No âmbito do Dia Mundial de Luta contra o Cancro, que se assinala a 4 de fevereiro, a Maratona da Saúde lembra a importância da investigação científica e da prevenção e supervisão por parte do paciente do seu estado de saúde.

Published in Atualidade

Cientistas do Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes descobriram que a manipulação de um gene ajudou a reverter o envelhecimento celular, num estudo com células da pele de ratos publicado na revista Nature Communications.

Published in Atualidade

Uma vacina contra a malária desenvolvida por cientistas portugueses vai ser testada em humanos num ensaio clínico iniciado ontem na Holanda, de acordo com o líder da equipa de investigadores, Miguel Prudêncio.

Published in Atualidade

desenvolvimento

Três institutos de investigação portugueses vão receber 2,5 milhões de euros para desenvolver um programa para aplicar na prática clínica a medicina de precisão, mais centrada no doente individual.

O consórcio PRECISE, que junta o Instituto de Medicina Molecular, o Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia e o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, vai receber um financiamento de 2,5 milhões de euros para aplicar na prática clínica diversas estratégias de prevenção e tratamento mais personalizadas.

Segundo uma nota enviada à Agência Lusa, entre os objetivos deste projeto está a criação de um protótipo de uma plataforma digital para a medicina de precisão, melhorias na prevenção e tratamento do acidente vascular cerebral e desenvolver novos processos para chegar a terapias inovadoras de base celular.

O trabalho do consórcio vai ser desenvolvido por equipas multidisciplinares que integram médicos e engenheiros das três instituições de investigação da Universidade de Lisboa.

O financiamento do projeto provém do concurso de Programas de Atividades Conjuntas, que integra o Portugal 2020.

Published in Mundo

Intestino

Um estudo realizado pelo Instituto de Medicina Molecular (IMM) “desvenda”  um “processo inédito”, protetor dos tecidos intestinais contra a inflamação e as agressões microbianas, combatendo-as sempre que surgem.

As conclusões, publicadas na revista científica Nature, surgem na sequência de diversas experiências aplicadas em ratos, nas quais o mecanismo funciona sob o controlo do sistema nervoso intestinal, através do qual “as células do sistema nervoso recebem sinais do intestino e dão instruções específicas ao sistema imunitário para reparar os danos”.

O IMM fez saver que já era conhecida a existência de uma relação “um diálogo, entre os neurónios do intestino e o sistema imunitário”, lembrando um estudo publicado recentemente por cientistas da Universidade de Rockefeller (EUA), segundo o qual determinados “ neurónios conseguem induzir certas células imunitárias (os macrófagos) a produzir substâncias protetoras do intestino”.

Nas palavras do coordenador desta investigação, Henrique Veiga-Fernandes, há um facto “completamente novo” na investigação que conduziu. “Não só desvendámos o fenómeno em si, mas também, descrevemos os mecanismos moleculares que estão em jogo”, sublinhou acrescentando que “identificámos uma ‘troca’ multicelular [linfócitos inatos, células da glia, células do epitélio intestinal], orquestrada por fatores neutróficos, que protege o intestino” e “constatámos que a alteração deste eixo celular e molecular conduz à doença inflamatória intestinal e à incapacidade de eliminar as infeções”, garantiu.

A aplicação prática dos resultados desta análise poderá passar, no futuro, pelo desenvolvimento de novas estratégias preventivas e terapêuticas contra a inflamação intestinal crónica, como a doença de Crohn ou a colite ulcerosa, assim como contra o cancro intestinal, ativando diretamente os linfócitos inatos, sem passar pela glia. “Queremos conseguir fazer o trabalho das células gliais”, concluiu.

Published in Mundo

doentecancro

O investigador do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa Bruno Silva Santos disse ontem no Porto que o melanoma, o cancro do pulmão e do rim e as leucemias estão a ter resultados “muito promissores” aos tratamentos de imunoterapia.

“O objetivo é perceber quais são os cancros que vão ser os bons alvos da imunoterapia, para já o melhor é o melanoma, a seguir temos o cancro do pulmão e do rim, com resultados muito esperançosos, e as leucemias também com resultados muito interessantes”, afirmou o investigador.

Bruno Santos Silva, que recentemente foi distinguido pela Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO) e pelo European Research Council (ERC) pelo seu trabalho de investigação sobre as chamadas células T nas respostas imunitárias a infeções e tumores, falava aos jornalistas no congresso Internacional da Associação Portuguesa de Investigação em Cancro (ASPIC), a decorrer no IPO/Porto até hoje.

“Achamos que a imunoterapia tem uma grande vantagem que é: as nossas células do sistema imunitário conseguem permanecer no nosso organismo durante muito tempo e, por isso, tem uma perspetiva de ter respostas muito duradouras, ao contrário das outras terapias, que têm de constantemente estar a administrar drogas para conter o desenvolvimento do tumor”, referiu.

