A taxa de incidência da tuberculose em 2018 situou-se em 20,8 casos por 100.000 habitantes, representando um aumento de 21,5% em relação aos dois anos anteriores e um novo máximo desde 2010, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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O número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal era de 29,1 por cada 10 mil habitantes, na quarta-feira, um aumento de 12% em relação a 6 de maio, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje.

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INE

Mais de metade das 105.219 mortes ocorridas em Portugal, em 2014, deveram-se a doenças do aparelho circulatório (30,7%) e a tumores malignos (24,9%), segundo dados do INE ontem divulgados, que apontam para um aumento do número de suicídios.

Segundo a publicação do Instituto Nacional de Estatística “Causas de morte 2014”, registaram-se menos 106.885 mortes (1.6%) do que em 2013, a grande maioria (95,4%), por doença.

As causas externas de lesão e envenenamento estiveram na origem de 4,6% das mortes, destacando-se os acidentes e sequelas (2,2%), e o suicídio (1,2%), que aumentaram 16,1% face a 2013, totalizando 1.223 óbitos.

Os dados indicam que as mortes devido a doenças circulatórias, que continuam a ser a primeira causa de morte no país, aumentaram 2,4% face a 2013, assim com os óbitos por tumores malignos (1,2%).

As doenças do aparelho circulatório mataram mais mulheres (54,9%) do que homens e atingiram os homens cerca de seis anos mais cedo, que morreram com uma idade média de 77,7 anos.

Estas doenças registaram um aumento na mortalidade prematura (idades inferiores a 70 anos) face a 2013, de 12,3% para 13,9%, tendo-se perdido 564,8 anos potenciais de vida, por cada 100 mil habitantes, adianta o INE.

No conjunto destas patologias, as doenças cerebrovasculares (AVC) provocaram 11,2% do total de mortes (11.808 óbitos), próximo do ano anterior (11,5%), a doença isquémica do coração, 7.456 óbitos (7,1%), e o enfarte agudo do miocárdio, 4.619 (4,4%).

Os tumores malignos, responsáveis por 26.220 óbitos, vitimaram mais homens (59,7%) do que mulheres (40,3%), tendo a idade média ao óbito se situado nos 72,7 anos, para os homens, e nos 73,7 anos, para as mulheres.

A mortalidade prematura situou-se em 37,5%, mais elevada para os homens (39,8%) do que para as mulheres (34,3%), adianta o INE, sublinhando que o número de anos potenciais de vida perdidos no país, em 2014, foi de 112.817 anos (113.408, em 2013).

Os dados do INE observam um aumento de 4,3%, nas mortes devido a cancro da próstata.

De entre os tumores malignos, evidenciaram-se as mortes causadas por cancro da traqueia, dos brônquios e pulmão, representando 3,7% dos óbitos em Portugal (3.937 óbitos), menos 1,8% do que em 2013 (4 010 óbitos).

No caso das mulheres, o cancro da mama vitimou 1.664 pessoas, mais 1,1% face ao ano anterior. Nos homens, o cancro da próstata fez 1.791 vítimas, mais 4,3% face a 2013.

Os dados apontam para uma redução de 3,7% nas mortes causadas por doenças do aparelho respiratório, que vitimaram 12.164 pessoas, em 2014.

Estas doenças atingiram mais homens (51,9%) do que mulheres (48,1%), sendo a idade média ao óbito mais elevada para as mulheres (84,4 anos), do que para os homens (80,9 anos).

A pneumonia, com 5.629 óbitos (5,4%), e a doença pulmonar obstrutiva crónica, com 2.567 óbitos (2,4%), foram as principais causas de morte neste conjunto de doenças.

Em 2014, também se observou uma descida de 6% das mortes causadas por diabetes mellitus, que totalizaram 4.275.

As perturbações mentais e do comportamento foram responsáveis por 2.639 óbitos, 93,7% dos quais devido a demência. A idade média ao óbito situou-se nos 84,2 anos.

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quarta-feira, 30 dezembro 2015 16:40

INE: Recursos humanos melhor aproveitados na Saúde

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O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje o Anuário Estatístico de Portugal 2014, documento no qual constam números reveladores das últimas tendências no setor da Saúde.

