

“Perante os factos, o Centro Hospitalar de São João enviou uma exposição ao Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida para que possa proceder da forma que entenda adequada”, acrescentam.

A 23 de novembro, uma equipa do CHUC anunciou ter realizado, com êxito, o primeiro transplante em Portugal de tecido ovárico congelado, devolvendo a capacidade reprodutiva a uma doente oncológica.

“Trata-se de um grande avanço, que dá uma nova esperança aos nossos doentes oncológicos que ainda não têm o seu projeto familiar concluído e onde o nosso hospital dá um real contributo ao nosso país”, disse, na ocasião, o presidente do CHUC, José Martins Nunes, em conferência de imprensa.

O transplante numa doente de 28 anos foi efetuado no serviço de Medicina de Reprodução Humana do CHUC, dirigido pela professora Teresa Almeida Santos.

Em outubro, perante a “ausência de função ovárica”, sendo os valores hormonais de menopausa, o serviço e a doente tomaram a decisão de realizar transplante “com fragmentos do seu tecido ovárico que se encontrava crioconservado” no Centro de Preservação da Fertilidade do CHUC, disse, então, Teresa Almeida Santos aos jornalistas.

Para a chefe da equipa de médicos e biólogos que efetuou o transplante, este método, “utilizado pela primeira fez em Portugal, é uma nova esperança para os doentes oncológicos que ainda não têm o seu projeto familiar concluído”.

De acordo com uma nota distribuída na altura aos jornalistas, o Centro de Preservação da Fertilidade, inaugurado em 2014, é “o único centro nacional dotado de instalações próprias e equipa multidisciplinar dedicada”, promovendo as diferentes técnicas de preservação da fertilidade em homens e mulheres.

O CHUC realçava que a atividade clínica deste centro tem vindo a aumentar “graças à referenciação crescente, tendo sido preservado até ao momento tecido ovárico de 37 doentes e ovócitos de 81”.

Hospital de Coimbra nega ter violado ética profissional ao anunciar transplante

Por sua vez o CHUC negou ter violado regras da ética profissional na realização do transplante, refutando as acusações do Hospital de São João.

“O que nós fizemos foi a realização de um transplante de tecido ovárico criopreservado de uma doente oncológica antes de se submeter a um tratamento de quimioterapia”, disse à agência Lusa a diretora do serviço de Medicina de Reprodução Humana do CHUC, Teresa Almeida Santos.

Essa intervenção numa doente, de 28 anos, visou “preservar a sua fertilidade futura” e foi realizada, no início de novembro, no âmbito do programa de preservação da fertilidade iniciado, em 2010, naquele serviço do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, acrescentou.

“Trata-se de um mal-entendido”, disse Teresa Almeida Santos, que é também presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução. “Tanto quanto sei, o transplante realizado no Hospital de São João não foi realizado numa doente oncológica, nem no âmbito de um programa de preservação da fertilidade”, afirmou hoje à Lusa.

Tendo tomado conhecimento da posição assumida pelo hospital do Porto junto do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, Teresa Almeida Santos revelou ter enviado de imediato o seu esclarecimento ao presidente do organismo, Eurico Reis.

Lusa/Jornal Médico

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O Hospital de São João, no Porto, mantém a liderança do ranking dos hospitais públicos, sendo seguido neste top pelo Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, que subiu duas posições, segundo os resultados de 2014 deste estudo.

De acordo com os resultados provisórios da “Avaliação do Desempenho dos Hospitais Públicos (Internamento) em Portugal Continental (2014)”, coordenado pelo investigador Carlos Costa, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), e disponível no site da instituição, o Hospital de São João repete a liderança.

Em segundo lugar encontra-se o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, uma Parceria Público Privada (PPP) que apenas em 2013 fez parte do ranking e que subiu do quarto para o segundo lugar.

Segue-se o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que em 2012 liderou este top, e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente).

As restantes posições são ocupadas pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos, o Centro Hospitalar do Porto, de Lisboa Ocidental, de Tondela-Viseu, de Tâmega e Sousa e a Unidade Local de Saúde (ULS) Nordeste.

Este ranking resultou da avaliação de todos os episódios de internamento para as doenças do aparelho ocular, cardíacas e vasculares, digestivas, endócrinas e metabólicas, ginecológicas e obstétricas, infeciosas, músculo-esqueléticas, neoplásicas, neurológicas, órgãos Genitais Masculinos, dos ouvidos, nariz e garganta, pediátricas, da pele e tecido celular subcutâneo, respiratórias, dos rins e aparelho urinário, do sangue e órgãos linfáticos e hematopoéticos, traumatismos e lesões acidentais.

