Começa este mês, em Portugal, a colheita de plasma de sangue de doentes recuperados de Covid-19, em dez unidades nacionais. O anúncio foi feito hoje pelo Secretário de Estado da Saúde.

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terça-feira, 17 outubro 2017 09:50

IPST garante reservas em “níveis confortáveis”

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) esclareceu ontem que as reservas de sangue estão em níveis “confortáveis”, salientando que podem “satisfazer rapidamente” pedidos de qualquer parte ao país.

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O aproveitamento máximo e sem desperdício do sangue doado pelos portugueses é a melhor forma de homenagear o dador, cuja efeméride se assinala, a nível nacional, esta segunda-feira. Em declarações à Agência Lusa, o presidente do Instituto Português de Sangue e Transplantação (IPST), João Almeida e Sousa, adiantou que “as reservas de sangue em Portugal, designadamente do IPST, são estáveis e estão dentro do necessário para satisfazer as necessidades”.

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O número de órgãos colhidos para transplante em 2016 foi o maior de sempre, tendo-se registado pela primeira vez transplantes com órgãos de dadores em paragem circulatória, segundo a Coordenação Nacional da Transplantação.

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O presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), João Almeida e Sousa, afirmou ontem que há mais de 2.000 doentes em Portugal a aguardar por um transplante renal, um aumento que também se regista noutros países.

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quinta-feira, 22 setembro 2016 10:51

Presidente do Instituto do Sangue pede demissão

Hélder Trindade

O Presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), Hélder Trindade, pediu a demissão ao Ministro da Saúde alegando “razões pessoais”, noticiam hoje vários órgãos de comunicação social.

A demissão do especialista na área de Transplantação, que havia assumido o cargo em 2011, foi confirmada hoje à Agência Lusa pelo Ministério da Saúde, segundo o qual Hélder Trindade terá invocado "motivos pessoais".

O pedido de demissão ocorre poucos dias depois de a Direção-Geral da Saúde (DGS) ter divulgado uma norma de orientação clínica no sentido de permitir a dádiva de sangue por parte de homossexuais e bissexuais, embora condicionada a um período de abstinência de um ano.

Recorde-se que Hélder Trindade já tinha sido contestado pelo Bloco de Esquerda em 2015, por este ter afirmado que só admitia dadores homossexuais que fossem abstinentes.

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terça-feira, 20 setembro 2016 11:13

Homossexuais podem dar sangue

Sangue 2

A dádiva de sangue por parte de homossexuais e bissexuais vai passar a ser permitida, embora condicionada a um período de suspensão de um ano, segundo uma norma de orientação clínica (NOC) da Direção-Geral da Saúde (DGS), publicada ontem.

Estas novas regras vêm pôr fim à proibição total de homens que têm sexo com homens (HSH) - homossexuais e bissexuais - (categoria utilizada anteriormente) poderem dar sangue, passando aquilo que é hoje considerado como “critério de suspensão definitiva” para “critério de suspensão temporária”.

Na prática, os HSH passam a poder ser dadores de sangue, estando sujeitos à aplicação de um período de suspensão temporária de 12 meses após o último contacto sexual, com avaliação analítica posterior.

O mesmo período de suspensão é aplicado a todos os dadores que tenham tido relações sexuais com trabalhadores do sexo e utilizadores de droga.

Estes grupos são descritos como “subpopulações com risco infecioso acrescido para agentes transmissíveis pelo sangue”, precisamente por serem considerados “subpopulações com elevada prevalência de infeção”.

A norma, publicada na página da DGS, vem também estabelecer um período de suspensão de 12 meses após o último contacto sexual para pessoas que tenham tido parceiros portadores de infeção por VIH, hepatite B e hepatite C.

Na mesma situação estão todos aqueles que tenham tido contacto sexual (em Portugal ou no estrangeiro) com pessoas originárias de países com epidemia generalizada de infeção por VIH, de que são exemplo vários países africanos, entre os quais os lusófonos Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

Já os homens e mulheres que tenham um novo parceiro sexual têm que esperar seis meses para serem avaliados quanto à possibilidade de darem sangue.

Mantêm-se “suspensos definitivamente”, ou seja, proibidos de dar sangue, todos os trabalhadores do sexo e utilizadores de drogas, por estarem “expostos a um elevado risco infecioso”.

O documento sustenta ainda que sendo os períodos de suspensão determinados pelo risco de transmissão associado aos comportamentos e havendo “poucos dados disponíveis sobre o risco infecioso nos indivíduos que descontinuam” aqueles comportamentos, “a eliminação da suspensão não é suportada pela evidência científica e poderia introduzir um risco inaceitável”.

A NOC sobre “Comportamentos de Risco com Impacte na Segurança do Sangue e na Gestão de Dadores: Critérios de Inclusão e Exclusão de Dadores por Comportamento Sexual” foi emitida pela DGS sob proposta conjunta do Departamento da Qualidade na Saúde, do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA, do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) e da Ordem dos Médicos (OM).

