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O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) lançou hoje a segunda edição de uma campanha de apelo à dádiva de sangue, para prevenir a habitual quebra de colheitas do Verão.

A campanha “Give Nexcare”, que se realiza este ano pela segunda vez, resulta de uma parceria entre o IPST e a área farmacêutica da empresa 3M Portugal e tem como objectivo consciencializar a população sobre a importância desta atitude solidária.

“A escassez de dadores de sangue é um problema que a sociedade enfrenta nos dias de hoje. Cabe a cada um de nós inverter esta tendência e com um pequeno gesto podemos ajudar quem mais precisa”, salienta o IPST.

Sob o lema “faz a diferença, salva uma vida”, a campanha tem este ano como embaixadora a actriz Sara Prata.

O alerta e apelo à dádiva surgem numa altura em que as dádivas habitualmente começam a descer, tendência que se costuma manter durante o Verão.

Segundo dados do IPST, actualmente existe a nível nacional uma reserva de 12.567 unidades, sendo que a reserva do instituto é de 6.450.

Este valor nacional indicia já uma quebra de 29%, uma vez que no início do ano a reserva nacional era de 17.620 unidades.

Quanto aos tipos de sangue, o IPST tem actualmente reserva de nove dias para os 0 (zero) negativos e positivos, de 14 dias para os A+ e de 10 dias para os A-.

A nível nacional, existem disponíveis reservas de 14 dias para 0 positivo e de 21 dias para 0 negativo, de 19 para A+ e de 22 para A-.

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sangue

O presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) afirmou hoje que é um factor de exclusão para a dádiva de sangue ser homem e ter tido sexo com outros homens.

Segundo Hélder Trindade, que foi ouvido hoje na Comissão Parlamentar de Saúde, o instituto não faz qualquer discriminação em função da orientação sexual, mas sim em função da prática sexual.

“O contacto sexual de homens com outros homens é definido como factor de risco”, admitiu o presidente do IPST, sem contudo reconhecer tratar-se de preconceito como acusam os partidos da oposição.

O sangue doado é sempre testado antes de ser usado, mas o questionário realizado ao dador é considerado um passo crucial para a segurança da transfusão, na medida em que há uma “janela de tempo”, que é variável, em que o VIH pode não ser detectado na análise ao sangue doado.

No final da comissão parlamentar e em declarações aos jornalistas, Hélder Trindade voltou a explicar que está definido como factor de exclusão para a dádiva de sangue “ser homem que tem sexo com homens”.

Apesar de a pergunta ter saído dos questionários escritos feitos antes das dádivas de sangue, continua a haver indicações para que seja sempre formulada a quem se apresente para doar sangue.

Hélder Trindade entende que não se trata de um preconceito, uma vez que nada é perguntado sobre a orientação sexual, mas antes sobre o comportamento sexual.

“O que o instituto questiona é o comportamento de risco. Tanto faz se é homo ou heterossexual. Não há discriminação por grupos de risco, mas sim por comportamentos de risco”, afirmou, adiantando que o dador não será excluído por se assumir homossexual, mas por praticar sexo com outros homens.

O presidente do IPST sublinhou que o mesmo se passa em vários outros países europeus e também nos Estados Unidos, apesar de na Europa a matéria não ser consensual.

Para justificar o que está estabelecido em Portugal, cita dados do Centro Europeu de Controlo de Doenças segundo os quais a prevalência do VIH/sida é “bastante mais elevada” nos homens que fazem sexo com homens.

“O contacto sexual de homens com homens é definido como um factor de risco. A homossexualidade não é assumida como factor de risco”, indicou o responsável aos deputados durante a audição requerida pelo Bloco de Esquerda.

Perante as explicações, os partidos da oposição foram unânimes em considerar que o factor de exclusão assumido pelo IPST continua a ser discriminatório.

“A categoria ‘homens que têm sexo com homens’ é uma categoria preconceituosa e é absurda do ponto de vista da avaliação do risco. Primeiro presume que um homem que faz sexo com homens faz sempre sexo anal. Depois não considera o factor da desprotecção. O factor de risco são as práticas sexuais desprotegidas”, defendeu José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda.

Para a deputada do PS Elza Pais, “as garantias de segurança para quem recebe a dádiva devem ser feitas com base no rigor científico e não no preconceito”.

“O sexo anal não é exclusivo de homens que têm sexo com homens. Se se entende que o sexo anal é fcator de risco, como se garante a segurança quando os heterossexuais também têm sexo anal?”, questionou Elza Pais.

Paula Santos (PCP) disse que os argumentos do IPST eram contraditórios e referiu-se ao critério de exclusão da dádiva de sangue como uma “discriminação”.

O BE, que requereu esta audição, considerou ainda que a interpretação do instituto “viola a decisão e o espírito” de uma resolução do parlamento estabelecida em 2010 que recomendou ao Governo abolir qualquer discriminação dos homossexuais e bissexuais nos serviços de recolha de sangue.