O Anuário Estatístico de Portugal 2014, a que o nosso jornal teve acesso, está dividido em quatro grandes capítulos – O Território; As Pessoas; A Atividade Económica e O Estado – e vinte e oito subcapítulos. E antes dos resultados relativos à área da Saúde, é importante expor alguns dados de ordem populacional e socioeconómica, que estão intimamente ligados ao estado da Saúde de qualquer sociedade.

Assim, no que diz respeito à população, em 2014 verificou-se uma diminuição da população residente em Portugal, uma tendência já iniciada em 2010, mas que agora se impõe de forma bastante mais acentuada. A população estimada é de 10.374.822 indivíduos, menos 198.657 do que em 2009, ano em que se alcançou o nível máximo. Este resultado está associado a uma taxa de crescimento efetivo na ordem de -0,50% (que compara com a taxa de -0,57% verificada em 2013).

De acordo com o Anuário Estatístico do INE, esta diminuição resulta, por um lado, da taxa de crescimento natural que manteve um perfil moderadamente descendente desde 2001, passando a evoluir negativamente a partir de 2007, estando, atualmente, num patamar de cerca de -0,22%; e por outro lado, da taxa migratória que foi a principal contribuição para a variação positiva da população entre 1995 e 2010, mas, desde o início da crise, há sensivelmente quatro ano, tem vindo a registar valores negativos, situando-se em -0,29% em 2014.

Já o peso da população idosa manteve um perfil ascendente, uma consequência das tendências de diminuição da fecundidade e de aumento da longevidade. Desde 1990 que a proporção de indivíduos com 65 e mais anos por 100 residentes com menos de 15 anos (índice de envelhecimento) apresenta uma tendência sistemática de crescimento (72,1 em 1991 e 141,3 em 2013).

Outro dado importante presente no Anuário Estatístico do INE diz respeito à taxa de atividade que, em 2014, registou uma quebra face a 2013, fixando-se em 50,3%. Na verdade, desde 2008 que esta taxa vem exibindo uma tendência de quebra. Relativamente a 2014, descida verificou-se tanto em valor absoluto, com menos 59,1 mil indivíduos ativos, como também na proporção de ativos da população residente, com uma variação de -0,3 pontos percentuais (p.p.), menos intensa do que a verificada em 2013 (-0,6 p.p.).

A população ativa e o emprego, que tinham vindo a crescer desde 1998 (com exceção de 2004 e 2009 no caso da população ativa e do período 2003-2005 no caso do emprego), registaram uma inflexão dessa tendência em 2011 (população ativa) e 2009 (emprego). Em 2014 registaram-se um crescimento do emprego e uma quebra no desemprego, movimentos que conjugados mantiveram a tendência de quebra da população ativa (-1,1%).

Por outro lado, a tendência de quebra do emprego que se verificou nos últimos cinco anos – correspondendo à extinção de aproximadamente 687 mil empregos – inverteu-se em 2014, ano em que se registou um acréscimo de 1,6%. Contudo, as sucessivas quebras no emprego entre 2009 e 2013, conduziram o nível de emprego para valores inferiores aos registados anteriormente a 1998.

Portugal com risco de pobreza cada vez mais elevado

Também o rendimento e as condições de vida das famílias foram indicadores avaliados e os resultados do INE mostram que, em 2013 registou-se um novo agravamento da desigualdade na distribuição do rendimento, à semelhança do que já se verificara nos três anos precedentes. O risco de pobreza aumentou em 0,8 p.p., tal como já acontecera em 2012, passando a situar-se em 19,5%. Subsistem, além disso, diferenças apreciáveis quando se consideram diferentes estratos da população.

Recursos humanos aumentam, internamentos diminuem

De acordo com a informação disponível, parte apenas referente até 2013, mantêm-se as tendências anteriormente detetadas de aumento dos recursos humanos no setor da Saúde, com aumentos da capacidade de oferta em segmentos mais especializados e com maior intensidade de aproveitamento dos recursos disponíveis.