O fim da proibição da dádiva de sangue por homossexuais e bissexuais já havia sido recomendado por um grupo de trabalho do IPST e aceite pelo Ministério da Saúde, em agosto de 2015.

Na altura, as recomendações apontavam para a possibilidade de os HSH poderem dar sangue ficando sujeitos à aplicação de um período de suspensão temporária que poderia ser de seis ou 12 meses.

O documento considerava que deveria “ser garantida a não discriminação dos dadores”, assumindo também como prioritário a garantia da segurança da transfusão.

O então secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde assinou o despacho que aceitava as recomendações e incumbiu a DGS de elaborar a respetiva NOC até ao final do mês de outubro de 2015.

Já em agosto deste ano, o Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre o prazo para a elaboração e publicação da norma de orientação clínica para a dádiva de sangue, que acabe com a discriminação de homossexuais e bissexuais.

Esta NOC deverá entrar nos próximos dias em consulta pública.

ILGA Portugal congratula-se com fim de “exclusão arbitrária”

A Associação ILGA Portugal congratulou-se ontem com o fim da “exclusão arbitrária para 'homens que têm sexo com homens'” da doação de sangue, numa norma de orientação clínica da DGS.

“Foi divulgada pela Direção-Geral de Saúde a proposta de norma relativa à doação de sangue e aos critérios de exclusão que deverão aplicar-se. Desapareceu finalmente qualquer referência à categoria "homens que têm sexo com homens", que era até agora suficiente para a exclusão automática na doação de sangue de acordo com as instruções dadas pelo Instituto Português do Sangue e Transplantação”, referiu a associação em comunicado.

Esta norma vem pôr fim às regras atualmente vigentes, que proíbem os designados “homens que têm sexo com homens (HSH)” - homossexuais e bissexuais – de dar sangue, passando aquilo que é hoje um “critério de suspensão definitiva” a ser um “critério de suspensão temporária”.

A ILGA recorda que, em sucessivas reuniões e contactos com a DGS, deixou claro que entre “os pontos principais” que “deveriam nortear a nova norma”, “a categoria ‘homens que têm sexo com homens’ não especifica comportamentos de risco (que podem acontecer nesta subpopulação tal como noutras), que devem ser o enfoque dos questionários de triagem”.

“A categoria ‘homens que têm sexo com homens’, ao contrário de outras subpopulações definidas enquanto categorias epidemiológicas, contribui para a estigmatização de um grupo social que é alvo de discriminação, sendo que a discriminação com base na orientação sexual é, até, explicitamente proibida pela Constituição da República Portuguesa”, sublinhou.

A nova proposta garante, pelo contrário, a ausência de qualquer menção da categoria "homens que têm sexo com homens", desaparecendo a exclusão deste grupo enquanto tal (permanente ou temporária).

“Desaparece assim a generalização abusiva de comportamentos de uma população com uma enorme diversidade de práticas, permitindo um enfoque nos comportamentos de risco e não só mantendo, como, na realidade, reforçando a preocupação com a qualidade do sangue recolhido”, acrescentou.

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Sangue 2

O presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) apelou hoje à dádiva de sangue, particularmente dos tipos mais raros (O e A negativos), mas garantiu que a situação “é normal para a época”.

As declarações do responsável daquela instituição, Hélder Trindade, surgem a propósito do anúncio de várias sessões de colheitas que a Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro (ADASCA) agendou para setembro, tendo em conta as reservas de sangue dos tipos mais raros.

Nas palavras de  Hélder Trindade existem, atualmente, reservas destes tipos de sangue para cinco dias, o que “é normal para a época” de férias, em que se costuma registar uma quebra nas dádivas.

Sendo o conta consumo diário de cerca de 42 unidades, e existindo 300 unidades em armazém, estima-se que as reservas sejam suficientes para apenas cinco a seis dias, quando a situação ideal, e que deverá registar-se em breve, é de seis a sete dias.

Tendo em conta as quebras habituais desta época do ano, o presidente do IPST apela aos dadores, nomeadamente os que não são regulares, para doarem o seu sangue e assim garantirem que as reservas não baixam, sublinhando que as reservas são maiores (para 17 dias) se for contemplado o sangue que consta dos hospitais, que efetuam as suas próprias colheitas.

“Não estamos numa situação dramática”, afirmou Hélder Trindade que confia no altruísmo dos dadores para garantirem que os níveis das reservas deste tipo de sangue, bem como dos outros, não diminuem.

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Isolamento social com apoio de proximidade e em segurança
Editorial | Jornal Médico
Isolamento social com apoio de proximidade e em segurança

O futuro tem hoje 5 dias! Inacreditável! Quem é que tem agenda para mais de 5 dias? A pandemia COVID-19 alterou profundamente a vida quotidiana, a prestação de cuidados de saúde e a organização dos serviços de saúde está totalmente alterada. O isolamento social é a orientação primordial de confrontação da pandemia. Mas é necessário promover o apoio de proximidade essencial e aprender a fazê-lo em segurança.

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