Nessa resolução recomenda-se a reformulação de todos os questionários que contenham enunciados homofóbicos, nomeadamente em relação a questões relativas a relações sexuais entre homens.

A mesma resolução de 2010, aprovada sem votos contra, recomenda a elaboração de um documento por parte do governo que proíba expressamente a discriminação dos dadores com base na sua orientação sexual.

O governo decidiu a este propósito criar um grupo de trabalho no IPST, que até ao momento não apresentou conclusões, como admitiu Hélder Trindade, garantindo apenas que deverá haver conclusões "em breve".

Hélder Trindade frisou que o “IPST não tem preconceitos” e que debate estes assuntos com um olhar “técnico e científico”.

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A colheita de órgãos em dadores com coração parado deverá começar a ser feita até ao final deste ano, uma vez que a legislação está concluída e vão iniciar-se os processos de treino das equipas e candidaturas dos hospitais.

A informação foi avançada pelo presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), a propósito de uma portaria publicada em diário da república no final de Janeiro, que regulamenta o processo de colheita de órgãos em dadores mortos em paragem cardiocirculatória.

“Neste momento vai-se entrar em fase de candidaturas, depois é verificar e dar autorização e a partir daí, começa-se a fazer a colheita”, afirmou.

Para já é necessário as equipas treinarem-se para que “no final do ano um ou dois hospitais” já possam fazer esse tipo de transplante, disse.

“Esta preparação não podia ser feita sem o equipamento legal estar na rua e este já é um trabalho monstro, que implicou várias reuniões com mais de 30 pessoas”, explicou, sublinhando a importância agora do trabalho de preparação das equipas, porque a colheita de órgãos em dador de coração parado requer muita coordenação.

Para se candidatarem, os hospitais precisam de cumprir uma série de requisitos, como situarem-se em Lisboa, Coimbra ou Porto, disporem de um serviço de urgência polivalente e de um gabinete coordenador de colheita e transplantação e garantirem a disponibilidade de um coordenador hospitalar de doação de forma ininterrupta e em presença física.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) também é chamado a participar neste processo devendo ter um protocolo com os hospitais em causa que assegure os procedimentos no âmbito da emergência médica pré-hospitalar.

Os hospitais são ainda obrigados a cumprir uma série de requisitos relativamente ao doente em paragem cardiocirculatória, como medidas de reanimação avançada, incluindo oxigenação extracorporal em tempo útil após chegada ao hospital, ou a mobilização rápida de equipas cirúrgicas multidisciplinares para a colheita de órgãos.

Estas unidades hospitalares terão ainda que assegurar a articulação entre a sala de emergência, os cuidados intensivos e o bloco operatório, de modo a garantir que a colheita de órgãos se realiza num período inferior a 240 minutos.

Actualmente, a colheita de órgãos para transplante apenas é feita em doentes em morte cerebral, pelo que a possibilidade de transplantar a partir de pessoas em paragem cardiocirculatória irá aumentar o número de transplantes.

A medida já está prevista há mais de quatro anos, mas só em Novembro de 2013 foi publicado em diário da república o despacho que define os critérios médico-legais segundo os quais pode ser declarada a paragem cardiocirculatória irreversível, e que foram propostos e aprovados pela Ordem dos Médicos.

No dia 23 de Janeiro deste ano, foi publicada a portaria que regulamenta todos os procedimentos, fechando o capítulo legal relativamente a este tipo de transplante e levando Hélder Trindade a afirmar que “o fundamental está feito: pôr a lei na rua”.

Transplantes de órgãos e número de dadores diminuíram ligeiramente em 2014

Em 2014 realizaram-se em Portugal 747 transplantes de órgãos, menos 42 do que no ano anterior, uma descida que o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) considera ser pouco significativa, mantendo os níveis estáveis.

O número de dadores também desceu, de 295 em 2013, para 289 em 2014.

Segundo Hélder Trindade, no ano passado foram colhidos 829 órgãos, e houve uma diminuição de fígados e corações transplantados e um aumento de transplantes de rins e pulmões.

De acordo com os dados do IPST, em 2014 realizaram-se 451 transplantes renais (mais um do que em 2013), 209 transplantes hepáticos (menos 34), 43 cardíacos (menos 12), 19 pulmonares (mais três) e 25 pancreáticos (o mesmo número do ano anterior).

Na opinião de Hélder Trindade, é um número de transplantes “razoável” e apesar de ter havido uma ligeira descida, no geral “há uma estabilização de um ano para o outro”.

“O ano passado teve um bom primeiro semestre [em termos de transplantes] e o segundo foi pior. É habitual isto acontecer, o que é preciso é manter”, afirmou.