Ao nível do internamento, o ranking analisou o desempenho global, mas também outros indicadores: mortalidade, complicações de cuidados e readmissões.

Das 11 unidades avaliadas, apenas o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte não ocupam os mesmos lugares na avaliação global e na mortalidade.

Assim, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra ocupa o terceiro lugar na avaliação global, mas o quarto ao nível da mortalidade. Já o Centro Hospitalar de Lisboa Norte, que detém a quarta posição na avaliação global, sobe um lugar no indicador da mortalidade.

O ranking voltou este ano a contar com a presença do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz), que ocupou em 2014 o oitavo lugar mas que no ano não figurava entre os melhor classificados.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra é o mais bem classificado no tratamento das doenças do aparelho ocular, enquanto o Centro Hospitalar de São João é o melhor ao nível das doenças cardíacas e vasculares e nas digestivas.

No tratamento das doenças endócrinas e metabólicas, o melhor foi o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que também é o melhor nas doenças ginecológicas e obstétricas.

O Centro Hospitalar de São João é o mais bem classificado nas doenças infeciosas, enquanto nas patologias músculo-esqueléticas o Centro Hospitalar Tondela-Viseu foi o que obteve a melhor nota.

Nas doenças neoplásicas, o melhor lugar é ocupado pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e, ao nível doenças neurológicas, o Centro Hospitalar de São João é o mais bem classificado.

No tratamento de doenças dos órgãos genitais masculinos, o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Centro foi o mais bem posicionado, seguindo-se o IPO de Lisboa nas doenças dos ouvidos, nariz e garganta.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra foi o melhor a tratar doenças pediátricas, da pele e tecido celular subcutâneo e respiratórias.

Para tratar as patologias dos rins e aparelho urinário o Centro Hospitalar de Lisboa Norte obteve o melhor lugar, enquanto o Centro Hospitalar de São João tratou melhor as doenças do sangue e órgãos linfáticos e hematopoéticos.

O Centro Hospitalar Tondela-Viseu obteve a melhor classificação ao nível do tratamento de traumatismos e lesões acidentais.

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Namorados
A maioria dos estudantes de Medicina portugueses tem a sua primeira relação sexual aos 17 anos sendo a prática conjunta de sexo oral e vaginal a mais comum (56,2%), revela um estudo que surgiu no âmbito da tese de mestrado integrado de Medicina de Carla Peixoto, interna de especialidade de Ginecologia Obstetrícia do Hospital de São João desde janeiro de 2014.

No que diz respeito a disfunções sexuais, 18,2% dos homens apontaram a disfunção ejaculatória como principal problemática, seguindo-se a disfunção erétil, reportada por 7,8%.

O estudo mostra ainda 40,8% das mulheres reportam dispareunia (dor na relação sexual), 34,7% a dificuldade em atingir o orgasmo e 18,5% a falta de lubrificação.

Como refere o comunicado enviado à nossa redação, esta análise teve como objetivo avaliar a prevalência de comportamentos de risco, comportamento sexual e disfunções sexuais em estudantes de Medicina portugueses e  o objeto de análise foram os estudantes da Faculdade de Medicina do Porto.

A autora explica que “o trabalho surgiu no seguimento de um estudo publicado sobre a sexualidade da população portuguesa em geral (EPISEX)” mas “faltava aprofundar a questão das disfunções sexuais na população mais jovem, na qual esta problemática seria menos expectável”. A investigadora sublinha  ainda que “os estudantes de Medicina são uma população jovem e saudável mas estão também sujeitos a um nível elevado de stress físico e emocional” pelo que decidiu “estudar de que forma isto teria impacto na sexualidade destes jovens”.

Sobre os resultados, Carla Peixoto conclui que “as disfunções sexuais são uma realidade na população jovem e que surgem em percentagem bem superior ao que seria expectável”.

O estudo foi coordenado por Nuno Tomada, professor de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, responsável da Unidade de Medicina Sexual do Serviço de Urologia do Hospital de São João e autor da primeira aplicação informática (App) em Portugal que ajuda no diagnóstico e tratamento das doenças sexuais masculinas, a Men’s Sexual Medicine.

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Mens Sexual Medicine
A primeira aplicação informática (App) que ajuda no diagnóstico e tratamento de doenças sexuais masculinas já chegou ao mercado, é gratuita e foi desenvolvida por um professor e médico do Hospital de São João, no Porto.

