O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro e o Centro de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo da Guarda Nacional Republicana realizam hoje, em Lisboa, um exercício de simulacro para avaliar a capacidade de resposta a uma emergência de origem biológica. A iniciativa decorre no âmbito do III Seminário NRBQ – “Ameaças globais: investigação, resposta e política”.

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Uma investigação dos departamentos de Alimentação e Nutrição e de Doenças Infeciosas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge concluiu que, em 2015, mais de 400 pessoas sofreram intoxicações alimentares em Portugal, durante o ano de 2015, a maioria por consumo de alimentos fora de casa.

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A atividade gripal registou um aumento, na semana passada, e apresenta uma tendência crescente, tendo sido identificados 32 vírus da gripe, revela o Boletim de Vigilância Epidemiológica, divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

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A atividade gripal continuou baixa, na semana de 28 de dezembro a 3 de janeiro, mas com tendência para crescer, revela o Boletim da Vigilância Epidemiológica da Gripe, ontem divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

De acordo com o boletim, publicado semanalmente, às quintas-feiras, a taxa de incidência da síndrome gripal aumentou para 51,4 casos por 100.000 habitantes, o que indica "provável início do período epidémico".

Na semana anterior, de 21 a 27 de dezembro, a taxa de incidência gripal foi de 21,6 casos por 100.000 habitantes.

Segundo o boletim hoje divulgado, referente à semana de 28 de dezembro a 3 de janeiro, foram admitidos dez novos casos de gripe nas 23 unidades hospitalares de cuidados intensivos que reportaram informação.

Cerca de 70% dos pacientes tinham doença crónica subjacente, "considerada de risco para a evolução do quadro de gripe", com a maioria, 80%, a rondar uma idade entre os 15 e os 64 anos.

A taxa estimada de admissão por gripe nas unidades de cuidados intensivos é de 4,4%, a mais alta desde o início da época gripal, tendo sido identificado o vírus A em todos os doentes.

O relatório adianta que a mortalidade observada "por todas as causas" tem valores "de acordo com o esperado".

A época gripal 2015-2016 começou em outubro e termina em maio.

Lusa/Jornal Médico

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O excesso de mortalidade que se registou em Portugal no inverno de 2014/2015, que de acordo com dados do relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe vitimou mais cerca de 5.500 mortes do que era esperado, não foi um “fenómeno” luso. De facto, revelou há dias o Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), todos os países europeus que participam no sistema de vigilância EuroMOMO registaram excessos de mortalidade na população com 65 ou mais anos, com exceção da Estónia e da Finlândia. Estes excessos de mortalidade ocorreram em simultâneo com a epidemia de gripe sazonal e um período de vagas de frio extremo.

“De entre os países onde foram observados excessos de mortalidade durante o inverno, os mais atingidos foram Inglaterra, França, Portugal, Espanha e Suíça. Outra das conclusões deste trabalho aponta também para que os excessos de mortalidade observados nestes países ocorreram em simultâneo com a epidemia de gripe sazonal e um período de vagas de frio extremo”, lê-se em nota publicada na página na internet da instituição.

A análise do INSA incidiu igualmente sobre o verão de 2015. Durante este período, observou-se excesso de mortalidade, na população com 65 ou mais anos, em vários países europeus, com exceção de Portugal, Finlândia, Irlanda, Noruega, Suécia e Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte).

Os países onde se observaram os mais elevados excessos relativos de óbitos no verão foram França, Holanda, Espanha e Suíça. Estes excessos de mortalidade na Europa foram observados em simultâneo com um período de calor extremo.

A rede EuroMOMO, na qual Portugal participa, desde 2008, por intermédio do Instituto Ricardo Jorge, tem como objetivo a monitorização da mortalidade semanal por todas as causas a nível europeu para detetar, de forma precoce, eventos possivelmente associados a excessos de mortalidade para intervenções de Saúde Pública. Participam atualmente na rede 19 países que semanalmente enviam informação relativa aos óbitos registados na semana anterior para produção de um boletim semanal divulgado no site da rede e enviado para o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla inglesa) e para a Organização Mundial da Saúde.

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Cerca de 30 médicos, a maioria internos de medicina geral e familiar, aderiram este ano à Rede de Médicos Sentinela, que conta já com 130 clínicos de todo o país, alguns dos quais desde a sua formação em 1989.

Coordenada pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a rede é um sistema de informação em saúde e uma rede de investigação formada por médicos especialistas e internos de medicina geral e familiar que tem como principal objetivo estimar taxas de incidência de algumas doenças ou eventos com importância para a saúde pública, contribuindo para a sua vigilância epidemiológica.

A Rede Médicos Sentinela reúne anualmente para apresentação de resultados do ano em curso e preparação do trabalho para o ano seguinte.

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Uma equipa de investigadores portugueses descobriu uma forma de “melhorar até sete vezes a eficácia de um medicamento” que será utilizado brevemente no tratamento da fibrose quística, anunciou hoje o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

A descoberta foi feita por uma equipa de investigadores do INSA e do BioISI da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, liderada pelo investigador Paulo Matos, do Departamento de Genética do Instituto Ricardo Jorge.

O INSA adianta, em comunicado, que a descoberta foi feita quando os investigadores estudavam o mecanismo molecular do gene responsável pela fibrose quística, o gene CFTR, que “codifica uma proteína transmembranar que regula a hidratação e a viscosidade do muco nas vias respiratórias”.

“Embora a proteína CFTR com a mutação mais frequente (presente em mais de 80% dos doentes) ainda retenha alguma função, as células dos doentes reconhecem-na como defeituosa e degradam-na”, explica Paulo Matos no comunicado.

O investigador adianta que o fármaco “VX-809” (ou Lumacaftor), que está prestes a ser comercializado para o tratamento desta doença genética rara, “resgata parcialmente a CFTR mutante da degradação, mas não o suficiente para conseguir uma recuperação notória da função respiratória na maioria dos doentes”.

“Ao estudarmos o mecanismo molecular que mantém a proteína CFTR na superfície das células, descobrimos uma maneira de melhorar até sete vezes o resgate funcional do canal CFTR mutante, mediado pelo medicamento lumacafator, aumentando assim a eficácia deste fármaco”, afirma o investigador.

Paulo Matos acrescenta que, “como esta melhoria está relacionada com um processo molecular específico”, o próximo passo da investigação passa por encontrar “métodos de actuar selectivamente neste processo que possam ser usados, em combinação com o VX-809, para melhorar a eficácia do tratamento”.

O trabalho coordenado pelo investigador do Instituto Ricardo Jorge acaba de ser publicado na revista internacional Sience Signaling.

A fibrose quística é uma doença genética rara, de evolução progressiva, que se caracteriza pela disfunção das glândulas exócrinas. Devido a uma anomalia no funcionamento das trocas de água e sal, são produzidas secreções mais espessas do que o normal, provocando obstruções a vários níveis do organismo.

O INSA refere que, apesar dos avanços nos tratamentos dos sintomas e infeções, ainda não existe cura para esta doença e a maioria dos seus portadores acaba por morrer ainda jovem, entre os 20 e 40 anos, geralmente por insuficiência respiratória.

A fibrose quística tem uma incidência na população de origem europeia de um em cada 2.000 a 4000 nascimentos por ano. Em Portugal calcula-se que nasçam por ano cerca de 30 a 40 crianças com esta doença.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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