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A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) abre, esta quinta-feira, o novo Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém (Setúbal), num investimento de 1,6 milhões de euros.

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O Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, investiu 1,6 milhões de euros nas obras de ampliação do serviço de Urgência, que deverão estar concluídas em outubro.

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O grupo parlamentar de “Os Verdes” questionou ontem o Governo sobre o possível encerramento de valências e respostas no Hospital do Litoral Alentejano, salientando que em causa podem estar as unidades de convalescença e cuidados paliativos.

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O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, defendeu hoje que são necessários mais clínicos cubanos no concelho para responder aos “mais de 20% da população que ainda não dispõe de médico de família”.

“Continuamos com mais de 20% de pessoas sem médico de família, no concelho e no litoral alentejano. No caso de Santiago do Cacém, já tivemos quatro médicos cubanos, mas agora só temos três”, pelo que “precisamos de mais médicos”, argumentou o autarca.

Álvaro Beijinha falava hoje à agência Lusa a propósito de uma visita da embaixadora de Cuba em Portugal, Johana de la Torre, ao Hospital do Litoral Alentejano, situado no concelho de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

Segundo o autarca, na reunião com a embaixadora, os municípios do litoral alentejano, onde se encontram, atualmente, “12 médicos cubanos”, realçaram a necessidade de poderem contar com mais clínicos.

“A embaixadora manifestou a total disponibilidade de Cuba para reforçar o contingente” de clínicos na região, informando ainda que o acordo com o Estado português “prevê a possibilidade de chegar aos 100 médicos”.

Atualmente, “só estão 62 médicos cubanos em Portugal, sobretudo no Alentejo e no Algarve. Por isso, há aqui uma margem que possibilita poderem vir mais cerca de 40 médicos”, realçou o presidente da Câmara de Santiago do Cacém.

“Esta disponibilidade de Cuba para reforçar o contingente de médicos já foi colocada ao agora ministro da Saúde [Fernando Leal da Costa], mas o processo está um pouco parado, tendo em conta o impasse governativo que o país vive”, afirmou.

Álvaro Beijinha disse esperar que o reforço do número de médicos de Cuba se concretize “o mais rapidamente possível”, até porque as autarquias manifestaram à embaixadora “a sua contínua disponibilidade para cederem casas” para alojar os clínicos, tal como “tem sido feito até agora”.

“O que queremos é mais médicos no concelho, porque os concursos que a Administração Regional de Saúde do Alentejo vai abrindo ficam vazios. Queremos é que toda a população tenha médico de família”, frisou Álvaro Beijinha.

Lusa

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segunda-feira, 05 outubro 2015 17:00

Consultas de psiquiatria "estreiam-se" na ULSLA

Hospital Litoral Alentejano
O Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, e o Centro de Saúde de Odemira, concelho com a maior taxa de suicídio do país, disponibilizam aos utentes consultas de psiquiatria, a partir desta semana.

A nova valência é conseguida mediante acordo entre a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) e o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (CHPL), que assinaram hoje um memorando de entendimento para a área da Psiquiatria.

A parceria envolve a prestação de cuidados de saúde, por médicos psiquiatras do CHPL, nas atividades programadas e não programadas de consulta dessa especialidade no Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém (Setúbal), e no Centro de Saúde de Odemira (Beja).

As consultas “vão ser feitas dois dias por semana, à segunda e terça-feira, por dois psiquiatras. No HLA, decorrem nos dois dias, enquanto em Odemira vão ter lugar à terça-feira”, explicou hoje à agência Lusa o presidente do conselho de administração da ULSLA, Jorge Sanches.

“O facto de haver uma oferta é que cria a procura”, argumentou o responsável, realçando que, à medida que as consultas forem decorrendo, em caso de necessidade, a sua periodicidade poderá ser aumentada.

Os psiquiatras já começaram hoje a dar consultas no HLA e esta especialidade vai iniciar-se, esta terça-feira, no Centro de Saúde de Odemira, acrescentou.

“Em Odemira, concelho que tem a maior taxa de suicídio do país, nunca houve consulta de psiquiatria. E esta situação é tão importante para nós porque, até agora, todos os concursos lançados na ULSLA tinham ficado desertos”, disse Jorge Sanches.

Trata-se, pois, continuou, de “um dia de satisfação”, graças à assinatura do acordo com o CHPL, que pode até abrir portas à eventual “criação de um serviço de psiquiatria na região”.

“É uma região absolutamente carenciada deste tipo de consulta e este é o primeiro passo para um serviço de psiquiatria. Desde que começámos a construir o protocolo com o CHPL, já temos psiquiatras a manifestarem interesse de virem viver e trabalhar na região”, destacou Jorge Sanches.

Criada em 2012, a ULSLA integra, além do HLA e da Unidade de Saúde Pública do Alentejo Litoral, o Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Litoral, com cinco unidades e respetivas extensões.

A ULSLA responde às necessidades de cuidados primários, hospitalares e continuados do litoral alentejano, que abrange uma população global de cerca 100 mil habitantes, com um acréscimo de cerca de 20 mil em época estival.