Os investigadores estão apostados em “reprogramar o nosso sistema imunitário, as nossas defesas, para respostas duradouras contra o cancro como sabemos que temos contra infeções, por exemplo. Quando nos vacinamos contra o sarampo, por exemplo, sabemos que temos uma resposta protetora duradoura e é isso que estamos a tentar, e achamos que vamos conseguir”, disse.

“A grande diferença é que as vacinas para infeções são dadas preventivamente para evitar a infeção e, neste caso, só vamos entrar com a imunoterapia num doente que já tem cancro. É a chamada vacina curativa que é mais difícil do que a prevenção porque prevenir uma coisa que ainda não existe é mais fácil do que curar um cancro que já está estabelecido”, acrescentou.

Em seu entender, “a grande dificuldade que se coloca é que a imunoterapia é bastante cara, é um grande desafio para o Serviço Nacional da Saúde. É nisso que temos de trabalhar, temos de garantir a melhor hipótese de tratamento, que, em alguns casos, vai sem dúvida ser a imunoterapia, como já é para o melanoma avançado”.

“O que podemos dizer é que no caso do melanoma, em que há maior historial, doentes tratados há cerca de oito ou dez anos continuam sem recidiva e poderão estar curados, portanto não foi necessário um novo tratamento para esses doentes e o cancro ainda não voltou. Há essa perspetiva de cura”, sublinhou.

Contudo, Bruno Santos Silva considera que é cedo para “gritar” cura, por não existir tempo suficiente de follow-up, mas, “no caso do melanoma, oito a dez anos já é impressionante ainda não ter havido recidiva do tumor, portanto, esperemos que seja a cura”.

A presidente da ASPIC, Leonor David, sublinhou que a imunoterapia é “uma área nova, que se tem desenvolvido imenso e que tem levado ao aparecimento de novos medicamentos que têm a capacidade de alterar, modelar o nosso comportamento perante a neoplasia e, portanto, de nos fazer reagir e, eventualmente, recusar o cancro, ou pelo menos atrasar substancialmente o seu desenvolvimento”.

“Há muita aplicação neste momento, as farmacêuticas estão muito ativas no desenvolvimento de novos medicamentos e, esta sessão, além de trazer o que está no terreno de novo, traz também a investigação básica que está por trás, isto é, os mecanismos que estão subjacentes ao desenvolvimento desta potencial nova arma terapêutica”, acrescentou.

O presidente do Congresso e do IPO/Porto, Laranja Pontes, salientou a importância do encontro porque “aborda essencialmente novas terapêuticas, que estão a ser discutidas e que são alternativas as terapêuticas clássicas”.

“São novas terapêuticas e novas abordagens cujo princípio fundamental é pôr o organismo a atacar o cancro e não usar as drogas. Serão provavelmente muito menos tóxicas e provavelmente muito mais eficazes, porque será pôr o hospedeiro a tentar matar o tumor”, disse.

Published in Mundo

laço
Já arrancou o primeiro projeto do Fundo iMM Lisboa-Laço: A Caminho da Cura, uma parceria inovadora entre o Instituto de Medicina Molecular (iMM Lisboa) e a Associação Laço. Pioneiro em Portugal, este estudo tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento de tecnologia diagnóstica que permita tratar o cancro da mama com maior precisão.

Em comunicado, as duas instituições explicam que “o estudo consiste em pesquisar, em mulheres diagnosticadas com cancro da mama, um conjunto de alterações moleculares que até agora não eram objeto de análise”. Dentro de um ano os investigadores esperam poder demonstrar que estes novos testes poderão ser úteis para personalizar o tratamento e assim obter melhores resultados na luta contra esta doença, informa ainda a nota enviada às redações.

Maria do Carmo Fonseca, professora da Faculdade de Medicina e investigadora do iMM Lisboa, na área de biologia molecular e Luís Costa, diretor do Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria) serão os responsáveis pela seleção das mulheres que irão participar no estudo, assim como pelas decisões sobre o tratamento futuro destas doentes. Na fase inicial vão participar no estudo 90 mulheres seguidas na consulta de Oncologia do Hospital de Santa Maria.

“A Caminho da cura”

De acordo com os dados divulgados, o estudo tem como alvo dois grupos distintos de doentes: mulheres às quais foi detetado cancro da mama em fase inicial e mulheres com diagnóstico de cancro da mama metastático.