Analisando a componente de recursos humanos, manteve-se a melhoria contínua do rácio número de médicos por mil habitantes, que foi de 4,5 em 2014, o que corresponde ao aumento de um médico por 1000 habitantes na última década. A mesma tendência, e até mais intensa, continuou a detetar-se no rácio número de enfermeiros por mil habitantes, que alcançou o valor de 6,4 no mesmo ano, quando em 2003 se situara em 4,2. O número de médicos especialistas também continuou a aumentar, à taxa de 2,2%, entre 2014 e 2013, e o mesmo se verificou com o número de não especialistas, à taxa de 4,8%. De acordo com o documento divulgado pelo INE, a proporção de especialistas encontra-se relativamente estabilizada nesta primeira metade da década, em torno de 62,0% do total.

Já o número de internamentos diminuiu em -1,3% em 2013, no seguimento da tendência iniciada em 2008. O número de dias de internamento também denotou uma tendência de diminuição, embora com significativas oscilações. Bastante mais nítida é a tendência de diminuição do número de camas, a uma taxa média anual de -0,6% entre 2000 e 2013, o que se traduziu numa quebra de -7,0% face ao valor de 2000. Em contrapartida, a taxa de ocupação manifestou uma tendência de aumento (78,5% em 2013, contra 75,8% em 2000).

Por outro lado, o número de salas de operação cresceu ao ritmo médio anual de 1,7%, durante o mesmo período. Tendências de aumento também se registaram quer nas intervenções de grande e média cirurgia por dia, cujo número aumentou ao ritmo médio anual de 3,5%, quer com as consultas nos hospitais por habitante, cujo número cresceu ao ritmo médio anual de 5,0%.

Quanto aos indicadores de saúde relacionados com a mortalidade, a taxa de mortalidade infantil em 2014 diminuiu para 2,8 óbitos por mil nados vivos, no seguimento do valor de 2,9 registado no ano precedente, valores que lembram uma anterior tendência longa de diminuição desta taxa. Recorde-se que em 1990 o seu valor fora de 10,9, tendo diminuído quase continuamente até 2008, ano em que alcançou o valor de 3,3; entre 2008 e 2012 o indicador teve um comportamento oscilatório, com um valor médio de 3,2.

No que se refere às principais causas de morte em Portugal, do total de óbitos ocorridos em 2013, 29,5% foram provocadas por doenças do aparelho circulatório e 24,3% por tumores malignos. Relativamente às respetivas taxas de mortalidade, a primeira retomou a tendência decrescente, situando-se em 3,0‰ em 2013 (4,0‰ em 2000), enquanto a segunda aumentou ligeiramente, passando para 2,5‰ e inserindo-se num perfil ascendente (2,1‰ em 2000).

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DinheiroSaude
A despesa corrente das famílias com a saúde aumentou 3,1% em 2014, segundo estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), depois de no ano anterior ter diminuído 4,5%.

Os dados da Conta Satélite da Saúde do INE, ontem divulgados, mostram que, globalmente, a despesa corrente em saúde aumentou 1,3% em 2014, registando ainda assim uma taxa de crescimento inferior à do Produto Interno Bruto (2,2%).

“Para 2013 estima-se uma despesa de 15.681,9 milhões de euros, representando 9,1% do PIB, o que traduz um crescimento de 1,3% face a 2013”, refere o INE.

Desde 2010 que a despesa corrente em saúde tem registado taxas de crescimento inferiores à do PIB. Em 2013, por exemplo, o PIB cresceu 0,6% enquanto a despesa corrente em saúde diminuiu 1,6%.

Para 2014, o INE estima um ligeiro aumento, de 0,7%, da despesa corrente pública e um crescimento de 2,5% da despesa corrente privada, que tinha diminuído significativamente no ano anterior.

Em 2013, a despesa corrente pública e privada tinha crescido 0,3% e 4,1% respetivamente.

Nesta despesa privada, o INE contempla o que é suportado por seguros, instituições sem fins lucrativos ou pelas famílias.

Em relação às famílias, estima-se em 2014 o aumento de 3,1% da despesa com saúde, depois da diminuição de 4,5% registada em 2013.