Lusa/Jornal Médico

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Hospital Litoral Alentejano

O Hospital do Litoral Alentejano (HLA), no concelho de Santiago do Cacém, vai contar com médicos provenientes do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, no qual se inclui o Hospital de Santa Maria, para colmatar as carências existentes.

A especialidade de Imuno-hemoterapia, que se dedica ao tratamento de doenças através da utilização de sangue ou derivados, é a primeira a ser beneficiada pela colaboração entre a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), entidades que assinaram ontem um memorando de entendimento no HLA, sediado em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

De acordo com o presidente da ULSLA, Jorge Sanches, "este era o caso mais premente" a atender, uma vez que o único especialista de Imuno-hemoterapia do hospital local, Carlos Aldeia, passou a acumular, recentemente, a função de médico com a de director clínico dos cuidados de saúde hospitalares da instituição.

Jorge Sanches, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura do protocolo, indicou que "alguns profissionais" do Hospital de Santa Maria já se encontram no HLA para "iniciarem" serviço.

"A lógica é que eles possam, através de uma mobilidade parcial, ocupar uma parte da sua semana aqui", explicou o presidente da ULSLA, que iniciou funções há cerca de um mês.

Para o responsável, este é um "bom modelo", que poderá permitir a fixação de novos médicos nos serviços de saúde da costa alentejana.

A colaboração entre as duas instituições, disse, poderá estender-se a outras especialidades médicas, entre as quais a Psiquiatria.

No HLA "há um conjunto de especialidades que tem apenas um médico", referiu Jorge Sanches, o que compromete a prestação dos serviços em caso de "imprevistos".

"Nós não queremos estar tão dependentes assim dessas questões. Precisamos de ter alternativas, não só para melhorar o serviço, mas também para garantir que, a qualquer momento, não possa haver uma rutura", realçou.

Segundo o presidente do CHLN, Carlos Martins, a parceria com a ULSLA insere-se na missão de "proximidade" com as populações que a instituição prossegue e que se estende por alguns serviços de saúde nacionais.

Neste âmbito, exemplificou, o CHLN assegura, quatro dias por semana, as consultas de Psicologia e de Psiquiatria do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.

Para José Robalo, presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, o memorando de entendimento pode "fazer a diferença" para ultrapassar as carências de profissionais de saúde existentes na ULSLA, uma vez que as vagas que têm sido abertas nos concursos de colocação "ficam por ocupar".

Prestar no HLA um serviço "com a dignidade a que as pessoas têm direito" e evitar que os doentes "tenham de se deslocar" para receber assistência médica, bem como atribuir médico de família a todos os utentes, são os objectivos da ARS enunciados por José Robalo.

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Hospital Litoral Alentejano

O Governo reconheceu ontem que a situação nos serviços de saúde do Alentejo Litoral é "das três mais graves do país" e apontou melhorias a partir de Outubro, disse à agência Lusa o presidente da comunidade intermunicipal.

"O Governo confirma que esta é uma situação muito preocupante no país", a par do barlavento algarvio e de algumas zonas de Lisboa, afirmou o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), Vítor Proença, após uma reunião com o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa.

Segundo Vítor Proença, na reunião, que decorreu ontem à tarde, em Lisboa, o governante indicou aos cinco autarcas da CIMAL que, a partir de Maio, serão iniciadas medidas que poderão produzir "alguns resultados" em Outubro.

Os autarcas de Alcácer do Sal, Grândola e Santiago do Cacém, eleitos pela CDU, e de Odemira e Sines, do PS, solicitaram a intervenção do Ministério da Saúde para solucionar os problemas do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), "tendo em conta o número de críticas que existem por parte dos utentes relativamente a falhas de resposta".

Apesar de valorizarem "imenso" os profissionais de saúde que trabalham no HLA, sediado em Santiago do Cacém, "continua a haver uma situação muitíssimo grave na urgência hospitalar, que não foi resolvida", frisou Vítor Proença.

"Tempos de espera longuíssimos", aos quais o recurso a empresas de contratação de mão-de-obra não tem conseguido "dar resposta", bem como a desmotivação dos profissionais, são problemas que os autarcas da CIMAL querem ver solucionados.

Actualmente, faltam, "pelo menos, 80 médicos no litoral alentejano", carência que afecta "particularmente os cuidados de saúde primários", estimou Vítor Proença, que é também presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal.

As soluções apontadas por Fernando Leal da Costa passam, de acordo com o presidente da CIMAL, pelo retorno ao Serviço Nacional de Saúde de médicos reformados sem terem de prescindir da reforma ou do vencimento, pela atracção de mais médicos estrangeiros, sobretudo cubanos, e pela contratação excepcional de serviços junto de instituições particulares de solidariedade social.

Os autarcas propõem ainda a criação de "medidas de incentivo" à fixação de médicos na sub-região e querem assumir-se como "parte da solução", papel que lhes foi reconhecido pelo secretário de Estado, referiu Vítor Proença.

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Os médicos que "têm assumido" a chefia de equipa da Urgência do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, recusaram ontem continuar à frente do serviço, invocando "degradação das condições de trabalho".