No primeiro grupo levanta-se a questão sobre o tipo de tratamento que poderá vir a ser aplicado a estas mulheres. Importa por isso fazer uma análise das moléculas presentes no tecido tumoral de cada uma delas e poder informar o clinico sobre o tipo de alterações detetadas. Com base nestas alterações é possível fazer uma previsão mais precisa do risco de recidiva, ou seja calcular uma probabilidade destas mulheres virem a desenvolver fases mais avançadas de cancro. Assim, a informação molecular obtida pode ajudar o médico a decidir se deve ou não prescrever quimioterapia para além de outros tratamentos que estejam indicados.

Em relação ao grupo de mulheres às quais foi diagnosticado cancro da mama metastático, a identificação de uma alteração molecular tratável pode significar um aumento na expectativa de sobrevivência assim como da qualidade de vida destas doentes. Existem cada vez mais medicamentos inovadores, mas é fundamental saber que doente vai beneficiar de um determinado tratamento. Conhecer em detalhe a composição molecular de um cancro aumenta a oportunidade de escolher o medicamento mais eficaz, mais preciso para aquele tumor e, talvez, evitar expor a doente a terapêuticas menos apropriadas e com maior toxicidade.

Na fase inicial vão participar no estudo 90 mulheres seguidas na consulta de Oncologia do Hospital de Santa Maria.

O Fundo iMM Lisboa-Laço: A Caminho da Cura contou com um donativo da Laço de 75 mil euros e espera receber mais apoio financeiro por parte de outras entidades de modo a permitir que mais mulheres possam beneficiar deste tipo de investigação.

Published in Medicamento

Células Cancro
Um novo tratamento para o cancro, baseado na ativação do sistema imunológico, através de moléculas biológicas, tem "resultados muito interessantes", mas é caro e a sua aplicação vai depender da decisão dos responsáveis hospitalares, afirmou hoje um especialista.

"Estes tratamentos são uma grande revolução e estão indicados para cancros mais avançados, pois para cancros em fases iniciais temos outras alternativas", disse à agência Lusa o vice diretor do Instituto de Medicina Molecular (IMM).

Bruno Silva Santos avançou que o tratamento, na área da imunoterapia, chamado pembrolizumab, vai estar disponível em Portugal a partir deste mês e "é necessário que o Serviço Nacional de Saúde tenha dinheiro para comparticipar", uma decisão que "tem de ser tomada ao mais alto nível nos vários hospitais", pois é "realmente caro", custando cerca de 100 mil euros.

Já o ipilimumab, o outro tratamento que segue o mesmo princípio, já está aprovado nos EUA e na Europa e é usado em Portugal para o melanoma metastático e "é impressionante o efeito que essa molécula teve", acrescentou.

O investigador falava a propósito de um encontro marcado para sábado, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, para informar profissionais ligados à investigação pré-clínica e à prática clínica acerca do avanço desta alternativa.

"Trata-se de anticorpos, moléculas biológicas produzidas por células vivas", diferentes dos tratamentos feitos com drogas químicas, como a quimioterapia, e que começaram por ser usadas no tratamento do melanoma metastático, referiu.

No último ano, os resultados foram alargados a outros tipos de cancro, incluindo o do pulmão, e atualmente decorrem ensaios clínicos para perceber em que cancros sólidos estes anticorpos têm resultados mais interessantes.

"O que eles fazem é remover o travão que impede que o sistema imunitário, neste caso os linfócitos T, esteja ativamente a combater o cancro", explicou, e o objetivo é "reverter o processo em que o sistema imunitário está a perder a batalha para o cancro".

Até agora, tentava-se focar a luta nas células cancerígenas, eliminando-as com quimioterapia, radioterapia ou com cirurgia, mas em muitos casos os cancros são resistentes a estas terapias.

Para poder receber este tratamento, o doente não pode estar demasiado debilitado ou ter doenças autoimunes.

"Se tivermos um tumor em estadio 1 e 2, os estados iniciais, ainda são relativamente fáceis [de ser] alvejados pelos outros tratamentos mais baratos, mais estabelecidos na clínica e de mais fácil acesso", enquanto a imunoterapia "surge para os estadios 3 e 4 que são casos mais avançados".

E para o cancro do pulmão, "tipicamente induzido pelo fumo do tabaco, este tratamento pode dar uma nova esperança", realçou o responsável do IMM, um dos especialistas a participar no encontro.

Acerca do valor do novo tratamento, Bruno Silva Santos defendeu ser necessário fazer as contas ao custo dos outros tratamentos, nomeadamente quando se prolongam por vários anos.

"Os locais credenciados para tratamentos médicos de saúde têm todos e por igual acesso a este tratamento, depois é a questão de quem é que consegue pagar", admitiu.

Perante a taxa de sucesso entre 50% e 60% apresentada pela imunoterapia, os investigadores procuram "biomarcadores, parâmetros biológicos, que permitam prever a resposta dos doentes para otimizar os recursos".

Published in Mundo
Pág. 1 de 2
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

Mais lidas