A nova ferramenta foi desenvolvida por Nuno Tomada, responsável da Unidade de Medicina Sexual do Serviço de Urologia do Hospital de São João, no Porto, em parceria com um colega espanhol da especialidade, Eduardo García-Cruz, e tem uma versão para profissionais de saúde e outra para pacientes.

Assim, a Men’s Sexual Medicine PRO destina-se aos médicos e funciona como uma ferramenta de apoio ao diagnóstico de várias patologias sexuais masculinas. Esta App aborda temas como disfunção erétil, diminuição da libido, ejaculação prematura, sintomas urinários sugestivos de hiperplasia benigna da próstata e curvatura peniana.

Para os pacientes, a Men’s Sexual Medicine disponibiliza um vasto conjunto de informação sobre o tema, oferece um questionário e ainda um plano alimentar e de exercício físico personalizado, mas, para o efeito, é necessário um código que deverá estar a ser disponibilizado pelos médicos de família ou especialistas.

Ambas as versões estão certificadas pela classe médica da especialidade.

“Decidimos construir uma aplicação informática que desse para ser facilmente descarregada para telemóveis e computadores portáteis e que permitisse, desde logo, a possibilidade aos doentes de acederem, de modo privado e discreto, a conteúdos que geralmente por uma questão cultural têm mais renitência em abordar e perguntar aos seus cuidadores de saúde, nomeadamente aos médicos, enfermeiros e farmacêuticos”, explica Nuno Tomada

Para este professor de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, “há um certo constrangimento em os doentes abordarem estas questões da área sexual e quando abordam já vêm com muitos anos de evolução, muitos mitos e más concepções”. E daí, acrescenta o mesmo responsável, nasceu a ideia “de se desenvolver uma ferramenta não só capaz de fornecer informação aos doentes e à população em geral, mas também que fosse capaz de, mediante as queixas apresentadas, indicar quais seriam os passos seguintes a tomar”.

Ainda de acordo com o especialista, a App “está desenvolvida para homens que tenham algumas queixas iniciais”, depois, o objetivo passa por “perceber que existem diferentes níveis de severidade da mesma disfunção, porque tem questionários que podem usar para se auto-classificarem ao nível da sua disfunção, bem como fornecer os dados clínicos sobre eventuais doenças que tenham, medicação que façam, capacidade física, e tudo isto vai-nos permitir dizer-lhes e dar-lhes alguns conselhos sobre quais são as terapêuticas que estão disponíveis, realçando sempre a importância do acompanhamento médico”.

Já a Men’s Sexual Medicine PRO “destina-se exclusivamente aos médicos e outros profissionais de saúde, oferece instrumentos de trabalho que podem ser utilizados na consulta e aborda os principais temas da saúde sexual masculina”, explica Nuno Tomada.

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O Centro Hospitalar de São João anunciou ontem ter aumentado em 3,5% as consultas e em 3,2% as cirurgias em 2014, ano em que o lucro antes de juros e impostos subiu 38%, para 15,9 milhões de euros.

Em comunicado, o São João salienta que, no ano passado, “todos os indicadores de liquidez, de rentabilidade e da estrutura do balanço melhoraram face a 2013”, tendo a taxa de execução orçamental sido de 100,92% para os proveitos e de 100,76% para os custos.

No exercício de 2014, o centro hospitalar diz ter reduzido a dívida a fornecedores externos em 37%, para os actuais 22 milhões de euros, e diminuído o respectivo prazo médio de pagamento em 54%, para 75 dias, valor que nota estar “abaixo dos padrões internacionais de referência”.

Relativamente aos objectivos gerais contratualizados com a tutela, a taxa de execução do contrato-programa foi de 99,2% e o índice de desempenho global ascendeu a 98,6%.

Segundo o Centro Hospitalar de São João, o investimento em inovação, renovação, manutenção e conservação “manteve-se afectado pelos constrangimentos administrativos impostos à gestão”, tendo continuado “muito abaixo” dos valores médios de mais de 10 milhões de euros registados até 2011.

“O investimento realizado aumentou 8,2% face a 2013 e cifrou-se em 4,2 milhões de euros, destinados, exclusivamente, à substituição de equipamento avariado/obsoleto e a pequenas obras de conservação e manutenção”, refere.

Conforme salienta, e “à semelhança dos anos anteriores”, este investimento foi “totalmente financiado por recursos próprios gerados na instituição”, não tendo dependido de “aumentos de capital social ou de outro tipo de financiamento”.