Numa carta dirigida ao director clínico do hospital, a que a agência Lusa teve acesso, os médicos apontam "a degradação contínua das condições de trabalho no Serviço de Urgência, quer em termos de falta de material, quer em termos de falta de pessoal".

"Desconformidades sistemáticas da escala de urgência, nomeadamente do Atendimento Geral e do Atendimento Pediátrico", são também anomalias indicadas pelos clínicos, que consideram que "a degradação põe em risco a segurança dos doentes que recorrem ao Serviço de Urgência".

"Apesar de ter havido orientações da tutela para o reforço das equipas de urgência para o cumprimento do Plano de Inverno 2015, e de ter havido reuniões internas ao abrigo desse mesmo plano, não só não se verificou o reforço das equipas, como continuam a ser sistemáticas as desconformidades da escala de urgência, sendo frequente existir um só elemento escalado para o Atendimento Geral durante o dia e durante a noite", acusam.

Segundo os responsáveis, com a passagem da Unidade de Cuidados Paliativos para a Rede Nacional de Cuidados Continuados, vai reduzir-se a capacidade de internamento do HLA, que está integrado na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), agravando a "capacidade de escoamento do Serviço de Urgência".

"O conselho de administração, no âmbito das suas competências, tomou decisões sobre a contratação externa de médicos para o Serviço de Urgência, sem ouvir ou levar em consideração a opinião dos responsáveis intermédios", afirmam.

Os clínicos defendem que tais decisões levaram às "desconformidades" nas escalas de urgência e acusam o conselho de administração da ULSLA de não se ter mostrado "realmente interessado em discutir a problemática".

Indicam ainda acções que levaram a cabo para chamar a atenção para o problema, como a elaboração de um documento no qual "definiram as condições mínimas de pessoal que consideravam necessárias para garantir a segurança e qualidade no atendimento aos doentes", que entregaram à administração no final de Novembro do ano passado.

Os clínicos referem que "têm assumido" a chefia de equipa, "porque muitos deles nunca foram nomeados", "delegando" agora essa responsabilidade no director clínico, Mário Moreira, ao qual compete a responsabilidade da escala do atendimento da Urgência, uma vez que não existe um director neste serviço.

Administração recusa degradação da Urgência

O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano recusou hoje a acusação de "degradação" do Serviço de Urgência do hospital sediado em Santiago do Cacém feita pelos chefes de equipa demissionários.

Em comunicado, o Conselho de Administração (CA) da ULSLA confirma a recepção, na quinta-feira, por parte do director clínico dos Cuidados de Saúde Primários, de um "abaixo-assinado, no qual catorze médicos do Hospital do Litoral Alentejano informam que se recusam a continuar a assumir a Chefia da Equipa de Urgência, alegando não terem condições".

Na carta, os médicos apontam "desconformidades sistemáticas da escala de urgência, nomeadamente do Atendimento Geral e do Atendimento Pediátrico", que o CA da ULSLA recusa, contrapondo com escalas "já elaboradas e aprovadas" para o mês de Março.

"É de salientar que apenas está por aprovar a designada escala de ‘1º Atendimento’, onde faltam completar três turnos e três meios-dias", indica a entidade, esclarecendo que este serviço funciona com recurso a dois médicos prestadores de serviços.

Na falta de um elemento, explica a ULSLA, que abrange os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines, "existe uma equipa de médicos especialistas de retaguarda", que inclui cerca de 10 elementos de várias especialidades.

O CA reconhece, contudo, que "existem problemas resultantes, entre outros, da falta de médicos na instituição", o que se reflecte no Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica (SUMC), mas também nas restantes valências da ULSLA, incluindo os centros de saúde e os serviços de urgência básica.

A administração refere igualmente que a "orgânica do SUMC" é uma das suas "prioridades", mas que "ainda não foi possível fechar este assunto, dado que existe uma enorme falta de médicos", bem como "uma grande resistência à mudança".

Para assegurar os serviços, a ULSLA diz precisar de 186 médicos, dispondo actualmente apenas de 79.

Os clínicos afirmam que não houve "reforço das equipas", conforme "orientações da tutela", no âmbito do Plano de Inverno 2015, ao que o CA responde que, "até ao momento", não foi necessário "ir além" do primeiro nível do seu Plano de Infecções Respiratórias.

A administração da ULSLA afirma ainda desconhecer "qualquer alteração relevante" no que diz respeito à integração da Unidade de Cuidados Paliativos na Rede Nacional de Cuidados Continuados, apesar de os médicos garantirem que tal irá "agravar a capacidade de escoamento do Serviço de Urgência".

A entidade informa igualmente que está em fase de conclusão o término do projecto de ampliação do SUMC, que irá "criar melhores condições físicas, técnicas e funcionais para o serviço e os seus utentes".

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Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro
Editorial | Conceição Outeirinho
Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro

O início da segunda década deste século, foram anos de testagem. Prova intensa, e avassaladora aos serviços de saúde e aos seus profissionais, determinada pelo contexto pandémico. As fragilidades do sistema de saúde revelaram-se de modo mais acentuado, mas por outro lado, deu a conhecer o nível de capacidade de resposta, nomeadamente dos seus profissionais.