Segundo Hélder trindade, 78% causas de morte foram médicas, o que significa que são dadores mais idosos, com patologias associadas, o que pode condicionar os órgãos, sobretudo os rins.

“É importante que um dos dados que temos que perceber é que estamos a colher em população com morte por causa médica e não traumática, como antigamente. Por isso o transplante renal estar quase na mesma é um bom indicador”, afirmou.

O responsável adiantou ainda que estão a ser feitas auditorias aos hospitais, para identificar se estão a ser devidamente identificados e aproveitados todos os dadores cadáveres.

Estas auditorias permitirão posteriormente ir melhorando os processos de transplantação, sublinhou.

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Bloco operatório
O número de transplantes realizados no primeiro semestre do ano subiu 17 por cento em relação ao mesmo período de 2013, devido ao aumento de dadores cadáver e de órgãos colhidos.

Segundo o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), nos primeiros seis meses do ano realizaram-se 395 transplantes, mais 57 do que em igual período de 2013, quando foram efectuados 338.

Os dados da actividade de transplantação indicam também que, no primeiro semestre, o número de dadores aumentou 20 por cento, passando dos 131, em 2013, para 157.

O IPST destaca “o aumento do número de dadores cadáver para níveis semelhantes aos de 2009 e 2011”.

Nos primeiros seis meses do ano foram colhidos 459 órgãos, verificando-se um aumento de 19% em relação ao mesmo período de 2013, com mais 73 órgãos colhidos.

A coordenadora da área da transplantação, Ana França, disse à agência Lusa que o número de órgãos colhidos conseguiu atingir, no primeiro semestre, um nível superior ao de 2009, melhor ano de sempre registado em Portugal.

Os dados do IPST indicam também que 80% dos dadores morreram por razões clínicas, enquanto no ano passado eram 78 por cento.

O resumo da actividade do primeiro semestre refere que se registou um aumento do transplante renal, hepático, pancreático e cardíaco para valores superiores aos dos últimos dois anos e o transplante pulmonar alcançou níveis superiores a qualquer dos anos anteriores.

Ana França destacou o número de transplantes pancreático (15), cardíaco (24) e hepático (109) já realizados este ano.

“Este crescimento só foi possível graças ao trabalho dos Gabinetes Coordenadores de Colheita e Transplantação (GCCT) e dos Coordenadores Hospitalares de Doação (CHD), sem os quais não podíamos atingir estes valores de colheita e, consequentemente, o aumento do número de órgãos transplantados”, refere ainda o IPST, em comunicado, sublinhando que o "aumento do número de transplantes pelo segundo trimestre consecutivo contraria a diminuição verificada desde 2011".

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O Instituto Português do Sangue e da Transplantação lança hoje nos centros de saúde de todo o país uma campanha de informação sobre o Registo Nacional de Não Dadores de órgãos.

“Esta campanha insere-se num programa do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), que está a fazer tudo para aumentar o número de dadores de transplantes em Portugal. O instituto quer também dar a liberdade aos portugueses que não querem doar os seus órgãos depois de morrer”, explicou Ana França, coordenadora do projecto e coordenadora da área da transplantação do IPST.

O Registo Nacional de Não Dadores (RENNDA) foi criado em 1994 com o objectivo de viabilizar um eficaz direito de oposição à dádiva. “Todos os cidadãos nacionais residentes que não estejam inscritos no RENNDA são considerados possíveis dadores de órgãos e tecidos”, lembrou.

A mesma responsável informou que a campanha é lançada hoje nos centros de saúde de todo o país com a colaboração das Administrações Regionais de Saúde (ARS). “Vão ser distribuídos cartazes informativos sobre como as pessoas se podem registar. Destina-se ao público em geral, mas também aos profissionais dos centros de saúde, uma vez que é nesses serviços que é feita a inscrição”, esclareceu.

De acordo com Ana França, a campanha visa informar os cidadãos sobre a possibilidade de não ser dador e assegurar que, caso opte por ser dador, “alguém ficará grato”.

“As pessoas podem registar-se nos centros de saúde. O IPST não tem acesso à base de dados, só quando existe um possível dador se vai confirmar junto da mesma”, explicou.

Ana França adiantou ainda que, desde a criação do RENNDA em 1994, o número de inscritos tem-se mantido estável, com 37.580, correspondendo a 0,36% da população portuguesa.

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sangueO Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) agradeceu ontem a resposta dada pelos dadores ao apelo para repor as reservas de sangue, revelando que, nos três dias seguintes, houve um aumento de 10,5% de presenças nas sessões móveis de colheita e postos fixos.

"A IPST vem agradecer a todos os dadores de sangue que na sequência do pedido feito na semana passada vieram ajudar a repor as reservas de sangue, fazendo a sua dádiva. Este agradecimento é também feito em nome de todos os doentes que beneficiaram com o gesto dos dadores", refere um comunicado.

