A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) e a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) vão investigar o caso de acesso indevido a dados clínicos no Hospital do Barreiro, que, segundo o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), pode não ser um caso único.

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Uma dezena de entidades vão realizar uma marcha de protesto, a 4 de março, até ao Hospital do Barreiro, referindo que existe falta de profissionais e demoras em diversos serviços.

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O Centro Hospitalar Barreiro/Montijo nomeou Ana Teresa Xavier para diretora da Unidade de Oncologia, cargo do qual Jorge Espírito Santo se demitiu recentemente, disse ontem fonte hospitalar.

"Confirmamos a nomeação da Dra. Ana Teresa Xavier como Responsável da Unidade Funcional de Oncologia do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, nomeação que produziu efeitos a 31 de março de 2016", referiu à Lusa a fonte.

Jorge Espírito Santo confirmou à Lusa que estava demissionário em março, mês em que a administração do centro hospitalar, liderada por Silveira Ribeiro, anunciou que aceitou a demissão responsável.

A acompanhar o seu pedido de demissão seguiu para o conselho de administração uma carta a explicar as razões da sua posição.

A situação foi comunicada à Ordem dos Médicos e na altura o bastonário, José Manuel Silva, mostrou-se muito preocupado com “o que se passa na Oncologia e com a gestão do Hospital do Barreiro”.

"Os motivos apresentados [por Jorge Espírito Santo] são muito ponderosos e não é por acaso que um dos elementos mais dedicados à Oncologia naquela instituição apresenta a demissão do cargo de diretor deste serviço”, disse.

Para o bastonário, as razões enumeradas pelo oncologista passam pelo “não funcionamento adequado das consultas de decisão terapêutica, má organização e falta de recursos”.

A acessibilidade em tempo das consultas de Oncologia e a não contratação de profissionais, mesmo quando estes estavam dispostos, terão sido, segundo o bastonário, razões que levaram ao pedido de demissão de Jorge Espírito Santo.

A demissão do diretor da Unidade de Oncologia originou alguns pedidos de esclarecimento de grupos parlamentares, como BE ou "Os Verdes", ao Governo.

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Jorge Espirito Santo

O diretor do Serviço de Oncologia do Hospital do Barreiro demitiu-se do cargo, situação já comunicada à Ordem dos Médicos que está “muito preocupada” com a resposta aos doentes que esta instituição disponibiliza.

Jorge Espírito Santo confirmou que está demissionário, tendo apresentado o pedido para deixar as funções de diretor do Serviço de Oncologia ao conselho de administração, aguardando ainda uma resposta.

Sem querer especificar as razões do seu pedido de demissão, o oncologista disse que as mesmas são a de todos os diretores de serviço que optam por esta via: falta de condições para manter o que devem ser os seus padrões de prática e assistência aos doentes.

A acompanhar o seu pedido de demissão seguiu para o conselho de administração do Centro Hospitalar Barreiro Montijo uma carta a explicar as razões desta posição, que já é do conhecimento do bastonário da Ordem dos Médicos.

Contatado pela agência Lusa, José Manuel Silva confirmou a receção da carta e mostrou-se muito preocupado com “o que se passa na Oncologia e com a gestão do Hospital do Barreiro”.

“Os motivos apresentados [por Jorge Espírito Santo] são muito ponderosos e não é por acaso que um dos elementos mais dedicados à Oncologia naquela instituição apresenta a demissão do cargo de diretor deste serviço”, disse.

Para o bastonário, as razões enumeradas pelo oncologista passam pelo “não funcionamento adequado das consultas de decisão terapêutica, má organização e falta de recursos”.

A acessibilidade em tempo das consultas de Oncologia e a não contratação de profissionais, mesmo quando estes estavam dispostos terão sido, segundo o bastonário, razões que levaram ao pedido de demissão de Jorge Espírito Santo.

Jorge Espírito Santo “não quer ficar ligado a uma degradação das condições assistenciais aos utentes de oncologia do Barreiro”, adiantou José Manuel Silva.

A Ordem dos Médicos vai acompanhar esta situação, tendo o seu bastonário manifestado a sua “forte preocupação” com “o que se passa, a vários níveis, nesta instituição”.

Questionado sobre se o que se passa ao nível da oncologia no Hospital do Barreiro põe em causa a assistência aos doentes, o bastonário é perentório: “Os doentes podem ser obviamente prejudicados”.

“Quando um serviço que já está a funcionar abaixo dos limites e vê um dos seus responsáveis mais empenhado e ativo demitir-se, obviamente que os doentes podem ser prejudicados”, acrescentou.

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HospitalBarreiro

Cerca de uma centena de pessoas manifestou-se ontem junto à entrada do hospital do Barreiro, referindo que as respostas ficam "muito aquém" das necessidades da população.

"A resposta do Hospital do Barreiro fica muito aquém das necessidades. É inconcebível o tempo que se espera na urgência, mas também nas consultas externas existem tempos de espera que não são admissíveis e são constantes os adiamentos das cirurgias", disse à Lusa o representante das Comissões de Utentes da Saúde do Arco Ribeirinho, José Fernandes.

As Comissões de Utentes da Saúde do Arco Ribeirinho e a Associação de Mulheres com Patologia Mamária realizaram ontem, junto à entrada do hospital, uma tribuna pública, que contou com a presença de autarcas dos concelhos do Barreiro e Moita.

"Temos de lutar para defender o que temos direito, para defender aquilo que já tivemos e nos estão a roubar, porque sem lutar não temos nada. Houve algumas obras nos centros de saúde e no hospital do Barreiro, porque nós lutámos por isso", frisou.

José Fernandes referiu que existem especialidades que estão a "ser transferidas para outras unidades de saúde", dando o exemplo da obstetrícia.

"Ainda hoje surgiu a informação de que as grávidas em trabalho de parto não seriam atendidas no Hospital do Barreiro devido a uma redução da equipa de urgência de obstetrícia e ginecologia", salientou.

José Fernandes garantiu que as comissões de utentes vão continuar a lutar e deixou críticas ao presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

"Temos pedido constantemente uma reunião com o presidente da ARS-LVT mas não nos responde sequer, esse Senhor devia demitir-se. Nós vamos continuar a lutar para defender os utentes", concluiu.

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Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade

Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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