No que diz respeito à produção, o São João dá conta de um aumento homólogo de 3,5% nas consultas médicas em geral e de 4,8% nas primeiras consultas, para além de uma melhoria de 1,4% na acessibilidade à consulta e de uma subida de 0,6% no número de doentes saídos do internamento, que ascendeu a 44.863.

Em 2014 foram realizadas 43.318 cirurgias naquele centro hospitalar, mais 3,2% do que ano anterior, com a cirurgia programada convencional a aumentar 1,3%, a cirurgia de ambulatório a subir 6,3% e a cirurgia urgente a diminuir 2,1%.

A taxa de cirurgias em ambulatório correspondeu a 56% no total das cirurgias programadas, tendo o número de sessões de hospital de dia aumentado 5,3% e o número de episódios na urgência polivalente aumentado 4% na urgência geral de adultos, 5,9% na urgência pediátrica e diminuído 1,5% na urgência de obstetrícia e ginecologia.

Homologado por despacho do secretário de Estado da Saúde a 11 de Novembro de 2014, o Plano Estratégico 2013-2015 teve em 2014 uma taxa de execução (avaliada pelo Balanced Scorecard) de 93%.

Para a administração do são João, “estes resultados reflectem uma tendência crescente da produtividade dos profissionais (numa longa sequência de 10 anos), confirmando a sustentabilidade operacional deste centro hospitalar, ancorada em repetidos exercícios orçamentais equilibrados”.

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O Internamento do Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar de São João, no Porto, instalado em contentores desde há sete anos, deverá regressar ao edifício principal em meados de 2016, disse hoje o administrador João Oliveira.

O responsável falava a propósito de um despacho hoje publicado em Diário da República que autoriza o Centro Hospitalar de São João a realizar o investimento de 6,5 milhões de euros na ampliação e remodelação da Ala Sul Central (pisos 7 e 8) do edifício.

Esta autorização vai permitir que, no piso 7, a Neurologia fique remodelada, com 15 camas, enquanto, no piso 8, ficarão os serviços de Hematologia, com 23 camas, e a Neurocirurgia, com 31 camas.

Segundo o administrador executivo, o concurso público “não devera ser concluído num prazo inferior a seis meses, o que significa que a obra irá começar durante o quarto trimestre de 2015”.

Este investimento estava previsto no plano estratégico 2013/2015 e era considerada o “mais premente” e, portanto, com “maior prioridade”. Enquadra-se na perspectiva da remodelação de todo o internamento do hospital.

No despacho hoje publicado em Diário da República, assinado pelos secretários de Estado Adjunto e do Orçamento, Hélder Reis, do Tesouro, Isabel Castelo Branco, e da Saúde, Manuel Teixeira, lê-se que se trata de um investimento a realizar em 2015 e 2016, com recurso a receitas próprias da unidade hospitalar.

O administrador João Oliveira explicou que estas receitas são o resultado das contas equilibradas que o hospital tem obtido ao longo dos anos, o que lhe permite dispor ainda de 55 milhões de euros de capital social.

“O Hospital de São João foi criado como Entidade Pública Empresarial (EPE) em 2006, com o capital social de 112 milhões de euros. A grande insistência na obtenção de contas equilibradas significa que o hospital ainda tem cerca de 55 ME de capital social que ainda não gastou, ao contrário dos outros que já tiveram necessidade de fazer aumentos de capital social”, referiu.

No despacho é autorizada a assunção de encargos plurianuais nos anos de 2015 e 2016, de acordo com o seguinte escalonamento: ano de 2015 — 5.264.305 euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor; ano de 2016 — 1.316.076 euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor.

O administrador executivo explicou à Lusa que “esta divisão de despesa foi prevista para uma autorização solicitada em 2014, portanto o ano 2015 seria um ano completo de obra. Não poderá concretizar-se exactamente da maneira prevista porque haverá certamente uma passagem de despesa maior para o ano 2016. Não deverá ser possível executar 5 milhões 264 mil euros em 2015, uma vez que a obra só deverá iniciar-se no último trimestre”.

João Oliveira manifestou ainda a “satisfação” do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de São João por poder retomar “um projecto que já vem desde 2006, mas que teve um interregno de três anos, sem investimento, e, portanto, muito doloroso, essencialmente para os serviços como a Neurocirurgia que estão deslocados”.

A obra garante “a construção das escadas de emergência, que no projecto original não existiam, e que passarão a ficar disponíveis para todos os pisos do hospital, garantindo maior segurança ao edifício”, acrescentou.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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