Com o aumento de 10,5% na presença de dadores em sessões móveis de colheita e nos postos fixos, a IPST "voltou a ter reservas de sete dias para os grupos 0 negativo e 0 positivo".

O IPST ressalva que "esta melhoria não permite contudo um sentimento de segurança e comodidade, na medida em que o país consome diariamente cerca de mil unidades de sangue", pelo que "as dádivas devem ser mantidas regularmente, sob pena de a situação poder evoluir negativamente em curto espaço de tempo".

"Para evitar isso, mantemos o nosso pedido para que os dadores que estejam inactivos há mais de um ano, e em especial os mais jovens, façam as suas dádivas e que o faça de forma regular no sentido de podermos manter a ajuda aos nossos doentes", acrescenta o conselho directivo do IPST.

No passado dia 20, o IPST fez hoje um apelo "urgente" à população para que desse sangue, porque tinha as reservas baixas, sobretudo dos grupos zero e A negativo, devido à quebra de afluência às colheitas em Janeiro e Fevereiro.

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sangueNo mês de Janeiro de 2014 verificou-se uma quebra na afluência às sessões de colheita do IPST de 13% comparativamente com o mesmo mês do ano anterior, a que corresponderam menos 1598 colheitas. Essa tendência manteve-se no mês de Fevereiro, agravada pela sazonalidade associada ao surto de gripe, informa o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST).

"Por esse motivo, as reservas de sangue, principalmente do grupo zero negativo e zero positivo mas também de A negativo, estão neste momento em níveis que consideramos que devem dar origem a um pedido à população de dadores e também a novos dadores para que façam as suas dádivas de sangue nos próximos dias e nos locais onde o IPST está a colher (ver locais em dador.pt)", apela a direcção do IPST.

"A reserva total nacional está ainda a níveis seguros, mas a do IPST está baixa nos grupos referidos e por isso este pedido urgente à população", acrescenta.

O IPST pede ainda que os dadores regulares que têm as suas dádivas programadas para as próximas semanas aguardem por esse momento a fim de que possa ser gerida a manutenção futura das reservas.

Neste contexto, apelamos a todos os que estão há mais de um ano sem dar sangue e principalmente aos jovens e dadores de primeira vez que possam agora fazer as suas dádivas para assim podermos garantir a ajuda aos doentes.

Em nome de todos os doentes agradecemos a todos os dadores que mostrem a sua disponibilidade.

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[caption id="attachment_5952" align="alignleft" width="300"]cirurgia_transplante Segundo o resumo da actividade de colheita e transplantação até final de Novembro do ano passado, registaram-se mais dadores, mais órgãos colhidos e mais transplantes do que em igual período de 2012[/caption]

Entre Janeiro e Novembro de 2013 houve 684 transplantes de órgãos em Portugal, mais 50 do que no mesmo período do ano anterior, com os transplantes cardíacos e hepáticos a aumentarem a níveis superiores a 2011.

Segundo o resumo da actividade de colheita e transplantação até final de Novembro do ano passado, registaram-se mais dadores, mais órgãos colhidos e mais transplantes do que em igual período de 2012.

Comparados os onzes meses de cada um dos anos, registou-se em 2013 um aumento de 24 dadores e um crescimento de 52 órgãos colhidos, num total de 763.

De acordo com o último relatório do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), o aumento do número de transplantes cardíacos e hepáticos permitiu superar os níveis de 2011.

Ao nível cardíaco foram feitos 47 transplantes até fim de Novembro de 2013, bem acima dos 28 registados no mesmo período de 2012.

Já no que se refere aos transplantes hepáticos, alcançaram os 209, quando em 2012 se tinham ficado pelos 174.

Os transplantes do pâncreas e do pulmão recuperaram para níveis semelhantes aos de 2011, enquanto os transplantes renais continuam a diminuir.

Em Dezembro de 2012, o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde tinha criado um grupo de trabalho para avaliar as possíveis causas para a diminuição de transplantes de órgãos em Portugal e propor medidas que alterassem a situação.

A falta de transparência e as desigualdades na atribuição de incentivos financeiros à colheita de órgãos e transplantação foi um dos motivos apontados, com o grupo de trabalho a concluir que Portugal estava “globalmente aquém da capacidade de utilização de possíveis dadores, existindo assimetrias regionais significativas”.

Em 2009, Portugal tinha atingido valores máximos ao nível dos transplantes, com um total de 928 realizados. Foi a partir de 2010 que se assistiu a um decréscimo do número de dadores e sobretudo de transplantes efectuados.

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DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Depois de três meses de confinamento é necessário aceitarmos a prudência de DES”confinar sem DISconfinar. Não vamos querer “morrer na praia”! As aprendizagens da pandemia Covid-19 são uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde com uma nova visão e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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