Numa análise global entre 2000 e 2010, a despesa corrente privada aumentou em média 5,6% ao ano, alcançando depois um crescimento moderado em 2011 e 2012 e uma redução de 4,1% em 2013.

No caso da despesa corrente pública, entre 2000 e 2010 cresceu em médico 5% ao ano, havendo depois reduções “muito significativas” em 2011 e 2012, “traduzindo o impacto de medidas políticas gerais de contenção da despesa e de medidas sectoriais como a política do medicamento”.

Em 2013 a despesa corrente pública continuou a diminuir, mas a um ritmo moderado (-0,3%) e em 2014 estima-se um aumento de 0,7%.

A análise do INE aos agentes financiadores da saúde permite perceber que entre 2012 e 2014 quase 65% da despesa do sistema de saúde foi financiada através da administração pública. Por seu lado, nos mesmos anos, 27,7%, em média, da despesa corrente foi suportada diretamente pelas famílias.

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O Ministério da Saúde reagiu hoje ao relatório da OCDE que reporta um aumento das despesas de saúde privada em Portugal, indicando que segundo o Instituto Nacional de Estatística a despesa corrente das famílias em 2013 terá diminuído 4,7%.

“Importa referir que a única fonte que a OCDE dispõe para o out-of-pocket [pagamentos diretos no momento de utilização dos cuidados de saúde] é a conta satélite da saúde”, refere uma nota do Ministério, sublinhando que os dados do INE apontam para 2013 um “decréscimo da proporção do financiamento das famílias (menos 0,8 pontos percentuais face a 2012”.

Segundo as “Estatísticas de Saúde 2015” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), despesas de saúde privada em Portugal e na Grécia tiveram o maior crescimento da área da OCDE desde 2009 a 2013, significando já um terço da despesa total em saúde, sendo este um dos indicadores que foi destacado pela própria organização internacional.

Numa nota enviada à agência Lusa, o Ministério da Saúde refere, recorrendo a dados do INE, o aumento da importância relativa da despesa do Serviço Nacional de Saúde que, em 2013, se estimou ser a maior desde 2010.

O Ministério argumenta ainda que “a redução na despesa privada de saúde nas famílias com produtos farmacêuticos e outro artigos médicos mais do que compensou o aumento da despesa privada de saúde das famílias com a redução das deduções à coleta de IRS e aumento das taxas moderadoras”.

Sobre o crescimento do setor hospitalar privado, também referido pela OCDE, o Ministério contrapõe novamente com dados do INE que considera mostrar “o peso expressivo do setor público na prestação de cuidados de saúde”.

Assim, recorda que, em 2013, mais de 50% dos hospitais em Portugal eram tutelados pelo Estado, 88% dos atendimentos nos serviços de urgência feitos em hospitais oficiais e que 70% das camas disponíveis e apetrechadas para internamento imediato de doentes eram de hospitais públicos.

As “Estatísticas de Saúde 2015” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgadas na terça-feira, mostram que a despesa de saúde continuou a tendência decrescente em Portugal, Grécia e Itália no ano 2013.

“A maioria dos países membros da OCDE da União Europeia indicou gastos com a saúde per capita abaixo dos níveis de 2009. Fora da Europa, estas despesas aumentaram a uma taxa de 2,5% ao ano desde 2010”, refere a OCDE.

Três quartos dos gastos com a saúde continuam a ser financiados por fontes públicas nos países da OCDE, “mas as medidas de contenção de custos tomadas por alguns estados levaram a um aumento do consumo privado”, seja através de seguros de saúde ou de pagamentos diretos pela família.

“Na Grécia e em Portugal, a participação das despesas de saúde privada cresceu quatro pontos desde 2009, o que representa o maior aumento na área da OCDE e significa que um terço da despesa total em saúde foi financiado por fontes privadas em 2013”, refere uma síntese da organização.

A OCDE destaca mesmo que “alguns dos países mais atingidos pela crise tiveram aumentos significativos” nos pagamentos diretos no momento de utilização dos cuidados de saúde (pagamentos out-of-pocket).

Como exemplos surgem Portugal e a Grécia, que entre 2009 e 2013 viram as despesas de saúde privada aumentarem, respetivamente, para 28% e 31% do total.

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Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade

Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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